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Intercâmbio

17

jan
2020

Em Notícias

Por IberCultura

Pistas de “Baile à sua maneira”: a linguagem do corpo e da dança em um intercâmbio entre Espanha e Argentina  

Em 17, jan 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

 

Texto: Laura Szwarc (Associação Akántaros/Espanha) 

Fotos: Vanina Acevedo e Claudia Quiroga

 

Desde o princípio de Akántaros, há 20 anos, nós, seus integrantes, pensamos em fazer de maneira coletiva e compartilhando com outros. Ser, desse modo, parte de uma rede que (se) integra, (se) entrelaça em uma malha ou várias, e levar a interconexão para os objetivos comuns que vão se ampliando. Ademais, uma rede favorece a descentralização. E o descentralizado tem sido uma proposta de nosso trabalho. Mobilizar o centro, acessar o horizontal.

Criar vínculos e que eles sejam duradouros, que os fios da rede sejam rotundos, esse tem sido um de nossos desejos desde o começo de Akántaros. Graças a esta forma de trabalho em rede, através de La Bombocova pudemos conhecer o edital Entrelaçando Experiências, de IberCultura Viva.

Assim foi que apresentamos uma de nossas linhas de investigação-ação vinculada ao corpo. Nesta ocasião, “Baile à sua maneira, o corpo como texto” (“Baila a tu manera, el cuerpo como texto”), em que nos perguntamos sobre a linguagem do corpo e a dança. Desde um tempo/espaço a que chamamos laboratório, onde se experimenta e se produzem criações.

Começaram a chegar correios desde distintas latitudes (Brasil, México e Argentina), interessados em nossa proposta. O júri de IberCultura selecionou Argentina como lugar de ação respondendo às organizações solicitantes.

Chegamos no mês de dezembro, em um contexto latino-americano sumamente complexo (Chile, Bolivia, Brasil, Equador, Colômbia…), enquanto na Argentina assumia um governo progressista e se realizavam atos festivos onde os corpos saíam às ruas para celebrar.

Empapadas de todo este contexto dual, seguimos trabalhando. Gerando material e vendo as mesmas interrogações que sempre produzem outro giro, assim como surgem novas, para cada comunidade.

 

Primeira parada

Recebidas por LEKOTEK, uma organização que há mais de 25 anos capacita e acompanha   instituições de saúde, educação para o desenvolvimento e suporte de seus próprios espaços.

Com eles tivemos a possibilidade de ter duas experiências:

A primeira, com alunxs, docentes e graduadxs do Instituto Superior de Tempo Livre e Recreação (ISTLyR), pertencente ao Ministério de Educação da Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA), Formação de Nível Técnico Superior Terciária, com o qual o Lekotek vem desenvolvendo ações de pesquisa. Nos perguntamos nesta primeira parada pelo corpo como texto, e a relação com seu fazer profissional; assim como pelo corpo público e privado: sempre expostos?

 

A segunda, com organizações comunitárias e estatais vinculadas a Lekotek, com quem vêm realizando ações conjuntas a favor da infância em torno da importância do brincar. Nesta ocasião, o trabalho foi redescobrir as linguagens do corpo em movimento para acessar novas estratégias que pudessem levar para seus coletivos-bases.

 

 

Tivemos a oportunidade de nos encontrar e avaliar o realizado com os companheiros de Lekotek.

 

Parada 2

A atividade organizada pelo Centro Educativo Comunitário Ramón Carrillo foi realizada no Centro Comunitário Nuestra Señora de Luján, Villa 20, dentro do espaço de oficina, ginástica e dança, com a participação de 23 mulheres de diversas idades entre 20 e 70 anos.

Aqui nos interrogamos: É possível, através da dança, ter acesso a outro modo de ser dos corpos, a novas linguagens e narrativas, a um movimento que construa uma rede (coreográfica) comunitária?

 

Realizamos uma roda de conversa como encerramento da atividade.

 

Parada 3

Mujeres de Artes Tomar é um coletivo de profissionais nos âmbitos cênicos e visuais. Aqui “Baile à sua maneira se desdobra em outras interrogações que se manifestam em bailes e em como inscrevemos em um corpo social onde estão meu corpo e teu corpo. Ao ser nomeadas, nos tocam o corpo? Como as texturas sensíveis se encarnam? Convites para narrar juntas a partir da dança.

 

Parada 4 

Cheche Espacio Cultural, na província de Santa Fé.

Partindo das características que a dança possibilita, esboçamos uma trilha para pensar como se manifesta o corpo em estado de dança, de que maneira o faz e que possibilidades abre. Como nos faz entender ou pensar o corpo em sua vinculação ao espaço autogestionado e ao espaço público? Como a repetição se libera e o mesmo não é o mesmo? Como ocupamos os espaços, que corpo surge nos corpos coletivos, como avançamos juntas em uma dimensão do “ocupar”? E, a partir daí, coreógrafos constantes.

 

 Dessas experiências:

Estar em outro contexto implica, nos implica, em uma agitação da realidade; assim como  provoca novos dispositivos de pensamento e de criação.

O fazer coletivo foi parte fundamental desta textura experiencial. Ao dizer parte, ou parte fundamental, nesta concepção de corpo como texto, não haveria uma parte mais importante que outra. Cada situação fará de uma parte ou de outra a privilegiada.

Acreditamos que uma forma, ou a forma, de resistir à precariedade desses momentos históricos é colocar em prática sistemas coletivos e também atender a cada singularidade.  Sabemos que é um momento em que se valoriza cada feito individual (que não implica singularidade, e sim o contrário) em detrimento do fazer coletivo, e nossa decisão é a de “desobedecer” a esse mandato e a tantos outros que conduzem à negação da existência do semelhante.

Como dizemos em nosso livro Entonces baila, el cuerpo como texto, editado em 2017 pela coleção El río suena, experiencias artísticas/educativas (Ediciones Las parientas), cada vez que realizamos um laboratório, que “re-conhecemos” um grupo de singularidades, aparece a suavidade potente das coisas, o perigo que encerra cada “ferida” própria e alheia. Nunca se sabe de antemão como será desta vez. Sempre varia.

Nossa proposta é, especialmente, uma pergunta que, a cada vez, encerra respostas e sobretudo novas perguntas: É possível através da dança ter acesso a outro modo de ser dos corpos, a novas linguagens e narrativas, a um movimento que construa uma rede (coreográfica) comunitária? Como recuperar neste momento histórico o reconhecimento do corpo, sua “fala”? Porque falamos até pelos cotovelos e movemos até o esqueleto, eu é ou não é meu corpo? E tu? E nós?  Ao mesmo tempo, dançar é um feito discursivo inter-relacionado completamente com as outras linguagens?

Consideramos que colocar e mover o foco sobre os corpos, descobri-los, reconhecê-los em seu fazer laboral, afetivo, ocioso, implica um enlaçamento ético. E a via de enlace é conceito de criatividade.

Criar vínculos duradouros que reforcem o tecido social é uma chave de significação nesta viagem que termina, mas que também é um começo.

Este tempo na Argentina de trabalho processual nos permite seguir pensando em uma “Terra de baile”.

 

 

 

Leia também:

Baila a tu manera

En danza: tal vez un movimiento

El cuerpo lector

Pero se mueve: El teatro como acción transformadora

Cómo hacer un teatro foro

 

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13

dez
2019

Em Destaque
EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

IberCultura Viva abre convocatória para o Banco de Saberes Culturais e Comunitários

Em 13, dez 2019 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

 (Foto: La Combi-arte rodante)

Nesta segunda-feira 16 de dezembro começa o prazo de postulações ao Banco de Saberes Culturais e Comunitários IberCultura Viva. As organizações culturais comunitárias e/ou os povos indígenas interessados em propor uma atividade de intercâmbio para compartilhar sua experiência com outros coletivos, comunidades e povos dos países integrantes do programa podem inscrever suas propostas na plataforma Mapa IberCultura Viva. Esta convocatória permanecerá aberta de forma permanente, com cortes bimestrais para revisão e carregamento das propostas recebidas.

As propostas do Banco de Saberes IberCultura Viva serão colocadas em circulação nos editais IberEntrelaçando Experiências. Assim, ao participar do Banco de Saberes, as organizações culturais comunitárias e/ou povos indígenas manifestam seu interesse de viajar a outros países para compartilhar suas experiências com outras comunidades. No momento em que o programa habilitar um edital IberEntrelaçando Experiências, as organizações culturais comunitárias e/ou povos indígenas interessados/as em receber em seus territórios as propostas  inscritas no Banco de Saberes poderão postular como comunidades anfitriãs desses intercâmbios.

 

Primeira edição

Neste 2019, ano em que se lançou a primeira edição de IberEntrelaçando Experiências, organizações e coletivos de nove países apresentaram 25 propostas de capacitações e espaços de intercâmbio para compartilhar com outros coletivos. Na segunda etapa do edital, quando as organizações puderam escolher que propostas do banco de saberes queriam desenvolver em seus territórios, foram recebidas 23 postulações de oito países. Treze organizações foram selecionadas como comunidades anfitriãs

Nesta primeira edição, o programa IberCultura Viva comprou passagens aéreas e seguros de viagem para as pessoas facilitadoras das capacitações, e as comunidades anfitriãs se encarregaram de hospedagem, alimentação e traslados dentro do território local. Os intercâmbios começaram em setembro e seguem até este mês de dezembro.

As organizações e os coletivos que apresentaram propostas de oficinas na primeira etapa do edital de 2019 podem atualizar seus projetos já publicados no Banco de Saberes, para que fiquem disponíveis de forma permanente na página web do IberCultura Viva. Para isso, devem comunicar-se com a Unidade Técnica pelo e-mail programa@iberculturaviva.org

 

Critérios de participação

Poderão participar da convocatória para o Banco de Saberes IberCultura Viva organizações culturais comunitárias e/ou povos indígenas dos países membros do programa, com ou sem personalidade jurídica. Os países que integram IberCultura Viva são: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, México, Peru e Uruguai. 

Coletivos dos países membros que não tenham personalidade jurídica poderão postular apresentando uma carta aval assinada pelo representante governamental do programa IberCultura Viva em seu país. Os órgãos que respondem pelo programa em cada país (Ministério de Cultura, Secretaria de Cultura ou equivalente) determinarão os critérios requeridos para a emissão de seu aval. No caso do Brasil, é preciso ter o cadastro de Ponto de Cultura na plataforma Rede Cultura Viva (https://culturaviva.gov.br/).

Organizações de países ibero-americanos que não integram o programa poderão participar desta convocatória, mas somente aquelas que contam com personalidade jurídica (neste caso não existe a possibilidade de apresentar uma carta aval).

 

Comitê de seleção

Representantes de quatro países integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva formarão o comitê de seleção das propostas apresentadas ao Banco de Saberes. Entre os critérios que serão levados em conta na avaliação estão a apresentação da documentação exigida, a inclusão da perspectiva de gênero de forma transversal, e o fato de que as pessoas facilitadoras (no máximo duas) sejam maiores de idade e façam parte de organizações culturais comunitárias ou povos indígenas.

Os projetos apresentados devem propor a transmissão ou o compartilhamento de experiências, práticas comuns, metodologias, tecnologias sociais, histórias das comunidades, saberes ancestrais ou tradicionais, etc. Além disso, devem estar devidamente formulados e apresentar coerência interna e objetivos realizáveis no tempo estipulado. As propostas que não reunirem estes critérios serão devolvidas com as observações correspondentes para sua retificação. As aprovadas serão publicadas na página web do programa. O Banco de Saberes encerrará o recebimento de propostas quando o Conselho Intergovernamental assim o estipular.

 

Confira o regulamento do concursohttps://bit.ly/2qKWQHM

Inscrições: https://mapa.iberculturaviva.org/oportunidade/104/

Consultas: programa@iberculturaviva.org

Como registrar-se no Mapa IberCultura Viva: https://iberculturaviva.org/manual/

 

(*) Foto em destaque: Oficina “Dicionários Audiovisuais Comunitários”, realizada pelo coletivo La Combi-arte rodante (Peru) na comunidade Zoque Popoluca de Cabañas, em Acayucan (México), durante o intercâmbio de IberEntrelaçando Experiências, em novembro de 2019. 

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11

out
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Encontro Inter-regional “Cultura e Desenvolvimento Sustentável” se realizará em Iquique, Chile

Em 11, out 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

Nos dias 18 e 19 de outubro, a cidade de Iquique, no norte do Chile, será sede do Encontro Inter-regional “Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, organizado pela Secretaria Regional Ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio de Tarapacá, através do programa Red Cultura.

Entre as atividades programadas se destaca a festa da cultura cidadã que ocorrerá no sábado (19/10), no Paseo Baquedano, onde Organizações Culturais Comunitárias (OCC) de Tarapacá vão expor seus saberes e práticas culturais e realizar pequenas oficinas de tingimento natural de lãs, teatro, danças regionais e degustações de pratos típicos da gastronomia latino-americana.

Participarão do encontro representantes de OCC provenientes das regiões de Arica, Antofagasta, Copiapó, Coquimbo, Maule, Araucanía e Biobío, assim como das comunas de Pica, Huara, Pozo Almonte, Alto Hospicio e Iquique.

 

Rodas de conversas

A primeira jornada será na sexta-feira (18/10), das 9h30 às 14h, no Hotel Gavina Sens, onde serão realizadas conversas sobre temas como “A cultura e os objetivos de desenvolvimento sustentável da agenda 2030”, “O papel da sociedade civil no fortalecimento e difusão da cultura e das artes” e “Avaliação e fortalecimento de políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano”.

A primeira palestra estará a cargo de Maurício Castro Rivas (Chile), assessor cultural da Municipalidade de Concepción, e a segunda, da advogada Monserrat Moya Arrué (Chile), que participou da redação de leis como a Lei de Participação Cidadã (Lei 20.500). A terceira palestra, “Avaliação e fortalecimento de políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano”, será com Rosario Lucesole Cimino (Argentina), consultora de projetos de IberCultura Viva, e Rafael Paredes Salas (México), consultor em desenvolvimento local com enfoque em direitos culturais. 

A participação de Rosario Lucesole e Rafael Paredes no encontro é uma das ações de intercâmbio técnico realizadas no âmbito do programa IberCultura Viva, para o fortalecimento das políticas culturais de base comunitária na região iberoamericana. Paredes apresentará no Chile a “Guia de Autoavaliação de Políticas de Cultura Comunitária”, documento que é resultado de seu projeto de pesquisa de mestrado e que busca servir como ferramenta para governos locais com interesse em fazer uma revisão de suas ações e construir uma agenda participativa, colaborativa e intersetorial.

Às 15h30, no mesmo local, terá início o colóquio inter-regional em que agentes culturais regionais, nacionais e internacionais vão debater, analisar e acordar aspectos que possam ajudar a avançar no desenvolvimento de um planejamento cultural conjunto.

 

Consultas e inscrições: redcultura.tarapaca@gmail   

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio de Chile

 

 

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21

ago
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Começa em San José a atividade de intercâmbio entre Uruguai e Costa Rica

Em 21, ago 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

Duas representantes dos ministérios de Educação e Cultura (MEC) e do Desenvolvimento Social (MIDES) do Uruguai participam de uma atividade de intercâmbio em Costa Rica, hoje e amanhã, no Centro Nacional de la Cultura (Cenac), em San José.

O encontro, organizado pelo Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica com o apoio do programa IberCultura Viva, tem o objetivo de conhecer a experiência de articulação do setor cultural e social no Uruguai e dialogar sobre oportunidades de articulação em Costa Rica, no âmbito da Estratégia de Segurança Humana.

Participam da atividade Begoña Ojeda, diretora geral de Programas Culturais da Direção Nacional de Cultura (DNC/MEC), e Mariana Silva, diretora da Divisão Socioeducativa da Direção Nacional de Promoção Sociocultural (MIDES).

As sessões serão nesta quarta-feira (21/08) e quinta (22/08), das 8h30 às 15h, no Cenac de San José. Ao longo das duas jornadas serão trabalhadas três temáticas: 1) Abordagem conceitual sobre desenvolvimento humano a partir da experiência no Uruguai (paradigmas do setor social e cultural); 2) Metodologia dos processos para vincular o social e o cultural; 3) O papel das organizações de base comunitária em processos de trabalho cultural e do setor social.

O encontro em San José é uma das ações de intercâmbio realizadas com o apoio do programa IberCultura Viva, para o fortalecimento das políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano.  Para este semestre estão previstas outras três atividades de intercâmbios entre funcionários de ministérios: duas serão realizadas no Chile (em setembro e outubro), e uma na Espanha (em outubro).

 

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15

Maio
2019

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Entrelaçando Experiências: está aberta a segunda etapa do edital, para o intercâmbio de saberes em território

Em 15, Maio 2019 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

O  Edital IberEntrelaçando Experiências, lançado pelo programa IberCultura Viva em dezembro, inicia sua segunda etapa nesta quarta-feira 15 de maio. A partir de hoje, organizações de cultura comunitária dos países membros do programa poderão solicitar uma das 25 propostas de capacitações e espaços de intercâmbio de experiências inscritas na primeira etapa, para que sejam desenvolvidas em seus territórios. As propostas são provenientes de nove países e estão disponíveis como um banco de saberes na aba “Intercâmbios” desta página web.

Nesta segunda etapa do edital, que tem inscrições abertas até 30 de junho, organizações culturais comunitárias e/ou comunidades de povos indígenas interessadas em receber estes intercâmbios devem entrar em contato com as pessoas facilitadoras e ver se têm condições de oferecer o que necessitam (as necessidades técnicas e espaciais estão especificadas em cada projeto). Muitas das propostas do banco de saberes são suscetíveis a mudanças para que se ajustem a diferentes espaços, públicos, disponibilidade de tempo e itinerários.

Uma vez que ambas as partes estejam de acordo e desejem o intercâmbio, realiza-se a inscrição como organização anfitriã na plataforma Mapa IberCultura Viva. Além da produção e divulgação da atividade, as comunidades anfitriãs devem garantir a hospedagem, a alimentação e os traslados dentro do território para as pessoas facilitadoras. O programa IberCultura Viva se encarregará da compra de passagens aéreas e seguros de viagem para as pessoas facilitadoras do intercâmbio. Não haverá transferências de fundos para os projetos.

As ações de IberEntrelaçando Experiências (os intercâmbios propriamente ditos) se darão entre agosto e dezembro de 2019. Podem ser propostos intercâmbios de saberes entre organizações e/ou povos originários de um mesmo país ou entre vários países membros do programa.

A avaliação das propostas estará a cargo do Comitê de Seleção, formado por integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.  Serão levados em conta na seleção critérios como a trajetória em projetos relevantes para a área cultural, especialmente em temas relacionados com a organização comunitária, o desenvolvimento de políticas, a construção de cidadania e a valorização de identidades culturais.

A seguir, algumas perguntas frequentes e um guia de como realizar a inscrição.

QUEM PODE PARTICIPAR

. Que organizações e coletivos podem participar da etapa 2?

As organizações culturais comunitárias (sem fins lucrativos) que contem com personalidade jurídica em algum dos países membros do  Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.

Os coletivos que não tiverem personalidade jurídica podem se inscrever apresentando uma carta aval assinada pelo representante governamental do programa IberCultura Viva em seu país.

Os contatos dos responsáveis pelo programa nos países membros estão informados no formulário de inscrição do edital (item 1.4, anexo II, modelo de carta aval), disponível na plataforma Mapa IberCultura Viva. No Brasil, quem responde pelo programa é a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria da Diversidade Cultural.

.Quais são os países integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva?

Fazem parte do programa Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba (país convidado), Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai.

.Quais são os critérios requeridos para a emissão da Carta aval às organizações ou coletivos sem pessoa jurídica?

Os órgãos que respondem pelo programa IberCultura Viva em cada país (Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura ou equivalente) determinarão os critérios requeridos para a emissão do aval. No caso do Brasil, os editais do IberCultura Viva são destinados aos Pontos de Cultura reconhecidos pela Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania.

.Quem são as pessoas facilitadoras das propostas?

Na primeira etapa do edital, era necessário citar o nome e a trajetória de uma ou duas pessoas facilitadoras da experiência proposta. Estas pessoas serão aquelas que vão oferecer uma oficina ou outra atividade na comunidade interessada em participar deste intercâmbio. Seus correios eletrônicos estão informados no Banco de Saberes para que as organizações interessadas em recebê-las em seus territórios entrem em contato.

. Já participei com uma proposta para o Banco de Saberes na etapa 1. Também posso solicitar um intercâmbio como organização anfitriã?

Sim, pode. Você pode escolher uma proposta do Banco de Saberes, entrar em contato com a(s) pessoa(s) facilitadoras, manifestar o desejo de realização da atividade e combinar com ela(s) essa possibilidade. Se as duas partes estiverem de acordo, apresente sua postulação durante o período de inscrição da Etapa 2.

 

. COMO INSCREVER-SE NO EDITAL

Desde agosto de 2018, as inscrições para os editais IberCultura Viva são realizadas por meio do Mapa IberCultura Viva (https://mapa.iberculturaviva.org/). Nesta plataforma livre, gratuita e colaborativa, agentes culturais e organizações culturais comunitárias podem, além de inscrever-se nos editais e concursos do programa, difundir seus próprios eventos, espaços e projetos.

No caso do Edital IberEntrelaçando Experiências, as pessoas do Brasil interessadas em inscrever-se devem buscar o edital que aparece com o título em português (“Edital IberEntrelaçando Experiências – Etapa 2”). Pessoas dos outros países devem inscrever-se no edital que leva o título em espanhol (Convocatoria IberEntrelazando Experiencias – Etapa 2)

.Já participei de outro edital IberCultura Viva por meio desta plataforma. Devo registrar minha organização mais uma vez como agente coletivo?

Não é necessário. O campo “Registrarse” na página inicial é usado apenas na primeira vez. Nas próximas vezes, você deve clicar “Ingresar” para ter acesso ao seu perfil. (Caso tenha esquecido a senha cadastrada, clique em “Olvidé mi contraseña”). Obs: Na primeira vez, ao fazer o registro, o agente é direcionado automaticamente para o perfil. Depois, será necessário clicar em “Editar” para poder acessar/modificar os dados do cadastro.

. Estou no Mapa IberCultura Viva pela primeira vez. Como me registro na plataforma?

Para se inscrever em um edital do IberCultura Viva é necessário registrar-se primeiramente como agente cultural no Mapa IBCV. Esta plataforma permite o registro de dois tipos de agentes: individual e coletivo. Por agentes individuais compreendemos as pessoas físicas, e por agentes coletivos, as organizações culturais comunitárias, entidades, povos indígenas, coletivos, agrupações e instituições.

Recomendamos aos representantes de organizações que inscrevam-se inicialmente como agentes individuais (pessoas físicas) e depois cadastrem o perfil de agente coletivo, com os dados de sua organização, coletivo, Ponto de Cultura, etc.

No perfil coletivo, é possível definir os nomes das pessoas responsáveis e adicionar agentes individuais que estejam relacionados ao agente coletivo em questão. Esses agentes que serão adicionados já devem ter seus perfis previamente cadastrados no Mapa IberCultura Viva.

Aqui está um manual para ajudar você a registrar agentes, espaços, projetos e eventos na plataforma: https://iberculturaviva.org/manual/. Não se esqueça de que para cada etapa preenchida é necessário salvar os dados inseridos no canto superior direito da tela (“Salvar”).

. Uma vez concluído o registro, onde encontro o formulário de inscrição do edital?

Agora que já tem o perfil de agente registrado, clique em “Editais” (na parte superior da tela do Mapa IBCV) e vá até o arquivo que aparece com o título em português (“Edital IberEntrelaçando Experiências – Etapa 2”). Na página seguinte você poderá baixar o regulamento do edital, assim como os anexos que devem ser preenchidos e enviados no ato da inscrição. O formulário aparecerá depois de clicar no título do edital e iniciar a inscrição.

. Como iniciar a inscrição?

Para iniciar sua inscrição, clique no campo de busca, localize o nome da pessoa física titular do registro (deve ser um agente pessoa física previamente cadastrado) e selecione a opção “Realizar inscrição”, disponível ao lado do campo de busca.

Complete as informações requeridas no formulário de inscrição. A qualquer momento é possível salvar os dados de sua inscrição utilizando o botão “Salvar” no canto superior direito. Feito isso, é possível sair da plataforma e continuar o preenchimento em outro momento (antes do término do período de inscrições).

A proposta será enviada para a participação no edital somente após o preenchimento de todos os campos do formulário e a inclusão de todos os anexos obrigatórios. Revise as informações antes de clicar em “Enviar inscrição”. Após o envio, não será possível editá-la. A plataforma exibirá a tela de confirmação do envio.

Confira as propostas disponíveis no Banco de Saberes: https://iberculturaviva.org/es-iberentrelazando-experiencias/

Confira o regulamento do concursohttps://bit.ly/2Ed7ewc

Inscrições: https://mapa.iberculturaviva.org/oportunidade/81/

Consultas: programa@iberculturaviva.org

 

Leia também:

Entrelazando Experiencias: las 25 propuestas del banco de saberes que estarán disponibles para intercambios

Entrelazando Experiencias: iniciativa de los Puntos de Cultura de Argentina inspiró la convocatoria a nivel regional

 

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29

abr
2019

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Conheça as propostas do Banco de Saberes Ibermúsicas

Em 29, abr 2019 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva e Ibermúsicas este ano dão início a uma ação conjunta para a realização de atividades de bem comunitário no Espaço  Ibero-americano. Com esta iniciativa, os/as artistas ganhadores dos editais de Ibermúsicas podem propor atividades de formação e/ou intercâmbio para serem desenvolvidas nas comunidades dos países de destino de seus projetos.

Entre janeiro e fevereiro de 2019, esteve aberta na plataforma Mapa IberCultura Viva uma convocatória exclusiva para as pessoas ganhadoras das ajudas do programa de fomento das músicas ibero-americanas. Artistas de 10 países inscreveram propostas de oficinas e concertos didáticos, entre outras atividades de acesso livre e gratuito.

Assim, um grupo do México, por exemplo, que tenha recebido uma ajuda de mobilidade para fazer apresentações no Brasil, poderá aproveitar a viagem para ministrar uma oficina ou outra atividade em uma comunidade local. As necessidades técnicas estão especificadas em cada proposta, assim como as necessidades de espaço (fechado ou aberto, auditório, sala para música de câmara, palco ao ar livre, etc).

As organizações culturais comunitárias locais que tenham condições de receber estes grupos nas datas determinadas – garantindo a hospedagem e alimentação das pessoas convidadas, além da difusão e da produção da atividade em seu território – devem entrar em contato com o programa IberCultura Viva por correio eletrônico, enviando mensagem para programa@iberculturaviva.org.

A seguir, apresentamos as propostas que estão à disposição para o intercâmbio no Banco de Saberes Ibermúsicas-IberCultura Viva. (Clique no nome do artista para ver a proposta completa)

 

María Fernández Cullen

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Colômbia (Cali)
  • Data: Abril/maio
  • Gênero musical: Popular
  • Modalidade: Oficina musical

 

 

Choro da Glória

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: Argentina (Buenos Aires)
  • Data: De 6 a 8 de maio, de 10 a 13 de maio
  • Gênero musical: Choro
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

 

Lívia & Fred

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: México (Cidade do México), Espanha (Madri e Valencia) e Portugal (Lisboa, Porto e norte do país)
  • Data: México: 6-15 de maio; Madri, 25, 27, 28, 29 de junho; Valencia: 6, 7 julho; Lisboa: 15, 16 julho; Porto e região norte: 19-28 de julho.
  • Gênero musical: Música popular brasileira

 

Daniel Torres/ Dantor

  • País de origem: México
  • País de destino: Brasil (São Paulo)
  • Data: 11, 12 e 13 de maio
  • Gênero musical: Jazz fusion
  • Modalidade: Oficina

 

 

Duo B.A.V.I. – Berimbau Aparelhado Violão Inventável 

  • País de origem: Brasil
  • País de destino: Argentina (Buenos Aires)
  • DataDe 30 de maio a 4 de junho
  • Gênero musical: Electronic afro brazilian experimental
  • Modalidade: Apresentação musical e oficinas

 

(foto: Bernardino Avila)

Los Musiqueros

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Matozinhos, Rio de Janeiro)
  • Data:  Junho. São Paulo – de 6 a 8/06; BH e Matozinhos, de 9 a 13/06; Rio, de 15 a 17/06; interior de SP, de 18 a 20/06
  • Gênero musical: Infantil, adultos
  • Modalidade: Oficinas e apresentação musical

 

Rialengo

  • País de origem: Costa Rica
  • País de destino: Colômbia (San Jacinto e San Basilio de Palenque – Bolivar, e San Pelayo – Córdoba)
  • Data:  junho e julho
  • Gênero musical: Cumbia latina
  • Modalidade: Encontro de intercâmbio de saberes

 

Rossana Taddei Banda

  • País de origem: Uruguai
  • País de destino: Cuba (Santiago de Cuba) e México (Cidade do México)
  • Fecha: Cuba, de 3 a 9 de julho / México, de 10 a 15 de julho
  • Gênero musical: Rock urbano
  • Modalidade: Concerto

 

Ariel Pirotti

  • País de origem: Argentina
  • País de destino: Equador (Quito) e Colômbia (Medellín e Bogotá)
  • Data: De 15 a 20 de julho em Quito; de 22 a 31 de julho, em Medellín e Bogotá
  • Gênero musical: Concerto e masterclass
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

Tradiciones de Venezuela

  • País de origem: Venezuela
  • País de destino: Colômbia (Medellín)
  • Data: De 17 a 21 de julho
  • Gênero musical: Tradicional folclórico
  • Modalidade: Concerto didáctico

 

 

Yurgaki

  • País de origem: Colômbia – Espanha
  • País de destino: Equador (Quito e Guayaquil )
  • Data: Entre 20 de agosto e 20 de setembro
  • Gênero musical: Música latina
  • Modalidade: Formação musical

 

 

Jahlfaomega

  • País de origem: Venezuela
  • País de destino: Espanha (Barcelona e Madri)
  • Data: agosto e setembro
  • Gênero musical: Reggae
  • Modalidade: Concerto com bate-papo

 

Ankalli/ Budapest

  • País de origem: Peru
  • País de destino: Espanha (Barcelona, Madri, Valencia)
  • Data: Barcelona, 12 de setembro; Madri, 19 de setembro; Valencia, 27 de setembro
  • Gênero musical: Fusión folk eletrônica
  • Modalidade: Concerto – Circulação

 

Che Valle

  • País de origem: Paraguai
  • País de destino: Espanha (Valencia)
  • Data: Domingo, 15 de setembro, ao meio dia
  • Gênero musical: Folclore
  • Modalidade: Música

 

 

Jorge Diego Vázquez Salvagno

  • País de origem: Argentina
  • País de destinoArgentina (Salta, Córdoba e Buenos Aires)
  • Fecha: novembro
  • Gênero musical: Música clássica-contemporânea
  • Modalidade: Concerto didático

 

 

 Camerata Caipira

  • País de origem: Brasil
  • País de destinoArgentina (Mendoza, Buenos Aires) e Chile (Santiago)
  • Data: Mendoza- 22 de novembro; Buenos Aires, 24/11; Santiago, 30 de novembro e 1º de dezembro
  • Gênero musical: Música popular
  • Modalidade: Concerto e oficina

 

 

 

Confira as propostas completas: https://bit.ly/2vtn2FO

 

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07

out
2018

Em Notícias

Por IberCultura

Oficina de gestão cultural comunitária será uma das atividades do intercâmbio técnico entre Equador e Uruguai

Em 07, out 2018 | Em Notícias | Por IberCultura

Um intercâmbio técnico entre Equador e Uruguai será realizado entre 8 e 14 de outubro, em Quito, com o apoio do programa IberCultura Viva. A iniciativa do Ministério de Cultura e Patrimônio de Equador (MCYP), do Instituto de Fomento das Artes, Inovação e Criatividade e do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai terá como uma de suas principais atividades o desenvolvimento da oficina “Para a construção da Rede de Gestão Cultural Comunitária”, nos dias 9 e 10, no Auditório Agustín Cueva do MCYP (Av. Colón e Juan León Mera).

O objetivo deste encontro é construir um espaço de trabalho entre ambos os países, com o fim de fortalecer a conceituação e implementação dos respectivos programas de Pontos de Cultura, por meio da reflexão em torno da gestão, da comunicação, das ações e dos processos necessários para a constituição de uma rede.

Begoña Ojeda, diretora geral de Programas Culturais do Uruguai, participará do encontro no Equador

Para isso, Begoña Ojeda, diretora geral de Programas Culturais, e Soledad Guerrero, encarregada da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura, vão expor na oficina suas experiências na formulação e implementação de políticas de base comunitária no Uruguai. Representantes da Rede de Cultura Viva Comunitária do Equador também falarão dos acordos alcançados após o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, realizado em Quito em novembro de 2017.

A Lei Orgânica de Cultura, aprovada em Quito em dezembro de 2016, reconhece as Culturas Vivas Comunitárias e concede ao Ministério de Cultura e Patrimônio a competência das diretrizes para a formação da Rede de Gestão Cultural Comunitária do Equador, visando democratizar a cultura e pôr em prática o exercício dos direitos culturais.

Equatorianos no Uruguai

A segunda etapa do intercâmbio está prevista para começar em 29 de novembro, com a visita dos representantes equatorianos ao Uruguai. Além de apresentar as abordagens constitucionais do bem viver e os direitos da natureza aplicados às políticas públicas de base comunitária no Equador, os visitantes participarão de reuniões, percursos e intercâmbios com os Pontos de Cultura e outros espaços da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura do Uruguai.

 

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Taller de gestión cultural comunitaria se realizará en el Ministerio de Cultura y Patrimonio

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14

ago
2018

Em Notícias

Por IberCultura

No Chile, organizações culturais de Coquimbo trocam experiências em torno da gestão comunitária

Em 14, ago 2018 | Em Notícias | Por IberCultura

Nos dias 11 e 12 de agosto, foi realizado o 2º Encontro de Intercâmbio de Experiências “Hablemos de Gestión Comunitaria”, na Casa das Culturas de Los Vilos, na região de Coquimbo (Chile).

A iniciativa foi organizada pela Secretaria Regional Ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio e contou com a participação de organizações de Los Vilos, La Serena, Ovalle, Canela, Andacollo, Coquimbo, Salamanca, Río Hurtado e Paihuano.

Durante as duas jornadas, os representantes das organizações culturais comunitárias da região buscaram refletir em torno do fazer comunitário e seu impacto no desenvolvimento dos territórios e no bem-estar de seus habitantes.

Além de trocar experiências acerca de metodologias de trabalho e de intervenção que executam nas localidades onde estão inseridas, delinearam em conjunto as bases para uma proposta de política pública para o setor comunitário, como um eixo transversal no trabalho de todas as instâncias setoriais, tanto nacionais como regionais.

“Este é um rito significativo, já que surge à raiz de um processo de cocriação, em que os cidadãos e o Estado trabalham de maneira conjunta na formulação de uma política para o setor comunitário”, observou a secretária das Culturas, das Artes e do Patrimônio da região de Coquimbo, Isabel Correa.

“Tivemos a participação de organizações das três províncias que intercambiaram experiências e reflexões em torno da gestão comunitária, já que eles são a base para esta mudança de paradigma, como atores relevantes nas transformações sociais”, destacou.

Atualmente, a Secretaria Ministerial das Culturas em Coquimbo trabalha com 14 organizações da região, que em uma mesa de trabalho definem de maneira colaborativa o trabalho a realizar.

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

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24

out
2017

Em Notícias

Por IberCultura

Chile: una construcción colectiva de política pública para las organizaciones culturales comunitarias

Em 24, out 2017 | Em Notícias | Por IberCultura

 

 

La construcción de una política pública para las organizaciones culturales comunitarias (OCC) es un tema que viene ganando espacio en Chile desde 2015. El debate en torno a cómo implementar el componente y cómo avanzar en este tema en el país es visto como un proceso que lleva al menos dos etapas. La primera comprende el período 2015-2018 y se trata de una etapa de vinculación con las OCC. Una etapa de conocimiento, de ver cuántas son, dónde, quiénes y cómo están. La segunda (2018-2022) debe dar continuidad al trabajo con el diseño de una política cultural para el sector comunitario realizado de manera conjunta con las organizaciones.

La consultora de comunicación del programa IberCultura Viva estuvo en Chile del 19 al 27 de julio y pudo ver un poco de cómo se está dando este acercamiento a las OCC en algunas de las regiones del país. La visita se dio en el marco de la relación de cooperación entre los países miembros de IberCultura Viva, como inicio de un plan de trabajo colaborativo entre el programa y el equipo técnico Red Cultura – Consejo Nacional de la Cultura y las Artes de Chile, con vistas a la difusión y promoción tanto de la política cultural para organizaciones culturales de base comunitaria del país como de sus actividades y características, en el Espacio Cultural Iberoamericano.

 

El Consejo Nacional de la Cultura y las Artes es el órgano del Estado encargado de implementar las políticas públicas para el desarrollo cultural en Chile. Creado por la Ley 19.891, que entró en vigencia el 23 de agosto de 2003, desarrolla una serie de programas para cumplir con su misión y funciones en las 15 regiones del país: Arica y Parinacota, Tarapacá, Antofagasta, Atacama, Coquimbo, Valparaíso, Metropolitana, O’Higgins, Maule, Biobío, La Araucanía, Los Ríos, Los Lagos, Aysén, Magallanes.

Uno de los principales programas del Departamento de Ciudadanía Cultural es Red Cultura, cuyo propósito es disminuir las diferencias en la oferta comunal para el acceso y participación de la población en arte y cultura. Busca promover el acceso y la participación de las comunidades en iniciativas artístico-culturales, además de contribuir al fortalecimiento de la gestión cultural municipal y a la valorización y el resguardo del patrimonio cultural inmaterial.

Red Cultura trabaja en los territorios, con las personas que ahí están, por medio de convocatorias para apoyar el desarrollo de iniciativas culturales comunitarias o promover residencias de arte colaborativo en comunidades. También busca desarrollar modelos de planificación cultural territorial inclusiva, con enfoque de derechos.

 

Durante la visita del programa IberCultura Viva al país, se realizaron reuniones en  cinco ciudades (Santiago, Valparaíso, Viña del Mar, Concepción y La Serena) con representantes de los equipos del programa Red Cultura de seis regiones: Metropolitana, Valparaíso, Biobío, Los Lagos, Araucanía, Maule  y Coquimbo. Los equipos hablaron de cómo han implementado el componente que trabaja con OCC, las dificultades y los aciertos que han encontrado.

En los nueve días de actividades, Ibercultura Viva estuvo representado por la periodista Teresa Albuquerque, y la Coordinación Nacional de Red Cultura, por Marianela Riquelme Aguilar, a cargo del componente OCC. Además de las reuniones con los equipos regionales, las dos participaron en encuentros con representantes de OCC de la Región Metropolitana, Coquimbo y Biobío, y en la visita a una organización en Viña del Mar (Región de Valparaíso). También comparecieron al Encuentro de las Organizaciones Culturales Comunitarias de la Región Metropolitana, realizado el sábado 22 de julio en la Universidad Católica Silva Henríquez, en Santiago. Se unió a este equipo Hugo Provoste, periodista del Departamento Ciudadanía Cultural, en las regiones Metropolitana, Valparaíso y Biobío.

A continuación, un resumen de los días de intercambio en Chile.

Los participantes del encuentro con 3 organizaciones de la Región Metropolitana

 

 


PRIMERA PARADA: SANTIAGO

El encuentro con el equipo de la Región Metropolitana se compuso de dos partes: por la mañana, una conversación con el equipo de Red Cultura (Álvaro Rodríguez, Salvador Velásquez, Camila Garrido, Tomás Caroca, Vania Fernández); por la tarde, un encuentro con tres de las 17 OCC que fueron beneficiadas con el Fondo para Iniciativas Culturales de Base Comunitaria en Pro de la Integración Social en 2016 (Corporación Cultural La Feria/Escuela Artística Comunitaria, La Gandhí y La Escuela de Carnaval Raiz do Aukan).

La mañana empezó con Camila Garrido hablando de los cuatro componentes relevantes que ellos como región tienen que ejecutar, en especial el de Residencias de Arte Colaborativo. Hace dos años Red Cultura implementa las residencias con el fin de llevar acceso a experiencias artísticas a los territorios (“no que la comunidad viera la experiencia artística, sino que la viviera”).

Las residencias se dan por convocatoria. Se convoca a un artista o colectivo artístico para una estadía de tres meses en un territorio, y su misión es trabajar con organizaciones sociales o la infraestructura municipal, buscando cruzar sus prácticas artísticas con el contexto local y la realidad de la comunidad.

“Las organizaciones han recibido a estos artistas y han generado proyectos bastante interesantes. Ahí también las organizaciones son protagonistas, se empoderan en el territorio y son la contraparte directa”, afirmó Camila.

Salvador Velásquez citó como ejemplo una experiencia de residencia que tuvieron el año pasado en La Legua, un barrio estigmatizado por el tráfico de drogas, de la comuna San Joaquín. Un colectivo de fotografía se insertó en la comunidad, en un colegio de educación básica donde un muro de acero impide que las balas entren en el patio. ¿Qué hicieron? Transformaron el muro en una especie de museo abierto. Un mural lleno de fotos antiguas de miembros de la comunidad escolar, sus familiares y amigos.

Cultura ciudadana

La directora regional de Cultura, Ana Carolina Arriagada, de pasaje para un saludo, habló sobre el encuentro de OCC que se realizaría dos días después, en la Universidad Católica Silva Henríquez, y la importancia de tener una agenda a corto, medio y largo plazo para empezar a trabajar en soluciones.  “En Chile hay una transición de una institucionalidad que primero reconoció la importancia de recoger el valor artístico de los talentos, de fomentar la sustentabilidad del arte, y que ha ido transitando a algo más ciudadano. Es decir, que la cultura es algo que se vive y que le pertenece a todos y que hay una práctica en territorio que debe ser reconocida”, comentó.

Álvaro Rodríguez explicó el contexto en el que se  inserta el programa Red Cultura, comentó algunas diferencias del trabajo en la Región Metropolitana con las OCC en comparación con otras regiones, contó cómo llegaron donde están, cómo se dio el acercamiento, el proceso de construcción de confianza. También contó cómo un trabajo conjunto con un centro de estudios de la Universidad Central en Santiago, en 2016, terminó en laboratorios ofrecidos a las OCC, con seminarios y talleres, un ciclo largo, de un semestre, totalmente gratuito y con convocatoria abierta.

“Fue una instancia muy grata, muy beneficiosa”, afirmó el coordinador de Ciudadanía Cultural de la Región Metropolitana. “En este tercer año, empiezan a aparecer temas que son ejes rectores, como que el arte y la cultura sean medios para el desarrollo, que se entienda como un derecho, entre otros conceptos que se traducen en solicitudes específicas de las organizaciones”.

Tres etapas

Tomás Caroca, profesional del equipo, resumió así los tres años de trabajo con las OCC en la Región Metropolitana: “El 2015 fue el primer acercamiento, donde se elaboró un documento con las necesidades de las OCC. El año pasado se realizó esta alianza con la academia para trabajar con las mismas temáticas que las organizaciones habían adelantado, y este año, la manera que se ha decidido trabajar con las OCC ya no es un lugar cerrado, no es la academia, tampoco institucional, sino que decidimos focalizar ciertos territorios de la región y vamos a realizar encuentros territoriales con OCC.”

“Todas las OCC son de territorio, pero como teníamos que focalizar y no son muchos los recursos partimos por los territorios emblemáticos y las organizaciones que tienen un discurso y un trabajo más avanzado. Como tenemos que llevar ciertas herramientas a los territorios, lo bueno sería ir construyendo con ellos”, añadió Camila. “Es importante entender las dinámicas de las organizaciones territoriales también, porque no todas son iguales”, resaltó Salvador.

Una tarde de carnaval

Por la tarde, la reunión fue con representantes de tres organizaciones culturales comunitarias de la Región Metropolitana que tenían fuerte vínculo con el tema del carnaval. Rosa Núñez, Hugo Melo y Carolina Arcos hablaron de sus quehaceres en La Escuela Artística Comunitaria, creada en 2012 en la comuna de Lo Espejo — un proyecto de la Corporación Cultural la Feria que empezó como una comparsa y pasó a una escuela gestionada por vecinos, donde se imparten talleres artísticos gratuitos a niños, jóvenes, adultos y adultos mayores de la región.

Lesly Toloza Cortés comentó la experiencia de la Escuela de Carnaval Raiz do Aukan, una agrupación dedicada a la música brasileña (el samba, especialmente) y que busca promover la cultura carnavalesca, junto con generar un espacio de construcción comunitaria en la comuna de Cerrillos. Scarlett Chacon y Marco Antonio Vega López, a su vez, hablaron de La Gandhí, comparsa nacida en 2014 con el objetivo de crear ciudadanía, proponiendo la danza afro y la batucada como procesos de sanación.

 


SEGUNDA PARADA: VALPARAÍSO

El día en Valparaíso comenzó con un encuentro con el equipo nacional del Consejo Nacional de la Cultura y las Artes. Patricia Rivera, encargada de la Sección Territorio Cultural, a cargo del tema, recordó el propósito de trabajar por el fortalecimiento de la cultura de base comunitaria, la importancia de tener una construcción colectiva para la gestación de una política hacia el sector. Además, se discutió la necesidad de un espacio permanente de difusión de las actividades y acciones desarrolladas por las OCC chilenas, inclusive en plataformas como la de IberCultura Viva.

 

Enseguida, en el encuentro con el equipo regional de Valparaíso (Carolina Arce, Rodrigo Basáez y Maria José Oyarzún), uno de los principales temas fue un proyecto regional de trabajo con OCC llamado “Mi barrio es cultura” (que no está vinculado al programa Red Cultura, sino al programa Acceso Regional). Creado por el equipo regional con el fin de recuperar la relación directa del Consejo de la Cultura con el territorio, el proyecto comenzó con seis barrios/localidades y hoy día está en 11, en todas las provincias de la región.

“Con ello han surgido procesos interesantes de organizar que tienen que ver con la política del Estado con las OCC, la vinculación con esas OCC de manera directa, y la colaboración con otros servicios y entidades (públicas o privadas)”, dijo Carolina Arce , coordinadora de Ciudadanía Cultural de la Región de Valparaíso.

La idea es que “Mi barrio es cultura” dure tres años. “El primer año fue de vinculación y conocimiento con las organizaciones. Al final de este año, la idea es que hayamos diseñado un proyecto participativo, con proceso de diagnóstico, un proyecto que se va a ejecutar el segundo año, acompañado de herramientas de formación y fortalecimiento de capacidades junto con buscar nuevos mecanismos o fortalecer las formas de obtención de recursos. El tercer año es el despegue, esperando que las organizaciones puedan quedar con alguna capacidad para proyectarse por sí solas”, detalló Carolina.

Valparaíso y sus cerros

El rol transformador

María José Oyarzún (profesional Red Cultura) recordó que al principio se pensó en realizar el proyecto con una consultora, que interviniera en los territorios y generara una dinamización social barrial en sectores vulnerables. Sin embargo, a través del programa Red Cultura se decidió que no fuera personas desde afuera, sino las OCC las que se hicieran cargo de los barrios.

“Gracias a la intervención de las OCC, en algunos barrios se han creado nuevas OCC, que nacen a raíz de este proyecto”, señaló. “Eso nos permite no solo trabajar y fortalecer nuestras OCC ya instaladas, sino que, a su vez, vamos proliferando estos pequeños núcleos dentro de los barrios, porque se instala la idea de que cultura es un elemento transformador barrial y esperanzador, sobre todo en situaciones de vulnerabilidad”.

 

El origen del proyecto “Mi barrio es cultura” está vinculado al gran incendio que hubo en la ciudad de Valparaíso en abril de 2014, dejando 15 muertos, más de 500 heridos y casi 3000 viviendas destruidas. Tras la tragedia, el país se movilizó para ayudar a los habitantes a reconstruir sus casas y vidas. El Consejo de Cultura se dedicó a reconstrucción del tejido social, a la pérdida de identidad, de historias familiares, que vinieran con la quema de sus casas. “A través de jornadas participativas, abríamos un espacio para escuchar experiencias de los vecinos, trabajar a partir del sentimiento y comenzar a construir. Desde ahí nacieron sueños, ideas, proyectos”, contó Carolina.

“Trabajamos mucho con OCC que tuvieron un rol importantísimo en el incendio”, destacó María José. “Las OCC abrieron sus espacios, empezaron a ser albergues, a ser canalizadores de ayuda comunitaria, y se transformaron en un foco social en este momento tan importante. Eso  fue importante para entender el rol que cumple una OCC dentro de su espacio barrial. No es solo una diversión, existe un rol social importante en la mejora de la calidad de vida de las personas.”

 

Temas como formación, sensibilización y liderazgo van apareciendo en torno al proyecto, y llaman la atención del equipo para algunas cuestiones territoriales. “Ha sido un descubrimiento también para nosotros, poder visualizar lo que pasa en los territorios, las dinámicas son distintas”, resaltó Rodrigo Basáez, encargado del programa Acceso Regional. En Viña del Mar, por ejemplo, hay organizaciones como La Mandrágora, que siguen teniendo un trabajo autogestionado de años sin vincularse con el municipio y evitando depender de una entidad de gobierno.

La tarde terminó con una visita al Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora, instalado desde 2004 en la población de Achupallas de Viña del Mar (como organización social comunitaria, La Mandrágora existe desde el año 2001). La organización desarrolla una serie de talleres artísticos y socioeducativos, cuenta con una biblioteca comunitaria, promueve ciclos de cine y hasta un encuentro internacional de teatro. Todas las acciones se desarrollan de forma voluntaria y gratuita para niños, jóvenes y adultos.

 


TERCERA PARADA: CONCEPCIÓN

En Concepción se reunieron representantes de los equipos de cuatro regiones: Biobío (Daisy Retamal, Marlene Cartes, José Cortés y Nicole Caballero), Maule (Carolina Sepúlveda, Patricia Torres y José Manuel Valencia), Los Lagos (Catalina Velázquez) y Araucanía (Daniel Riquelme). En el encuentro de la mañana, comentaron cómo han implementado el componente que trabaja con OCC, las dificultades y los aciertos.

Catalina Velásquez, de la Región de Los Lagos, contó que el 2014, cuando se realizó el catastro de OCC, 34 organizaciones cumplían con el perfil de OCC en la región. De estas 34 se hizo un filtro (estaba difícil llevar a todos a trabajar en laboratorio), buscando las iniciativas con más antigüedad, y se llegó a las 14 OCC que desde entonces siguen trabajando con ellos. “Nuestras organizaciones quieren formar una unión regional de OCC, con el fin de fortalecerse, conseguir proyectos, más fondos…Sería un objetivo para seguir avanzando”, afirmó.

Carolina Sepúlveda, coordinadora de Ciudadanía Cultural de Maule, comentó las dicotomías que encuentran en el territorio (respecto de los fines productivos y la responsabilidad comunitaria de las OCC) y los dos años que llevan trabajando en conceptos, definiciones, discutiendo si deben dar un paso desde la institucionalidad o si las organizaciones deben empezar a ser co-constructores… Cuestiones que han tocado a la mayoría,  también comentadas por los compañeros de otras regiones.

También de Maule, Patricia Torres, coordinadora regional de Red Cultura, llamó la atención por el despliegue territorial –son 30 comunas en la región–, la dificultad de llegar  a un perfil de OCC para trabajar en la región. Contó que se formó una mesa regional, en principio con 80 representantes de organizaciones de diferentes perfiles, y que hoy día hay un total de 40 organizaciones flotantes discutiendo temas que quieren abordar, levantando conceptos, intentando articularse.

El trueque y las réplicas

Aparte de las reflexiones utópicas, una de las acciones concretas que se dieron el primer año en Maule fue una feria del trueque artístico donde cada organización llevaba algo para compartir. “Armamos cuatro ferias de trueque en distintas comunidades, estaba súper bonito”, afirmó Patricia, resaltando que el segundo año fue dedicado a la formación de las OCC, con la creación de la “Escuelita de Gestión Cultural”, y que la idea para el tercer año es que todos los que se formaron en la escuela van a hacer una réplica en su comuna, cofinanciadas con el municipio.

“La primera réplica es en Romeral. Esta la tenemos con el municipio en algunos módulos, las comunidades se hacen cargo de otros módulos en que ellos ya se capacitaron, y nosotros vamos a aportar con otras cosas”, explicó Patricia. “Otra estrategia es que estamos vinculados a la Universidad de Talca, que tiene su carrera de Psicología Social Comunitaria, y tenemos alumnos que están trabajando con comunidades, sobre todo comunidades que están con su liderazgo bajo. También tenemos dos comités del programa Creando Chile en Mi Barrio (que se implementó en todo el país entre el 2007 y el 2010), y los hemos apoyado con prácticas de psicología social comunitaria. Están haciendo un diagnóstico de cómo está la organización y cómo se proyecta en el barrio”.

Construyendo el diálogo

Daisy Retamal, encargada regional de Red Cultura en Biobío, contó que contrataron a una persona para hacer el catastro de las OCC (Nicole Caballero, consultora que siguió trabajando con el equipo, como apoyo metodológico), acortaron el perfil de las organizaciones con las cuales querían trabajar en este momento, y les invitaron a conversar con el Consejo. “Llegaron unas 20 OCC y desde ahí vamos a construir una política pública. Eso es lo que más les motiva: hablar de cómo vamos a construir una política que va a dialogar con ellos como sector, eso es más importante que los fondos concursables”.

Para las organizaciones de la Región de Biobío, el año de 2015 fue de conocerse (se realizó el I Encuentro Regional de Cultura Comunitaria) y el 2016, de formarse (entre ellos mismos). “Decidieron que como tenían expertise cada uno y querían conocerse, harían una escuela de educación popular. A parte de conocerse ellos, querían ir a los territorios, ver lo que estaban haciendo unos y otros… E hicieron una escuela con ocho módulos, que terminó muy bien (aunque entremedio hayan habido dificultades)”, afirmó Daisy.

Según Daisy, el Consejo nunca estuvo en la cabeza del proceso. “La mesa no la dirigimos nosotros. Yo voy a algunas sesiones, cuando hay que explicar algo. El resto lo trabaja nuestro apoyo metodológico, que es Nicole. Al principio participamos, pero después nos dimos cuenta que la mesa era reactiva al Estado, estaban desconfiados de trabajar con nosotros. Les invitamos entonces a seguir trabajando con nosotros sin participar de la mesa, porque queríamos mantener el diálogo. Y así fuimos construyendo una relación muy respetuosa. Creo que para nosotros, en esta región, tomar una posición un poco más distante ha sido superpositivo.”

Gestión cultural y derechos

Respecto del trabajo con las OCC en Araucanía, Daniel Riquelme señaló algunas características de la región, como una alta presencia de población mapuche, un fuerte discurso de autogestión y una cierta ambigüedad en la relación con el Estado. “La invitación que se ha hecho a las OCC –primero con el catastro que se hizo el 2015/2016 y ahora con la implementación de laboratorios– tiene que ver con restablecer vínculos de confianza, sobre todo del carácter voluntario de participación, y también de la intención real de poder acercarse a las necesidades de las organizaciones”.

Este debate, según él, también se les da como equipo, en temas como el catastro y las categorías con las que funcionan: “¿Son realmente funcionales a un análisis correcto de la realidad que tienen las organizaciones?” “¿Será que tenemos que intencionar que ellos mismos se auto clasifiquen, o si somos nosotros quienes tenemos que entender la diversidad de lenguajes, de objetivos y de orígenes de estas OCC?”

Para intentar contestar a algunas de esas preguntas, la región optó por una investigación luego del catastro. “Este año estamos priorizando una investigación acerca de los discursos de las OCC, con investigadores externos”, comentó Daniel. “Las OCC están identificando paulatinamente la necesidad de autoformación, sobre todo en el tema de la gestión cultural. Es eso lo que queremos abordar en el tercer laboratorio que vamos a tener este año con las OCC, empezando a entender la gestión cultural en el ámbito de los derechos sociales y culturales.”

La escuela popular

Por la tarde, los representantes de los equipos regionales escucharon las experiencias de seis organizaciones de cultura comunitaria (Grupo Cultural Víctor Jara, La EscueLota, Weche Newen, Colectivo Cultural We Newen, Microgalaxia Centro Cultural y Casa Trewa) y conocieron un poco más de la Escuela Popular de Organizaciones Culturales Comunitarias, que se desarrolló en la Región de Biobío en 2016.

La iniciativa, aunque financiada por el Consejo, fue impulsada por 16 OCC de Biobío que participaron del I Encuentro Regional de Cultura Comunitaria en 2015 ( año en el que se iniciaron los Laboratorios de Iniciativas Culturales Comunitarias a través de Red Cultura). Realizada en el marco del II Encuentro Regional de Cultura Comunitaria, del 13 de agosto al 1 de noviembre de 2016, la Escuela Popular tuvo carácter itinerante, pasando por seis comunas de la región: Penco, Concepción, Talcahuano, Tomé, Nacimiento y Alto Biobío.

Los ochos módulos fueron así divididos: 1) Educación popular; 2 y 3) Difusión y comunicación popular; 4) Producción artística popular; 5) Cooperativismo, identidad y territorio; 6) Intercambios de modelos de gestión cultural; 7) Derechos laborales de los trabajadores de la cultura comunitaria; 8) Cosmovisión, pluralidad y medicina ancestral mapuche. Fueron las propias organizaciones quienes acordaron de manera colaborativa sobre dónde, cuándo y qué temas iban a tratar en la escuela.


CUARTA PARADA: LA SERENA

La visita a la Región de Coquimbo se dividió en tres instancias: una reunión protocolar en la que participó la directora regional de Cultura, Daniela Serani, una reunión con la coordinadora regional de Red Cultura, María Rosa Cortés, y un encuentro con representantes de cuatro organizaciones culturales comunitarias (Unión Comunal de Andacollo, Agrupación Cultural Margot Loyola, Corporación Cultural Literaria de Los Vilos y Agrupación Kail de Los Vilos).

María Rosa Cortés

María Rosa Cortés explicó que cuando partieron con el trabajo con OCC, en 2015, lo hicieron en convocatoria abierta con afiche en redes sociales: “Vengan quienes quieran trabajar con nosotros”. Aparecieron más de 600 organizaciones. Se hizo un filtro, quedaron unas 200 que eran organizaciones culturales, y desde ahí llegaron a 71 a nivel regional. “En 2015 lo que hicimos fue definir que una OCC iba a ser aquella agrupación que trabajara en el territorio por un periodo prolongado de tiempo, y que lo que le importaba era el desarrollo cultural y artístico de su comuna”, explicó.

Como en 2015 estas organizaciones con quienes empezaron a trabajar les pidieron capacitaciones, el segundo año fue dedicado a la escuela de gestión comunitaria. “Se dio la escuela y no participó ninguna organización que habíamos focalizado. Decían que ‘era tarde’, ‘era en La Serena’…Entonces volvimos y al final de 2016, inicios de 2017, aplicamos nuevas fichas a las 71. Partimos de lo que definimos como OCC y llamamos. Y este año vinieron 11. Las 11 son nuevas, ninguna de las que partieron en 2015. Y están motivadas, quieren hacer intercambio de experiencias, que hagamos encuentros.

Cuatro de estas 11 OCC estuvieron representadas en el encuentro armado para la tarde. El guitarrista, Alejandro Cortés, presentó la Corporación Cultural Literaria Los Vilos, una agrupación de escritores, artistas, músicos, cineastas, guionistas, comunicadores y gestores culturales que han comprometido su quehacer en torno a lo literario, preocupados por la difusión y el rescate de la cultura y las artes, y con énfasis en la identidad local.

Vicente Godoy contó un poco de los quehaceres de la Unión Comunal de la Cultura de Andacollo, que reúne 40 agrupaciones con vistas a desarrollar un programa integral de desarrollo cultural para la comuna. La organización social, que promueve una serie de talleres y ferias entre otras actividades, nació de un encuentro realizado en 2015, cuando se moldeó un libro titulado “Diagnóstico Cultura Viva de Andacollo – un aporte para la construcción de políticas culturales integradoras, democráticas y participativas”.

 

Mirna Véliz, a su vez, habló de la Agrupación Margot Loyola, formada en Tierras Blancas (Coquimbo) a partir de un taller de cueca básica el año 2000. En estos 17 años de aprendizajes, investigaciones, presentaciones y proyectos, los integrantes han recibido varios reconocimientos por el trabajo desarrollado con la danza y el folclore.

Finalmente, Zita Olivares contó cómo se formó en 2009 la agrupación KAIL, Colectivo de Artes Integradas Literario (“Sería libertario, porque en las ganas de hacer las cosas no queríamos depender de nadie, pero la señora lo escribió ‘literario’ e igual nos sirvió”, dijo entre risas). Con la intención de desarrollar nuevas instancias culturales en la comuna de Los Vilos, con especial énfasis en la descentralización de la cultura, la agrupación trata de llegar a las ciudades de la provincia y a sus localidades rurales con ferias de trueque, festivales de música y teatro y presentaciones de radioteatro, siempre con conversatorios después de las actividades. “Apostamos harto en trabajar en conjunto con otras agrupaciones”, afirmó Zita, resaltando la importancia de la convivencia, del compartir, del aprendizaje que viene de ahí.

 

 

 

De vuelta a Santiago para una reunión de cierre con Patricia Rivera, las “viajeras” Marianela Riquelme y Teresa Albuquerque contaron un poco de la experiencia de estos días de intercambio del programa IberCultura Viva en Chile, de cómo fueron los encuentros con estas 40 personas (sin contar las más de 50 que estaban en el Encuentro de Organizaciones Culturales Comunitarias de la Región Metropolitana), de las dificultades y los aciertos que los equipos regionales han encontrado en el trabajo con las OCC.

Al fin del viaje, la constatación de que muchas de estas organizaciones comunitarias no están esperando que les financien sus proyectos –con o sin recursos gubernamentales están haciendo, ofreciendo caminos reales de transformación– deja aún más claro la importancia de una política pública para el sector. De una política que reconozca y potencie las iniciativas culturales de las comunidades en el lugar donde ocurren, conforme sus necesidades y planes de trabajo, y que se construya colectivamente, valorizando la participación ciudadana y fortaleciendo la democracia.

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30

ago
2017

Em Notícias

Por IberCultura

Encontro de Pontos de Cultura em Costa Rica dá início ao intercâmbio de gestores públicos

Em 30, ago 2017 | Em Notícias | Por IberCultura

(Fotos: DirCultura/MCJ)

A primeira experiência de intercâmbio entre países integrantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva se deu em San José, Costa Rica, de 10 a 14 de julho. Diego Benhabib e Estefanía Lay Guerra, coordenadores dos programas Puntos de Cultura da Argentina e do Peru (respectivamente), participaram de um encontro de Pontos de Cultura costarricenses que reuniu representantes da sociedade civil e membros das equipes dos Departamentos de Fomento Cultural e Promoção Cultural da Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude.

A proposta de trabalho colaborativo teve como eixo central a possibilidade de servir de base para a criação de uma rede de Pontos de Cultura em Costa Rica. “O objetivo foi trocar experiências e conhecimentos, saber como se formaram as redes na Argentina e no Peru, e que os gestores dos Pontos de Cultura em Costa Rica também pudessem comentar como os imaginam”, comentou Irene Morales, coordenadora do Departamento de Fomento Cultural, que esteve presente neste espaço de diálogo ao lado de Fresia Camacho Rojas, diretora de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude.

A peruana Estefanía Lay e o argentino Diego Benhabib

Trabalho conjunto

A reunião de capacitação constou de três dias de trabalho. Para o argentino Diego Benhabib, o encontro permitiu um diálogo sobre como armar a rede nacional de Pontos de Cultura em suas distintas fases e componentes, que vão desde as convocatórias até a metodologia.

“Viemos para contribuir com nossa experiência na Argentina, pois no ano passado formamos a Comissão Nacional de Pontos de Cultura, que é um âmbito de representação da Rede Nacional de Pontos de Cultura, hoje em dia com 650 organizações participantes”, detalhou Benhabib.

O objetivo de tal comissão é trabalhar em conjunto com o programa Pontos de Cultura para melhorar a política e participar de um Conselho Comunitário que se proponha pensar uma política nacional de cultura comunitária a médio e longo prazo.

Por sua parte, Estefanía Lay, coordenadora de Projetos e Gestão Cultural para Pontos de Cultura do Ministério de Cultura do Peru, ressaltou que foi uma experiência proveitosa, que permite a cada país a sistematização dos avanços do trabalho de cada entidade.

Estefanía, Diego e Fresia Camacho, diretora de Cultura

 

Lições e recomendações

Segundo Lay, antes do intercâmbio foi feito um balanço dos resultados, que acabou rendendo algumas lições e recomendações. A partir daí, foi possível contrastar a experiência peruana com a da Argentina e a de Costa Rica para ver como se pode adaptar e o que se pode incorporar.

“No caso da Argentina, há um desenvolvimento maior; no Peru, é muito acentuada a ação participativa, e agora temos que dar este salto para a gestão de redes. Costa Rica tem esse ímpeto de querer fazê-lo e aprender com estas duas referências”, destacou Lay.

A gestora peruana também comentou o que considera bonito no programa IberCultura Viva e na lógica das políticas de base comunitária. Para ela, diante dos outros sectores, cuja lógica é “isso é meu, eu sei fazer e não quero que ninguém mais o faça”, os Pontos de Cultura têm como princípio compartilhar as lições do processo e seus avanços para cruzar informação.

Alianças e fortalecimento

Neste encontro na Costa Rica, o objetivo geral foi abrir um espaço de reflexão em nível conceitual e metodológico sobre as implicações de uma rede de Pontos de Cultura (que inclua a informação, a gestão do conhecimento, a comunicação) e os papéis dos atores envolvidos nas etapas do processo.

A Direção de Cultura requer apoio técnico e conhecimento de como tem sido a experiência de construção em outros países de uma rede de Pontos de Cultura, fundamentada na necessidade de constituir-se num espaço de alianças e fortalecimento das organizações socioculturais.

“Mesmo quando as organizações não são aquelas beneficiadas pelo fundo (Puntos de Cultura), seguem sendo parte de um tecido social e cultural que permite um intercâmbio de experiências e conhecimentos, que também gera alianças para fortalecer seus respectivos projetos”, disse Irene Morales.

Para isso, a Direção de Cultura deve criar um mecanismo inicial para a articulação da rede, que depois possa se desenvolver de maneira independente, pois os gestores vão se apropriar de uma parte importante deste processo de inter-relação. “Buscamos construir, de maneira conjunta, uma nova forma de articulação entre o Estado e as organizações, destacou Morales.

De acordo com a coordenadora, as organizações das zonas rurais e inclusive da Grande Área Metropolitana trabalham “com as unhas, com muitas carências econômicas, dando muito de seu tempo”. “Nos parece muito importante que a Direção de Cultura promova esta plataforma de articulação, como um meio para o fortalecimento destas iniciativas”.

 

Ações de intercâmbio

Os processos de intercâmbio dos países membros do Conselho Intergovernamental estão entre as ações estratégicas do programa IberCultura Viva para este ano, com vistas ao fortalecimento institucional das políticas de base cultural comunitária na região ibero-americana. O encontro de Pontos de Cultura na Costa Rica foi a primeira experiência do programa neste sentido.

A segunda se deu também no mês de julho, entre os dias 19 e 28, com a visita da consultora de comunicação do IberCultura Viva a quatro cidades do Chile (Santiago, Valparaíso, La Serena e Concepción). Além de encontros com as equipes regionais do Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA), houve algumas rodas de conversa com representantes de organizações culturais comunitárias (OCC), com o objetivo de visibilizar as iniciativas desenvolvidas pelas chamadas OCCs nas diferentes regiões do país.

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Informe – Encuentro Costa Rica-Argentina-Perú

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