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05

Mar
2020

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Conheça os vídeos premiados no concurso “Diversidade sexual e de gênero: direitos e cidadania”

Em05, Mar 2020 | EmEDITAIS, Notícias |

(Foto: Echo raiz – Ventana a la Diversidad)

 

Frida Morgana é uma mulher trans que joga futebol e basquete e é fã de heavy metal. Bem longe dos estereótipos, ela vive em Lima (Peru) de forma independente, feliz e fiel a si mesma, ensinando a todos que há muitas formas de ser mulher. “Há mulheres gordas, magras, altas, baixas, tem de tudo. Não perco minha feminilidade por jogar futebol…Há muitas mulheres no futebol, sejam cis ou trans, que o praticam por amor ao esporte. (…) Bem, metaleira trans já não conheço, devo ser a única”, ela comenta (entre risos) no vídeo “Frida”, de Gianna Camacho García, um dos curtas ganhadores do Concurso “Diversidade sexual e de gênero: direitos e cidadania”.

O concurso de curtas-metragens, que premia 10 vídeos com 500 dólares cada, foi lançado em 28 de junho de 2019 pelo programa IberCultura Viva em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social (MIDES) do Uruguai, e teve seu resultado final publicado nesta quinta-feira 5 de março. A iniciativa buscou abordar o tema da diversidade sexual com enfoque em direitos, visibilizando os aportes da comunidade LGBTIQ para o fortalecimento das identidades diversas.

“Mi pequeño cuerpo prohibido”

Os vídeos selecionados vêm de Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México e Peru. A lista conta com personagens pouco comuns, como Frida, Victoria ou Flor, três mulheres transgênero que lutam contra a discriminação e os estereótipos em diferentes cidades latino-americanas. Conta, também, com histórias de preconceito, de violência, de resistência. E também com alguma ironia, como o vídeo do coletivo Ventana a la Diversidad (Espanha), que se apropria de termos usados em tom pejorativo, dando-lhes um significado novo, com um toque de humor, para a partir daí fortalecer os laços que unem a “comunidade de comunidades diversas”.

 

A seguir, apresentamos os 10 vídeos premiados no concurso.

 

ARGENTINA

  • Victoria – Rosario Palma

Victoria é uma mulher transgênero trabajadora sexual e ativista. Neste curta, ela compartilha conceitos transfeministas e as experiências pessoais que a levaram ao posto de primeira presidenta do Conselho Consultivo de Diversidade do Poder Executivo de sua cidade de residência: San Carlos de Bariloche, na Patagônia argentina. A realizadora do vídeo, Rosario Palma, é integrante de uma coletiva de mujeres trabalhadoras de meios audiovisuais na província de Rio Negro. 

 

  • Flor – Yanina Kaztman

Flor é uma mulher que na infância sonhou ser o que é hoje em dia. Depois de uma vida cheia de obstáculos e discriminação, ela se diz feliz e orgulhosa. “Quando eu era pequena, me aconteciam muitas coisas, eu não gostava de ser uma ‘mariquinha’, queria ser uma mulher. Para mim, foi importante ter o documento feminino, poder buscar trabalho assim”, conta Flor no curta de Yanina Kaztman. “(…) Há pouco fui à Marcha do Orgulho Gay. Adoro, porque as pessoas aplaudem, tiram fotos… Aí temos o direito de nos mostrar, de ser livres.”

 

BRASIL

  • Manifesta Maldita (Teaser) – Ana Caroline

Manifesta Maldita é um processo de documentário, o caos, uma anormalidade dentro do “CIS-tema”. Reúne imagens, sons e sentimentos para contar uma história do grupo “Culto das Malditas”, surgido em Brasília no ano de 2016 durante as ocupações da Funarte, logo após o ex-presidente Michel Temer decretar o fim do Ministério da Cultura. As Mal-ditas são uma comunidade de artistas periféricas, LGBTs, negras cheia de cicatrizes. Esta manifesta é um estudo sobre as referências do cinema negro e sobre como essa comunidade usa o amor e afeto como armas para sua resistência diária, realizada através da arte. 

 

  • Dia Internacional Contra a Homofobia – Victor Hugo Fiuza (14 | Agência de Conteúdo Estratégico)

Este curta resume uma série de vídeos feitos pelo coletivo 14 para o Dia Internacional Contra a Homofobia e LGBTFobia. Os vídeos trazem diversas perspectivas de luta e vivência do tema, como os estereótipos e o medo da violência, por meio de depoimentos de poetas, publicitários e comunicadores. Além de Victor Fiuza, que assina a direção, a série foi realizada por Camilla Leal, Isabel Marques, Pedro Kuster, Lucas Gomes, Marcelo Bordallo e Leandro Rodrigues.

 

  • Juntos – Evandro Manchini

O vídeo parte de elementos biográficos para celebrar a vitória do amor sobre o preconceito, humanizando as pessoas que vivem com o vírus HIV e abrindo espaço para discussões acerca de relações “sorodiferentes”. Um brasileiro e um espanhol, um soropositivo, o outro negativo, “juntos, mas diferentes”, “diferentes, mas juntos”.

 

CHILE

  • Mi pequeño cuerpo prohibido (Sólo con él jugaría al lobo feroz) – Adrian Casanova

O curta trata do primeiro enamoramento de um menino homossexual e as percepções sociais sobre este fato nos anos 1990, no México. Este vídeo é o sexto capítulo da minissérie queer “Meu pequeno corpo proibido – Só com ele brincaria o lobo feroz” (‘Mi pequeño cuerpo prohibido’ – ‘Sólo con él jugaría al lobo feroz‘).

 

ESPANHA

  • Echo Raiz – Guillermo Maceiras Gómez (Ventana a la Diversidad)

As comunidades LGTBIQ+ dispõem de uma capacidade especial de apropriar-se e ressignificar termos que ao longo do tempo e do território têm sido usados para burlar, insultar ou menosprezar. Com este vídeo, as/os realizadores propõem despojar de poder estes qualificativos que inicialmente foram pensados para ferir. Para isso, se apropriam deles, dando-lhes um novo significado, com um toque de picardia e ironia. O curta é de autoria coletiva da Comunidade VEDI (de Ventana a la Diversidad), uma plataforma que conecta jovens do mundo através da arte, da criatividade e das tecnologias digitais. 

 

MÉXICO

  • Jodida realidad yuca – Claudia Novelo Alpuche

Em 2011, cidadãos e diferentes coletivos da comunidade LGBT apresentaram ao congresso do estado de Yucatán (México) uma proposta de aprovação do chamado “Pacto Civil de Solidariedade”. O projeto foi rechaçado. Neste vídeo realizado por Claudia Novelo e Eugenia Montalván Colón, a ginecologista Sandra Peniche fala sobre tal pacto, e sobre como continua sendo atacada por grupos católicos e outras instituições que atentaram contra sua vida.

 

PERU

  • Frida, una mujer trans alejada de los estereotipos – Gianna Camacho García

Frida é uma mulher trans que joga futebol, basquete e gosta de heavy metal. Vivendo em Lima (Peru) de forma independente, ela ensina que há muitas formas de ser mulher, neste vídeo dirigido por Gianna Camacho García e Julio Lossio Quichiz. Trata-se de uma produção do coletivo Crónicas de la Diversidad, que há cinco anos se dedica a registrar e difundir o acervo cultural LGTBIQ peruano, com o objetivo de contribuir com a luta contra a discriminação. 

 

  • Danielle – Talía Flores

Danielle é discriminada pela mãe, e um dia lhe confessa que está injetando testosterona em si mesma. Depois de escutar a reação da mãe aos gritos, Danielle optará por refugiar-se em recordações, revendo fotos em que aparece com a namorada, que aceita sua identidade de gênero e sexualidade.

 

 

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