San Miguel

Município Provincial de San Miguel (Peru)

22 outubro 2026

Na região andina de Cajamarca, a província de San Miguel integra a Rede de Cidades e Governos Locais IberCultura Viva desde 2026. O município tem desenvolvido ações de reconhecimento e salvaguarda das expressões culturais tradicionais, com ênfase no artesanato e nos saberes transmitidos entre gerações.

A principal iniciativa é o Plano de Desenvolvimento Artesanal da Província de San Miguel, lançado em 2025. O plano fortalece as capacidades técnicas, organizativas e comerciais das artesãs e de suas associações, promove a formalização e a inovação dos produtos e amplia o acesso a mercados e ao setor turístico.

No centro dessa política está o tecido em qallwa, reconhecido como Patrimônio Cultural da Nação, com destaque para os distritos de San Miguel e Calquis. Entre seus princípios estão a identidade cultural, a participação comunitária, a igualdade de oportunidades para mulheres artesãs e organizações rurais, e a transmissão intergeneracional de conhecimentos.

O diálogo com a sociedade civil ocorre no Conselho Local de Fomento Artesanal (Colofar), criado por ordenança municipal. Seus integrantes são eleitos por votação popular, segundo a estrutura definida pelo Ministério de Comércio Exterior e Turismo. Em mesas de trabalho, o conselho construiu uma rota de apoio às organizações artesanais da província. Atualmente, 24 associações de artesãs e uma associação que reúne a maioria delas participam do processo, que já alcançou 570 artesãs.

San Miguel trabalha para formular e aprovar, de forma participativa, uma Ordenança Municipal para a Promoção e o Fortalecimento da Cultura Viva Comunitária. O processo inclui o mapeamento de organizações, coletivos e portadores de saberes tradicionais nas áreas urbanas e rurais, além de espaços de diálogo e consulta com as comunidades.

Ao integrar-se à Rede IberCultura Viva, San Miguel busca acompanhamento técnico para construir uma política de Cultura Viva Comunitária adaptada à sua realidade. O município quer que a norma tenha mecanismos concretos de implementação, participação e financiamento, para que não fique apenas no papel. Pretende também ampliar as oportunidades de participação cultural, especialmente nas comunidades rurais.