Iniciativa conta com o apoio da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais e articula territórios, saberes e políticas públicas em um percurso de seis encontros voltado ao fortalecimento da cultura de base comunitária.
Este fim de semana marca o início de um ciclo de intercâmbios impulsionado por integrantes argentinos da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais – Almirante Brown, Santiago del Estero e San Carlos -, com o acompanhamento institucional do Programa.
A abertura ocorre no marco do Primeiro Encontro de Cerâmica de Almirante Brown, nos dias 8, 9 e 10 de maio. Sob o título “Modelar o comum: cultura, território e trabalho em rede”, os governos dão início a um percurso composto por seis encontros – dois presenciais e quatro virtuais – orientados ao intercâmbio, à sistematização e ao fortalecimento de políticas culturais de base comunitária em diferentes territórios.
A cerâmica foi escolhida como linguagem deste primeiro momento. Em Almirante Brown, articula produção cultural, identidade e economia local; é uma matéria que resguarda saberes ancestrais e gera espaços de pertencimento, criação e transmissão entre gerações. Mais do que uma técnica, configura uma forma de habitar o comum: uma argila que molda não apenas objetos, mas também vínculos.
Ao longo dos três dias, gestoras e gestores culturais, ceramistas, governos locais e comunidades compartilharão práticas e conhecimentos em um diálogo que atravessa tradição e contemporaneidade, conectando territórios e experiências diversas.
Diego Benhabib, consultor de Redes e Formação do IberCultura Viva, situa a iniciativa em perspectiva: “celebramos que o Programa estimule o desenvolvimento de encontros e projetos conjuntos entre governos locais de um mesmo país, como parte de uma aposta no fortalecimento das redes locais e na construção coletiva de políticas culturais de base comunitária. Trata-se, além disso, de uma iniciativa impulsionada pelos próprios membros da Rede, o que reforça sua legitimidade e seu enraizamento nos territórios”.
Nesse sentido, a secretária técnica do IberCultura Viva, Flor Minici, destaca: “este ciclo expressa o sentido profundo do Programa: fortalecer redes, promover o intercâmbio entre territórios e consolidar políticas culturais construídas a partir do comunitário. É nesses processos que a cooperação se torna concreta e se projeta em ações compartilhadas”.
Ao longo do ciclo, a proposta busca consolidar um processo contínuo de intercâmbio e construção coletiva. Entre seus objetivos estão mapear e compartilhar experiências em políticas culturais de base comunitária, ampliar a participação de governos locais e construir diretrizes comuns em torno dos direitos culturais e da diversidade.
Como resultado, será elaborado um documento de sistematização com aprendizados e projeções, que contribuirá para fortalecer a articulação entre governos e organizações comunitárias e dar continuidade a esse campo de atuação em escala regional.
Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais
Atualmente, a Rede reúne 34 governos subnacionais de oito países ibero-americanos comprometidos com o desenvolvimento cultural a partir dos territórios. Estão presentes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México e Peru. Cada um dos integrantes contribui com sua perspectiva e compromisso com a cultura comunitária, fortalecendo a construção coletiva de políticas públicas mais inclusivas, participativas e enraizadas na vida dos territórios.