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15

May
2019

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Entrelaçando Experiências: está aberta a segunda etapa do edital, para o intercâmbio de saberes em território

Em15, May 2019 | EmDestaque, EDITAIS, Notícias | PorIberCultura

O  Edital IberEntrelaçando Experiências, lançado pelo programa IberCultura Viva em dezembro, inicia sua segunda etapa nesta quarta-feira 15 de maio. A partir de hoje, organizações de cultura comunitária dos países membros do programa poderão solicitar uma das 25 propostas de capacitações e espaços de intercâmbio de experiências inscritas na primeira etapa, para que sejam desenvolvidas em seus territórios. As propostas são provenientes de nove países e estão disponíveis como um banco de saberes na aba “Intercâmbios” desta página web.

Nesta segunda etapa do edital, que tem inscrições abertas até 30 de junho, organizações culturais comunitárias e/ou comunidades de povos indígenas interessadas em receber estes intercâmbios devem entrar em contato com as pessoas facilitadoras e ver se têm condições de oferecer o que necessitam (as necessidades técnicas e espaciais estão especificadas em cada projeto). Muitas das propostas do banco de saberes são suscetíveis a mudanças para que se ajustem a diferentes espaços, públicos, disponibilidade de tempo e itinerários.

Uma vez que ambas as partes estejam de acordo e desejem o intercâmbio, realiza-se a inscrição como organização anfitriã na plataforma Mapa IberCultura Viva. Além da produção e divulgação da atividade, as comunidades anfitriãs devem garantir a hospedagem, a alimentação e os traslados dentro do território para as pessoas facilitadoras. O programa IberCultura Viva se encarregará da compra de passagens aéreas e seguros de viagem para as pessoas facilitadoras do intercâmbio. Não haverá transferências de fundos para os projetos.

As ações de IberEntrelaçando Experiências (os intercâmbios propriamente ditos) se darão entre agosto e dezembro de 2019. Podem ser propostos intercâmbios de saberes entre organizações e/ou povos originários de um mesmo país ou entre vários países membros do programa.

A avaliação das propostas estará a cargo do Comitê de Seleção, formado por integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.  Serão levados em conta na seleção critérios como a trajetória em projetos relevantes para a área cultural, especialmente em temas relacionados com a organização comunitária, o desenvolvimento de políticas, a construção de cidadania e a valorização de identidades culturais.

A seguir, algumas perguntas frequentes e um guia de como realizar a inscrição.

QUEM PODE PARTICIPAR

. Que organizações e coletivos podem participar da etapa 2?

As organizações culturais comunitárias (sem fins lucrativos) que contem com personalidade jurídica em algum dos países membros do  Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.

Os coletivos que não tiverem personalidade jurídica podem se inscrever apresentando uma carta aval assinada pelo representante governamental do programa IberCultura Viva em seu país.

Os contatos dos responsáveis pelo programa nos países membros estão informados no formulário de inscrição do edital (item 1.4, anexo II, modelo de carta aval), disponível na plataforma Mapa IberCultura Viva. No Brasil, quem responde pelo programa é a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria da Diversidade Cultural.

.Quais são os países integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva?

Fazem parte do programa Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba (país convidado), Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai.

.Quais são os critérios requeridos para a emissão da Carta aval às organizações ou coletivos sem pessoa jurídica?

Os órgãos que respondem pelo programa IberCultura Viva em cada país (Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura ou equivalente) determinarão os critérios requeridos para a emissão do aval. No caso do Brasil, os editais do IberCultura Viva são destinados aos Pontos de Cultura reconhecidos pela Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania.

.Quem são as pessoas facilitadoras das propostas?

Na primeira etapa do edital, era necessário citar o nome e a trajetória de uma ou duas pessoas facilitadoras da experiência proposta. Estas pessoas serão aquelas que vão oferecer uma oficina ou outra atividade na comunidade interessada em participar deste intercâmbio. Seus correios eletrônicos estão informados no Banco de Saberes para que as organizações interessadas em recebê-las em seus territórios entrem em contato.

. Já participei com uma proposta para o Banco de Saberes na etapa 1. Também posso solicitar um intercâmbio como organização anfitriã?

Sim, pode. Você pode escolher uma proposta do Banco de Saberes, entrar em contato com a(s) pessoa(s) facilitadoras, manifestar o desejo de realização da atividade e combinar com ela(s) essa possibilidade. Se as duas partes estiverem de acordo, apresente sua postulação durante o período de inscrição da Etapa 2.

 

. COMO INSCREVER-SE NO EDITAL

Desde agosto de 2018, as inscrições para os editais IberCultura Viva são realizadas por meio do Mapa IberCultura Viva (https://mapa.iberculturaviva.org/). Nesta plataforma livre, gratuita e colaborativa, agentes culturais e organizações culturais comunitárias podem, além de inscrever-se nos editais e concursos do programa, difundir seus próprios eventos, espaços e projetos.

No caso do Edital IberEntrelaçando Experiências, as pessoas do Brasil interessadas em inscrever-se devem buscar o edital que aparece com o título em português (“Edital IberEntrelaçando Experiências – Etapa 2”). Pessoas dos outros países devem inscrever-se no edital que leva o título em espanhol (Convocatoria IberEntrelazando Experiencias – Etapa 2)

.Já participei de outro edital IberCultura Viva por meio desta plataforma. Devo registrar minha organização mais uma vez como agente coletivo?

Não é necessário. O campo “Registrarse” na página inicial é usado apenas na primeira vez. Nas próximas vezes, você deve clicar “Ingresar” para ter acesso ao seu perfil. (Caso tenha esquecido a senha cadastrada, clique em “Olvidé mi contraseña”). Obs: Na primeira vez, ao fazer o registro, o agente é direcionado automaticamente para o perfil. Depois, será necessário clicar em “Editar” para poder acessar/modificar os dados do cadastro.

. Estou no Mapa IberCultura Viva pela primeira vez. Como me registro na plataforma?

Para se inscrever em um edital do IberCultura Viva é necessário registrar-se primeiramente como agente cultural no Mapa IBCV. Esta plataforma permite o registro de dois tipos de agentes: individual e coletivo. Por agentes individuais compreendemos as pessoas físicas, e por agentes coletivos, as organizações culturais comunitárias, entidades, povos indígenas, coletivos, agrupações e instituições.

Recomendamos aos representantes de organizações que inscrevam-se inicialmente como agentes individuais (pessoas físicas) e depois cadastrem o perfil de agente coletivo, com os dados de sua organização, coletivo, Ponto de Cultura, etc.

No perfil coletivo, é possível definir os nomes das pessoas responsáveis e adicionar agentes individuais que estejam relacionados ao agente coletivo em questão. Esses agentes que serão adicionados já devem ter seus perfis previamente cadastrados no Mapa IberCultura Viva.

Aqui está um manual para ajudar você a registrar agentes, espaços, projetos e eventos na plataforma: http://iberculturaviva.org/manual/. Não se esqueça de que para cada etapa preenchida é necessário salvar os dados inseridos no canto superior direito da tela (“Salvar”).

. Uma vez concluído o registro, onde encontro o formulário de inscrição do edital?

Agora que já tem o perfil de agente registrado, clique em “Editais” (na parte superior da tela do Mapa IBCV) e vá até o arquivo que aparece com o título em português (“Edital IberEntrelaçando Experiências – Etapa 2”). Na página seguinte você poderá baixar o regulamento do edital, assim como os anexos que devem ser preenchidos e enviados no ato da inscrição. O formulário aparecerá depois de clicar no título do edital e iniciar a inscrição.

. Como iniciar a inscrição?

Para iniciar sua inscrição, clique no campo de busca, localize o nome da pessoa física titular do registro (deve ser um agente pessoa física previamente cadastrado) e selecione a opção “Realizar inscrição”, disponível ao lado do campo de busca.

Complete as informações requeridas no formulário de inscrição. A qualquer momento é possível salvar os dados de sua inscrição utilizando o botão “Salvar” no canto superior direito. Feito isso, é possível sair da plataforma e continuar o preenchimento em outro momento (antes do término do período de inscrições).

A proposta será enviada para a participação no edital somente após o preenchimento de todos os campos do formulário e a inclusão de todos os anexos obrigatórios. Revise as informações antes de clicar em “Enviar inscrição”. Após o envio, não será possível editá-la. A plataforma exibirá a tela de confirmação do envio.

Confira as propostas disponíveis no Banco de Saberes: http://iberculturaviva.org/es-iberentrelazando-experiencias/

Confira o regulamento do concursohttps://bit.ly/2Ed7ewc

Inscrições: https://mapa.iberculturaviva.org/oportunidade/81/

Consultas: programa@iberculturaviva.org

 

Leia também:

Entrelazando Experiencias: las 25 propuestas del banco de saberes que estarán disponibles para intercambios

Entrelazando Experiencias: iniciativa de los Puntos de Cultura de Argentina inspiró la convocatoria a nivel regional

 

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29

Apr
2019

EmDestaque
Notícias

PorIberCultura

Conheça as propostas do Banco de Saberes Ibermúsicas

Em29, Apr 2019 | EmDestaque, Notícias | PorIberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva e Ibermúsicas este ano dão início a uma ação conjunta para a realização de atividades de bem comunitário no Espaço  Ibero-americano. Com esta iniciativa, os/as artistas ganhadores dos editais de Ibermúsicas podem propor atividades de formação e/ou intercâmbio para serem desenvolvidas nas comunidades dos países de destino de seus projetos.

Entre janeiro e fevereiro de 2019, esteve aberta na plataforma Mapa IberCultura Viva uma convocatória exclusiva para as pessoas ganhadoras das ajudas do programa de fomento das músicas ibero-americanas. Artistas de 10 países inscreveram propostas de oficinas e concertos didáticos, entre outras atividades de acesso livre e gratuito.

Assim, um grupo do México, por exemplo, que tenha recebido uma ajuda de mobilidade para fazer apresentações no Brasil, poderá aproveitar a viagem para ministrar uma oficina ou outra atividade em uma comunidade local. As necessidades técnicas estão especificadas em cada proposta, assim como as necessidades de espaço (fechado ou aberto, auditório, sala para música de câmara, palco ao ar livre, etc).

As organizações culturais comunitárias locais que tenham condições de receber estes grupos nas datas determinadas – garantindo a hospedagem e alimentação das pessoas convidadas, além da difusão e da produção da atividade em seu território – devem entrar em contato com o programa IberCultura Viva por correio eletrônico, enviando mensagem para programa@iberculturaviva.org.

A seguir, apresentamos as propostas que estão à disposição para o intercâmbio no Banco de Saberes Ibermúsicas-IberCultura Viva. (Clique no nome do artista para ver a proposta completa)

 

María Fernández Cullen

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Colômbia (Cali)
  • Data: Abril/maio
  • Gênero musical: Popular
  • Modalidade: Oficina musical

 

 

Choro da Glória

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: Argentina (Buenos Aires)
  • Data: De 6 a 8 de maio, de 10 a 13 de maio
  • Gênero musical: Choro
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

 

Lívia & Fred

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: México (Cidade do México), Espanha (Madri e Valencia) e Portugal (Lisboa, Porto e norte do país)
  • Data: México: 6-15 de maio; Madri, 25, 27, 28, 29 de junho; Valencia: 6, 7 julho; Lisboa: 15, 16 julho; Porto e região norte: 19-28 de julho.
  • Gênero musical: Música popular brasileira

 

Daniel Torres/ Dantor

  • País de origem: México
  • País de destino: Brasil (São Paulo)
  • Data: 11, 12 e 13 de maio
  • Gênero musical: Jazz fusion
  • Modalidade: Oficina

 

 

Duo B.A.V.I. – Berimbau Aparelhado Violão Inventável 

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: Argentina (Buenos Aires)
  • DataDe 30 de maio a 4 de junho
  • Gênero musical: Electronic afro brazilian experimental
  • Modalidade: Apresentação musical e oficinas

 

(foto: Bernardino Avila)

Los Musiqueros

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Matozinhos, Rio de Janeiro)
  • Data:  Junho. São Paulo – de 6 a 8/06; BH e Matozinhos, de 9 a 13/06; Rio, de 15 a 17/06; interior de SP, de 18 a 20/06
  • Gênero musical: Infantil, adultos
  • Modalidade: Oficinas e apresentação musical

 

Rialengo

  • País de origem: Costa Rica
  • País de destino: Colômbia (San Jacinto e San Basilio de Palenque – Bolivar, e San Pelayo – Córdoba)
  • Data:  junho e julho
  • Gênero musical: Cumbia latina
  • Modalidade: Encontro de intercâmbio de saberes

 

Rossana Taddei Banda

  • País de origem: Uruguai
  • País de destino: Cuba (Santiago de Cuba) e México (Cidade do México)
  • Fecha: Cuba, de 3 a 9 de julho / México, de 10 a 15 de julho
  • Gênero musical: Rock urbano
  • Modalidade: Concerto

 

Ariel Pirotti

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Equador (Quito) e Colômbia (Medellín e Bogotá)
  • Data: De 15 a 20 de julho em Quito; de 22 a 31 de julho, em Medellín e Bogotá
  • Gênero musical: Concerto e masterclass
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

Tradiciones de Venezuela

  • País de origem: Venezuela
  • País de destino: Colômbia (Medellín)
  • Data: De 17 a 21 de julho
  • Gênero musical: Tradicional folclórico
  • Modalidade: Concerto didáctico

 

 

Yurgaki

  • País de origem: Colômbia – Espanha
  • País de destino: Equador (Quito e Guayaquil )
  • Data: Entre 20 de agosto e 20 de setembro
  • Gênero musical: Música latina
  • Modalidade: Formação musical

 

 

Jahlfaomega

  • País de origem: Venezuela
  • País de destino: Espanha (Barcelona e Madri)
  • Data: agosto e setembro
  • Gênero musical: Reggae
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

Ankalli/ Budapest

  • País de origem: Peru
  • País de destino: Espanha (Barcelona, Madri, Valencia)
  • Data: Barcelona, 12 de setembro; Madri, 19 de setembro; Valencia, 27 de setembro
  • Gênero musical: Fusión folk eletrônica
  • Modalidade: Concerto – Circulação

 

Che Valle

  • País de origem: Paraguai
  • País de destino: Espanha (Valencia)
  • Data: Domingo, 15 de setembro, ao meio dia
  • Gênero musical: Folclore
  • Modalidade: Música

 

 

Jorge Diego Vázquez Salvagno

  • País de origem: Argentina
  • País de destinoArgentina (Salta, Córdoba e Buenos Aires)
  • Fecha: novembro
  • Gênero musical: Música clássica-contemporânea
  • Modalidade: Concerto didático

 

 

 Camerata Caipira

  • País de origem: Brasil
  • País de destinoArgentina (Mendoza, Buenos Aires) e Chile (Santiago)
  • Data: Mendoza- 22 de novembro; Buenos Aires, 24/11; Santiago, 30 de novembro e 1º de dezembro
  • Gênero musical: Música popular
  • Modalidade: Concerto e oficina

 

 

 

Confira as propostas completas: https://bit.ly/2vtn2FO

 

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07

Oct
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Oficina de gestão cultural comunitária será uma das atividades do intercâmbio técnico entre Equador e Uruguai

Em07, Oct 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Um intercâmbio técnico entre Equador e Uruguai será realizado entre 8 e 14 de outubro, em Quito, com o apoio do programa IberCultura Viva. A iniciativa do Ministério de Cultura e Patrimônio de Equador (MCYP), do Instituto de Fomento das Artes, Inovação e Criatividade e do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai terá como uma de suas principais atividades o desenvolvimento da oficina “Para a construção da Rede de Gestão Cultural Comunitária”, nos dias 9 e 10, no Auditório Agustín Cueva do MCYP (Av. Colón e Juan León Mera).

O objetivo deste encontro é construir um espaço de trabalho entre ambos os países, com o fim de fortalecer a conceituação e implementação dos respectivos programas de Pontos de Cultura, por meio da reflexão em torno da gestão, da comunicação, das ações e dos processos necessários para a constituição de uma rede.

Begoña Ojeda, diretora geral de Programas Culturais do Uruguai, participará do encontro no Equador

Para isso, Begoña Ojeda, diretora geral de Programas Culturais, e Soledad Guerrero, encarregada da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura, vão expor na oficina suas experiências na formulação e implementação de políticas de base comunitária no Uruguai. Representantes da Rede de Cultura Viva Comunitária do Equador também falarão dos acordos alcançados após o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, realizado em Quito em novembro de 2017.

A Lei Orgânica de Cultura, aprovada em Quito em dezembro de 2016, reconhece as Culturas Vivas Comunitárias e concede ao Ministério de Cultura e Patrimônio a competência das diretrizes para a formação da Rede de Gestão Cultural Comunitária do Equador, visando democratizar a cultura e pôr em prática o exercício dos direitos culturais.

Equatorianos no Uruguai

A segunda etapa do intercâmbio está prevista para começar em 29 de novembro, com a visita dos representantes equatorianos ao Uruguai. Além de apresentar as abordagens constitucionais do bem viver e os direitos da natureza aplicados às políticas públicas de base comunitária no Equador, os visitantes participarão de reuniões, percursos e intercâmbios com os Pontos de Cultura e outros espaços da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura do Uruguai.

 

Leia também:

Taller de gestión cultural comunitaria se realizará en el Ministerio de Cultura y Patrimonio

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14

Aug
2018

EmNotícias

PorIberCultura

No Chile, organizações culturais de Coquimbo trocam experiências em torno da gestão comunitária

Em14, Aug 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Nos dias 11 e 12 de agosto, foi realizado o 2º Encontro de Intercâmbio de Experiências “Hablemos de Gestión Comunitaria”, na Casa das Culturas de Los Vilos, na região de Coquimbo (Chile).

A iniciativa foi organizada pela Secretaria Regional Ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio e contou com a participação de organizações de Los Vilos, La Serena, Ovalle, Canela, Andacollo, Coquimbo, Salamanca, Río Hurtado e Paihuano.

Durante as duas jornadas, os representantes das organizações culturais comunitárias da região buscaram refletir em torno do fazer comunitário e seu impacto no desenvolvimento dos territórios e no bem-estar de seus habitantes.

Além de trocar experiências acerca de metodologias de trabalho e de intervenção que executam nas localidades onde estão inseridas, delinearam em conjunto as bases para uma proposta de política pública para o setor comunitário, como um eixo transversal no trabalho de todas as instâncias setoriais, tanto nacionais como regionais.

“Este é um rito significativo, já que surge à raiz de um processo de cocriação, em que os cidadãos e o Estado trabalham de maneira conjunta na formulação de uma política para o setor comunitário”, observou a secretária das Culturas, das Artes e do Patrimônio da região de Coquimbo, Isabel Correa.

“Tivemos a participação de organizações das três províncias que intercambiaram experiências e reflexões em torno da gestão comunitária, já que eles são a base para esta mudança de paradigma, como atores relevantes nas transformações sociais”, destacou.

Atualmente, a Secretaria Ministerial das Culturas em Coquimbo trabalha com 14 organizações da região, que em uma mesa de trabalho definem de maneira colaborativa o trabalho a realizar.

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

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24

Oct
2017

EmNotícias

PorIberCultura

(ES) Chile: una construcción colectiva de política pública para las organizaciones culturales comunitarias

Em24, Oct 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

Desculpe-nos, mas este texto está apenas disponível em Espanhol Europeu.

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30

Aug
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Encontro de Pontos de Cultura em Costa Rica dá início ao intercâmbio de gestores públicos

Em30, Aug 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

(Fotos: DirCultura/MCJ)

A primeira experiência de intercâmbio entre países integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva se deu em San José, Costa Rica, de 10 a 14 de julho. Diego Benhabib e Estefanía Lay Guerra, coordenadores dos programas Puntos de Cultura da Argentina e do Peru (respectivamente), participaram de um encontro de Pontos de Cultura costarricenses que reuniu representantes da sociedade civil e membros das equipes dos Departamentos de Fomento Cultural e Promoção Cultural da Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude.

A proposta de trabalho colaborativo teve como eixo central a possibilidade de servir de base para a criação de uma rede de Pontos de Cultura em Costa Rica. “O objetivo foi trocar experiências e conhecimentos, saber como se formaram as redes na Argentina e no Peru, e que os gestores dos Pontos de Cultura em Costa Rica também pudessem comentar como os imaginam”, comentou Irene Morales, coordenadora do Departamento de Fomento Cultural, que esteve presente neste espaço de diálogo ao lado de Fresia Camacho Rojas, diretora de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude.

A peruana Estefanía Lay e o argentino Diego Benhabib

Trabalho conjunto

A reunião de capacitação constou de três dias de trabalho. Para o argentino Diego Benhabib, o encontro permitiu um diálogo sobre como armar a rede nacional de Pontos de Cultura em suas distintas fases e componentes, que vão desde as convocatórias até a metodologia.

“Viemos para contribuir com nossa experiência na Argentina, pois no ano passado formamos a Comissão Nacional de Pontos de Cultura, que é um âmbito de representação da Rede Nacional de Pontos de Cultura, hoje em dia com 650 organizações participantes”, detalhou Benhabib.

O objetivo de tal comissão é trabalhar em conjunto com o programa Pontos de Cultura para melhorar a política e participar de um Conselho Comunitário que se proponha pensar uma política nacional de cultura comunitária a médio e longo prazo.

Por sua parte, Estefanía Lay, coordenadora de Projetos e Gestão Cultural para Pontos de Cultura do Ministério de Cultura do Peru, ressaltou que foi uma experiência proveitosa, que permite a cada país a sistematização dos avanços do trabalho de cada entidade.

Estefanía, Diego e Fresia Camacho, diretora de Cultura

 

Lições e recomendações

Segundo Lay, antes do intercâmbio foi feito um balanço dos resultados, que acabou rendendo algumas lições e recomendações. A partir daí, foi possível contrastar a experiência peruana com a da Argentina e a de Costa Rica para ver como se pode adaptar e o que se pode incorporar.

“No caso da Argentina, há um desenvolvimento maior; no Peru, é muito acentuada a ação participativa, e agora temos que dar este salto para a gestão de redes. Costa Rica tem esse ímpeto de querer fazê-lo e aprender com estas duas referências”, destacou Lay.

A gestora peruana também comentou o que considera bonito no programa IberCultura Viva e na lógica das políticas de base comunitária. Para ela, diante dos outros sectores, cuja lógica é “isso é meu, eu sei fazer e não quero que ninguém mais o faça”, os Pontos de Cultura têm como princípio compartilhar as lições do processo e seus avanços para cruzar informação.

Alianças e fortalecimento

Neste encontro na Costa Rica, o objetivo geral foi abrir um espaço de reflexão em nível conceitual e metodológico sobre as implicações de uma rede de Pontos de Cultura (que inclua a informação, a gestão do conhecimento, a comunicação) e os papéis dos atores envolvidos nas etapas do processo.

A Direção de Cultura requer apoio técnico e conhecimento de como tem sido a experiência de construção em outros países de uma rede de Pontos de Cultura, fundamentada na necessidade de constituir-se num espaço de alianças e fortalecimento das organizações socioculturais.

“Mesmo quando as organizações não são aquelas beneficiadas pelo fundo (Puntos de Cultura), seguem sendo parte de um tecido social e cultural que permite um intercâmbio de experiências e conhecimentos, que também gera alianças para fortalecer seus respectivos projetos”, disse Irene Morales.

Para isso, a Direção de Cultura deve criar um mecanismo inicial para a articulação da rede, que depois possa se desenvolver de maneira independente, pois os gestores vão se apropriar de uma parte importante deste processo de inter-relação. “Buscamos construir, de maneira conjunta, uma nova forma de articulação entre o Estado e as organizações, destacou Morales.

De acordo com a coordenadora, as organizações das zonas rurais e inclusive da Grande Área Metropolitana trabalham “com as unhas, com muitas carências econômicas, dando muito de seu tempo”. “Nos parece muito importante que a Direção de Cultura promova esta plataforma de articulação, como um meio para o fortalecimento destas iniciativas”.

 

Ações de intercâmbio

Os processos de intercâmbio dos países membros do Conselho Intergovernamental estão entre as ações estratégicas do programa IberCultura Viva para este ano, com vistas ao fortalecimento institucional das políticas de base cultural comunitária na região ibero-americana. O encontro de Pontos de Cultura na Costa Rica foi a primeira experiência do programa neste sentido.

A segunda se deu também no mês de julho, entre os dias 19 e 28, com a visita da consultora de comunicação do IberCultura Viva a quatro cidades do Chile (Santiago, Valparaíso, La Serena e Concepción). Além de encontros com as equipes regionais do Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA), houve algumas rodas de conversa com representantes de organizações culturais comunitárias (OCC), com o objetivo de visibilizar as iniciativas desenvolvidas pelas chamadas OCCs nas diferentes regiões do país.

Leia também:

 

Informe – Encuentro Costa Rica-Argentina-Perú

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22

Nov
2016

EmNotícias

PorIberCultura

Mundo Puckllay e Pé no Chão: um intercâmbio cultural e pedagógico entre Peru e Brasil

Em22, Nov 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

Fotos: Soile Heikkilä e Guillermo Vásquez

Mundo é um jogo infantil que ainda hoje em dia se pratica nos bairros, ruas e comunidades em vários pontos do mundo. Também conhecido em alguns lugares como “rayuela” (no Brasil, é “amarelinha”), faz alusão ao fato de ir avançando, rompendo fronteiras, ganhando espaços novos a partir do jogo, da alegria, da arte e da cultura.

Mundo é também um projeto de duas organizações – Puckllay (Peru) e o Grupo de Apoio Mútuo Pé no Chão (Brasil) –, interessadas em enlaçar as experiências artísticas, pedagógicas e comunitárias que cada uma vem desenvolvendo de maneira permanente e intensiva em seus respectivos lugares. A população infantil e juvenil em situação de risco é o público-alvo em ambas as experiências.

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O projeto, um dos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015, propõe um intercâmbio artístico e pedagógico, buscando desta maneira ampliar os horizontes e o olhar de seus jovens participantes, fortalecendo-os e enriquecendo assim sua experiência.

A  primeira etapa de Mundo consistiu em um intercâmbio cultural e pedagógico para o qual se trasladou do Peru a Recife (Brasil) uma equipe de 12 pessoas, entre artistas, participantes e educadores. Do lado do Pé no Chão  participaram aproximadamente 50 pessoas. Este primeiro intercâmbio teve uma duração de 10 dias, tempo para que ambas as organizações pudessem se conhecer, aprender um do outro, trocar saberes e experiências.

“Os dias transcorreram entre ritmos de tambores, danças afro-brasileiras, sons peruaníssimos de zampoñas, sikuris, marinera, waylarsh, e sons de diablos. Além disso, houve oficinas de capoeira, acrobacia e máscaras”, conta Anabelí Pajuelo, diretora geral de Puckllay.

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Seguindo a dinâmica de trabalho de Pé No Chão, os encerramentos das oficinas contaram com rodas de conversa e avaliação, em que os participantes e educadores fizeram uma revisão das conquistas, dos problemas e acontecimentos da jornada. As oficinas se deram principalmente na zona limítrofe das comunidades de Arruda e Santo Amaro. Os ensaios e primeiros encontros foram na Praça do Carmo, em Olinda.

Os espaços

As apresentações artísticas foram realizadas em diferentes espaços. Um deles foi o Festival Eco da Periferia, na Praça do Diário, que Pé no Chão vem impulsando e recuperando há vários anos e que consiste na intervenção de um espaço que sofre uma problemática séria de delinquência e prostituição. Pé no Chão chega com seu mar de crianças e jovens e eles tomam o espaço público com ritmos de tambores e danças afro-brasileiras, dando-lhe outras energia e cara. Desta vez, Puckllay também esteve para tomar a praça.

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Duas salas teatrais também receberam apresentações. No caso de Puckllay, o Teatro Apolo. Ali, durante o Festival Cenas Cumplicidades, o grupo apresentou “Caminhos”, uma obra testimonial de teatro, música e dança que conta a história de como se formou a comunidade onde os jovens peruanos cresceram. Por sua parte, Pé no Chão apresentou a obra “Lili” no Teatro Barreto Junior. “Lili” quer dizer raiz e fala dos meninos e meninas como a raiz na construção de uma sociedade, além de fazer uma alusão à identidade. O espetáculo é fruto de um intercâmbio artístico com Karim e Abou Konaté, dois artistas griô de Burkina Faso, na África.  

Os jovens de Puckllay se alojaram nas comunidades onde vivem os jovens e crianças com que Pé no Chão trabalha. “A ideia foi poder aproximar mais os garotos e garotas da realidade em que vivem dia a dia e fazer a experiência muitíssimo mais enriquecedora”, comenta Anabelí. A Casa de Pé no Chão, localizada na comunidade de Campo Grande, como a pequena sede na comunidade de Arruda, para guardar materiais pedagógicos, são consideradas pontos de apoio para executar o trabalho maior. As oficinas e atividades se realizam nas ruas, favelas e bairros, os quais vêm a ser os espaços prioritários onde se encontram os meninos, meninas, adolescentes e jovens com que Pé no Chão trabalha.

LA CASA DE PE NO CHAO

A pedagogia

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A pedagogia aplicada nas oficinas de Puckllay (“jogue” em quéchua) é uma experiência de aprendizagem para ambas as partes, professor e aluno, inspirada nas teorias do pedagogo brasileiro Paulo Freire. Em Puckllay se ensina aprendendo e se aprende ensinando. Vinculados à esperança de transformação social com arte e educação, a pedagogia de Puckllay propôe respeitar a diferença e o ritmo de cada um.

A filosofia de ensino que impulsa Pé no Chão tem um nome – a educação de rua – e um objetivo: apagar o estereótipo de que todas as crianças da rua não têm perspectivas de vida.  Pé no Chão tem o sonho de ajudar na formação e na educação de suas vidas.

“A viagem que Pé no Chão e Puckllay têm empreendido juntos é uma intenção, uma busca, uma convicção”, afirma Anabelí. “Ambas as organizações somos Puntos de Cultura em seus respectivos países e trabalhamos essencialmente com a linguagem da arte, a arte que é um direito fundamental. Porque te permite expressar, ser livre e pensar um mundo melhor para todos e todas.  O objetivo é reivindicar os espaços de nossos meninos e meninas como raiz de sua identidade, de suas ações e de sua vida. Só rompendo nossas fronteiras e irmanando nossas possibilidades poderemos construir um mundo mais possível, mais humano e solidário para todos e todas”.

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Reencontro

Enquanto se encontravam em pleno intercâmbio, Puckllay completou 12 anos de existência. Chegou a esta idade com três turmas de formados e com uma escola de arte na comunidade que viu o grupo nascer, que vem se construindo aos poucos e cujo coração é um palco ao redor do qual gravitam todas as suas atividades.

IMG_20161103_134519Graças ao prêmio de IberCultura Viva, eles puderam conhecer o Pé no Chão, um grupo com o dobro da idade e que em muitas maneiras lhes inspira, reflete e também questiona. “Estamos profundamente agradecidos pela oportunidade de ter podido vivenciar a experiência de um projeto tão potente e tão inserido em sua problemática e sua gente, tão genialmente integrado em sua mais profunda essência, como é o Pé no Chão”, comenta Anabelí.

“Voltamos à nossa terra, às nossas famílias, ao nosso projeto, à nossa selva de meninos e meninas… Desde Recife e seu terremoto de tambores e ritmos brasileiros, de sua intensidade, sua grandeza e suas tragédias também, temos olhado para nosso país e não sentimos em absoluto as distâncias. Somos parte de um continente e de uma mesma luta, nos unem os mesmos problemas e as mesmas necessidades, nos une a mesma capacidade de sobreviver e resistir com criatividade e alegria. Agora cabe a nós preparar o cenário para receber o Pé no Chão, porque há que seguir fazendo caminho e contribuir para a construção deste Mundo possível para todos e todas.”

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26

Sep
2016

EmNotícias

PorIberCultura

Intercâmbio entre organizações socioculturais de Costa Rica e Chile: reconhecimento e irmandade

Em26, Sep 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

Durante o 2° Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, realizado em outubro de 2015 em El Salvador, organizações de vários países puderam se encontrar, se reconhecer e compartilhar experiências, identificando as semelhanças e diversidades de suas realidades. Desses encontros nasceu o projeto “Intercâmbio entre organizações socioculturais de Costa Rica e Chile”, um dos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015.

O projeto, que propõe a integração entre agentes culturais do movimento costa-riquenho de Cultura Viva Comunitária e as organizações chilenas Centro Cultural Trafon e Nodo Valpo, teve sua primeira etapa realizada em Costa Rica entre os dias 5 e 19 de setembro de 2016. A segunda será no Chile, de 17 a 31 de outubro.

Ainda que tenham mantido o intercâmbio no âmbito sociocultural, organizações dos dois países têm desenvolvido práticas, dinâmicas e percursos diferentes. A iniciativa tem como finalidade, portanto, o fortalecimento do trabalho colaborativo em seus distintos contextos mediante a troca de experiências, saberes, sentires e práticas locais de desenvolvimento cultural executadas em ambos os países.

A equipe de Costa Rica vem podendo compartilhar, por exemplo, sua experiência em diálogo intersetorial e horizontal com comunidades e o Estado, suas metodologias e estruturas descentralizadas. A equipe chilena, por sua parte, contribui com suas experiências em iniciativas de autogestão, recuperação de imóveis com fins artísticos/culturais, meios de comunicação comunitários, trabalho colaborativo e redes de articulação em nível local, nacional e internacional.

 

A visita

Em sua primeira etapa o projeto contemplou a visita de Rodrigo Benítez Marengo e José Tapia Pizarro (Nodo Valpo) e Rodrigo Letelier Balaguer (Trafon) a Costa Rica. Os três vivem em Valparaíso (Chile). Benítez é pedagogo em dança e músico; José Tapia, engenheiro civil, mestre em inovação e economia criativa; Letelier, comunicador, diretor de Trafon TV e do Centro Cultural Trafon.

Os três chegaram a San José em 5 de setembro e no dia seguinte visitaram o Centro de Comunicação Educativa Voces Nuestras e o adido cultural da Embaixada do Chile em Costa Rica. Ao longo de duas semanas puderam conhecer diversas iniciativas e projetos socioculturais, artísticos, educativos e festividades em localidades como San José, La Carpio, Puerto Viejo, Caribe, Cartago, Talamanca, San Ramón e San Carlos. Tiveram encontros com animadores socioculturais, com representantes de círculos de ressonância, com habitantes de zonas indígenas, com a Red Sancarleña de Mujeres Rurales e com a diretora de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude, Fresia Camacho.

Rodrigo Letelier, Rodrigo Benítez, Ronald Corrales, Fresia Camacho, José Tapia e Josy Ávila

Impressões

“Estamos muito agradecidos de poder participar deste projeto, que nos permite confirmar que a criação de propostas a partir das bases, em um diálogo permanente entre a sociedade civil e a institucionalidade, cimentam um andar mutuamente benéfico, alcançando mudanças profundas tão necessárias no contexto mundial atual”, afirma José Tapia Pizarro. “Se esse trabalho além disso se projeta amorosa, carinhosa e coletivamente, fortalecendo os laços emocionais que permitem se sustentar apesar das dificuldades, possibilita um fazer sociocultural transformador”.

Aos chilenos lhes chamaram a atenção muitas coisas em Costa Rica, como a ativa participação dos jovens na política, a beleza e o carinho de sua gente, “sempre atenta e disposta a ajudar”, e à natureza, “a sorte de poder desfrutar de tantas paisagens sempre verdes, tanta diversidade de climas, costumes, influências que se integram e convivem nesta ‘multi e pluriculturalidade’”, como eles ouviram dizer em um dos encontros.

Anfitriões

Para Ronald Corrales Leon, vozeiro da região de Cartago do movimento de Cultura Viva Comunitária Costa Rica, intercâmbios como este são importantes para a solidariedade entre grupos, o reconhecimento, a irmandade. “Tem sido gratificante poder expor para os amigos chilenos as fortalezas e fraquezas que temos como movimento em Costa Rica a partir do vivencial, do afetivo e do prático”, afirma. “É muito satisfatório saber que isso lhes dá  insumos que podem levar para as organizações com que trabalham em Valparaíso.”

Encontrar semelhanças nas dificuldades que enfrentam aqui e ali é um dos pontos altos da experiência. “Embora, como movimiento, sentirmos que há muito que avançar na articulação e dinamização da rede e na coordenação das diferentes organizações”, ressalta Ronald, “os companheiros chilenos nos dizem que é um exemplo para eles, já que talvez o avanço deste tema no Chile não tenha alcançado os mesmos níveis. Isso nos surpreende em dois sentidos: por saber que nossa experiência pode potenciar o processo chileno, e no sentido de que nos dá um alento para seguir com o trabalho de articulação aqui”.

No Chile

Em 17 de outubro começam as atividades no Chile, com uma visita ao entorno de Nodo Valpo e um encontro com organizações vizinhas. Os dias seguintes serão de visitas a iniciativas culturais comunitárias, intercâmbio de experiências com a equipe Nodo e colaboradores, encontro com conselheiros e encarregados municipais de cultura, encontros com círculos de ressonâncias e sessões de capacitação comunicacional, entre outras atividades.

Saiba mais:

http://nodovalpo.cl/

https://www.facebook.com/CcTrafon/videos/648366121980359/

https://www.facebook.com/NodoValpo/videos/1133807260041647/

https://www.facebook.com/170601253004452/videos/1235538526510714/

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12

Aug
2016

EmNotícias

PorIberCultura

Ganhadores do concurso do projeto Oralidade Escrita recebem prêmios em Formosa

Em12, Aug 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

No Dia Internacional das Populações Indígenas, 9 de agosto, foi realizada em Bartolomé de las Casas (Formosa, Argentina) a entrega de prêmios do concurso literário de lendas dos povos originários promovido pelo projeto Oralidade Escrita, um dos sete ganhadores da categoria 3 do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio.

Executado pela Fundación Abriendo Surcos (Argentina) e o Coletivo Aty Saso (Brasil), o projeto contou com a participação de 46 escolas provinciais secundárias de modalidade intercultural bilíngue. Foram recebidos mais de 70 relatos de três etnias: Qom, Wichi e Pilagá.

Foram premiados três alunos de língua Qom, do 4º ao 6º ano (Víctor Danilo Claudio, Eduardo Maza e Susy Gemalis Nuñez); três de língua Wichi, também do 4º ao 6º ano (Rodrigo Hilario, Adriana Zigarán e Maximiliano Maidana), e dois de língua Pilagá (Karen Maidana e Raúl Matías), ambos estudantes do 5º ano. Os ganhadores de cada etnia receberam US$ 500 (1° prêmio), um tablet (2° prêmio) e uma mochila (3° prêmio).

Organizado pela Coordenação de Educação Intercultural Bilíngue junto ao Instituto de Comunidades Aborígenes da província de Formosa, o evento contou com a atuação dos MEMAs (Maestros Especiales Modalidad Aborigen) na elaboração dos textos e da logística. Também houve manifestações artísticas realizadas por parte dos moradores locais. O concurso foi declarado de interesse cultural pela Legislatura da província de Formosa.

Participaram da premiação em Formosa a subsecretária de Educação da província, Analia Heinzenreder; o coordenador do programa Puntos de Cultura do Ministério de Cultura da Argentina, Diego Benhabib; os representantes de ambas as fundações, caciques das comunidades e autoridades locais.

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Entre aplausos e risos

Para Diego Benhabib, o momento mais emotivo foi quando um dos ganhadores leu seu conto no idioma original. “Os risos contagiavam, por mais que alguns não entendessem nada do que dizia. Pareceu uma dessas passagens mágicas, nas quais se interconectam sensações entre cosmovisões distintas em mundos compartilhados… Tanto o texto como as ilustrações que acompanharam o texto em espanhol foram maravilhosos”, afirmou.

O coordenador do programa Pontos de Cultura também destacou que a premiação foi um evento de grande importância para toda a comunidade de Bartolomé de las Casas, que esteve mobilizada ao redor da escola secundária. (Também assistiram à cerimônia famílias de distintas comunidades dos alunos participantes do concurso, não necessariamente próximas à localidade.) “Os jovens estavam muito entusiasmados com o ato de premiação e tiveram uma participação ativa. Além do ato, deram cor à premiação os MEMAs, cuja função é central no desenvolvimento do processo pedagógico da educação intercultural bilíngue”, ressaltou Benhabib.

Daniela Landin, representante do Coletivo Aty Sâso, contou que o grupo foi muito bem recebido na escola Cacique Kanetori e que um dos pontos altos da premiação, além da leitura dos contos dos ganhadores, foi o das atuações musicais, “com a participação de uma professora e de estudantes de diferentes etnias, o que indica diálogo e integração”.

Daniela trabalha como narradora de historias, locutora, pesquisadora de teatro, crítica de teatro de rua e atriz. Em Formosa ela pôde falar um pouco do trabalho do Aty Saso em São Paulo e do Coletivo Cafuzas, que pesquisa culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras com foco nas narrativas orais e escritas. Também pôde conhecer um pouco da vida dos estudantes, que, segundo ela, se mostraram muito afetuosos, com abraços e fotos. “Muito significativo que o evento tenha sido no Dia Internacional das Populações Indígenas (ou Dia Mundial das Populações Aborígenes, como estava escrito no palco da cerimônia). Foi realmente uma celebração das culturas originárias com destaque para a força da palavra, oral e escrita”.

O projeto

Além do concurso literário, o projeto Oralidade Escrita previa a realização de uma oficina de redação e contação de histórias para a sistematização da oralidade. O objetivo era registrar por escrito as lendas das etnias mataco-guaycuru que habitam a região, com vistas à aproximação e à difusão das línguas originárias e a troca de experiências e saberes de agentes culturais do Brasil, da Argentina e povos originários.

Os relatos mais amplos nas questões da cultura matriz identitária recebidos no concurso serão selecionados para edição e publicação em formato de antologia de relatos/contos. A publicação dos textos se dará no idioma original dos povos com tradução para o espanhol e o português. O livro será lançado em versão digital.

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Antecedentes

A província de Formosa foi eleita por sua numerosa população de povos originários e seu grau de desenvolvimento jurídico na legislação aborígine/indígena. Em Formosa, com o apoio do governo provincial, foi editado o livro Lecturas en Lenguas Originarias de Formosa, produzido pela Coordenação da Modalidade Educação Intercultural Bilíngue (EIB), área do Ministério de Educação encarregada do desenvolvimento e fortalecimento das línguas e culturas da província. O livro é composto de textos recopilados e produzidos por autores indígenas dos povos Qom, Pilagá e Wichí, com histórias, relatos de vida e costumes em suas línguas originais.

As organizações

A Fundación Abriendo Surcos, uma das duas entidades que apresentaram o projeto Oralidade Escrita ao programa IberCultura Viva, tem domicílio legal em Formosa. Criada em 2012, trata-se de uma organização social sem fins lucrativos, voltada para assistência cultural e capacitação. Seu nome faz alusão aos sulcos deixados pelo arado ao preparar a terra para a semeadura. Uma imagem que deriva de seu objetivo: “Preparar e capacitar as pessoas para que, por seus próprios meios, semeiem e colham o produto de seu trabalho”.

O Coletivo Aty Sâso, a outra organização executora do projeto, desenvolve ações no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre) e na Argentina (Buenos Aires, Rosário, Córdoba e Formosa). Suas atividades estão relacionadas às artes como instrumento de empoderamento da população que está ou esteve em processo de reclusão por quadro clínico de saúde mental.

 

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05

Aug
2016

EmNotícias

PorIberCultura

Fórum Educativo Centro-americano: uma proposta de currículo para a região

Em05, Aug 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

O Fórum Educativo Centro-americano, um dos sete projetos ganhadores da categoría 1 do Edital IberCultura Viva de Intercambio, foi realizado em duas fases. A primeira reuniu em Honduras, em setembro de 2015, representantes de organizações da Rede Maraca, com vistas ao que chamaram de “desenho curricular”. A ideia era consolidar o imaginário das propostas do fazer cultural que tinham em seus países a partir de metodologias alternativas baseadas na arte e na cultura. A segunda reunião, realizada em Costa Rica de 5 a 7 de junho de 2016, teve como objetivo formular o que denominaram “desenvolvimento curricular”.

Foi essa proposta de desenvolvimento curricular regionalizado, com a intenção de ser uma forma de intervenção social e artística dirigida à juventude, a que contou com recursos do prêmio IberCultura Viva (US$ 5 mil). O projeto foi apresentado ao edital pelas organizações Guanared (Costa Rica) e Walabis (Honduras), mas envolve também outras entidades da Rede Maraca, como Colectivo Altepee Son (México), Caracol-YCD (Belice), Caja Lúdica (Guatemala) e Mente Pública (Panamá).

O II Fórum Educativo Centro-americano “Currículo e Arte Social” foi inaugurado no domingo, 5 de junho, no Centro de Amigos para a Paz, em San José, como um laboratório com dois objetivos gerais: a) fortalecer e ampliar a Rede Maraca, para contribuir com o processo de integração regional a partir do ativismo cultural; e b) oferecer um espaço de reflexão que permitisse aprofundar no conhecimento e análise de diferentes experiências curriculares artísticas da região como estratégia de intervenção social dirigida à população vulnerável.

Participaram do encontro Sael Blanco (Colectivo Altepee, México), Claudia Orantes (Caracol-YCD), André De Paz (Caja Lúdica), Julio Matteo (Mente Pública), Caridad Cardona (Walabis), Oriana Ortiz Vindas (Cooperativa Viresco e Guanared), Cristina Venegas (Cenderos, Red Permanezca y proyecto B’atz Tejiendo Vida, Costa Rica), María José Bermúdez (Yara Kanic, Costa Rica) e Carlos Rodezno (consultor educativo, Honduras). Também estiveram presentes três convidados locais: Karol Montero, da Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude, Rafael Murillo e Italo Fera, formados em gestão local pela Universidade Estatal a Distancia (UNED).

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Os participantes do II Fórum no Centro de Amigos para a Paz

Três etapas

A jornada em Costa Rica teve início com uma exposição da memória do I Foro Educativo, realizado em Honduras. Carlos Rodezno, facilitador do evento, apresentou material contendo a informação geral e descritiva da la jornada, como antecedentes, propósitos, objetivos, metodologia a desenvolver e os produtos esperados. Depois vieram as três etapas: a) pesquisa curricular: desafios para a construção do currículo centro-americano da Rede Maraca (dia 5); b) redação de objetivos curriculares e declaração de princípios (dia 6); c) proposição do plano de formação (dia 7).

Registrados por meio de fichas, os três dias de trabalho geraram espaços de reflexão e análise de experiências particulares que permitiram propor um desenho e um desenvolvimento curricular baseado no trabalho de campo até então realizado em cada país. O resultado deste laboratório curricular é considerado a segunda parte de três, e abrange o desenho curricular e o desenvolvimento do currículo como tal; ficando por desenvolver a revisão e verificação do currículo, revisão de resumos de conteúdo como etapa preliminar na construção desta oferta educativa.

Em informe elaborado por Carlos Rodezno, o grupo conta que a participação no II Foro foi concentrada, responsável, interessada e eficiente, e que os resultados têm sido positivos. Segundo eles, a visão dos integrantes da Rede Maraca é variada e diversa, o que enriquece a proposição da oferta curricular, e a metodologia sociocrítica empregada durante o laboratório, assim como suas técnicas de diálogo problematizador, estudo de caso etc, foram adequadas para as características dos participantes.

Visita às comunidades

Além dos três dias de trabalho na casa que ganhou o nome de Centro de Amigos para a Paz, os participantes do encontro estiveram em visitas a experiências de gestão cultural e educação em comunidades (em Guadalupe, Heredia e La Carpio), em 8 de junho, e em um encontro no Ministério de Cultura e Juventude, onde houve uma apresentação de jovens do programa de formação Técnico em Animação Sociocultural Comunitária (Cooperativa Viresco).

O intercâmbio de experiências, além de aportar para a ideia de criar una certificação do fazer cultural na região centro-americana, também busca responder a uma necessidade de elevar e reconhecer os profissionais da cultura. “Uma experiência a partir da gente, para a gente e pela gente”, como ressaltou o guatemalteco André De Paz, no evento “Políticas públicas e participação cidadã: experiências de gestão sociocultural”, realizado em 8 de junho, em San José, no encerramento da 4a Reunião do Comitê Intergovernamental do programa IberCultura Viva.

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O grupo que visitou a comunidade La Carpio, em 8 de junho

Antecedentes

O Movimento de Arte Comunitária na Centro-américa (Maraca) nasceu num encontro de experiências de ativistas culturais realizado em Guatemala em 2006. A articulação de grupos artísticos do triângulo norte se deu para reivindicar os direitos humanos ante as múltiplas violações sofridas pela população jovem na região.  Pouco a pouco outros somaram-se a esta proposta de integração regional, ampliando a articulação e a perspectiva da incidência juvenil. Tendo a arte comunitária como elemento em comum do acionar de cada organização, a rede oferece metodologias alternativas de inclusão, participação juvenil, memória histórica, recuperação dos espaços públicos, culturas vivas, defesa dos direitos humanos e bem viver.

Por solicitação de grupos integrantes da Rede Maraca, artistas, comunicadores, animadores, gestores  e ativistas culturais realizam visitas para facilitar espaços de formação, rodas de conversas, fóruns e oficinas que têm como propósito o fortalecimento de processos formativos, organizativos e de incidência. As temáticas dos estágios são: a) formação: política e liderança; b) incidência: participação em pré-produção de encontros nacionais e festivais de Cultura Viva, artísticos, oficinas e criações coletivas.

O primeiro fórum

O I Fórum Educativo Centro-americano, realizado em Honduras, se deu em dois dias, 2 e 3 de setembro de 2015, na cidade de Comayagüela. A jornada se iniciou com um mapeamento das ofertas curriculares em matéria de arte na modalidade alternativa e de intervenção social desenvolvidas nos países centro-americanos. O segundo momento (“diálogo problematizador”) foi para análise e reflexão de situações e problemáticas enfrentadas no desenvolvimento curricular de cada uma das organizações em seu país de origem. O terceiro momento (“narrativa”) teve como propósito a redação acerca dos processos curriculares e seus resultados.  

O quarto momento (“trabalho colaborativo”) serviu para analisar casos e situações dos processos educativos e especificamente sobre os diferentes currículos, contrastando a teoria do desenho frente à realidade de sua execução ou desenvolvimento, a fim de identificar os achados que a implementação curricular proporciona (acertos, vazios, promoção e outros)  e sua valorização educativa e social.

No quinto e último momento, denominado desenho curricular, os participantes foram divididos em equipes por aspectos temáticos, como fundamentos, metodologia, enfoque educativo, perfil de ingresso, entre outros, com o propósito de realizar a construção de um documento que sirva de base à proposta de um currículo regional de arte social que possa ser implementado por cada organização da Rede Maraca. Depois deste trabalho em equipes, teve início uma plenária para conhecer e discutir o proposto, obtendo-se então um desenho curricular em termos da definição adotada durante o evento.

Ao final, los participantes concluíram que as experiências curriculares atuais da região são muito similares em termos de objetivos, população atendida, processos de certificação, e que os resultados das propostas curriculares em cada país demonstram êxito, apesar das dificuldades de implementação, certificação, desenvolvimento e financiamento.

À exceção da Nicarágua, os países têm consolidadas suas ofertas curriculares. A maioria está voltada para a juventude e o desenvolvimento comunitário, e algumas estão desenhadas para o empreendimento cultural, artístico, assim como a inserção no mercado de trabalho. Além disso, reconhece-se que a certificação curricular legitima os processos de formação por meido do desenvolvimento curricular tanto em nível social e educativo como de caráter individual ou institucional. E valoriza-se a intervenção social por meio de serviços educativos curriculares como uma forma acertada por considerar las características socioculturais da região.

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