Huarmey (Peru), Santiago de Cali (Colômbia) e Canelones (Uruguai), primeiro governo uruguaio a integrar a Rede, elevam a 41 o número de governos locais comprometidos com a cultura comunitária em nove países
O mapa da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais acaba de ganhar três novos pontos. Huarmey (Peru), Santiago de Cali (Colômbia) e Canelones (Uruguai) formalizaram sua adesão ao coletivo, que alcança agora a marca recorde de 41 governos locais em nove países.
Cada adesão traz consigo sua própria história. Huarmey se soma às municipalidades peruanas de Pacora e Chancay, ampliando a presença do país na rede. Santiago de Cali chega como resultado do trabalho de articulação realizado durante o 7º Congresso Latino-americano e Caribenho das Culturas Vivas Comunitárias, em abril, na Colômbia. E Canelones inaugura a participação do Uruguai na rede, um marco anunciado em Quilmes, na Argentina, durante a Reunião de Mercocidades e o início do Projeto de criação de um inventário de marcos normativos locais com foco em Direitos Culturais, iniciativa impulsionada pela Rede de Cidades e Governos Locais com apoio do Programa.
Um crescimento que se mede em compromisso
A dimensão do momento vai além dos números. O consultor de Redes e Formação do IberCultura Viva, Diego Benhabib, situa o que essa marca representa: “São governos que firmam coletivamente seu compromisso com a participação cidadã e o fortalecimento territorial a partir de uma perspectiva comunitária”.
O crescimento também fala de diversidade. A secretária técnica do Programa, Flor Minici, destaca o que cada nova adesão agrega ao conjunto: “Cada governo traz sua perspectiva, enriquecendo a construção coletiva de políticas públicas mais inclusivas e participativas”.
Como integrar a Rede
Para integrar a Rede, os governos locais devem manifestar formalmente sua vontade de adesão e se comprometer a desenvolver ao menos uma atividade vinculada à cultura comunitária em articulação com o Programa.
As possibilidades são diversas e se adaptam ao contexto de cada território: espaços formativos, encontros e seminários, intercâmbio de experiências entre agentes culturais comunitários, elaboração de cartas ou marcos legais sobre direitos culturais e bolsas para a Pós-graduação em Políticas Culturais de Base Comunitária (FLACSO), entre outras ações acordadas com o Programa.
Os governos locais participantes são povoados, cidades, departamentos, províncias, estados. Se impulsionam políticas culturais de base comunitária ou têm interesse em fazê-lo, convidamos a fazer parte!