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26

nov
2021

Em Notícias

Conectando culturas, armando redes: os quatro projetos regionais selecionados no Edital de Apoio a Redes 2021 

Em 26, nov 2021 | Em Notícias |

Dos 20 projetos selecionados no Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2021, quatro foram apresentados por redes/articulações que reúnem organizações e coletivos de diferentes países. A esses projetos chamamos de “regionais”. 

São eles: Diversidade Indígena Viva (Argentina, Brasil e Equador), Articulación Latinoamericana de Organizaciones Culturales Rurales (Argentina, Brasil e Chile); Intersecciones, X Encuentro Internacional de la Red de Mujeres x la Cultura (Argentina, Brasil e Equador); Estação Sonidos de Esperanza / O Som do Recomeço da Vida / Vozes dos Pontos de Cultura (Brasil, Argentina, Chile e México).

(Foto: Thydêwá)

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Nome do projeto: Diversidade Indigena Viva

Nome da rede: Diversidade Indígena Viva

Diversidade Indígena Viva é uma comunidade colaborativa de aprendizagem, composta por 12 indígenas de diferentes etnias, provenientes de Argentina, Brasil e Equador. Esses homens e mulheres, jovens e adultos, partilham experiências, opiniões, visões, saberes e sentimentos através das ferramentas digitais, ora de forma sincrônica, ora não, dialogando sobre a diversidade das sabedorias indígenas vivas que inspiram, e podem inspirar mais ainda, a nova humanidade que nasce. 

Além de fortalecer as capacidades dos membros da comunidade e suas redes, o projeto visa a produção de um conteúdo multimídia (e-book ou página web, um por etnia participante), com vídeos, textos, imagens, áudios que espalhem reflexões e semeiem provocações, desde e com a identidade indígena, para o mundo atual e suas gerações vindouras. Também está prevista a produção de conteúdo colaborativo para compartilhar a experiência da comunidade, seu processo e metodologia.

A ideia é pensar nos patrimônios imateriais de cada povo indígena participante e dos povos indígenas do mundo, pensar no bem viver de seu povo e no bem viver da humanidade. É pesquisar e sistematizar uma “sabedoria” partindo do identitário, valorizando essa ciência ou prática e compartilhando-a com os outros participantes da iniciativa. É produzir comunicação para a humanidade, para que a diversidade de sabedorias indígenas sirva como inspiração para todas as pessoas.

Diversidade Indígena Viva é um projeto realizado no ciberespaço por uma rede de 15 pessoas, formada para executar esta proposta apresentada ao Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes 2021. Das 15 pessoas que compõem a rede, 12 são indígenas: 4 do Brasil (dos estados de Alagoas, Santa Catarina, São Paulo e Amazonas); 4 da Argentina (provincias de Córdoba, Entre Ríos, Jujuy y Salta), e 4 do Equador (2 da região amazônica, 1 andino e 1 da costa). Os 3 não indígenas são provenientes do Brasil (1 da Bahia, 2 de Minas Gerais).

1ª Fogueira Digital do projeto Diversidade Indígena Viva

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Organizações participantes

Uma das organizações que apresentam o projeto é a brasileira Thydêwá, criada em 2002 na Bahia. Entre as mais de 70 iniciativas idealizadas e promovidas pela Thydêwá, destacam-se o Ponto de Cultura Índios On-Line, o Pontão Esperança da Terra, a Rede de Pontos de Cultura do Nordeste Mensagens da Terra, a rede e coleção de livros Índios na Visão dos Índios, a Rede Índio Educa, a Rede Risada, a Rede Pelas Mulheres Indígenas, Kwatiara, AEI – Arte Eletrônica Indígena e AIRE – Arte com Indígenas em Residências Eletrônicas.

Premiada duas vezes como Ponto de Mídia Livre e três vezes como Ponto de Memória, a organização tem trabalhado com indígenas de 30 etnias diferentes, especialmente na valorização dos patrimônios imateriais, seus direitos e no uso da informação e da comunicação. Além das parcerias com povos indígenas da Argentina e Colômbia, mantém parcerias com o Reino Unido, a Alemanha e a França, promovendo o diálogo intercultural e o bem-viver.

Mariela Tulian e Sebastián Gerlic, da Thydêwá: intercâmbio entre Pontos de Cultura Indígena começou em 2015

A parceria com comunidades indígenas da Argentina vem desde 2015, ano em que foram selecionados para o Edital IberCultura Viva de Intercâmbio e deram início aos primeiros projetos em conjunto com Mariela Jorgelina Tulián, casqui curaca de la Comunidad Indígena Territorial Comechingón Sanavirón “Tulián”, que também participa deste projeto apresentado ao Edital de Apoio a Redes 2021.

Situada em San Marcos Sierras (Argentina), a Comunidade Indígena Comechingón Sanavirón “Tulián” foi fundada em 2010 e está presente em escolas, tramitando bolsas de estudos  secundários, dando palestras e cursos de cosmovisão, compartilhando cerimônias com os membros dessas instituições e, de maneira mais efetiva, na escola secundária IPEM nº 45 Dr. Ernesto Molinari Romero, por meio de uma tutora intercultural que realiza atividades constantemente. 

Há vários anos eles participam de encontros com outras comunidades indígenas, integrando a Coordinadora de Comunicación Audiovisual Indígena de Argentina (CCAIA), onde uma de suas autoridades comunitárias exerce a função de vice-presidenta. E há algum tempo integram o Consejo Continental de Ancianas, Ancianos y Guías Espirituales de América.

Foi Mariela Tulián quem apresentou a Thydewá a parceira equatoriana neste projeto de 2021: a Fundación Guanchuro. Criada em 2010, em Pichincha (Equador), esta fundação promove a interculturalidade, os processos de economia solidária, o turismo comunitário, a educação intercultural bilíngue, a promoção da língua e da cultura. É uma das participantes da Rede DVV Internacional, organização de cooperação com sede em Bonn (Alemanha), especializada em educação de jovens e adultos com presença em mais de 50 países do mundo. 

Os três principais atores desta iniciativa trabalharam juntos no projeto AIRE – Arte com Indígenas em Residências Eletrônicas, realizado de janeiro a junho de 2021

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Nome do projeto: Articulação Latino-americana de Organizações Culturais Rurais

Nome da rede ou articulação: Articulação Latino-americana de Organizações Culturais Rurais

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Oito associações do Brasil, da Argentina e do Chile participam da Articulação Latino-americana de Organizações Culturais Rurais, que propôs ao Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2021 a realização de um seminário virtual sobre cultura comunitária e ruralidade, com a intenção de promover o debate sobre políticas culturais para territórios rurais e o diálogo entre afrodescendentes, migrantes, povos originários e camponeses. 

A proposta também prevê um encontro presencial de produção e síntese para incidir em políticas culturais e ampliar a reflexão sobre seus territórios, e a publicação de um livro em pdf sobre políticas culturais em territórios rurais com as experiências e debates produzidos. Este encontro será na localidade de Vieytes, provincia de Buenos Aires, no prédio onde se encontra a Escola Nacional de Agroecologia. 

Também na Argentina, na cidade de La Plata, será apresentada uma obra de teatro de criação coletiva chamada “Las capas de nuestra lucha“, realizada por jovens filhos de migrantes bolivianos produtores de cebola do sul da província de Buenos Aires. O projeto tem execução prevista para o período entre novembro de 2021 e abril de 2022.

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Histórico da rede

A Articulação Latino-americana de Organizações Culturais Rurais nasceu em junho de 2019 no Brasil, durante a I Teia Latino-americana de Pontos de Cultura e de Memória Rurais, com organizações culturais do Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai. Além de promover a integração, neste encontro foi possível elaborar ações para fortalecer as organizações culturais rurais, articular lutas em defesa da soberania alimentar e planejar ações sobre processos sociais, econômicos e sustentáveis. 

Nesse período, foram se fortalecendo os vínculos entre as organizações culturais comunitárias rurais e se instalando no Movimento Latino-americano de Cultura Viva Comunitária a necessidade de abordar o tema “cultura e ruralidade”, assim como o lugar dos migrantes, afrodescendentes e camponeses neste processo, para o 5º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que se realizará no Peru em 2022.

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Organizações participantes

Criada em 2012, La Comunitaria de Rivadavia é uma cooperativa social, cultural e de produção que se desenvolve em uma ampla rede de povoados e paragens rurais em duas províncias argentinas: Buenos Aires e La Pampa. Seu trabalho territorial se desenvolve em 16 sedes e envolve cerca de 2 mil pessoas. O grande motor, desde 2006, é o teatro comunitário. Com o tempo se incorporaram mais de 120 oficinas artísticas, ofícios, propostas comunitárias, múltiplos eventos, encontros e viagens de intercâmbio com outros países e províncias. 

A cooperativa trabalha pela cultura dos povoados e paragens rurais, por arraigo, desenvolvimento de comunidades e diálogo intercultural. É parte do Movimento de Trabalhadores Excluídos Rural, da Rede Latino-americana de Cultura Viva Comunitária, Rede Nacional de Teatro Comunitário, da Rede de Jovens Rurais Cultura Comunitária, do Coletivo das Infâncias e da Articulação Latino-americana de Organizações Culturais Rurais.

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A Comunidade Kilombola Morada da Paz, de Triunfo (Rio Grande do Sul, Brasil), trabalha há 18 anos com a recuperação da história, memória, arte e cultura ancestral afro-brasileira, através de oficinas e experiências dirigidas a um público intergeracional. Certificados como quilombolas e reconhecidos desde 2012 como Ponto de Cultura (Omorodê Ponto de Cultura da Infância), atualmente fazem parte do Comitê de Gestão para a Implementação da Lei de Cultura Viva no estado do Rio Grande do Sul, além da Rede Nacional de Pontos de Cultura Rurais e da Rede de Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul.

A Rede Tucum é uma articulação formada em 2008 por grupos de comunidades da zona costeira que realizam turismo comunitário no estado do Ceará (Brasil). Respeitando os estilos de vida e entornos locais, os grupos comunitários que planejam e promovem esses intercâmbios culturais construíram uma forma de turismo que valoriza a diversidade cultural e fortalece atividades tradicionais, como a agricultura e a pesca artesanal. O movimento Rede Tucum amplia a mobilização para garantir os territórios tradicionais das populações costeiras com justiça socioambiental e autonomia econômica.

Também participam desta articulação dois coletivos de comunidades migrantes do Movimento de Trabalhadores Excluídos de Argentina: o MTE Rural de La Plata (Buenos Aires) e o MTE Rural Sur Cebollero, da zona rural sul da província de Buenos Aires. O primeiro começou suas atividades em 2015, com umas poucas famílias produtoras imigrantes que encontram no movimento um espaço de proteção. Hoje em dia, chega a reunir 4 mil produtores em La Plata, Florencio Varela e sua expansão para todo o país.  

Encontro do MTE Rural

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O Sur Cebollero, por sua vez, é uma regional do Movimento de Trabalhadores Excluídos constituída há cerca de três anos por uma série de povoados que atravessam a realidade dos produtores de cebolas (longas jornadas de trabalho, acompanhadas dos riscos do uso de agroquímicos). A partir da organização das famílias produtoras, luta-se pela melhora de condições trabalhistas e de habitação, assim como o acesso à terra e à cultura.

Outra cooperativa da Argentina que apresenta o projeto é COCAM, de Chos Malal, Neuquén. Criada em 2011, esta cooperativa realiza uma intervenção territorial colocando ênfase na defesa da vida camponesa e das comunidades mapuches do norte do país. Nesses anos tem se focado no desenvolvimento de ações estratégicas de intervenção para garantir o direito à terra, a um teto e ao trabalho. Implementando ações culturais e sociais para a ressignificação da identidade cultural, potenciando os direitos econômicos, sociais e culturais da população rural. 

Do Chile participa o Centro Cultural e Artístico El Cahuín, com sede em Molina, uma comuna eminentemente rural da Região do Maule. Criada em 2003, esta organização e iniciativa cultural comunitária se dedica à gestão, à promoção, à programação e ao desenvolvimento sociocultural através da arte, da cultura e da educação. O território de ação é Molina, tendo presentes os setores rurais e as populações. Realizam trabalho colaborativo e associativo com estabelecimentos educacionais, organizações sociais e culturais da comuna, a região do Maule e de outras regiões do país.


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Nome do projeto: Intersecciones, X Encuentro Internacional de la Red de Mujeres x la Cultura

Nome da rede ou articulação: Red de Mujeres x la Cultura

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O X Encontro Internacional da Rede de Mulheres pela Cultura é uma atividade de formato híbrido (presencial e virtual) que busca destacar a participação das mulheres afro e originárias no setor cultural e visibilizar as dimensões do trabalho de gestoras e realizadoras culturais, através de atividades de formação em um campus virtual e oficinas presenciais  nos territórios de três organizações da rede. 

Estas três organizações, com sedes em Buenos Aires, Quito e Rio de Janeiro, contam com projetos específicos sobre comunidades afro, originárias e migrantes, Neste projeto apresentado ao Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2021, realizarão atividades como um conversatório sobre os aportes das criações afro-cênicas na região, o significado ancestral do turbante da vestimenta afro, oficinas de dança afro tradicional e afro-fusão, e uma mostra de filmes produzidos por mulheres negras, indígenas e caribenhas.

O projeto tem como meta facilitar o intercâmbio de práticas de economias colaborativas e conceitos como associatividade, cooperação, ativismo cultural, empoderamento e feminismo. Também busca fortalecer uma comunidade de criadoras culturais a partir da construção de uma plataforma, que sob a modalidade de economia colaborativa desenvolve estratégias para apoiar a comercialização de produtos, serviços, o intercâmbio de saberes, e a visibilização de produções artísticas das mulheres. 

(Foto: Cinema Nosso)

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Histórias da rede

Mujeres por la Cultura é uma rede que nasce em 2012, impulsionada pela Fundação Proyecta Cultura. Seu objetivo é promover a perspectiva de gênero e a participação feminina, visibilizando o trabalho e impulsando o empoderamento dentro de um tecido que cresce sustentadamente. O coletivo tem presença em vários territórios de Ibero-América, integrando lideranças culturais de distintas gerações, com saberes e saberes diversos. 

Desde 2013 têm realizado encontros presenciais em países como Chile, México, Equador, Argentina e República Dominicana, e encontros virtuais nos últimos dois anos. Esta iniciativa busca realizar um décimo encontro de caráter híbrido e destacar a participação das mulheres afro e originárias no setor cultural. Assim mesmo, persegue visibilizar as dimensões do trabalho de gestoras e realizadoras culturais no Espaço Ibero-americano.

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Organizações participantes

Uma das organizações que compõem a rede Mujeres por la Cultura é Todo en Sepia– Associação de Mulheres Afrodescendentes na Argentina, criada em 2004 na Cidade Autônoma de Buenos Aires. A associação desenvolve um trabalho teatral com a companhia Teatro en Sepia, que desde 2010 apresenta cenicamente a afrodescendência no país e especialmente as opressões das mulheres negras. 

De Quito, Equador, participa a Casa Ochún, uma fundação sem fins lucrativos que se consolida oficialmente no ano 2007. Sua principal missão é gerar um fortalecimento identitário em crianças, jovens e mulheres afro e refugiados, nos setores periféricos da cidade. Da fundação se desprendem vários projetos relacionados com a arte e a cultura afro, como escola de música, escola de dança, oficina têxtil, turismo, gastronomia, capacitações em ofícios e direitos, entre outros. 

Do Brasil, participa Cinema Nosso, uma instituição sociocultural que, ao longo de seus 20 anos de trajetória, trabalha para a democratização do acesso aos bens culturais, especificamente o acesso aos produtos cinematográficos e de novas tecnologias, bem como o uso dessas ferramentas para potencializar a juventude periférica no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, o Cinema Nosso vem realizando projetos e ações para fortalecer as capacidades de crianças, jovens, adultos e pessoas com transtornos mentais. Devido à pandemia da Covid-19, todas as atividades que eram presenciais migraram para o universo virtual, incluindo as formações e workshops em formatos de lives. Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, em 2020 foram produzidos 16 curtas-metragens e um jogo analógico educativo, “NIA – A Jornada de uma Jovem Negra”, desenvolvidos por jovens negras do projeto “Empoderamento e Tecnologia – Jovens Negras no Audiovisual”.

Nome do projeto: Estação Sonidos da Esperanza / O Som do Recomeço da Vida / Vozes dos Pontos de Cultura (CVC)

Nome da rede ou articulação:: Estação Sonidos da Esperanza / O Som do Recomeço da Vida / Vozes dos Pontos de Cultura (CVC)

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Estação Sonidos de la Esperanza / O Som do Recomeço da Vida / Vozes dos Pontos de Cultura (CVC) é uma articulação de oito organizações e coletivos de Brasil, Argentina, Chile e México que tem como principal objetivo salvaguardar a memória do movimento latino-americano de Cultura Viva Comunitária. Entre as ações propostas estão a criação de podcasts com informações sobre políticas públicas e narrativas do movimento que mostram a diversidade sociocultural ibero-americana, e a difusão de entrevistas com pessoas como Iván Nogales (sociólogo e ator boliviano, fundador do Teatro Trono e da Comunidad de Productores en Artes – COMPA, falecido em março de 2019), entre outras já realizadas e inéditas.

Através desse projeto, as organizações e coletivos participantes pretendem trabalhar na produção de programas radiofônicos que abordem temas vinculados à diversidade de gênero, povos originários, população afrodescendente e coletivos de comunidades migrantes. Esses programas, produzidos em formato de cápsulas, estarão disponíveis para serem transmitidos por rádios comunitárias e web rádios conectadas com o movimento de Cultura Viva Comunitária. O projeto tem como meta a produção de oito séries em formato de podcast, com cinco episódios de cada instituição participante. 

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Organizações participantes

A Radio Comunitaria Franklin, de Santiago de Chile, surgiu em agosto de 2015, como parte do programa Radio Escuela, da Subdireção de Cultura da Municipalidade de Santiago, que convocou vizinhos, vizinhas e organizações de bairro a participar de um processo de formação e capacitação comunitária, participação e novas tecnologias.

Inspirada nos princípios da comunicação comunitária, da autonomia, do pluralismo e da liberdade de expressão, Radio Franklin é administrada por vizinhos e vizinhas, que desenvolveram sua proposta editorial e elaboram os conteúdos de sua programação. Um espaço aberto que busca fortalecer o diálogo democrático, as identidades locais e o patrimônio do bairro, e os coletivos de comunidades migrantes.

Radio Comunitaria Franklin, do Chile

A Comunidade Huarpe Guaytamari– Organização de Nações e Povos Indígenas na Argentina (ONPIA) tem seu sede nas terras comunitárias de San Alberto Uspallata (departamento de Las Heras, Mendoza). Guaytamari surge por decisão de um grupo de famílias com ascendência Huarpe para reforçar a identidade cultural originária, baseada no trabalho solidário, como o faziam os antepassados, permitindo-lhes a recuperação de suas práticas e cosmovisão. 

De Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil), quem participa é a Rede Sapatà – Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde das Lésbicas, Bissexuais e Transexuais Negras. Lançada em dezembro de 2007, no Quilombo dos Alpes, a Sapatá tem como propósito pensar e agir para a qualificação e o atendimento a este segmento no Serviço Único de Saúde (SUS), bem como somar-se à rede nacional de controle da saúde da população negra.

Também integram a rede a Associação Urucungo/Ponto de Cultura Orquestra do Sertão, de Arcoverde (Pernambuco, Brasil); o Coletivo Conexão Catimbau (Brasil), La Coyotera Radio Comunitaria (México), a ONG Más Música, Menos Balas Guadalajara (México), e o Ponto de Cultura Associação do Culto Afro-Itabunense (Bahia, Brasil).