Image Image Image Image Image
/ /
Scroll to Top

Para o Topo

chile

14

Aug
2018

EmNotícias

PorIberCultura

No Chile, organizações culturais de Coquimbo trocam experiências em torno da gestão comunitária

Em14, Aug 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Nos dias 11 e 12 de agosto, foi realizado o 2º Encontro de Intercâmbio de Experiências “Hablemos de Gestión Comunitaria”, na Casa das Culturas de Los Vilos, na região de Coquimbo (Chile).

A iniciativa foi organizada pela Secretaria Regional Ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio e contou com a participação de organizações de Los Vilos, La Serena, Ovalle, Canela, Andacollo, Coquimbo, Salamanca, Río Hurtado e Paihuano.

Durante as duas jornadas, os representantes das organizações culturais comunitárias da região buscaram refletir em torno do fazer comunitário e seu impacto no desenvolvimento dos territórios e no bem-estar de seus habitantes.

Além de trocar experiências acerca de metodologias de trabalho e de intervenção que executam nas localidades onde estão inseridas, delinearam em conjunto as bases para uma proposta de política pública para o setor comunitário, como um eixo transversal no trabalho de todas as instâncias setoriais, tanto nacionais como regionais.

“Este é um rito significativo, já que surge à raiz de um processo de cocriação, em que os cidadãos e o Estado trabalham de maneira conjunta na formulação de uma política para o setor comunitário”, observou a secretária das Culturas, das Artes e do Patrimônio da região de Coquimbo, Isabel Correa.

“Tivemos a participação de organizações das três províncias que intercambiaram experiências e reflexões em torno da gestão comunitária, já que eles são a base para esta mudança de paradigma, como atores relevantes nas transformações sociais”, destacou.

Atualmente, a Secretaria Ministerial das Culturas em Coquimbo trabalha com 14 organizações da região, que em uma mesa de trabalho definem de maneira colaborativa o trabalho a realizar.

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

Tags | , , ,

28

Jun
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Organizações Culturais Comunitárias do Norte do Chile reúnem-se em Arica

Em28, Jun 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Mais de 60 gestores culturais da Zona Norte do Chile se encontraram na cidade de Arica para participar do Encontro de Organizações Culturais Comunitárias, nos dias 22 e 23 de junho, no Hotel del Valle.

A atividade, organizada pelo programa Red Cultura, da Secretaria Ministerial Regional das Culturas, das Artes e do Patrimônio, teve como objetivo facilitar o encontro e a coordenação entre organizações culturais da Macrozona Norte do Chile, mediante o intercâmbio  de experiências e reflexionando sobre conceitos fundamentais da gestão cultural, como autonomia, protagonismo social, educação, comunidade e povos originários.

Seremi Enrique Urrutia

“É fundamental que os atores culturais do Norte do Chile se conheçam para fortalecer seu trabalho. Este encontro busca formar redes de apoio e fortalecer a cultura gerada por artistas e gestores em distintos espaços e territórios”, ressaltou Enrique Urrutia, secretário regional ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio.

O Encontro de Organizações Culturais da Macrozona Norte, que reuniu representantes das regiões de Coquimbo, Antofagasta, Arica e Parinacota, contemplou exposições, mesas de trabalho e sistematizações de cada experiência cultural local.

Entre os expositores, destacou-se a presença de Cristian Mayorga, do Coletivo Mandrágora, de Valparaíso; Julio Lorca, da Corporação Arteduca, da Região Metropolitana, e Joe Rodriguez, da Associação Cultural Arpegio, do Peru.

Joe Rodríguez apresentou a experiência da Associação Arpegio no Peru

 

Fonte:  Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

 

Tags | ,

07

Jun
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Encontro Nacional de Organizações Culturais Comunitárias do Chile: um balanço positivo

Em07, Jun 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Representantes de 99 Organizações Culturais Comunitárias (OCCs), voceros de mesas provinciais e regionais do setor, e artistas que trabalham nos territórios de todo o Chile, se reuniram durante três dias em Mantagua, na Região de Valparaíso, para refletir sobre as realidades de seus trabalhos e articular um sistema conjunto e colaborativo que permita estabelecer uma política pública para o setor das OCCs.

O Primeiro Encontro Nacional de Organizações Culturais Comunitárias, organizado pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio, através do Departamento de Cidadania Cultural, marcou o encerramento de um ciclo, após quatro anos de vinculação com centenas de OCCs, com as quais estreitaram-se os laços a partir das equipes regionais do Programa Red Cultura.

O subsecretário Juan Carlos Silva na abertura do encontro

O subsecretário das Culturas e das Artes, Juan Carlos Silva, agradeceu a presença de todas as pessoas representantes das OCCs “neste importante encontro que nos permite trocar experiências a partir das distintas realidades locais, e saber quais são as necessidades, os problemas e as vantagens que existem nas distintas localidades, regiões ou comunas, e também ver sinergias e oportunidades comuns”.

“É a partir das comunidades que nós, como nova institucionalidade cultural do país, poderemos fazer mais efetivos os planos e programas que desenvolvemos. Nossos planejamentos necessitam estar validados pelas comunidades, e não reduzir-se ao assistencialismo”, disse Silva, convocando as organizações culturais comunitárias a empoderar-se em seus territórios e exigir também dos governos municipais o apoio às ações de arte e cultura, assim como a implementação dos Programas Municipais de Cultura.

 

Balanço do encontro

Ao fazer o balanço deste primeiro encontro em nível nacional, a representante do programa IberCultura Viva, Begoña Ojeda, diretora de Programas Culturais e coordenadora da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, ressaltou que “foi muito importante participar deste encontro enfocado no fortalecimento das OCCs, porque os valores do IberCultura Viva são, precisamente, promover o fortalecimento das redes, e aqui marcou-se um rito porque começou a articulação de uma rede nacional de organizações, com as tensões necessárias que têm que existir na conformação de redes”. “É muito importante a articulação do Ministério das Culturas com a sociedade civil organizada para poder gerar uma transformação para um melhor viver”, destacou Ojeda.

A maioria dos representantes de OCCs presentes neste primeiro encontro nacional concordou com a necessidade de criar uma rede que lhes permita identificar-se, conhecer-se, trabalhar colaborativamente e influir, unidos, no desenvolvimento da política cultural do país.

 

Durante os três dias do encontro, o trabalho de mesas levantou propostas em matéria de financiamento, legislação e política pública. As OCCs discutiram a necessidade de buscar diversos mecanismos de estímulo e apoio para o trabalho comunitário, analisando, entre outras vias, o financiamento direto e a distribuição equitativa de recursos nas comunidades, levando em conta as características locais; por exemplo, a situação das zonas e regiões extremas.

Pamela Rodríguez

Pamela Rodríguez, do Consejo de Cultura de Puyuhuapi, na Região de Aysén, assegurou que “levamos um grande desafio, um grande peso. Nem tudo tem sido fácil, mas foi um primeiro passo para nos reconhecermos e avançar. É importante que possamos nos unir em rede”. Nicolás Vega, representante de várias organizações culturais em Lota, na Região do Biobío, expressou que “foi muito gratificante participar do espaço de diálogo, construção e retroalimentação da cultura comunitária. Voltamos com conhecimentos metodológicos e muitos desafios para profissionalizar nosso trabalho nos territórios”.

Carolina Carrera

Carolina Carrera, representante da mesa de OCC em Talca, Região do Maule, comentou que chegou a este primeiro encontro “com a esperança de encontrar a energia dos gestores culturais que estão trabalhando nas comunidades”, e volta contente porque viu que há muita vontade de trabalhar unidos e criar redes. Por sua parte, Fernando Puente, da Compañía La Maquinaria, de Graneros, na Região de O’Higgins, disse estar “muito satisfeito e esperançoso”. “Vim com muita disposição e me vou com muitas expectativas do que resultará. Volto para minha comunidade para expor e por em prática o aprendido com tantas experiências”.

Os participantes do Primeiro Encontro Nacional de Organizações Culturais Comunitárias regressaram a seus territórios com vários desafios, entre eles o de repassar às comunidades os temas debatidos e a necessidade de seguir se organizando.

Fonte: Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile

(*Texto publicado originalmente no site do programa Red Cultura)

Tags | ,

30

May
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile realiza o 1º Encontro Nacional de Organizações Culturais Comunitárias

Em30, May 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

O 1º Encontro Nacional de Organizações Culturais Comunitárias (OCC) do Chile será realizado de 1º a 3 de junho em Mantagua, na Região de Valparaíso. Espera-se a participação de 108 representantes da sociedade civil, pertencentes a OCCs das 54 províncias do Chile (duas pessoas por província).

O objetivo geral deste encontro é fortalecer as alianças entre o Estado e a sociedade civil para a definição de políticas culturais que considerem as contribuições, os requerimentos e os acordos entre (e com) as organizações.

Este será um primeiro exercício para discutir coletivamente a política pública do setor, con mesas de trabalho em que também serão debatidas propostas de legislação e alternativas de financiamento para as OCCs chilenas. A ideia é ter uma proposta coletiva de implementação programática, realizada com a participação de representantes de OCCs e concluída antes da definição orçamentária de 2019, que começa a ser discutida em julho.



Direitos culturais

No programa Rede Cultura, o trabalho com as organizações culturais comunitárias marca um rito, tanto no que diz respeito ao institucional como ao programático. Além de impulsionar um novo tipo de relação com a comunidade, tem ajudado a estabelecer laços que vão além da implementação ou cumprimento de metas. E contribuído para a compreensão do sentido da política pública no território para (e com) a comunidade.

Faz quatro anos que se implementa no Chile um componente que aborda o trabalho, aporte e valor das organizações culturais no território, como colaboradores do dever do Estado em matéria de qualidade de vida das pessoas.

Neste quarto ano, inicia-se um período de instalação conceitual deste âmbito que, embora sempre presente nos programas públicos sobre desenvolvimento cultural territorial, começa a estabelecer níveis de significação com fatores associados à ação “participar” a partir de um enfoque de direitos culturais.

A definição da Política Nacional de Cultura “Cultura e desenvolvimento humano: Direitos e território” corrobora os eixos que o programa Rede Cultura e o componente  estabeleceram como mecanismo de mobilização de suas linhas e ações em particular nas regiões do país.

O 1º Encontro de OCCs da Região Metropolitana do Chile se deu em julho de 2017

Participantes

Além dos 108 representantes da sociedade civil pertencentes a OCCs chilenas, o encontro contará com mais de 30 pessoas das equipes Rede Cultura. Como representante do programa IberCultura Viva estará presente Begoña Ojeda, diretora de Programas Culturais e coordenadora da Área Cidadania Cultural da Direção Nacional de Cultura (DNC) do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai.

Begoña Ojeda participará das atividades no dia 1º, compartilhando dados da realidade ibero-americana e uruguaia sobre políticas públicas associadas a Cultura Viva Comunitária (ou OCCs). No Uruguai, há um ano vem-se construindo um programa Pontos de Cultura, e este mês foram anunciadas as primeiras 16 organizações reconhecidas como Pontos de Cultura no país.

Tags | ,

05

Mar
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Está aberto o período de inscrições para três editais do programa Red Cultura, no Chile

Em05, Mar 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

O Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile iniciou o processo de postulações para três editais do programa Red Cultura: “Fortalecimento da gestão cultural local”, “Residências de arte colaborativa” e “Iniciativas de organizações culturais comunitárias”.

A chefa de Cidadania Cultural do ministério, Moira Délano, explicou que estes instrumentos obedecem ao desenho de políticas públicas centradas no fortalecimento da gestão cultural local e o planejamento cultural participativo. No caso da linha que apoia iniciativas de organizações culturais comunitárias (OCC), por exemplo, “se busca melhorar a gestão interna destas organizações e fortalecer sua atuação na comunidade”.

O montante total dos editais Red Cultura 2018 é de $ 1.201.480.239 (pesos chilenos). As postulações para os três editais podem ser apresentadas até as 18:00 da quarta-feira 4 de abril de 2018.

Iniciativas Culturais Comunitárias (ICC)

A linha dirigida às organizações culturais comunitárias chilenas, com ou sem personalidade jurídica, busca contribuir à implementação de ao menos 56 iniciativas inseridas em um território determinado, que contribuam através da arte e da cultura para a integração social e o fortalecimento da identidade e da diversidade cultural de sua comunidade.

Este edital conta com duas modalidades. A modalidade A promove ações e processos de fortalecimento das OCC a respeito de seu próprio desenvolvimento e incidência na gestão cultural do território que habitam. A B apoia o desenvolvimento de atividades artísticas e/ou culturais que a OCC realiza, em função de promover boas práticas em ações participativas e de integração sócio-cultural no território que habitam, associadas a seus próprios objetivos e através de diversas linguagens artísticas e ênfases culturais.

Cada OCC só pode postular uma iniciativa cujo montante máximo não passe dos 4 milhões de pesos chilenos, com impostos incluídos. As inscrições serão recebidas pelo e-mail postulacion.ficc@cultura.gob.cl. O período de consultas se estenderá até 30 de março, no correio convocatoria.redcultura@cultura.gob.cl.

Fortalecimento da Gestão Cultural Local

O edital para o Fortalecimento da Gestão Cultural Local está dirigido a municipalidades, corporações ou fundações culturais municipais, e a toda pessoa jurídica de direito privado sem fins de lucro (constituída e/ou com domicílio no Chile) que queira melhorar a gestão na administração de infraestrutura cultural.

Esta linha de concurso considera quatro modalidades de postulação. Na modalidade n° 1 só podem postular municipalidades. Seu objetivo é financiar assessorias para o desenvolvimento do processo completo para a elaboração ou atualização de um Plano Municipal de Cultura, mediante a contratação de um profissional especialista ou de uma consultora, externos e alheios à instituição.

A modalidade n° 2 tem por objetivo financiar a contratação de assessorias para que desenvolva o processo completo de elaboração ou atualização de um Plano de Gestão. Podem concorrer municipalidades, corporações ou fundações culturais municipais e, em geral, toda pessoa jurídica sem fins de lucro, que tenha a seu cargo infraestrutura cultural com fins públicos (centros culturais, casas da cultura ou teatros).

A modalidade n° 3, por sua vez, busca fortalecer a gestão do postulante, mediante a transferência de capacidades aos integrantes da infraestrutura, para a melhora de sua gestão. Está dirigida a municipalidades, corporações ou fundações culturais municipais e, em geral, toda pessoa jurídica sem fins de lucro, que tenha a seu cargo infraestrutura cultural com fins públicos (centros culturais, casas da cultura ou teatros).

Já a modalidade n° 4 está aberta a municipalidades e corporações ou fundações culturais municipais, que tenham a seu cargo infraestrutura cultural com fins públicos (centros culturais, casas da cultura ou teatros). Busca fortalecer a gestão através da contratação de programação artística e/ou cultural contida em seu plano de gestão para o ano 2018, fomentando desta maneira a participação e o acesso dos cidadãos a bens culturais.

As consultas a este edital serão recebidas até 25 de março, pelo correio fortalecimiento.redcultura@cultura.gob.cl. Postulações, até 4 de abril, também pelo e-mail fortalecimiento.redcultura@cultura.gob.cl.

 

Residências de Arte Colaborativa

Este edital é dirigido a artistas chilenos, residentes no Chile ou no exterior, a estrangeiros com residência permanente no Chile e a coletivos artísticos, com ou sem personalidade jurídica, interessados em desenvolver um trabalho coletivo que gere redes e intercâmbio de conhecimentos com atores locais, em comunas e espaços focalizados pelo programa.

As inscrições para este edital não são de projetos, e sim de perfil e experiência de trabalho metodológico em relação aos objetivos buscados. Red Cultura financiará estadias e projetos das pessoas selecionadas durante um mínimo de três meses de residência efetiva em territórios geograficamente isolados e/ou realidades sociais complexas, e um máximo de seis meses para a execução total das atividades vinculadas ao projeto.

Este ano, as Residências de arte colaborativa terão três modalidades de implementação: residências de artistas em território, residências de artistas em espaços culturais e residências de artistas em CECREA, estas últimas como um piloto de trabalho conjunto, que se realizará pela primeira vez nas regiões do Maule e de Coquimbo. Consultas e postulações pelo e-mail residenciasredcultura@cultura.gob.cl.

Saiba mais: http://www.fondosdecultura.cl/programas/red-cultura/lineas-de-concurso/

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio de Chile

 

Tags | , ,

07

Nov
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Conselho da Cultura e das Artes do Chile realiza a Primeira Pesquisa Nacional de Organizações Culturais Comunitárias

Em07, Nov 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

Com o objetivo de obter informação quantitativa e qualitativa atualizada acerca das organizações territoriais no âmbito da arte e da cultura, o Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA) do Chile convida todas as Organizações Culturais Comunitárias (OCC) do país a participar da 1ª Pesquisa Nacional online, que permitirá aperfeiçoar o perfil das organizações para a focalização de recursos e desenho programático.

A iniciativa é desenvolvida pelo CNCA, por meio do Programa Red Cultura, no contexto do Primeiro Estudo Linha Base sobre Organizações Culturais de Base Comunitária, cuja execução ficou a cargo da consultora ASIDES, mediante um processo de licitação pública.

As Organizações Culturais Comunitárias (OCC) realizam iniciativas e ações de caráter coletivo, sentido artístico e/ou cultural, associadas ao desenvolvimento ou impacto no território que habitam. Elas fortalecem a associatividade de seu entorno de maneira livre, autônoma e autogerida, em benefício da integração social.

A pesquisa nacional estará online até 1º de dezembro para todas as organizações que cumpram com alguma das seguintes características:

  • Grupo de pessoas que desenvolvam um trabalho permanente e contínuo, com mais de dois anos ininterruptos realizando ações específicas de caráter coletivo, com sentido artístico e/ou cultural, no espaço público.
  • Organizações – com ou sem personalidade jurídica – que tenham formalizado sua atividade a partir de uma estrutura de responsabilidades e compromissos, e que pertençam a uma comunidade localizada em determinado espaço territorial e geográfico.
  • Agrupações culturais e artísticas que articulem e dinamizem o território onde se inserem, constituídas sob uma lógica de aceitação da diversidade cultural e vocação de transformação territorial através da intervenção em âmbitos políticos locais e movimentos sociais e cidadãos.
  • Organizações que tenham alto reconhecimento social e protagonismo na comunidade,  contando com arraigo comunitário, gregário, familiar e cotidiano.
  • Entidades culturais que desenvolvam preferentemente atividades gratuitas com financiamento majoritário a partir da autogestão.

Além da Pesquisa Nacional online, o Primeiro Estudo Linha Base sobre Organizações Culturais de Base Comunitária considera a realização de oficinas em seis regiões piloto. Estas ações buscam favorecer a criação colectiva de uma política pública para o setor.

Tanto a pesquisa como o resto das ações contempladas no estudo respondem aos objetivos do Programa Red Cultura que enfocam a diminuição das diferenças na oferta comunal para o acesso e a participação da população em arte e cultura.

 

(*Texto publicado originalmente na página web do CNCA )

 

 

Tags | ,

24

Oct
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Red Cultura seleciona 56 projetos no edital para Financiamento de Iniciativas Culturais Comunitárias no Chile

Em24, Oct 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

O Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA) divulgou a lista de 56 projetos selecionados no edital do Programa Red Cultura para o Financiamento de Iniciativas Culturais Comunitárias 2017, dirigida a Organizações Culturais Comunitárias (OCC), com ou sem personalidade jurídica.

Foram distribuídos $ 220.499.902 pesos chilenos (cerca de US$ 350 mil) entre organizações culturais comunitárias de 9 regiões do país que desenvolvem um trabalho permanente e continuado no tempo, em torno de ações artísticas e culturais de caráter coletivo nos territórios e localidades.

Concorreram ao fundo de Financiamento de Iniciativas Culturais Comunitárias 389 projetos de 130 comunas do país. Dezesseis iniciativas estão na lista de espera, que se ativa à medida que a organização responsável não se apresente para assinar o convênio ou desista de desenvolver a iniciativa, por exemplo.

O edital, lançado no início do ano, tem como finalidade promover processos de fortalecimento de Organizações Culturais Comunitárias, a respeito de seu próprio desenvolvimento e incidência na gestão cultural do território que habitam,  e financiar o desenvolvimento de atividades artísticas e/ou culturais realizadas pelas organizações, promovendo boas práticas em ações participativas e de integração sociocultural nas localidades.

Graças ao aporte do Conselho Nacional da Cultura e das Artes, através deste financiamento do programa Red Cultura, serão desenvolvidas iniciativas relacionadas com migração, identidade cultural, patrimônio cultural, povos originários, artes visuais, circo, produção audiovisual, dança e teatro, entre outras áreas.

Os projetos vão se concretizar em diversos formatos,  entre eles carnavais, festivais, escolas, oficinas e mapeamentos culturais. O financiamento permitirá o apoio a planejamentos estratégicos, estratégias de comunicação, sistematização de boas práticas em cultura comunitária, plataformas digitais, instâncias de participação cidadã, assim como modelos de gestão com pertencimento territorial.

Pesquisa nacional

Na mesma linha de fortalecimento do trabalho das OCC, o Programa Red Cultura convidará nos próximos dias as organizações do país a participar da Primeira Pesquisa Nacional dirigida a Organizações Culturais de Base Comunitária, voltadas para o desenvolvimento territorial a partir da arte e da cultura.

A pesquisa, assim como a realização de oficinas e pilotos de “cabildos” (corporações municipais) em seis regiões, responde à necessidade de obter informação quantitativa e qualitativa atualizada acerca das características das organizações territoriais que acionam o âmbito da arte e da cultura desde e com a comunidade. A informação obtida favorecerá a criação conjunta de uma política pública para o setor, além de afinar o perfil das organizações para a focalização de recursos e o desenho programático.

Confira o resultado do edital, com iniciativas selecionadas, listas de espera e não selecionadas

 

Fonte: Consejo Nacional de la Cultura y las Artes

 

Tags | ,

24

Oct
2017

EmNotícias

PorIberCultura

(ES) Chile: una construcción colectiva de política pública para las organizaciones culturales comunitarias

Em24, Oct 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

Desculpe-nos, mas este texto está apenas disponível em Espanhol Europeu.

Tags | ,

22

Aug
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Conclusões do Encontro de Organizações Culturais Comunitárias: participação cidadã como um direito social

Em22, Aug 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

“Cultura e desenvolvimento humano: direitos e território” é o tema central das Convenções Regionais de Cultura que o Conselho Nacional da Cultura e das Artes realiza no Chile em 2017. As convenções são consideradas a instância mais importante em termos participativos para a construção das políticas culturais regionais, e funcionam como antessala da Convenção Nacional de Cultura.

Este ano, na Região Metropolitana do Chile, mais de uma centena de organizações assinaram uma carta pública dirigida ao ministro de Cultura, exigindo participação efetiva no desenho das políticas culturais para o período 2017-2022. Neste contexto surge o Encontro de Organizações Culturais Comunitárias, realizado em 22 de julho na Casa Central da Universidade Católica Silva Henríquez, em Santiago. As conclusões da jornada estão disponíveis num documento assinado pelas quatro entidades organizadoras.

Tendo como lema “Participação cidadã como um direito social”, o encontro foi convocado pelo Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA) – Região Metropolitana, pela Escuela de Gestores y Animadores Culturales (Egac), pela Rede Cultura Viva Comunitária Chile e pela Associação Cultura Viva Comunitária Plataforma Chile. Esta foi a primeira vez que as quatro entidades se juntaram na região para recolher a opinião de algumas organizações culturais de base para a nova política cultural do período 2017-2022.

Metodologia e mesas de trabalho

Nas semanas anteriores ao evento foram realizadas reuniões para acordar os objetivos, a forma de trabalho, as equipes a constituir e o programa da atividade. Também se elaborou um documento de trabalho (“linha base”), que reuniu os principais acordos, propostas, eixos diretivos e conclusões sistematizadas. Estabeleceu-se que os compromissos, demandas e sonhos emanados desta jornada seriam entregues ao Conselho Nacional da Cultura e das Artes como aporte para a Convenção Nacional de Cultura e da próxima política cultural.

A jornada de 22 de julho começou com um trabalho de integração e criação coletiva de sentidos através de técnicas de animação comunitária e teatro espontâneo. Após as dinâmicas de grupo, formaram-se cinco mesas de trabalho: 1) Políticas públicas culturais para o setor comunitário e institucionalidade; 2) Recursos e financiamento; 3) Formação e capacitação; 4) Associatividade, redes e participação cidadã; e 5) Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. A mesa 4 também abordou o tema “Uso dos espaços públicos”, antes previsto como uma sexta mesa de trabalho.

A mesa 4: Associatividade, redes, participação cidadã e uso dos espaços públicos

Ao longo do dia, os participantes buscaram realizar um diagnóstico do setor cultural comunitário e levantar demandas e propostas em torno dos principais eixos que formarão a nova política cultural do setor na Região Metropolitana. Os debates foram gravados para posterior sistematização, e no fim da tarde se realizou uma plenária de encerramento, em que cada grupo expôs suas conclusões.

Uma segunda reunião se fez necessária para a preparação de um documento com os diagnósticos e propostas debatidos no encontro. Este documento foi entregue às organizações e instituições organizadoras e, através destas, aos facilitadores de trabalho dos grupos, que fizeram algumas observações de forma e fundo do texto. As principais reflexões surgidas no encontro, recolhidas do trabalho dos cinco grupos, estão sistematizadas em 17 páginas, disponíveis na página web da Egac.

Roberto Guerra (Egac) na plenária de encerramento

A seguir, algumas das propostas dos grupos.

1.Políticas públicas culturais

Na mesa 1 se propôs, por exemplo, avançar em direção a um desenho participativo de política cultural e a uma lei para o fortalecimento da cultura comunitária, que assegure o reconhecimento das práticas culturais dos territórios e favoreça seu desenvolvimento, tomando outros países ibero-americanos como referências para impulsionar este processo.

Os participantes também propuseram, entre outras ações, a instalação de uma mesa de trabalho permanente para o setor cultural comunitário no CNCA, em seus níveis regional e nacional, com participação das redes e organizações representativas e de trajetória no setor, como instância técnica assessora, para o acompanhamento do desenho das políticas para o setor.

2. Recursos e financiamento

Impulsionar a criação de um programa nacional de Cultura Viva Comunitária em conjunto com o CNCA, e criar um Fundo Nacional de iniciativas culturais comunitárias, permanente e com recursos suficientes para apoiar o setor, foram algumas das propostas debatidas na mesa 2.

Além disso, falou-se na realização de um congresso nacional de organizações culturais comunitárias a partir do espaço local, tomando como referência a experiência dos Cabildos Culturales, e de um mapeamento de boas práticas municipais em relação ao trabalho com as organizações culturais, como forma de visibilizar experiências positivas neste âmbito.

3.  Formação e capacitação

Entre as ações propostas na mesa 3 estava a constituição de uma equipe técnica que tenha por missão o desenvolvimento de um programa de formação e capacitação para os agentes culturais comunitários, que surja do próprio setor. Como temas para estas capacitações foram citados como necessários: elaboração de projetos culturais, gestão e financiamento (incorporando as diversas fontes e possibilidades existentes), comunicação popular, liderança e associatividade, entre outros.

Os participantes sugerem, ainda, a criação de uma instância de nível regional que agrupe e represente as organizações culturais comunitárias (uma “coordenação”), que estabeleça linhas de ação e elabore propostas em benefício da cultura comunitária com uma agenda de trabalho a curto, médio e longo prazo. Também buscam canais de informação “válidos, confiáveis e democráticos” para a difusão das atividades das organizações culturais comunitárias — com a criação, por exemplo, de uma página web do setor.

4. Associatividade, redes, participação cidadã e uso dos espaços públicos

Criar uma plataforma web para visibilizar as experiências culturais e favorecer o encontro no espaço virtual e o trabalho conjunto também foi uma das propostas apresentadas na mesa 4. Outra foi a realização de um cadastro de organizações culturais comunitárias sem distinção de condição jurídica, que contemple não apenas os nomes, e sim os dados de contato, âmbito de ação e localização, recursos culturais que possam ser compartilhados, necessidades organizacionais, memória de seus aportes, entre outros aspectos.

Nesta mesa, que reuniu o maior número de integrantes (mais de 20), também se comentou a ideia de trabalhar por uma “lei de cultura comunitária” que vá em benefício direto do desenvolvimento cultural das comunidades, e a criação de “conselhos comunais de cultura resolutivos e vinculantes”, como espaço deliberativo e de articulação das organizações culturais comunitárias em nível local.

5. Congreso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária

 O 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária será realizado de 20 a 26 de novembro de 2017 em Quito, Equador. Esses congressos são um espaço que, a cada dois anos, reúne centenas de experiências comunitárias do continente, e por isso lhes parece importante “encontrar-se”, “reconhecer-se” e compartilhar experiências com organizações de outros países. A iniciativa é vista pelos participantes como “um rito do processo latino-americano de fortalecimento da cultura viva comunitária” e, portanto, um fortalecimento do movimento no Chile.

A ideia é ter uma delegação chilena que se defina como “ampla e diversa”, que reflita o conjunto de experiências e perspectivas que dão vida a este setor. Para isso, além de contar com a colaboração do Conselho Nacional da Cultura e das Artes no financiamento desta delegação, o grupo acredita que as próprias organizações podem recorrer a seus municípios para solicitar apoios via subvenções.

 

Para baixar o documento com as conclusões:

http://egac.cl/wp-content/uploads/2017/07/Conclusiones-Encuentro-OCC.pdf

 

Leia também:

Organizações comunitárias se reúnem para contribuir com a nova política cultural do Chile

Encuentro de organizaciones culturales comunitarias: la cultura viva plantea sus propuestas

 

Tags |

01

Aug
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Organizações comunitárias se reúnem para contribuir com a nova política cultural do Chile

Em01, Aug 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

“Por que estou aqui?” A pergunta deveria ser respondida com uma frase. Uma frase dita em sussurros a um companheiro, que a escutava e repetia (como se fosse sua) a outra pessoa, que fazia mesmo com outro par, até que se formasse um tecido de “por que estamos aqui”. Terminada esta etapa, surge outra pergunta: “Que trago?” E assim, entre abraços e sussurros, os participantes iam caminhando, pensando, se juntando, compartilhando histórias e experiências. Afinal, por que estavam ali? Que traziam a este Encontro de Organizações Culturais Comunitárias da Região Metropolitana do Chile?

 

Realizado em 22 de julho na Casa Central da Universidade Católica Silva Henríquez, em Santiago, sob o lema “Participação cidadã como um direito social”, o encontro foi convocado pelo Conselho Nacional da Cultura e das Artes – Região Metropolitana, pela Escuela de Gestores y Animadores Culturales (Egac) e pelas redes CVC Chile e Cultura Viva Comunitária Plataforma Chile. Esta foi a primeira vez que as quatro entidades se juntaram na região para ouvir as opiniões das organizações culturais de base no que diz respeito à nova política cultural do período 2017-2022.

Uma segunda reunião será realizada em 5 de agosto para a preparação de um primeiro documento com os diagnósticos e as propostas debatidas no encontro. Participaram do evento mais de 50 representantes de organizações culturais de comunas como Colina, Estación Central, Isla de Maipo, La Cisterna, La Florida, La Pintana, Las Condes, Ñuñoa, Puente Alto, Recoleta, Santiago, San Miguel e Vitacura, entre outras.

 

A dinâmica e as mesas

A jornada começou pela manhã com dinâmicas que tiveram como facilitadores Esteban Lara Lobos, educador popular e animador sociocultural, e Ligia Galván Olivares, trabalhadora social, psicodramatista, atriz e diretora de teatro espontâneo. As atividades duraram uma hora e ajudaram a criar o clima que todos buscavam: de trabalho colaborativo, de espaço aberto e inclusivo.

Em seguida, os participantes se dividiram em cinco mesas de trabalho: 1) Políticas públicas culturais para o setor comunitário e institucionalidade; 2) Recursos e financiamento; 3) Formação e capacitação; 4) Associatividade, redes e participação cidadã; e 5) Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. A mesa 4, que abordou também o tema “Uso dos espacios públicos”, foi a que reuniu o maior número de integrantes: 23.

Ao longo do dia, os grupos de trabalho buscaram realizar um diagnóstico do setor cultural comunitário e levantar demandas e propostas em torno dos principais eixos que formarão a nova política cultural do setor na Região Metropolitana. Além de elaborar um documento para entregar ao ministro da Cultura e de tentar constituir uma mesa de trabalho permanente do setor com o Conselho Nacional da Cultura e das Artes, os participantes acordaram trabalhar pela participação de uma delegação chilena no Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que será realizado em novembro em Quito, Equador.

Do regional ao nacional

Ana Carolina Arriagada (foto), diretora regional de Cultura, destacou que parte do sentido deste encontro era “facilitar o diálogo e o fortalecimento das organizações diante do desafio que enfrentam o país e o setor da cultura”. No final da reunião, ressaltou que o documento produzido nas mesas de trabalho será incorporado pelo Conselho Regional e que a intenção é levá-lo à Convenção Nacional de Cultura. “Temos que buscar novas formas de poder reconhecer a cultura local”, afirmou.

Para as entidades organizadoras do encontro, o reconhecimento e a valorização das práticas desenvolvidas nos territórios de forma solidária, criativa e colaborativa é algo “relevante e urgente” especialmente neste momento de criação do Ministério da Cultura, das Artes e do Patrimônio.

Os organizadores

O programa Red Cultura, do Departamento de Cidadania Cultural do Conselho Nacional da Cultura e das Artes, conta desde 2015 com um espaço de trabalho programático com as organizações culturais comunitárias do país. São as equipes regionais as encarregadas de desenhar e implementar este diálogo. No caso da Região Metropolitana, o trabalho no período 2015-2017 se deu através de laboratórios participativos, nos quais se levantaram propostas de organizações locais sobre os elementos que deveriam ser incluídos em uma política para o setor, pensando a cultura em sua dimensão mais ampla, como tudo aquilo derivado da ocupação humana em comunidade.

Neste Encontro de Organizações Culturais Comunitárias da Região Metropolitana, o Conselho se juntou a três entidades que vêm se dedicando ao fortalecimento da participação e da incidência das comunidades no desenvolvimento cultural: as duas redes de Cultura Viva Comunitária do país (Red CVC Chile e Plataforma Chile) e a Escuela de Gestores y Animadores Culturales (Egac), organização sem fins lucrativos que desde junho de 2005 trabalha com gestores culturais, artistas, organizações de base e instituições do Chile e da América Latina.

 

**As conclusões do encontro estão disponíveis neste documento: http://egac.cl/wp-content/uploads/2017/07/Conclusiones-Encuentro-OCC.pdf

Tags | ,