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Puntos de Cultura

22

jun
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Programa Pontos de Cultura da Argentina completa 10 anos

Em 22, jun 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Em 22 de junho de 2011 foi criado o Programa Pontos de Cultura na Argentina. São 10 anos apoiando a cultura comunitária, construindo no território, acompanhando projetos coletivos e fortalecendo a cultura solidária em todo o país.

Para celebrar esses 10 anos de atividades, em breve se realizará o Encontro Nacional de Pontos de Cultura 2021. A programação contará com conversatórios, grupos de trabalho, encontros regionais e de articulação em rede, fóruns e oficinas.

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O programa Pontos de Cultura surgiu no âmbito de um projeto nacional e popular, com o objetivo de acompanhar coletivos e organizações sociais que desenvolvem projetos comunitários, apoiando o trabalho de base, a participação, a formação e o fortalecimento das redes locais, regionais e nacionais que sustentam o tecido social.

Baseado no programa Cultura Viva, surgido no Brasil no ano de 2004, Pontos de Cultura veio para reestruturar e aprofundar as experiências de apoio a organizações sociais e comunidades indígenas desenvolvidas até o momento, sistematizando uma política cultural e gerando um contato perdurável e planejado com elas, para que suas iniciativas sejam sustentáveis no tempo.

Nesta década de trabalho, foram realizadas seis convocatórias públicas – com um investimento de mais de 260 milhões de pesos argentinos. Atualmente, a Rede Nacional de Pontos de Cultura conta com organizações de todo o país.

O programa não apenas oferece subsídios para levar adiante projetos, mas  também assessoramento para sua apresentação e execução; ferramentas de capacitação; encontros regionais e nacionais com a possibilidade de trabalhar em rede junto aos Pontos de todo o país, para fortalecer e multiplicar seu impacto transformador. Todas as novas organizações que se integram ao programa formam parte da Rede Nacional de Pontos de Cultura. Porque cada trabalho se potencializa estando em contato com outros, compartilhando seus relatos e suas experiências.

Leia a notícia publicada no site Identidades, do Ministério de Cultura 

Consultaspuntos@cultura.gob.ar

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10

Maio
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Encontros de alegrias: Pontos de Cultura da Costa Rica e Brasil se reúnem em festival comunitário

Em 10, Maio 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

(Fotos: 2º FIC: Festival Internacional Comunitario)

 

A Asociación Masaya (Teatro Más Convivencia) foi uma das organizações selecionadas na convocatória de Pontos de Cultura 2021, lançada pelo Ministério da Cultura e Juventude da Costa Rica. O projeto apresentado foi “Conexões Empáticas”, uma série de oficinas prévias ao 3º Festival Internacional Comunitário (FIC): Cultura Periférica, que este ano será realizado de maneira virtual, de 6 a 19 de setembro. Tanto as atividades do 3º FIC quanto as atividades “pré-FIC” contam com a participação de grupos brasileiros.

O 3º FIC é uma produção conjunta da Associação Masaya e de dois grupos da cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil): o Grupo Levante de Teatro del Oprimido e o grupo de teatro feminino negro Morro Encena. A primeira edição do festival, em 2016, ocorreu na comunidade La Carpio, na Costa Rica. A segunda, em 2019, foi realizada na sede do Grupo Iuna de Capoeira Angola, na periferia de Belo Horizonte. O Grupo Iuna criou um dos primeiros Pontos Culturais da cidade, o Dim dim dom … Berimbau chamou, eu vou, e também vai participar do 3º FIC, virtualmente.

 

Quem conta como se deu essa ligação entre os dois países (na verdade três, porque o intercâmbio inclui a Venezuela) é Cori Salas Correa, venezuelana que mora em Belo Horizonte (Brasil) e faz parte dos conselhos de administração da Associação Masaya e do Grupo Iuna da Capoeira Angola. “A Asociación Masaya nasceu na Venezuela em 2007, de onde eu sou; meu irmão é o cofundador desta associação e desde o início tenho apoiado o trabalho que se desenvolve a partir de Masaya. Meu irmão se mudou para a Costa Rica em 2011 e registrou a associação lá. Me mudei para Belo Horizonte, e desde 2015 venho treinando capoeira com Mestre Primo, no Grupo Iuna de Capoeira Angola”, detalha.

 

Convivendo sem fronteiras

Uma masaya é uma rede, uma rede individual. E foi entre 2009 e 2010, ao entrar em contato com outras comunidades da América Latina (Argentina e Brasil), que os masayeros/as perceberam que seu trabalho fazia sentido não só na Venezuela. Ricardo Salas Correa, irmão de Cori, está na Costa Rica com a Associação Masaya desde 2012, apostando no poder das ferramentas teatrais e metodologias participativas para melhorar a convivência na comunidade.

 

 

No Brasil, o Grupo Iuna, fundado em 1983, tem como objetivo promover e valorizar a capoeira angola como bem cultural. O Ponto de Cultura oferece, entre outras atividades, oficinas de capoeira gratuitas em sua sede para crianças, adolescentes e jovens do bairro da Saudade, em Belo Horizonte. “O trabalho desenvolvido pelo Grupo Iuna de Capoeira Angola está em total sintonia com a Associação Masaya e a FIC”, afirma Cori. 

Em 2016, quando a primeira edição do FIC (“Convivendo sem fronteiras?!”) foi realizada na comunidade La Carpio, Cori e seu companheiro, o capoeirista brasileiro André Luiz, chegaram à Costa Rica um mês antes do festival, e ele ficou ensinando capoeira angola gratuitamente, como parte das atividades pré-FIC. Este ano, o pré-FIC contará com três oficinas voltadas para a capacitação de pessoas de organizações que são ou foram Pontos de Cultura da Costa Rica. No workshop do projeto “Conexões Empáticas” que será realizado em português, alguns dos membros do Grupo Iuna serão oficineiros. 

 

Três perguntas para Cori Salas 

 

1. A terceira edição do Festival Internacional Comunitário será realizada de modo virtual este ano. Que atividades estão previstas?

Sim, este ano teremos o 3º Festival Internacional Comunitário: Cultura Periférica. Damos a cada edição do festival um subtítulo que fala sobre o que queremos destacar. O primeiro FIC, que foi em La Carpio em 2016, foi “Convivendo sem fronteiras?!”. O segundo, que foi no Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte, “Convivendo em liberdade?!”. O terceiro, “Cultura Periférica”, será realizado em modo virtual, de 6 a 19 de setembro de 2021. 

Pela primeira vez será online e, além disso, num formato diferente. Os dois primeiros festivais duraram uma semana, com oficinas de segunda a sexta-feira, e no final de semana, apresentações culturais abertas a todos os públicos. Para este, propusemos a realização de quatro encontros entre grupos da Costa Rica, Venezuela e Belo Horizonte, Brasil. Queremos reunir grupos de artes culturais periféricas desses três países, para que eles se conectem e possamos aprender uns com os outros. 

Nestes encontros, que terão tradução simultânea, queremos abordar temas de interesse comum: sustentabilidade, como trabalhar os conflitos em grupo, como a arte e a cultura nos alimentam e nos trazem esperança nestes tempos de pandemia. Fecharemos o festival com uma peña cultural (“sarau”), onde os grupos poderão compartilhar um pouco da arte e da cultura que desenvolvem. 

Todos os FICs são gratuitos e abertos a todos os públicos, e buscamos que eles mesmos sejam uma experiência comunitária, a partir de sua produção. Nós que os produzimos buscamos cuidar de nossas relações, saber como somos, do que precisamos, como podemos nos apoiar, e durante o festival, por meio de gestos simples, como almoços coletivos para todas as pessoas participantes, momentos de conversa, dançando, cantando, vivenciando uma “comum-unidade”. Queremos gerar a mesma experiência, inclusive online, e esse será o nosso desafio neste terceiro festival.

 

2. Como surge o projeto “Conexões empáticas”?

Para contextualizar, desde o 1º FIC temos realizado atividades “Pré-FIC”, que têm sido espaços de encontro e formação no âmbito do festival, com os quais “aquecemos os motores” para o FIC. No primeiro FIC, o Pré-FIC foi apenas na Costa Rica, e no segundo FIC, embora o festival fosse no Brasil, realizamos atividades do Pré-FIC nos dois países. Este ano as atividades do Pré-FIC na Costa Rica serão aquelas que estão dentro do projeto “Conexões Empáticas”, realizado pela Asociación Masaya, e também teremos outras atividades em Belo Horizonte, Brasil, chamadas “Encontro de alegrias”.

O projeto “Conexões Empáticas”, selecionado na convocatória 2021 de Pontos de Cultura do Ministério da Cultura e Juventude da Costa Rica, busca promover um espaço dinâmico e humano, que possibilite aprender e compartilhar ferramentas pedagógicas para sermos melhores pessoas facilitadoras, adequadas a contextos desafiadores, com o apoio das tecnologias de informação e comunicação (TICs), num ambiente de atenção constante e motivação. 

São três oficinas, uma focada em como facilitar processos de grupo em vários contextos e modalidades, outra em como promover o trabalho comunitário, e a terceira, em como alimentar a empatia em nossas equipes de trabalho. Essas oficinas têm como objetivo capacitar pessoas de organizações que são ou foram Pontos de Cultura da Costa Rica. Até o momento, entre as pessoas inscritas, temos um total de 30 Pontos de Cultura. Uma dessas oficinas será ministrada em português, aberta a todos os públicos, e teremos como participantes pessoas do Grupo Iuna de Capoeira Angola, Ponto de Cultura do Brasil. 

Além das formações, realizaremos entrevistas com alguns Pontos de Cultura da Costa Rica, Venezuela e Brasil. Queremos mostrar como as organizações promovem conexões empáticas através do desenvolvimento cultural.

 

 

3. Como começou a colaboração entre a Associação Masaya e o Grupo Iuna de Capoeira Angola?

Em 2016, com o Grupo Levante de Teatro del Oprimido, Asociación Masaya, Maraña (grupo de facilitadores de teatro de Espanha e Suíça) e Las Voces del Viento (grupo de teatro juvenil de La Carpio que foi fundado com o apoio de Masaya), realizamos o primeiro FIC em La Carpio, Costa Rica. 

Queríamos fazer o segundo festival em Belo Horizonte, onde moro, e de onde é o Grupo Levante de Teatro del Oprimido, e a partir da minha admiração, vínculo, com o Grupo Iuna de Capoeira Angola, propusemos a Mestre Primo e Cássia, presidente do Grupo Iuna, a realização do festival na sede deste grupo. Eles nos receberam de braços abertos!

O trabalho desenvolvido pelo Grupo Iuna de Capoeira Angola está em total sintonia com a Associação Masaya e a FIC. O Grupo Iuna entende-se como um quilombo, onde todos podem fazer parte, tem como foco a preservação da capoeira angola, e oferece apoio escolar, aulas de inglês, violão, flauta e treino de capoeira angola gratuitos no seu espaço. Por meio de gestos cotidianos, como o lanche, a roda de capoeira, os espaços educativos, promove-se a experiência comunitária. Assim, realizamos o segundo festival na sua sede, onde também houve uma prática de capoeira angola e uma roda de capoeira com Mestre Primo. 

É importante dizer que o FIC tem sido possível em todas as suas edições graças ao apoio de organizações comunitárias, culturais e artísticas, como o Grupo Iuna de Capoeira Angola, (na Costa Rica, com o apoio também do Ministério da Cultura e Juventude da Costa Rica), pessoas, artistas, amigos e amigas, que doam seus trabalhos na cozinha, na produção, em oficina ou dinheiro. O FIC é produzido de forma autogerida e comunitária. 

 

Saiba mais sobre o FIC:  https://www.facebook.com/FICFestivalInternacionalComunitario

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30

mar
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Ministro da Cultura da Argentina reúne-se com representantes dos Pontos de Cultura de diferentes províncias 

Em 30, mar 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Para conhecer de perto a situação do trabalho cultural comunitário, o ministro da Cultura da Argentina, Tristán Bauer, está mantendo reuniões com representantes dos Pontos de Cultura em diferentes partes do país. Em uma de suas viagens em março, em Ushuaia, esteve na Biblioteca Popular Sarmiento, onde se reuniu com beneficiários/as de alguns programas como Manta, Fondo Desarrollar e Pontos de Cultura, e conheceu a experiência de artesãos, artistas de teatro, realizadores e bibliotecários que receberam apoio financeiro no último ano para dar continuidade às suas atividades. 

Na província de Neuquén, o ministro se reuniu com o artesão Walter Cardozo e a artesã Daniela Rodríguez, da comunidade mapuche Lof Newen Mapu, beneficiários do programa Manta. Em seguida, realizou um encontro, na Biblioteca Popular Eliel Aragón, com beneficiários dos programas Fondo Desarrollar e Pontos de Cultura, para conhecer seus projetos e trocar experiências. 

“Estamos fazendo essas viagens pelo país com a ideia de trabalharmos juntos em uma agenda comum. A pandemia tem sido muito dura para as indústrias culturais e hoje estamos reabrindo os espaços, com muito cuidado, cumprindo os protocolos. Foram tempos de investimento para sustentar espaços culturais e apoiar os trabalhadores e trabalhadoras da cultura”, disse Tristán Bauer durante a viagem a Neuquén.

Em fevereiro, o ministro já havia visitado as províncias de Salta, Tucumán e Jujuy. Em sua viagem pela província de Tucumán, Tristán Bauer se reuniu com participantes de Pontos de Cultura para trocar experiências e conhecer o trabalho que cada organização realiza em busca do desenvolvimento cultural. Em março, esteve também em Quilmes, na província de Buenos Aires, onde se reuniu com pessoas do município que foram beneficiadas com recursos dos programas Fondo Desarrollar e Pontos de Cultura.

Encontro de Pontos

Bauer também participou do encontro de Pontos de Cultura: “Cultura Comunitária na Perspectiva de Gênero”, organizado pelo Ministério da Cultura da Nação em conjunto com o Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade. “Cada uma dessas lutas que vocês levam adiante é um aprendizado para todos nós. Não cessem essa luta nem um instante”, disse o ministro aos participantes do evento, realizado nos dias 6 e 7 de março no Parque Tecnópolis, em Buenos Aires, também com a presença da ministra da Mulher, Gênero e Diversidade, Elízabeth Gómez Alcorta. O encontro ocorreu durante a segunda edição do “Nós Movemos o Mundo”, semana de atividades no âmbito do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. 

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21

ago
2020

Em Notícias

Por IberCultura

Estão abertos os Concursos de Projetos para Pontos de Cultura 2020 no Peru

Em 21, ago 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

Nesta quinta-feira 20 de agosto, no Peru, começou o período de apresentação de postulações aos Concursos de Projetos para Pontos de Cultura 2020. Serão destinados 362.000 soles (cerca de 100 mil dólares), através de dois concursos, para o financiamento de projetos que impactem positivamente no cotidiano a partir da arte e a cultura, e que contribuam para a reativação das organizações reconhecidas como Pontos de Cultura e incentivem suas iniciativas para promover ações comunitárias.

Esta é a segunda convocatória lançada no Peru com apoio financeiro a Pontos de Cultura. O programa, impulsionado no país desde 2011, entregou pela primeira vez em 2019 prêmios em dinheiro às organizações culturais comunitárias reconhecidas como Pontos de Cultura. Inicialmente, destinou-se um total de 172 mil soles (cerca de 51 mil dólares) a dois concursos, “Ações Públicas” e “Equipamento”. 

Os concursos

Na edição de 2020, os concursos são para projetos de “Ações Comunitárias” e “Equipamento”. O primeiro tem como objetivo promover o exercício dos direitos culturais para o desenvolvimento local através de ações artísticas e culturais que tenham como finalidade ampliar a participação e o acesso de um amplo número de cidadãs e cidadãos à vida cultural de suas comunidades. Para este concurso serão concedidos 30 financiamentos de 6 mil soles (cerca de 1,6 mil dólares) para cada Ponto de Cultura beneficiário.

O concurso de Projetos de Equipamento, por sua vez, busca fortalecer as condições logísticas dos Pontos de Cultura para a sustentabilidade de suas iniciativas culturais e comunitárias. Os recursos devem ser investidos na aquisição de equipamentos (de iluminação, de som, para registro audiovisual e/ou fotográfico, instrumentos musicais, vestuário, mobiliário, entre outros), e materiais (madeira, tela, papelaria, entre outros). Também pode-se incluir a aquisição de equipamentos e/ou materiais relacionados a medidas de proteção sanitária. Serão financiados 20 proyectos com um total de 9.100 soles (cerca de 2,5 mil dólares) por cada Ponto de Cultura beneficiário.

As postulações se realizam pela Plataforma Virtual de Trâmites do Ministério de Cultura (https://plataformamincu.cultura.gob.pe/administrados). O prazo se encerra no dia 21 de setembro.  As consultas devem ser enviadas até 28 de agosto ao correio eletrônico concursosartes@cultura.gob.pe.

 

 

Confira o regulamento: https://bit.ly/31h5Qnm

 

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23

jun
2020

Em Notícias

Por IberCultura

Programa Pontos de Cultura da Argentina anuncia primeiros projetos selecionados na Convocatória 2020

Em 23, jun 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

Foi divulgado o resultado da primeira instância da Convocatória 2020 de Pontos de Cultura da Argentina. Do total de projetos apresentados, 213 foram selecionados pelo júri para serem beneficiados nas distintas linhas de apoio oferecidas pelo Programa Pontos de Cultura: 117 propostas pertencem a organizações com personalidade jurídica, 88 a organizações sem personalidade jurídica e oito a redes que agregam organizações. A segunda instância foi encerrada em 19 de junho, com um total de 1.936 propostas recebidas.

Esta iniciativa é realizada como uma das ações implementadas pelo Ministério de Cultura da Nação, através da Secretaria de Gestão Cultural, para acompanhar os trabalhadores e as trabalhadoras da cultura nesta conjuntura de emergência sanitária pela pandemia da COVID-19.

A convocatória conta com um orçamento de 100 milhões de pesos (50 milhões para cada instância), que representam uma ampliação histórica tanto para o Programa Pontos de Cultura como para o setor das organizações comunitárias. As organizações selecionadas serão incorporadas ao programa e passarão a fazer parte da Rede Federal de Pontos de Cultura.

Para a avaliação foram levados em conta os seguintes critérios: impacto sociocultural, consistência e factibilidade; valor do projeto como ferramenta de inclusão social; demanda cultural do território de inserção do projeto; fomento das identidades locais e regionais; entre outros. Também contou pontos a adaptação das propostas ao contexto de isolamento social preventivo e obrigatório, e a adequação das mesmas aos objetivos estratégicos do programa.

⇒Confira a lista de projetos selecionados 

 

Consultas: puntos@cultura.gob.ar

Fonte: Ministerio de Cultura de la Nación

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04

jun
2020

Em Notícias

Por IberCultura

Pontos de Cultura da Argentina: edital tem prazo prorrogado e orçamento duplicado

Em 04, jun 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

Devido à quantidade de inscritos e ao momento que atravessa o setor da cultura e seus trabalhadores, o Ministério de Cultura da Argentina se dispôs, por meio da Secretaria de Gestão Cultural, a duplicar o orçamento inicial do programa Pontos de Cultura e estender o prazo de inscrição até 19 de junho.

Em sua primeira etapa, a convocatória contou com um orçamento de 50 milhões de pesos argentinos. Foram apresentados mais de mil projetos de todo o país. Para a segunda instância, iniciada em 9 de maio, somam-se outros 50 milhões de pesos argentinos com o objetivo de ampliar as linhas de apoio e agregar novos Pontos de Cultura à rede nacional.

Este aumento no orçamento representa uma ampliação histórica, tanto para o programa como para o setor das organizações comunitárias, e se insere no contexto das políticas que o Ministério de Cultura vem desenvolvendo para dar resposta aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura nesta situação de emergência pela pandemia da COVID-19.

 

Aporte financeiro

Os projetos selecionados nesta convocatória receberão o aporte financeiro solicitado, além de integrar-se às distintas redes e espaços de cultura comunitária. O montante que se pode solicitar por projeto é de 300 mil pesos argentinos para organizações com personalidade jurídica; 125 mil para organizações sem personalidade jurídica, e 700 mil para redes que congregam organizações.  

 

Consultas: puntos@cultura.gob.ar

Fonte: Ministerio de Cultura de la Nación

 

Leia também:

Maior orçamento para Pontos de Cultura na Argentina é uma das medidas para o setor ante a COVID-19

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01

jun
2020

Em Notícias

Por IberCultura

Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica abre a convocatória de Pontos de Cultura 2020-2021

Em 01, jun 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

 

 

A Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica abriu nesta segunda-feira 1º de junho a convocatória de Pontos de Cultura 2020-2021. A iniciativa tem o objetivo de apoiar o trabalho das organizações socioculturais e das comunidades em que atuam, e também gerar intercâmbios e espaços de formação conjunta que fortaleçam as capacidades de gestão das organizações socioculturais do país. 

O período de recebimento de projetos se estenderá até 31 de agosto. Poderão participar organizações sem fins lucrativos legalmente constituídas no Registro Público Nacional, associações, fundações, sociedades civis sem fins lucrativos, associações de desenvolvimento, cooperativas autogeridas vinculadas com temáticas culturais, e Juntas de Educação e Saúde, entre outras. Essas organizações devem ter ao menos três anos de experiência no desenvolvimento contínuo de projetos e iniciativas socioculturais que mantenham coerência com os fins e objetivos do Programa Pontos de Cultura. 

Agrupações, coletivos e organizações de índole sociocultural que não possuam personalidade jurídica também poderão participar, desde que demonstrem pelo menos três anos de experiência no desenvolvimento de projetos projetos  e  iniciativas socioculturais coerentes com os fins e objetivos do programa. Para esses casos, a agrupação ou coletivo designará uma pessoa responsável, que assumirá o papel de representante  legal  ante o Ministério de Cultura e Juventude. 

Este é o sexto edital de Pontos de Cultura que se abre na Costa Rica desde 2015. As categorias nas quais se pode inscrever são cinco: a) Arte para a transformação social; b) Meios e propostas de comunicação comunitária; c) Fortalecimento organizacional; d) Espaços  para uma cultura  do bem viver; e) Economia  social e pequenos empreendimentos. O ciclo máximo de duração dos projetos será de 10 meses, de fevereiro a novembro de 2021, e o ciclo mínimo será de seis meses, de fevereiro a julho de 2021.

 

➡️ Saiba mais: dircultura.go.cr/programas/punto-cultura

➡️ Consultas: puntos@dircultura.go.cr

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17

dez
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Pontos de Cultura e gestores públicos de Costa Rica recebem capacitações sobre o programa

Em 17, dez 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

A sexta jornada de capacitação para os Pontos de Cultura de Costa Rica ocorreu no dia 14 de dezembro, no Centro Nacional da Cultura, em San José. Rosario Lucesole, consultora de projetos do IberCultura Viva, participou da atividade com uma oficina sobre as oportunidades do programa e sobre abordagens territoriais para a gestão cultural. A oficina marcou o encerramento das capacitações organizadas pela Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude este ano para os Pontos de Cultura do país.

Este projeto de formação, que conta com o apoio de IberCultura Viva, inclui um espaço de intercâmbio de conhecimentos no tema da gestão cultural comunitária e uma apresentação do programa e suas diferentes linhas de ação para funcionários da Direção de Cultura e para as organizações selecionadas no edital de Pontos de Cultura 2019-2020.

No dia 16, foi a vez de Rosario Lucesole fazer  um intercâmbio técnico com os gestores de Promoção e Fomento Cultural da Direção de Cultura. A sessão de trabalho teve como objetivo mostrar as potencialidades do IberCultura Viva, como programa de cooperação e seus editais para organizações, coletivos e pessoas gestoras da região ibero-americana.

 

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15

nov
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Conheça os projetos ganhadores dos Concursos de Pontos de Cultura do Peru

Em 15, nov 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

O Ministério de Cultura do Peru divulgou a lista de ganhadores dos Concursos de Projetos para Pontos de Cultura 2019. Esta é a primeira vez que o programa, impulsionado no país desde 2011, entrega prêmios em dinheiro às organizações culturais comunitárias reconhecidas como Pontos de Cultura. O montante total é de 172 mil soles (cerca de 51 mil dólares) distribuídos em dois concursos: Ações Públicas e Equipamento. 

O concurso de Ações Públicas busca promover o acesso dos cidadãos a diversas formas de expressão artístico-culturais, como festivais, concertos, mostras, feiras e/ou intervenções, atividades que fortaleçam a identidade desde a arte e a cultura, e que propiciem o uso e a apropriação de espaços públicos. Para este concurso serão concedidos oito apoios de até 14 mil soles (cerca de 4 mil dólares).

O concurso de Equipamento está voltado para a melhora das condições logísticas dos Pontos de Cultura para fortalecer seu trabalho comunitário. Serão concedidos três apoios com um montante máximo de 20 mil soles (cerca de 6 mil dólares) por cada ganhador. 

 

Ganhadores do “Concurso de Projeto de Equipamento para Pontos de Cultura”:

  • Asociación Civil Social Creativa – Região: Ica – Proyecto “Implementación Orquesta Sinfonica Infantil Red Musical Chinchana” (montante solicitado: $20.000  soles)
  • Comité de Defensa del Patrimonio Cultural y Natural de Mangomarca – CODEPACMA – Região: Lima – Proyecto “Equipamiento para Punto de Cultura CODEPACMA” (montante solicitado: $18.184 soles)
  • Asociación Microcine Tarpuy – Região: Puno – Proyecto “Acciones Audiovisuales y Cine Foros Comunitarios” ($.20.000 soles)

 

Ganhadores do “Concurso de Projetos de Ações Públicas para Pontos de Cultura”:

  • Patronato Cultural de Yurimaguas Shungos – Região: Loreto – Proyecto “Carnaval del Achiote (montante solicitado: $14.000)
  • Organización Centro Cultural Qatariy Ayacucho-Perú – Região: Ayacucho – Proyecto “IV Festival Ayacuchano ‘Yuraq Cuculí – Paloma Blanca’ – Encuentro de Teatro 2020 (montante solicitado: $14.000 soles) 
  • Asociación Casa de la Mujer Carmelitana – Região: Ica – Proyecto “Revaloración de la identidad cultural desde la danza, la pintura y difusión del libro Cuentos, Mitos y Leyendas del Carmen” (montante solicitado: $14.000 soles)
  • Asociación Caminemos Unidos – Região: Áncash – Proyecto “Festival Comunitario ACU 2020 – Arte y Cultura para Todos” (montante solicitado: $ 13.992)
  • Lunasol Centro de Investigación, Educación y Creación Artística –  Região: Lima – Proyecto “VI Encuentro Internacional de Todas las Artes, Minkarte” (montante solicitado: $14.000 soles)
  • Parió Paula Percusión – Região: Lima – Proyecto “Encuentro Vibrando Alto: Mujeres Sonoras y Empoderadas” (montante solicitado: $14.000 soles)
  • Centro Cultural Illary Producciones – Região: Lima – Proyecto “Sikuillariy y Antaras de Caral” (montante solicitado: $14.000 soles)
  • Selvámonos – Região: Pasco – Proyecto “Semana Cultural” (montante solicitado: $14.000 soles)

 

Leia também:

Primeiros concursos de projetos para Pontos de Cultura são apresentados no Peru

 

 

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12

nov
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Carlinhos Brown e a “orquestra humana de boas forças”: um dia de roda de conversa em Montevidéu

Em 12, nov 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

“Bom dia. Sou Antônio Carlos Santos de Freitas e estou embaixador ibero-americano da cultura”. Foi assim, modestamente, que Carlinhos Brown se apresentou na roda de conversa sobre cultura comunitária que deu início à segunda jornada de sua visita ao programa IberCultura Viva em Montevidéu (Uruguai), na segunda-feira 4 de novembro. A atividade, que fez parte da programação da Semana da Cooperação Ibero-americana, reuniu representantes da Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), da Direção Nacional de Cultura (MEC), do IberCultura Viva e de Pontos de Cultura do Uruguai e da Argentina. 

Sentado no meio do círculo de cadeiras armado na entrada do Museu do Carnaval, o músico brasileiro contou sobre sua experiência com o projeto social que desenvolve no Candeal, bairro onde nasceu (em 1962), em Salvador. A Associação Pracatum Ação Social, fundada por ele em 1994, conta com dois programas principais: Tá Rebocado, voltado para o desenvolvimento comunitário, e Pracatum, a escola de música e tecnologias. E ainda que a iniciativa tenha partido dele, Carlinhos fala sempre no coletivo, dividindo as conquistas com o grupo de percussionistas que começou os trabalhos no bairro. “Criou-se ali uma nova forma de liderar a comunidade e isso foi uma revolução”, afirma. “Na verdade, nunca me considerei uma liderança, e sim uma mirada atenta junto a outras miradas. Cada um tem seu momento de fazer silêncio para aprender com o outro”.

Ao longo das duas horas em que esteve no Museu do Carnaval, Carlinhos Brown escutou atento a todas as pessoas que falaram sobre suas experiências em seus territórios. Os coletivos convidados – La Bombocova, da Argentina, Nación Zumbalelé e Colectivo Tierra Negra. Espacio Chirimoya, do Uruguai –, além de trabalhar com percussão nas atividades de suas comunidades, foram selecionados para os intercâmbios do Banco de Saberes do Edital IberEntrelaçando Experiências, lançado este ano por IberCultura Viva. O músico brasileiro quis conhecer um pouco dos projetos de cada um deles, compartilhou algumas de suas inquietudes, e ficou contente de saber que “O milagre do Candeal”, documentário sobre suas iniciativas musicais na comunidade, havia inspirado os companheiros ali presentes.

 

Uma cidadania multicultural 

Integrantes da Cooperativa Nación Zumbalelé, os candomberos Gustavo Fernández e Gonzalo Palacios contaram como os tambores os levaram ao Brasil e como o documentário dirigido pelo espanhol Fernando Trueba em 2004 acabou sendo uma das principais referências deste coletivo de Salinas. “Ver este filme sobre o processo do Candeal foi fundamental para a gente naquela época, não só para montar uma comparsa (um bloco carnavalesco), mas também para construir um projeto social”, afirmou Fernández. “(Escolhemos o nome) Nación Zumbalelé porque tentávamos criar esta sensação de nação, formar uma nação de pessoas e grupos que se tocam”, completou Palacios.

A cooperativa, que veio através do movimento do bairro pela comparsa, atualmente trabalha também em escolas e prepara um festival chamado Nazoombit, que este ano chega à sétima edição. O evento, além de um fórum social, é um festival internacional de dança e percussão, realizado por meio de articulações com outras organizações sociais e organismos do Estado que trabalham pela equidade racial. A iniciativa é pioneira no departamento de Canelones no desenvolvimento de atividades como estas, para a construção de uma cidadania multicultural e inclusiva, a partir da articulação sociedade civil-Estado.

 

Gonzalo Palacios e Gustavo Fernández, da Nación Zumbalelé: inspiração no projeto de Brown em Salvador

 

O devir da diáspora africana

O outro Ponto de Cultura uruguaio presente, Tierra Negra, é um coletivo de ação social, cultural e artística que existe desde 2010 na cidade de Fray Bentos. “Começou como um projeto musical, quando familiares e amigos nos juntamos para aprender a música que tinha a ver com o aporte da diáspora africana na América Latina e no Caribe. Vivíamos estudando as rítmicas, e o candombe passou a se transversalizar aí, não somente como esta cultura ancestral, musical, mas também como fundamento sobre como nos relacionamos, como compartilhamos com os demais”, contou a percussionista Lucía Quiroga, uma das fundadoras do coletivo.

Desde 2013 Tierra Negra conta com o Espacio Chirimoya, um espaço onde se canta, dança e toca, e onde as diversas áreas de ação do projeto se articulam, se conjugam, criando a oportunidade de intervir no (e a partir do) comunitário. Nesta aposta pela cultura comunitária como possibilidade de transformar realidades através da arte, seus integrantes fazem intervenções em praças, espaços e instituições, buscando impulsionar o fazer cultural desde o coletivo e propiciar o intercâmbio de saberes em múltiplas temáticas. 

 

O ritmo como fio condutor

La Bombocova, a organização argentina convidada a participar deste encontro, é uma associação civil e produtora artística de Buenos Aires, nascida do teatro comunitário dos bairros de La Boca e Barracas, e que conjuga em suas propostas diversos elementos das artes cênicas, como a música, a dança, o teatro e o circo. Formada por uma equipe multidisciplinar, com cerca de 30 artistas, docentes e gestores, leva más de 25 anos de trajetória na criação de espetáculos, seminários e oficinas, e desde 2013 está constituida como uma associação civil para o desenvolvimento de programas de integração social.

A proposta pedagógica que La Bombocova utiliza em suas atividades desde 2005 é uma metodologia própria, chamada “Jogos de Ritmo”. “É um método que tem a ver com ritmos, não só dos tambores, mas também do corpo”, explicou o percussionista Santiago Comin, diretor da organização, que participou da roda de conversa ao lado da coordenadora da área de dança, Laura Rabinovich. Com esta ferramenta para multiplicar a arte comunitário, eles realizam oficinas de música e brincadeiras com instrumentos reciclados e convencionais, dinâmicas de ritmo em grupos para crianças e jovens, batucadas, aulas de cajón peruano, teatro de bonecos, dança e jogos teatrais, entre outras atividades. O ritmo é o vínculo e fio condutor de cada uma das propostas.

 

Santiago Comin, Laura Rabinovich. Carlinhos Brown, Diego Benhabib e Alejo Ramírez (SEGIB)

Fortalecendo as políticas culturais

Antes que os convidados falassem de seus projetos, Diego Benhabib, coordenador do Programa Pontos de Cultura da Argentina e representante da presidência do IberCultura Viva, explicou aos participantes do encontro como funciona este programa de cooperação ibero-americana que trata de promover e fortalecer as políticas culturais de base comunitária da região. 

“A partir do IberCultura Viva apoiamos distintos projetos de redes e promovemos o intercâmbio de saberes, buscando valorizar os saberes comunitários e populares que as organizações têm, tanto em termos de produções artísticas como em metodologias de intervenção territorial”, comentou Benhabib, ressaltando também o propósito de criar espaços de formação, inclusive com a concessão de bolsas para o Curso de Pós-graduação Internacional em Políticas Culturais Comunitárias, ministrado de modo virtual pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO-Argentina).

O modelo brasileiro de Pontos de Cultura, que inspirou outros países a trabalhar em uma lógica similar (“a lógica de reconhecer o trabalho das organizações e coletivos culturais em seus territórios, valorizando aqueles que trabalham para melhorar as condições de vida de suas comunidades”), também foi abordado por Diego Benhabib, assim como a importância de criar políticas públicas não necessariamente de bairro, mas que se comprometam com a sociedade e tratem de transformá-la através de consensos populares, que incluam projetos de vida e tenham a cultura como ferramenta central.

 “No IberCultura Viva seguimos tratando de fortalecer as políticas culturais de base comunitária. Seguimos dialogando, conversando com os atores principais, que são os coletivos culturais, porque toda transformação é coletiva. Se não é coletiva, não se sustenta no tempo, não tem impacto”, afirmou o representante da presidência do programa.

 

Um espaço para o intercâmbio 

Encontros como este, além de proporcionar um espaço de diálogo e intercâmbio de experiências entre as organizações culturais comunitárias, são também uma boa oportunidade de juntar forças. “Que esses encontros promovidos pela SEGIB nos tragam unidade, para que sejamos verdadeiramente uma orquestra humana de boas forças”, disse Carlinhos Brown. 

Durante esta manhã no Museu do Carnaval, os participantes do encontro não apenas apresentaram os projetos que realizam em suas comunidades, como também dividiram alguns dos problemas que enfrentam no cotidiano de seus trabalhos. O racismo, o preconceito em torno das religiões de matriz africana, o separatismo social, os desafios para manter os jovens das comunidades longe do álcool e do tráfico de drogas, a dificuldade de obter recursos e inclusive reconhecimento pelo trabalho comunitário, foram alguns dos temas abordados pelo grupo durante o bate-papo. 

“Trabalhamos com ferramentas ancestrais e agregamos costumes de positividade a uma sociedade que se perde e se distancia a todo tempo. Juntamos pessoas e etnias através de tambores e movimentos artísticos. Trabalhamos com o ser humano, mas parece que isso não é meritório”, comentou Carlinhos Brown. “Parece que estamos abaixo da luz (não da luz divina, mas da luz da mirada), como alguém que está de festa todos os dias. As pessoas imaginam que a gente se embebeda todos os dias, e isso em toda a parte do mundo. Mas, na verdade, temos um trabalho que se antevém ao dos médicos, dos advogados, à prisão, porque trabalhamos em zonas de risco, com pessoas de todos os tipos, sem oportunidades. Somos militantes sociais, e ainda que sejamos pessoas de bom coração, não somos ‘bonzinhos’. Somos técnicos e necessitamos ser vistos assim.”

Segundo Brown, “somos ‘perigosos’ porque somos um movimento de paz, não nos conformamos com a forma que o mundo tem tratado nossos iguais”. “Por isso temos que ser organizações potentes, que se conjuntam, porque a moeda mais valiosa que existe hoje é o conhecimento. Quanto tempo levará para que tenhamos a atenção que deveríamos ter? (…) Necessitamos que aqueles que estão em cima ajudem os que estão abaixo. Precisamos de fundos que possam fazer nossos trabalhos sustentáveis. Que olhem para nós, para que à nossa maneira, pela força do nosso trabalho, refaçamos uma sociedade mais justa e não violenta.”

 

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