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Arquivos GT de Sistematização - IberCultura Viva

01

out
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Participantes do GT de Sistematização realizam sua primeira reunião para organizar o espaço de trabalho

Em 01, out 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

O Grupo de Trabalho de Sistematização e Difusão de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização) se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira, 30 de setembro. Ao todo, 63 pessoas participaram do encontro por videoconferência, entre participantes do GT, membros da Unidade Técnica do IberCultura Viva, representantes da presidência e da vice-presidência do programa, além de um dos países membros do Conselho Intergovernamental (Equador).

Este primeiro encontro foi pensado para que os/as participantes pudessem se conhecer e discutir uma forma de organizar este espaço de trabalho, que conta com 59 membros de 10 países. Estas pessoas, selecionadas por chamada pública, desenvolvem atividades de pesquisa, docência, extensão ou vinculação cultural em universidades e institutos ou outros tipos de instituições públicas de fomento ou salvaguarda que incluam áreas de investigação ou vinculação comunitária.

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Esther Hernández Torres, diretora geral de Vinculação Cultural da Secretaria de Cultura do Governo do México e presidenta do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, abriu o encontro comentando que a proposta de criação do GT de Sistematização surgiu da iniciativa de construir um sistema de informação cultural sobre políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano.

“Acreditamos que para promover e fortalecer essas políticas é necessário trabalhar na consolidação e na sistematização das práticas e experiências que estão se desenvolvendo nos diversos territórios de nossos países, e sobre as quais uma parte do meio acadêmico tem refletido e trabalhado”, comentou a presidenta. 

O objetivo do programa, nesse sentido, diz respeito à criação de pontes que facilitem a transferência da produção acadêmica para as áreas de desenho e implementação de políticas públicas. Além disso, trata-se de apoiar o desenvolvimento de pesquisas que ajudem a refletir sobre as propostas do programa, e buscar os melhores dispositivos e ferramentas que contribuam para o aprimoramento da capacidade de articulação e gestão das organizações culturais. 

“Somos um grande grupo de pessoas. Queremos discutir qual a melhor forma de configurar este espaço de trabalho, e decidimos convocar a partir de uma perspectiva ampla, que nos permitiria reconhecer a grande diversidade de identidades e abordagens que nos compõem”, disse Esther Hernández, ao falar sobre a opção de incluir na convocatória tanto projetos de pesquisa quanto projetos de extensão ou vinculação, apostando na intersetorialidade das missões de universidades e institutos nos países ibero-americanos.

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Ao comentar a diversidade do grupo, que reúne responsáveis ​​pela gestão de projetos, pesquisadores e estudantes, Esther Hernández destacou a presença de pessoas que são referência no estudo das políticas culturais, como Elena Román, do Observatório de Políticas Culturais da Universidade Autônoma da Cidade do México e. José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural da Universidade Estadual de Minas Gerais, que participa ao lado de uma turma de 9 brasileiros.

O GT conta também com um grande grupo do Mestrado em Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidade Andina Simón Bolívar e do Encontro Universitário pela Cultura Comunitária da Argentina, e com representantes de instituições que desenvolvem linhas de pesquisa, como é o caso de UNESCO Peru, Instituto Distrital de Patrimônio Cultural da Cidade de Bogotá (Colômbia) e Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE).

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A proposta apresentada pela Unidade Técnica foi a de distribuir inicialmente o grupo em três comissões de trabalho. Em uma delas, seria trabalhado todo o relacionado ao “referencial teórico” das políticas culturais de base comunitária. A segunda comissão se dedicaria a tudo o que diz respeito às políticas públicas e à governança cultural, tanto em nível nacional, local ou multilateral, e a terceira, a tudo que se relaciona com o trabalho territorial e as organizações culturais comunitárias. 

A ideia é que os comitês sejam formados e possam se reunir ao longo do mês de outubro, e que a partir das contribuições dos participantes, outras formas de trabalho e comitês mais específicos possam ser estruturados para o desenvolvimento das propostas que surgirem. “Brecha digital”, “economia social”, “participação social” e “intercâmbio de saberes” nas práticas culturais comunitárias são alguns dos temas de interesse do programa, e que serão propostos não apenas como objeto de estudo, mas também como prática para a construção do conhecimento. 

Posteriormente, pretende-se incorporar ao grupo de trabalho representantes de organizações culturais comunitárias e pessoas da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais interessadas ​​em aderir ao trabalho cooperativo. 

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31

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59 pessoas participarão do GT de Sistematização de Políticas Culturais de Base Comunitária

Em 31, ago 2021 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

O programa IberCultura Viva recebeu 87 candidaturas de pessoas interessadas em integrar o Grupo de Trabalho sobre Sistematização e Divulgação de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização). Desse total, foram selecionadas 59: 17 do Brasil, 14 da Argentina, 7 do México, 6 do Equador, 4 da Colômbia, 4 do Peru, 3 do Uruguai, 2 do Chile, 1 da Costa Rica e 1 da Espanha. 

A convocatória, que esteve aberta entre 17 de junho e 13 de agosto, estava dirigida a pessoas vinculadas a instituições de ensino nos 11 países membros (universidades, centros de pesquisa ou formação, institutos ou similares) dedicadas à pesquisa de políticas culturais de base comunitária ou projetos de extensão ou vinculação cultural voltados para a comunidade.

As candidaturas aceitas foram aquelas de pessoas que desenvolvem atividades de pesquisa, docência e extensão ou vinculação cultural em instituições de ensino. A maioria das inscrições não aceitas veio de pessoas vinculadas a organizações culturais comunitárias. Essas pessoas poderão ingressar a partir de uma convocatória específica para integrar o GT de Participação Social, com lançamento previsto para setembro.

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Perfis variados

Das 59 pessoas selecionadas, 37 são mulheres e 22 homens. O grupo inclui 4 pessoas que se declaram afrodescendentes e 4 indígenas. As pessoas que estão vinculadas de alguma maneira a universidades correspondem a 48 (28 mulheres, 20 homens); 4 mulheres se vinculam a institutos e 7 pessoas (5 mulheres, 2 homens) a outras instituições que desenvolvem linhas de pesquisa, como por exemplo UNESCO Peru, o Instituto Distrital de Patrimônio Cultural da Cidade de Bogotá (Colômbia) e o Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE). No que diz respeito à área de trabalho, 31 (19 mulheres, 12 homens) se dedicam à pesquisa; 15 (8 mulheres, 7 homens) a projetos de extensão, 12 (9 mulheres, 3 homens) a atividades de formação.

Os perfis são variados, com pessoas provenientes de distintas cidades e regiões, e projetos dos mais diversos, desenvolvidos nas capitais e no interior dos países. Na lista estão, entre outros, a coordenadora do Mestrado de Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidade Andina Simón Bolívar- Sede Equador; uma professora-pesquisadora da Universidade Autônoma da Cidade do México que coordena o Observatório de Políticas Culturais; um politólogo colombiano vinculado a uma universidade de Londres que pesquisa o movimento latino-americano de Cultura Viva Comunitária; uma chilena que é professora de diversas instituições nacionais e internacionais e diretora de museu em Viña del Mar; uma costarricense que é antropóloga, atriz, diretora de teatro e doutoranda em investigação em ciências sociais.

Entre as pessoas candidatas do Brasil, 9 são do Observatório da Diversidade Cultural, integrado por pesquisadores de distintas instituições educativas, como a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Também há um candidato com um projeto de extensão vinculado ao sistema de saúde da Universidade Federal de Pernambuco, dedicado a estudos e práticas de capoeira Angola, e uma que coordena o projeto de extensão e pesquisa “Teatro em comunidade”, vinculado à Universidade Federal de Goiás. 

Entre as selecionadas da Argentina, há pessoas vinculadas a 9 universidades públicas: Universidad Nacional de las Artes, Universidad Nacional Tres de Febrero, Universidad Nacional de la Plata, Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional del Litoral, Universidad Nacional del Nordeste, Universidad Nacional de San Luis, Universidad Nacional de Córdoba y Universidad Nacional de Avellaneda. O selecionado da Espanha, por sua vez, faz parte de um projeto de mapeamento de boas práticas de Artes Vivas na Iberoamérica, junto a uma equipe interdisciplinar de agentes culturais ibero-americanos.

As propostas do Peru vão desde processos de pesquisa e gestão de projetos como Espacios Revelados Lima, realizado em espaços em estado de abandono do Centro Histórico, até um projeto de fortalecimento da Plataforma de Cultura Viva Comunitária de Lima Metropolitana através da geração de memória, criação de plataforma de meios e capacitações, incluindo o desenvolvimento de um Observatório de Políticas Culturais Comunitárias em nível local. 

Do Uruguai se encontram propostas como a do grupo de pesquisa “Arte Comunidad y Territorios Organizados”, radicado na Universidade da República, e o projeto “Territorialidades rítmicas no habitar urbano. Anglo e Candombe em Fray Bentos”, pertencente ao Mestrado em Psicologia Social da Faculdade de Psicologia na Universidade da República.

As pessoas selecionadas para integrar o GT de Sistematização serão notificadas pela Unidade Técnica e convocadas para uma primeira reunião de trabalho junto ao Conselho Intergovernamental do programa para definir o mecanismo, cronograma e metodologia de trabalho. 

Confira a ata com as candidaturas habilitadas e não habilitadas

Consultas: programa@iberculturaviva.org.

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