22 maio 2026

Sábado (23) é dia de cinema latino-americano na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura pela Justiça Climática, em Aracruz (ES). A partir das 11h, com uma pausa para o almoço e retomada das atividades às 14h, na Sala Madrid do Sesc Praia Formosa, o IberCultura Viva realiza a mostra audiovisual “Tesouros Vivos, Memória e Territórios”, uma sessão especial que reúne 11 curtas-metragens produzidos em diferentes países da região. Na ocasião, será realizada a cerimônia de premiação das cinco obras vencedoras, que receberam US$ 3 mil cada.

As obras apresentam histórias, saberes, práticas culturais, memórias coletivas e expressões comunitárias que revelam a diversidade cultural da Ibero-América e a força das culturas vivas construídas desde os territórios. Na avaliação da presidenta do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg, que participa da cerimônia, a atividade reafirma “o compromisso do Programa com a valorização dos mestres e mestras da cultura popular, o fortalecimento do audiovisual comunitário e a transmissão intergeracional de conhecimentos, reconhecendo o cinema como ferramenta de memória, identidade e transformação social”.

Os filmes integram o concurso internacional “Tesouros Vivos, Memória e Territórios”, criado para reconhecer e dar visibilidade às mestras, aos mestres, aos saberes tradicionais e às experiências comunitárias que mantêm viva a diversidade cultural ibero-americana. Ao todo, foram inscritas 75 produções. As obras selecionadas destacaram-se pela força narrativa, pela sensibilidade estética e pelo vínculo profundo com as comunidades e territórios retratados.

Estão presentes na Teia para receber o reconhecimento e dialogar com o público Heidy Helena Mejía Sánchez (Colômbia), realizadora de Quischcambal; Carlos Ilich Álvarez Apucusi (Peru), codiretor de Jilaqatas Awkis y Taykas, Ciclo Aymara; Sandra de Souza Maciel (Brasil), realizadora de Raízes de Ibicoara – Ancestralidade não é mercadoria; Miguel Minor Serrano (México), realizador de Ellas Curan; e Kuyllur Saywa Escola Chachalo (Equador), responsável por Kuntur Ayllukanchik.

As obras premiadas abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, práticas tradicionais de cuidado, identidades indígenas e camponesas, transmissão de saberes e fortalecimento comunitário. Completando a programação, a partir das 14h, outras seis produções receberam menção honrosa: De Mão em Mão: Tia Ana Pankararu – Cura e Cuidado (Brasil), O Fio que Sustenta (Brasil), Memoria de un danzante: el legado de danzantes de males (Colômbia), Refugiar el gesto: la danza de la tablitera (Colômbia), Tsank cosmovisión Shuar (Equador) e Manifiesto Kawsay (Argentina).

Mais do que uma seleção de filmes, a mostra propõe um encontro entre realizadoras, realizadores, comunidades e público. Um espaço de escuta, intercâmbio e celebração da Cultura Viva Comunitária, onde a memória se transforma em imagem, os saberes ganham novas formas de circulação e os territórios contam suas próprias histórias.