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Convocatoria

13

Oct
2017

EmEDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Rumo a Quito: confira a lista de pessoas selecionadas no Edital de Mobilidade IberCultura Viva

Em13, Oct 2017 | EmEDITAIS, Notícias | PorIberCultura

O programa IberCultura Viva informa a lista de pessoas selecionadas no Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017. Será distribuído um total de US$ 45 mil em passagens aéreas para representantes de organizações interessadas em participar do 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que será realizado de 20 a 25 de novembro em Quito, Equador. As pessoas selecionadas receberão a passagem de ida e volta, o seguro de viagem e a taxa de inscrição ao congresso.

O Edital de Mobilidade não inclui hospedagem nem alimentação. As pessoas selecionadas poderão fazer uso do espaço de camping e participar das comidas comunitárias incluídas na inscrição, ou resolver sua hospedagem e alimentação por seus próprios meios.

As inscrições estiveram abertas de 4 de setembro a 1 de outubro. Poderiam inscrever-se representantes de organizações/coletivos que trabalham com cultura de base comunitária nos países membros do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.

Das 245 inscrições recebidas, foram habilitadas 52 pessoas candidatas. Deste total, 10 são da Argentina, 10 do Chile, 10 do Brasil, 6 da Costa Rica, 6 do Uruguai, 4 de El Salvador, 4 do Peru e 2 da Espanha. Os números de ganhadores por país foram proporcionais à quantidade de candidaturas apresentadas e habilitadas.

Entre os critérios que foram levados em conta na avaliação estavam a experiência da organização em ações culturais comunitárias e o histórico de participação em processos de articulação de redes em âmbito nacional e/ou internacional, além do perfil da pessoa candidata.

O 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária é organizado pela Rede de Cultura Viva Comunitária Equador, que tem prevista uma área para acampamento e alimentação comunitária. Existem duas modalidades de inscrição ao 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária: os que pagam US$ 35 têm acesso às atividades, e os que pagam US$ 70 têm acesso às atividades, à zona de camping e à alimentação. O programa IberCultura Viva pagará a modalidade de inscrição que inclui camping e alimentação.

Confira a relação de pessoas selecionadas:

Informação aos Interessados III: Etapa de Seleção –  Relação final – Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017

(*Texto atualizado em 14 de outubro de 2017)

(**A lista publicada continha erros nos nomes das pessoas selecionadas da Espanha. Republicamos a lista de ganhadores e pedimos desculpas pelo erro)

Leia também:

Informação aos Interessados II: Etapa de Habilitação – Relação Definitiva – Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017

Informação aos Interessados: Etapa de Habilitação – Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017

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03

Oct
2017

EmEDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Confira as candidaturas habilitadas no Edital de Mobilidade IberCultura Viva

Em03, Oct 2017 | EmEDITAIS, Notícias | PorIberCultura

A Unidade Técnica do programa IberCultura Viva informa a relação definitiva de pessoas candidatas habilitadas no Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017, após a análise de recursos e a complementação de documentação.

As inscrições estiveram abertas de 4 de setembro a 1 de outubro. Poderiam inscrever-se representantes de organizações/coletivos que trabalham com cultura de base comunitária nos países membros do Conselho Intergubernamental IberCultura Viva. O prazo de recursos terminou no dia 6 de outubro.

Das 245 inscrições recebidas, foram habilitadas 197 pessoas candidatas. Deste total, 49 são da Argentina, 46 do Chile, 44 do Brasil, 19 da Costa Rica, 16 do Uruguai, 10 de El Salvador, 5 do México, 5 do Peru e 3 da Espanha.  As candidaturas habilitadas seguem no processo de avaliação. A lista final de pessoas selecionadas será publicada nos próximos dias.

O edital

O Edital de Mobilidade é dirigido às organizações interessadas em participar do 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que será realizado de 20 a 25 de novembro em Quito, Equador. O evento é organizado pela Rede de Cultura Viva Comunitária do Equador.

Será destinado o total de US$ 45 mil para compra de passagens aéreas. Entre os critérios que serão levados em conta na avaliação dos selecionados estão a experiência da organização em ações culturais comunitárias e o histórico de participação em processos de articulação de redes em âmbito nacional e/ou internacional, além do perfil da pessoa candidata.

As pessoas selecionadas receberão passagem de ida e volta, seguro de viagem e taxa de inscrição ao congresso. O Edital de Mobilidade não inclui hospedagem nem alimentação. As pessoas selecionadas poderão fazer uso do espaço de camping e participar das refeições comunitárias incluídas na inscrição, ou resolver sua hospedagem e alimentação por seus próprios meios.


(*Texto atualizado em 9 de outubro de 2017)

Confira a relação de candidaturas habilitadas:

Informação aos Interessados II: Etapa de Habilitação – Relação Definitiva – Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017

Informação aos Interessados: Etapa de Habilitação – Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017

 

 

Leia também:

IberCultura Viva lança Edital de Mobilidade: rumo a Quito

 

 

 

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26

Sep
2017

EmDestaque
EDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Costa Rica anuncia os 21 projetos selecionados no terceiro edital de Pontos de Cultura

Em26, Sep 2017 | EmDestaque, EDITAIS, Notícias | PorIberCultura

Texto e fotos: Comunicación Dirección de Cultura MCJ-CR  

Intercâmbios de saberes, salvaguarda do entorno natural e cultural, festivais comunitários, arte em comunidades vulneráveis, apropriação de espaços públicos no centro de San José, e até um intercâmbio entre povos originários do sul de Costa Rica e Panamá, formam parte dos 21 projetos selecionados na terceira edição do fundo “Puntos de Cultura”, em Costa Rica. Os projetos começam a ser executados em novembro deste ano e seguem até o final de 2018.

O fundo, administrado pela Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude, é um programa de estímulos e sinergias dirigido ao fortalecimento das organizações, redes, iniciativas coletivas e espaços socioculturais vinculados com a promoção da diversidade cultural, da economia social solidária e da salvaguarda do patrimônio cultural e natural.

“Para minha organização, ser selecionada como Ponto de Cultura é uma forma de fazer democracia, é uma forma de empoderar as mulheres, é um respaldo a todo este esforço cultural que as mulheres rurais viemos fazendo toda a vida”, ressaltou Matilde Gómez, representante da Red Sancarleña de Mujeres Rurales.

A terceira edição deste fundo concursável recebeu 43 propostas de projetos, dos quais foram selecionados 21 como ganhadores. Eles devem ser executados durante o período 2017 – 2018.

As organizações socioculturais selecionadas receberão um valor máximo de 10 milhões de colones (o equivalente a 17 mil dólares), segundo as necessidades e os orçamentos estabelecidos nos projetos. No total, serão entregues 190,5 milhões de colones (cerca de 330.000 dólares), distribuídos entre os 21 projetos.

Os projetos ganhadores estão distribuídos nas seguintes categorias:

  • Cultura para o Bem Viver: 7 projetos
  • Meios e Propostas de Comunicação Comunitária: 1 projeto
  • Arte para a Transformação Social: 8 projetos
  • Fortalecimento Organizacional: 5 projetos

A execução dos projetos selecionados beneficiará a uma grande variedade de comunidades de San José (5), Heredia (2), Limón (1), Zona Sur (2), Nacional (1), Zona Norte (4), Puntarenas (3), Cartago (1) y Guanacaste (2).

Uma das grandes apostas desta edição é o projeto da Asociación de Artistas y Creadores de Monteverde, cujo objetivo consiste em desenvolver nos grupos e iniciativas culturais existentes em Monteverde capacidades de planejamento, gestão cultural e integração de esforços, com o fim de contribuir para a integração de uma comunidade com alta diversidade e riqueza de expressão artística.

“Puntos de Cultura acredita que a melhor maneira de propiciar a vitalidade dos processos culturais comunitários é apostando nestas iniciativas e projetos, que existiam desde antes, desenvolvidos por grupos, redes e distintos tipos de organizações socioculturais. É nessa força viva que nasce a possibilidade da transformação cultural e o cuidado da convivência, da identidade e do ambiente.  Além disso, Puntos reforça os direitos culturais ao reconhecer o protagonismo da participação civil”, destaca Fresia Camacho, diretora de Cultura do Ministério da Cultura e Juventude.

A escolha dos projetos foi realizada pela Comissão Selecionadora, composta por representantes da Direção de Cultura do MCJ, universidades públicas e organizações culturais inscritas no SiCultura (Sistema de Informação Cultural do MCJ).

Projetos selecionados

  1.    Asociación Cultural de Guácimo Respirarte, com o projeto “Desde la raíz articulando arte y comunidad”, na provincia de Limón.
  2.    Asociación Para el Desarrollo Empresarial para las Mujeres de Acosta, com o projeto “Creando espacios socioeducativos y culturales en la casa de la mujer de Acosta”, na provincia de San José.
  3.    Asociación de Desarrollo Integral San Jerónimo de Esparza, com o projeto “Semillas Artísticas Esparzanas”, na provincia de Puntarenas.
  4.    Liceo Ambientalista, com o projeto  “Aula a cielo abierto para el desarrollo de una cultura ambiental”, no cantão de Sarapiquí da provincia de Heredia.
  5.    Guanared, com o projeto “El telar en movimiento”, de alcance nacional.
  6.    FECON (Federación Costarricense para la Conservación del ambiente), com o projeto “Cultura, árboles, semillas”, na Zona Norte.
  7.    World Vision Costa Rica, com o projeto: “Pazarte: Transferencia de la cultura de paz entre jóvenes utilizando la comunicación y el arte como vehículos de promoción social”, na Zona Norte.
  8.    Asociación Administradora del Acueducto Rural de Poás y Barrio Corazón de Jesús, Aserrí, com o projeto “Recreos Pasados por Agua II edición 2018” em San José.
  9.    ADEPA, com o projeto “Santo Domingo Cultural”, em Heredia.
  10.  Pausa Urbana, com o projeto “La noche vive la plaza”, em San José.      
  11.  ARS Monteverde, com o projeto “Tejiendo Cultura en Monteverde”, em  Puntarenas.
  12. Asociación Renuevos com o projeto   “Generando procesos de autoencuentro y autoconocimiento para los niños, niñas y jóvenes de la Carpio”, em San José.
  13.  Asociación Patriótica Específica de Purral, com o projeto “Fortalecimiento de la Casa de La Cultura Purral APEP II Etapa”, em  San José.
  14.  Asociación Cámara de Turismo Río Zapote, com o projeto “Fiesta Cultural Upala Casa Grande”, na Zona Norte.
  15.  FUNLEER, com o projeto “Verde que te quiero verde”, em  Cartago.
  16.  Asociación de desarrollo para la inclusión social y vida independiente de las personas con discapacidad del Cantón de Coto Brus, Puntarenas, com o projeto “La discapacidad en vuelo”, na Zona Sur.
  17.  Asociación de Desarrollo Especifica de Cultura Popular de Playas del Coco, com o projeto “El Coco, Construyendo Cultura”, em  Guanacaste.
  18.  Asociación Red Sancarleña de Mujeres Rurales, com o projeto “Santuario de Semillas como la Gastronomía Rural”, na Zona Norte.
  19.  Mujeres Mano de Tigre, Orcuo Dobön, com o projeto “Fortalecimiento de la Cultura Térraba”, em  la Zona Sur.
  20.  La voz de Guanacaste, com o projeto “Cine en mi Barrio” en Guanacaste.
  21.  Asociación de Desarrollo Integral Isla de Chira, com o projeto “Aula Cultural e Interactiva Isla de Chira”, em Puntarenas.

Mais informações: puntos@dircultura.go.cr

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21

Jun
2017

EmEDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Estão abertas as inscrições para a convocatória “Fomento a Proyectos y Coinversiones Culturales 2017”, no México

Em21, Jun 2017 | EmEDITAIS, Notícias | PorIberCultura

A Secretaria de Cultura do México, por meio do Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), lançou nesta terça-feira, 20 de junho, a convocatória “Fomento a Proyectos y Coinversiones Culturales 2017”. Além de ampliar algumas áreas e especialidades, incluindo por exemplo o teatro comunitário e as novas tecnologias, o FONCA este ano oferece três modalidades de financiamento, com montantes de até 250 mil, 500 mil ou 750 mil pesos.

Podem participar de forma grupal ou individual aqueles que apresentem projetos a serem desenvolvidos no país em um máximo de 12 meses, nas seguintes áreas: espaços culturais independentes, arquitetura, artes visuais, dança, estudos culturais, interdisciplina, letras, letras em línguas indígenas, meios audiovisuais, música, projetos para crianças e jovens e teatro.

O objetivo do edital é apoiar a iniciativa de criadores, intérpretes, pesquisadores, gestores, promotores, educadores, curadores, agrupações, espaços culturais independentes, entre outros, para realizar projetos artísticos e culturais. O prazo de inscrições termina em agosto.

Formas de apoio

São duas as modalidades de financiamento: fomento, de até 250 mil pesos, e “coinvestimento”, com um montante de até 500 mil pesos, e um novo apoio de até 750 mil pesos, para pessoas jurídicas que tenham pelo menos cinco anos de trajetória e desenvolvam projetos relacionados com a) espaços culturais independentes; b) centros de ensino ou atividades de formação ou capacitação; c) produção editorial, de rádio e documentários; e d) festivais, mostras ou encontros.

Entre as áreas que foram ampliadas está a de espaços culturais independentes, agora dividida em três partes: “fóruns e salas de artes cênicas”; “centros culturais multidisciplinares” e “galerias de arte”. Letras em línguas indígenas, por sua vez, conta com as especialidades de conto, ensaio, novela, poesia, animação e incentivo à leitura.

Em dança, estudos culturais, meios audiovisuais e teatro foram adicionadas as seguintes especialidades, respectivamente: dança comunitária e videodança; formação de públicos e pedagogia cultural; novas tecnologias; teatro comunitário, de rua, cabaré e teatro de bonecos. Os projetos para crianças e adolescentes devem atender ao público de até 17 anos.

Prazo de inscrição

Os interessados devem fazer a inscrição no site foncaenlinea.cultura.gob.mx.  As bases de participação se encerram de acordo com a especialidade, nas seguintes datas: em 1º de agosto, dança, estudos culturais, letras, letras em línguas indígenas e projetos para crianças e jovens; em 15 de agosto, arquitetura, interdisciplina, música e teatro; e em 29 de agosto, artes visuais, espaços culturais independentes e meios audiovisuais.

Os resultados serão divulgados em 9 de janeiro de 2018 (na página web http://fonca.cultura.gob.mx) e os apoios começaram em março. Mais informações pelo telefone (55) 4155 0730, ramais 7010 e 7011, ou pelo correio convocatoriafyc@cultura.gob.mx. O horário de atendimento ao público é das 10h às 14h (horário da Cidade do México), de segunda a sexta-feira.

 

Leia também:

Amplía el FONCA apoyos para la convocatoria de Fomento a Proyectos y Coinversiones Culturales 2017

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17

Apr
2017

EmEDITAIS

PorIberCultura

Confira a lista definitiva de habilitados no Edital para Seleção de Textos IberCultura Viva

Em17, Apr 2017 | EmEDITAIS | PorIberCultura

O programa IberCultura Viva informa a relação definitiva de propostas habilitadas a participar do Edital para a Seleção de Textos sobre Políticas Culturais de Base Comunitária IberCultura Viva 2016. O prazo de recursos terminou na quinta-feira, 20 de abril.

Foram habilitados 15 textos apresentados por participantes do Brasil, da Espanha e do Equador. A etapa seguinte, de análise dos textos, será de responsabilidade do Comitê Curador, composto por representantes de Argentina, Brasil, Chile, El Salvador e Uruguai.

O edital tem como objetivo selecionar textos que provoquem reflexões e contribuam para a divulgação do conceito e das políticas culturais de base comunitária no âmbito ibero-americano. Os textos devem tratar de experiências de organizações da sociedade civil que são ou tenham sido colaboradoras de políticas governamentais de cultura de base comunitária.

(Texto atualizado em 24 de abril de 2017)

Informação aos Interessados II – Etapa de Habilitação: Resultado Definitivo

Informação aos Interessados I – Etapa de Habilitação: Resultado Preliminar

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10

Apr
2017

EmEDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Inscrições abertas para a convocatória de Pontos de Cultura 2017-2018 da Costa Rica

Em10, Apr 2017 | EmEDITAIS, Notícias | PorIberCultura

Está aberto até 30 de junho o prazo de inscrições para a terceira convocatória de Pontos de Cultura da Costa Rica, lançada em 3 de abril pela Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude. As duas primeiras foram realizadas em 2015 e 2016, respaldando dezenas de iniciativas de organizações com uma grande diversidade em suas temáticas e áreas de ação. As bases de participação e o formulário atualizado estão disponíveis no website www.dircultura.go.cr.

Pontos de Cultura é um programa de estímulos e sinergias voltado para o fortalecimento de organizações, redes, iniciativas coletivas e espaços socioculturais vinculados com a promoção da diversidade cultural, a economia social solidária e a salvaguarda do patrimônio cultural e natural.

“É a melhor maneira de aproveitar os recursos do Estado para exercer os direitos culturais, sobretudo em regiões distantes da grande área metropolitana; além disso, é um exercício de gestão em si mesmo, um processo de aprendizagem contido no desenvolvimento dos projetos selecionados”, afirma Irene Morales, coordenadora do Departamento de Fomento Cultural da Direção de Cultura do MCJ.

Podem participar da convocatória associações, fundações, sociedades civis sem fins de lucro, associações de desenvolvimento (não se requer “idoneidade” para o manejo de fundos públicos), cooperativas autogeridas vinculadas com temáticas culturais, e Juntas de Educação, Saúde, etc. As organizações interessadas devem ter sua personalidade jurídica  em dia e devidamente inscrita no Registro Público correspondente. Isso inclui as nomeações da junta diretiva, que também devem estar vigentes.

Prazos e recursos

Podem apresentar-se projetos cujas necessidades de financiamento requeiram até um máximo de ¢10.000.000 (dez milhões de colones). Será financiado um montante de até 70% do custo total, sendo necessário, portanto, que o projeto conte com pelo menos 30% de financiamento (as contrapartidas poderão vir da mesma organização que postula e/ou de organizações externas). Os gastos administrativos do projeto (incluindo pagamento do contador) não poderão exceder 20% do valor total solicitado ao fundo.

A execução dos projetos beneficiados pelo programa deverá ser realizada no prazo previsto em sua formulação, que não poderá ser inferior a seis meses, nem superior a um ano. Os projetos deverão contar com um cronograma de duas etapas: a etapa 1 deverá ser realizada em 2017 (novembro e dezembro), e a 2, em 2018.

As categorias

São quatro as categorias do fundo: a) arte para a transformação social; b) meios e propostas de comunicação comunitária; c) fortalecimento organizacional e d) cultura para o bem viver.

A primeira categoria abarca projetos que – por meio de diversas manifestações artísticas e educativas – fortaleçam a autoestima, o pensamento crítico, a criatividade e a identidade das pessoas e comunidades, assim como a convivência, mediante espaços de expressão e/ou aprendizagem artística.

Entende-se por “cultura para o bem viver” os projetos que contribuam para o fortalecimento da economia solidária, da ecologia, da soberania alimentar e do direito à alimentação, a interculturalidade, a diversidade cultural, a equidade de gênero, assim como o fomento à vida saudável e em comunidade. Também se incluem projetos que promovam a apropriação positiva de espaços culturais, urbanos e rurais para sua recuperação e uso, e projetos vinculados a casas e centros culturales.

A categoria de comunicação busca iniciativas inovadoras e não comerciais, através de diferentes meios de comunicação coletiva e/ou novas tecnologias, enfocadas na expressão das identidades, manifestações e temáticas próprias de diversos setores e comunidades.

A de fortalecimento organizacional, por sua vez, está voltada a projetos que contribuam para o fortalecimento de grupos, redes, centros, pequenos empreendimentos culturais e outros espaços de trabalho sociocultural, que de acordo com suas necessidades, requeiram participar ou organizar seminários, oficinas, capacitações, encontros, intercâmbios e atividades similares, a fim de fortalecer sua autonomia, sustentabilidade, capacidade de gestão, incidência e relações intersetoriais.

Ponto de Cultura em Bahía Drake

A entrega

Irene Morales enfatiza que é fundamental que as organizações interessadas em concursar leiam os requisitos, pois todos os anos mudam, não drasticamente, mas, sim, têm conteúdos diferentes e projetos no formato anterior não são recebidos”.

Os projetos deverão ser entregues em formato impresso nos escritórios da Direção de Cultura localizadas no Centro Nacional de Cultura (Cenac), em San José centro, e somente serão aceitos nas datas que serão indicadas no início de junho na página web www.dircultura.go.cr.

 Os critérios

Será avaliada a coerência entre os objetivos propostos, resultados esperados, as atividades, o cronograma e o pressuposto, assim como a estabilidade da organização no tempo e experiência em gestão de projetos e no manejo de fundos públicos ou privados. Também estão entre os critérios de avaliação a estratégia de sustentabilidade, a temática e a participação comunitária, além da distribuição por região. Será dada uma pontuação adicional àqueles projetos que se desenvolvam em localidades afetadas pelo furacão Otto.

O anúncio dos projetos selecionados será feito no fim de setembro de 2017, nas páginas web www.dircultura.go.cr e www.mcj.go.cr .

Informações: puntos@dircultura.go.cr

 (Texto atualizado em 17 de abril de 2017)

Para baixar:

Perguntas frequentes

Bases de participação (2017-2018)

Formulário de inscrição

 

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10

Mar
2017

EmEDITAIS
Notícias

PorIberCultura

Red Cultura abre edital para financiamento de iniciativas culturais comunitárias no Chile

Em10, Mar 2017 | EmEDITAIS, Notícias | PorIberCultura

No Chile, o Conselho Nacional da Cultura e das Artes abriu em 8 de março seu edital para financiamento de iniciativas culturais comunitárias de 2017. Trata-se de uma linha de concurso do programa Red Cultura dirigida a organizações culturais comunitárias (OCC), com ou sem personalidade jurídica, com o objetivo de promover processos de fortalecimento, a respeito do próprio desenvolvimento e incidência na gestão cultural do território que habitam, promovendo boas práticas em ações participativas e de integração sociocultural nas localidades.

O edital, que estará aberto até 7 de abril, conta com duas modalidades. A modalidade A é dirigida a iniciativas culturais comunitárias que busquem fortalecer a orgânica e o funcionamento da organização postulante, com a intenção de visibilizar seu trabalho e incidir nas políticas culturais do setor; e a B é voltada para as iniciativas que buscam contribuir, a partir das atividades da organização, para a integração social, a identidade local e a diversidade cultural.

O montante máximo que esta linha entrega por iniciativa é $4.140.000 (quatro milhões, cento  e quarenta mil pesos), podendo chegar – ao menos – a 50 projetos ou iniciativas. Para descarregar as bases, formulários de inscrição e anexos: http://bit.ly/2mJBfem.

Lançamento dos “Fondos Cultura 2017” (Fotos: CNCA Chile)

Gestão local

Outro edital de Red Cultura que está aberto (até 31 de março) é o de fortalecimento da gestão cultural local. Dividido em quatro categorias, está voltado para as municipalidades, corporações e fundações culturais municipais, e as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins de lucro, que queiram melhorar a gestão na administração da infraestrutura cultural..

Um orçamento de $385.074.004 (trezentos e oitenta e cinco milhões, setenta e quatro mil  quatro pesos) será repartido entre os inscritos das diversas comunas do país que forem  selecionados. Os projetos terão seis meses para sua execução, sendo que o prazo máximo é 31 de março de 2018.

Esta linha de concurso da Red Cultura tem como objetivo melhorar o planejamento cultural comunal e a gestão cultural em infraestrutura, de maneira participativa e com enfoque de direitos; fortalecer os administradores de infraestruturas culturais públicas e privadas, para o melhoramento de sua gestão e fomentar a participação e o acesso dos cidadãos em seu desenvolvimento cultural. Para descarregar as bases: http://bit.ly/2n811tV.

O programa

Red Cultura é um programa nacional que se desdobra em todas as regiões do país, com o propósito de promover o acesso e a participação da comunidade em iniciativas artístico-culturais, contribuir para o fortalecimento da gestão cultural municipal, potenciar o papel dos los agentes culturais na criação e difusão das artes e da cultura, e contribuir para que se valorize e resguarde o patrimônio cultural imaterial.

O programa aplica uma estratégia centrada no fortalecimento da gestão cultural, o planejamento cultural participativo, o planejamento programático para aumentar as possibilidades de acesso, assim como o reconhecimento e a articulação do setor cultural para garantir a participação e o acesso da população à arte e à cultura.

 

Para consultas: convocatoria.redcultura@cultura.gob.cl

Saiba mais:

www.fondosdecultura.gob.cl

www.redcultura.cl.  
Fonte: Consejo Nacional de la Cultura y las Artes

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22

Nov
2016

EmNotícias

PorIberCultura

Mundo Puckllay e Pé no Chão: um intercâmbio cultural e pedagógico entre Peru e Brasil

Em22, Nov 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

Fotos: Soile Heikkilä e Guillermo Vásquez

Mundo é um jogo infantil que ainda hoje em dia se pratica nos bairros, ruas e comunidades em vários pontos do mundo. Também conhecido em alguns lugares como “rayuela” (no Brasil, é “amarelinha”), faz alusão ao fato de ir avançando, rompendo fronteiras, ganhando espaços novos a partir do jogo, da alegria, da arte e da cultura.

Mundo é também um projeto de duas organizações – Puckllay (Peru) e o Grupo de Apoio Mútuo Pé no Chão (Brasil) –, interessadas em enlaçar as experiências artísticas, pedagógicas e comunitárias que cada uma vem desenvolvendo de maneira permanente e intensiva em seus respectivos lugares. A população infantil e juvenil em situação de risco é o público-alvo em ambas as experiências.

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O projeto, um dos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015, propõe um intercâmbio artístico e pedagógico, buscando desta maneira ampliar os horizontes e o olhar de seus jovens participantes, fortalecendo-os e enriquecendo assim sua experiência.

A  primeira etapa de Mundo consistiu em um intercâmbio cultural e pedagógico para o qual se trasladou do Peru a Recife (Brasil) uma equipe de 12 pessoas, entre artistas, participantes e educadores. Do lado do Pé no Chão  participaram aproximadamente 50 pessoas. Este primeiro intercâmbio teve uma duração de 10 dias, tempo para que ambas as organizações pudessem se conhecer, aprender um do outro, trocar saberes e experiências.

“Os dias transcorreram entre ritmos de tambores, danças afro-brasileiras, sons peruaníssimos de zampoñas, sikuris, marinera, waylarsh, e sons de diablos. Além disso, houve oficinas de capoeira, acrobacia e máscaras”, conta Anabelí Pajuelo, diretora geral de Puckllay.

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Seguindo a dinâmica de trabalho de Pé No Chão, os encerramentos das oficinas contaram com rodas de conversa e avaliação, em que os participantes e educadores fizeram uma revisão das conquistas, dos problemas e acontecimentos da jornada. As oficinas se deram principalmente na zona limítrofe das comunidades de Arruda e Santo Amaro. Os ensaios e primeiros encontros foram na Praça do Carmo, em Olinda.

Os espaços

As apresentações artísticas foram realizadas em diferentes espaços. Um deles foi o Festival Eco da Periferia, na Praça do Diário, que Pé no Chão vem impulsando e recuperando há vários anos e que consiste na intervenção de um espaço que sofre uma problemática séria de delinquência e prostituição. Pé no Chão chega com seu mar de crianças e jovens e eles tomam o espaço público com ritmos de tambores e danças afro-brasileiras, dando-lhe outras energia e cara. Desta vez, Puckllay também esteve para tomar a praça.

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Duas salas teatrais também receberam apresentações. No caso de Puckllay, o Teatro Apolo. Ali, durante o Festival Cenas Cumplicidades, o grupo apresentou “Caminhos”, uma obra testimonial de teatro, música e dança que conta a história de como se formou a comunidade onde os jovens peruanos cresceram. Por sua parte, Pé no Chão apresentou a obra “Lili” no Teatro Barreto Junior. “Lili” quer dizer raiz e fala dos meninos e meninas como a raiz na construção de uma sociedade, além de fazer uma alusão à identidade. O espetáculo é fruto de um intercâmbio artístico com Karim e Abou Konaté, dois artistas griô de Burkina Faso, na África.  

Os jovens de Puckllay se alojaram nas comunidades onde vivem os jovens e crianças com que Pé no Chão trabalha. “A ideia foi poder aproximar mais os garotos e garotas da realidade em que vivem dia a dia e fazer a experiência muitíssimo mais enriquecedora”, comenta Anabelí. A Casa de Pé no Chão, localizada na comunidade de Campo Grande, como a pequena sede na comunidade de Arruda, para guardar materiais pedagógicos, são consideradas pontos de apoio para executar o trabalho maior. As oficinas e atividades se realizam nas ruas, favelas e bairros, os quais vêm a ser os espaços prioritários onde se encontram os meninos, meninas, adolescentes e jovens com que Pé no Chão trabalha.

LA CASA DE PE NO CHAO

A pedagogia

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A pedagogia aplicada nas oficinas de Puckllay (“jogue” em quéchua) é uma experiência de aprendizagem para ambas as partes, professor e aluno, inspirada nas teorias do pedagogo brasileiro Paulo Freire. Em Puckllay se ensina aprendendo e se aprende ensinando. Vinculados à esperança de transformação social com arte e educação, a pedagogia de Puckllay propôe respeitar a diferença e o ritmo de cada um.

A filosofia de ensino que impulsa Pé no Chão tem um nome – a educação de rua – e um objetivo: apagar o estereótipo de que todas as crianças da rua não têm perspectivas de vida.  Pé no Chão tem o sonho de ajudar na formação e na educação de suas vidas.

“A viagem que Pé no Chão e Puckllay têm empreendido juntos é uma intenção, uma busca, uma convicção”, afirma Anabelí. “Ambas as organizações somos Puntos de Cultura em seus respectivos países e trabalhamos essencialmente com a linguagem da arte, a arte que é um direito fundamental. Porque te permite expressar, ser livre e pensar um mundo melhor para todos e todas.  O objetivo é reivindicar os espaços de nossos meninos e meninas como raiz de sua identidade, de suas ações e de sua vida. Só rompendo nossas fronteiras e irmanando nossas possibilidades poderemos construir um mundo mais possível, mais humano e solidário para todos e todas”.

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Reencontro

Enquanto se encontravam em pleno intercâmbio, Puckllay completou 12 anos de existência. Chegou a esta idade com três turmas de formados e com uma escola de arte na comunidade que viu o grupo nascer, que vem se construindo aos poucos e cujo coração é um palco ao redor do qual gravitam todas as suas atividades.

IMG_20161103_134519Graças ao prêmio de IberCultura Viva, eles puderam conhecer o Pé no Chão, um grupo com o dobro da idade e que em muitas maneiras lhes inspira, reflete e também questiona. “Estamos profundamente agradecidos pela oportunidade de ter podido vivenciar a experiência de um projeto tão potente e tão inserido em sua problemática e sua gente, tão genialmente integrado em sua mais profunda essência, como é o Pé no Chão”, comenta Anabelí.

“Voltamos à nossa terra, às nossas famílias, ao nosso projeto, à nossa selva de meninos e meninas… Desde Recife e seu terremoto de tambores e ritmos brasileiros, de sua intensidade, sua grandeza e suas tragédias também, temos olhado para nosso país e não sentimos em absoluto as distâncias. Somos parte de um continente e de uma mesma luta, nos unem os mesmos problemas e as mesmas necessidades, nos une a mesma capacidade de sobreviver e resistir com criatividade e alegria. Agora cabe a nós preparar o cenário para receber o Pé no Chão, porque há que seguir fazendo caminho e contribuir para a construção deste Mundo possível para todos e todas.”

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19

Nov
2016

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Termina em Rapa Nui a “Oficina comunitária de criação cinematográfica para crianças”

Em19, Nov 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

Com a apresentação do curta-metragem “A história do rei Hotu Matu’a” no Dia da Língua Rapa Nui, chegou ao fim na Ilha de Páscoa (Chile) a segunda etapa da “Oficina comunitária de criação cinematográfica intercultural com e para crianças”. O projeto, um dos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015, teve sua primeira etapa em Valparaíso de 17 a 25 de outubro.

“A história do rei Hotu Matu’a” foi realizado por meninas e meninos da ilha, com diálogos em sua língua originária e legendas em espanhol. O curta narra a chegada dos primeiros moradores a Te Pito ou Te Henua (“O umbigo do mundo”, nome antigo de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa) desde a terra de Hiva, assim como o nascimento da primera pessoa na ilha e o conflito entre o rei Hotu Matu’a e seu irmão Oroi, que termina com a morte deste último.

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A apresentação foi no Colégio Lorenzo Baeza Vega, num estande preparado especificamente para isso, sob a coordenação da professora Vianca Díaz Tucki. “O curta teve uma recepção muito boa. Foi apresentado várias vezes durante o dia e em cada uma delas a equipe recebeu muitos elogios do público, de todas as idades”, afirma o cineasta Eduardo Bravo Macías, do coletivo mexicano Cinematequio, que divide o projeto com os chilenos Museo Fonck e Grupo Tacitas.

A ideia era apresentá-lo no dia 4 de novembro, junto aos festejos do Dia da Língua, mas o clima acabou adiando a comemoração. “Durante quatro dias choveu sem parar, o que nos obrigou a reprogramar a gravação de algumas cenas. Da mesma maneira, a chuva fez com que a celebração do Dia da Língua passasse do dia 4 para o dia 8, o que nos permitiu completar as cenas”, conta Eduardo.

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As crianças

Participaram do curta-metragem 28 crianças, entre 5 e 14 anos, principalmente alunos do Colégio Lorenzo Baeza Vega, ainda que também tenham participado crianças de outras escolas. Além disso, o grupo contou com a presença do coro do colégio para a gravação do hino “I’he a Hotu Matu’a”.

A equipe técnica mirim foi comandada por Tomás Ignacio Lorca Navarrete na direção,  enquanto a fotografia ficou a cargo de Walter Darío Durán; e o som direto, por Isabella Vaikaranga Reyes Pakarati e Ro-Iti Francisca Pate Paoa.

O elenco contou, entre outros, com Renga Kio Pate Teao como narradora, Mautu’u Henua Icka Otero como o rei Hotu Matu’a, Maho Rangi Ko Rangi Atan Hotu como Oroi, e Nohorangüi Tuki Rioroko Petero como um dos sete exploradores.

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“Para a escrita do roteiro, consultamos diferentes especialistas locais buscando contrastar a versão mais conhecida do relato, documentada por Sebastián Englert, com a versão viva na tradição oral da própria comunidade, e acabamos dando prioridade a esta última. Nossos assessores foram Moiko Teao Hotu, Mike Pate Haoa e Niso Tucki Tepano”, ressalta o cineasta mexicano.

Ao terminar a etapa en Rapa Nui, Eduardo Bravo regressou a Valparaíso e à Escola Carabinero Pedro Cariaga, onde foi realizada a primeira oficina do projeto no Chile. Ali, junto a Marcos Moncada, do Grupo Tacitas, cogestor do projeto, a equipe apresentou o curta gravado em Rapa Nui, assim como o gravado pelas crianças da comunidade mapuche de Valparaíso (“Nguillatún”). “Em ambas as escolas nos falaram da intenção e do interesse em dar continuidade ao projeto”, comenta Eduardo.

A carta de Valparaíso

Em 14 de novembro eles assinaram a “Carta de Valparaíso”, em que definem as características e os fins que devem ter os curtas-metragens realizados eminentemente por crianças, com a metodología de Cinematequio, em criação coletiva e comunitária com base nos relatos da tradição oral.  Assinaram a carta Eduardo Bravo Macías (Cinematequio), Marcos Alonso Moncada Astudillo (Comunidad Lircay), Vicente Tureo Arratia (professor intercultural mapuche), Alexis Antinao Valenzuela (encarregado do Departamento de Povos Originários do Conselho Regional de Valparaíso). Ficaram pendentes as assinaturas de Tania Basterrica, do Grupo Tacitas, e Cecilia Hormozabal Araki, de Maohi ou Rapa Nui.

“Esta carta define as bases para continuar e fortalecer a rede de cooperação e criação conjunta de conteúdos culturais entre Chile e México a partir de nossos coletivos”, afirma o cineasta mexicano, que desde 2013 encabeça o coletivo Cinematequio ao lado da escritora e professora Alejandra Domínguez Sánchez. Suas oficinas, baseadas no trabalho comunitário, a solidariedade e o compromisso, iniciados no México e agora também no Chile, buscam a (re)valorização do patrimônio cultural imaterial que constituem os contos, mitos, lendas, relatos da tradição oral e as línguas originárias.

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31

Oct
2016

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PorIberCultura

Fazer cinema é, sim, coisa de criança

Em31, Oct 2016 | EmNotícias | PorIberCultura

Como seriam as lendas e os mitos das comunidades indígenas contadas a partir da visão infantil? E se estas crianças narrassem as histórias de seus povos em curtas-metragens em que eles mesmos atuam, produzem, dirigem e se encarregam da parte técnica? No México a experiência resultou em filmes falados em mazateco, chinanteco, chatino, zapoteco, cuicateco, ikoot, chontal, ayuuk, mixteco… Agora a proposta chega ao Chile com o “Taller comunitario de cine con y para niños” (“Oficina comunitária de cinema com e para crianças”), um dos projetos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015. Os trabalhos começaram em Valparaíso em 17 de outubro e seguem na Ilha de Páscoa até 4 de novembro. Dois curtas vão resultar das atividades: um em mapuche e o outro em rapa nui.

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Crianças da comunidade mapuche em cena do curta “Nguillatún”

Cinematequio, a organização que divide o projeto com os chilenos Museo Fonck e Grupo Tacitas, é um coletivo mexicano encabeçado desde 2013 pelo cineasta Eduardo Bravo Macías e a escritora e professora Alejandra Domínguez Sánchez. O nome vem de um jogo de palavras que junta a arte e a técnica da criação e apreciação cinematográfica com o “tequio”, o trabalho comunitário para o bem comum.

Com oficinas baseadas no trabalho comunitário, na solidariedade e no compromisso, “sem fins políticos nem religiosos”, como ressaltam Alejandra e Eduardo, o coletivo busca contribuir para o desenvolvimento do país por meio da arte e da cultura, com ênfase na (re)valorização do patrimônio cultural imaterial que constituem os contos, mitos, lendas, relatos da tradição oral e das línguas originárias.

Fazer cinema, para eles, é um trabalho comunitário. São pelo menos sete dias de convívio com uma comunidade ou grupo em cada oficina, para dar a conhecer elementos teóricos e práticos, escrever um roteiro original baseado em um relato tradicional, permitir que os participantes escolham os papéis que desejam exercer dentro da produção, sejam eles técnicos ou artísticos, produzir o curta-metragem e apresentá-lo à comunidade ao final do processo.

Atividades

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A escola Pedro Cariaga, em Valparaíso

De segunda-feira, 17, a terça, 25 de outubro, foi realizada uma oficina na Escola Intercultural “Carabinero Pedro Cariaga”, de Valparaíso. Um curta-metragem intitulado “Nguillatún” foi feito por crianças da escola, com apoio de seus professores e de uma autoridade tradicional mapuche, o “lonko” Iván Coñuecar Millán. Além do colégio e redondezas, foram gravadas cenas no Museo Fonck de Viña del Mar. A apresentação de “Nguillatún” à comunidade se deu no Parque Cultural Valparaíso.

Em 27 de outubro foi feito o traslado a Rapa Nui. O começo dos trabalhos no Colegio Básico Lorenzo Baeza Vega estava previsto para o dia 28. A apresentação do curta-metragem feito com e para os meninos e meninas rapa nui está agendada para 4 de novembro, durante os festejos do Dia da Língua Rapa Nui.

Antes do começo das atividades no Chile, em apresentação do projeto no Museo Fonck, o cineasta Eduardo Bravo comentou a ideia de fazer uma  adaptação de um relato da tradição oral de cada comunidade, para que as crianças mapuche e rapa nui pudessem atuar e fazer parte de todo o processo de produção. “Além de transferir o conhecimento técnico,  (buscamos) a possibilidade artística, e que ajude a revalorizar a parte lingüística, de identidade. Ao colocá-los em contato com outros grupos, outras comunidades que tenham trabalhado com as oficinas no México, buscamos estender laços que podem ir crescendo, para que possam trocar mensagens e histórias desta maneira”.

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Impressões

taller-mapuche5Terminadas as gravações em Valparaíso, Eduardo Bravo considerou a experiência muito enriquecedora. “Nos demos conta de que mesmo estando tão longe temos muitos pontos em comum. E é muito gratificante trabalhar com crianças nativas, propositivas e criativas. Elas precisaram de muito poucas tomadas para fazer suas cenas”, observou.

Para Alejandra Domínguez, a oficina também pareceu muito boa. “Nos receberam com muita amabilidade, tanto os professores como os alunos. Eles estavam emocionados (por saber) que éramos de outro país, nos perguntavam mil coisas. E realmente tomaram a responsabilidade pela gravação. Foi muito rápido. Uma excelente participação de toda a escola.”

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A diretora Ana Maria: “experiência única”

Para a diretora da escola de Valparaíso, Ana Maria Salazar Zepeda, foi importante para os alunos conhecer de perto o que é trabalhar em cinema.“Uma experiência única, feita aqui pela primeira vez. As crianças estão interessadas em ter este aprendizado e compartilhar com seus companheiros os diversos papéis de trabalho em cinema. Me sinto honrada de poder participar. (…) Que possamos semear a arte de fazer cinema com crianças. Que seja o começo de outros momentos de cinema na escola. Estamos muito agradecidos”, afirmou.

Contrapartida 

A primeira atividade oficial da equipe Cinematequio no Chile foi visitar o Instituto de História da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, que – por meio do braço universitário do Grupo Tacitas- criou um projeto para adquirir o equipamento de chromakey, iluminação e acessórios utilizados durante a produção dos curta-metragens no Chile.

O Grupo Tacitas é um “clube de excursionismo” formado em 2006, quando voluntários convocados pela arqueóloga Gabriela Carmona, do Museo Fonck, participaram de uma excursão à “piedra tacita” de El Morro, na parte mais alta do setor de “Quebrada Escobares”, comuna de Villa Alemana, Quinta Região. Desta excursão e do intercâmbio de experiências surgiu a iniciativa de visitar outros pontos da região com lugares de interesse arqueológico, com o objetivo de conhecê-los, difundir seu valor e assim ajudar sua preservação.

cinematequio-museofonckJá o Museo Fonck de Viña del Mar, criado em 1937, conta com salas dedicadas à cultura rapa nui e às culturas do Chile continental, além de uma mostra de história natural e duas bibliotecas. Uma, com cerca de 10 mil volumes, está voltada a diversas especialidades; a outra é a Biblioteca Rapa Nui, dedicada apenas a essa cultura. O museu tem como missão “preservar, investigar, difundir e ensinar o patrimônio natural, arqueológico e etnográfico do Chile, entretendo e estimulando o interesse pelo conhecimento, com espírito de serviço e estando atentos às necessidades da comunidade”.

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Saiba mais:

www.cinematequio.blogspot.cl

http://www.museofonck.cl/

http://tacitas.blogspot.cl

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