04 agosto 2026

Formação que se tece em rede, com muitas mãos e em muitos territórios: esse é o movimento que a Rede Educativa IberCultura Viva segue impulsionando. No dia 29 de julho, a rede realizou sua quarta reunião virtual de 2026. Além de acompanhar o andamento dos grupos de trabalho, o encontro marcou o início de um processo coletivo de elaboração de contribuições para o próximo Plano Estratégico Trienal do Programa.

Diego Benhabib, consultor em Redes e Formação do IberCultura Viva, detalhou que, com o processo de elaboração do próximo Plano Estratégico, a Rede Educativa e a Rede de Cidades e Governos Locais serão convidadas a integrar um grupo de trabalho conjunto, pensado para concentrar as contribuições das duas redes ao PET 2027-2029.

Balanços e perspectivas
A reunião também trouxe um balanço da participação da Rede na 6ª TEIA Nacional, realizada em maio em Aracruz (ES), Brasil. Joe Giménez, da Bio Escuela Popular El Cántaro (Paraguai), atualmente na coordenação da Rede Educativa, compartilhou a experiência de representá-la no encontro e apresentou o tear construído com depoimentos de seus integrantes.”Foram dias muito intensos, em que pudemos conhecer os Pontos de Cultura e seus modos de representação coletiva. Na apresentação da Rede Educativa expusemos um tear com depoimentos de seus integrantes, para que todas e todos pudessem estar presentes na TEIA”, contou.

Em seguida, Luana Vilutis, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), destacou a participação da Rede na TEIA e informou que o livro ABC Cultura Viva: um vocabulário da Política dos Pontos de Cultura do Brasil, lançado durante o evento, já está disponível em espanhol (aqui) e em português (aqui) na biblioteca virtual do IberCultura Viva.

Os grupos de trabalho também apresentaram seus avanços. O GT de extensão universitária, coordenado pela Universidade Nacional de La Pampa, propôs um ciclo de diálogos entre projetos de extensão, com encontros virtuais previstos para setembro e outubro, como preparação para um encontro presencial em 2027. As instituições da Rede têm até 15 de agosto para preencher o formulário de levantamento de experiências.

“As atividades nascem da Rede, mas não ficam só nela: o ciclo de diálogos de extensão, como outras iniciativas dos GT, se abrirá depois à participação de outras pessoas interessadas na cultura viva comunitária”, destacou Diego Pigini, da Universidade Nacional de Córdoba, que também integra a coordenação da Rede.

O GT de mapeamento de ofertas formativas, por sua vez, apresentou uma planilha colaborativa com cerca de 30 cursos, experiências e espaços de formação de diferentes países. O material seguirá recebendo contribuições antes de ser publicado no site do programa. Outro dos acordos foi a aproximação entre a Rede Educativa e a Rede de Cidades e Governos Locais: o GT de sistematização acompanhará o projeto de inventário de legislações em direitos culturais no âmbito local.

Além disso, a secretária técnica do IberCultura Viva, Flor Minici, trouxe um anúncio importante: o Programa prepara um curso virtual sobre gênero e cuidados, com a possibilidade de incluir um módulo sobre a dimensão econômica do cuidado no marco da cultura viva comunitária.

No encerramento, a ponto focal do Programa no Brasil, Giselle Dupin, destacou o trabalho do Ministério da Cultura para incorporar a cultura à agenda climática a partir da valorização das boas práticas. A reunião reafirmou o papel da Rede Educativa como espaço de articulação, formação e construção coletiva: quando a formação caminha em rede, chega mais longe.