Roda de diálogo reuniu organizações que atuam com crianças e adolescentes para construir propostas de cooperação regional e fortalecimento das políticas culturais para as infâncias
A tarde de sexta-feira (22), durante a 6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura pela Justiça Climática, foi marcada por mais um passo no fortalecimento das políticas culturais voltadas às infâncias. Integrantes do Grupo de Trabalho Cultura Infância do IberCultura Viva reuniram-se em roda com representantes de organizações, coletivos e iniciativas dos países membros do Programa que atuam com crianças e adolescentes em seus territórios.
O encontro integra um processo de construção coletiva que busca formular propostas para o próximo Plano Trienal do IberCultura Viva. A partir da troca de experiências e da escuta entre diferentes realidades ibero-americanas, o grupo vem consolidando caminhos para ampliar a presença das infâncias nas políticas culturais comunitárias da região.
Para a presidenta do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg, o Programa exerce um papel estratégico na articulação em torno do tema. “Queremos estar juntos, como países ibero-americanos, para fortalecer linguagens artísticas, programas de colaboração, acordos e políticas públicas que coloquem as infâncias no centro”, afirma.
Márcia destaca ainda a importância de superar perspectivas que enxergam crianças apenas como destinatárias de ações culturais. Para ela, é fundamental reconhecê-las como protagonistas da vida cultural, capazes de criar, expressar-se e transformar seus territórios. “As crianças não são apenas beneficiárias de políticas públicas, mas agentes culturais. Incentivar sua participação plena significa fortalecer cidadanias mais plurais, democráticas e enraizadas na diversidade de identidades e experiências que compõem nossas comunidades”, ressalta.
De acordo com Diego Benhabib, consultor de Redes e Formação do IberCultura Viva, a agenda para o restante do ano já está definida. “Ainda teremos mais três encontros virtuais. Nossa tarefa é construir propostas que fortaleçam as políticas culturais para as infâncias e estratégias que garantam que crianças e adolescentes sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e ocupem cada vez mais protagonismo na Cultura Viva. As propostas serão apresentadas ao Conselho Intergovernamental do Programa no final de 2026 e deverão orientar as ações dos próximos anos”, explica.
Ao reunir vozes de diferentes países e territórios, o Grupo de Trabalho Cultura Infância reafirma o compromisso do IberCultura Viva com a construção de políticas culturais participativas, que reconheçam as infâncias como parte ativa da vida comunitária e como protagonistas na imaginação e na construção dos futuros possíveis.

Encontro internacional
Pela manhã, uma parte significativa das e dos integrantes do Grupo de Trabalho Cultura Infância participou do Encontro Internacional Cultura Infância e Natureza: Agir pelo Planeta, realizado na programação da Teia.
A atividade teve início com um ritual brincante conduzido por Mizinho, liderança indígena e mestre dos Curumins Guerreiros de Caieiras Velha há mais de quatro décadas. Entre cantos, danças, narrativas e brincadeiras, o grupo compartilhou sua trajetória e convidou o público a vivenciar experiências lúdicas que reafirmam os vínculos entre cultura, infância, território e natureza.
A presidenta do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg, integrou a primeira mesa de debates. Embora não tenha participado das mesas, a diretora de Promoção da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura do Brasil, Karina Gama, teve papel fundamental na articulação e realização do encontro, contribuindo para a construção do diálogo e da programação.



