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Arquivos Rede de Cidades - IberCultura Viva

25

Maio
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Artistas e gestores culturais de São Leopoldo participam de intercâmbio em Canelones, no Uruguai

Em 25, Maio 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

Cerca de 40 artistas independentes e gestores culturais da cidade de São Leopoldo (Rio Grande do Sul, Brasil) participaram de um intercâmbio no departamento de Canelones (Uruguai), entre os dias 20 e 22 de maio. As performances ocorreram nos municípios de Canelones, Las Piedras, Salinas, Los Cerrillos e Sauce. A Caravana Cultural foi resultado de um edital promovido pela Rede Mercociudades. Em agosto será a vez de São Leopoldo receber artistas de Canelones para apresentações e oficinas.

O secretário de Cultura e Relações Internacionais de São Leopoldo, Pedro Vasconcellos, avaliou o intercâmbio como muito positivo tanto para os artistas brasileiros quanto para o público uruguaio que acompanhou as apresentações e oficinas. “Nossa tarefa de incentivar a troca cultural entre diferentes manifestações artísticas presentes na nossa cidade foi bem proveitosa. Os espaços para as apresentações foram uma excelente oportunidade para os artistas de São Leopoldo realizarem suas interações estéticas”, afirmou.

Para Vasconcellos, esta primeira caravana cumpriu um papel importante de integração, e deve proporcionar outros intercâmbios com Montevidéu e Porto Alegre, como o Carnaval de 2023, e um seminário no Uruguai, em setembro. “Na segunda etapa deste intercâmbio, em agosto, vamos preparar um grande festival para receber a comitiva de artistas e gestores culturais uruguaios”, destacou o secretário. “Também teremos capacitações realizadas por integrantes do governo uruguaio aqui e de nossos gestores culturais lá. Vamos organizar essas ações para o ano que vem.”

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Espetáculos e oficinas

Nesta que foi a primeira etapa do intercâmbio, no departamento de Canelones, a programação incluiu visitas a espaços culturais e apresentações e oficinas de dança, teatro, música popular brasileira, música cigana, música latino-americana, samba, fotografia, muralismo, literatura e carnaval. 

A bailarina Alexandra Castilhos, que promoveu uma oficina de dança contemporânea no Centro Cultural de Salinas, no dia 21 de maio, destacou que as linguagens artísticas criam um fluxo próprio de comunicação e de encontro. “Durante a oficina pude me aproximar de bailarinas e professoras de tango, de dança contemporânea. Pude conhecer equipamentos de cultura e vi como o Centro Cultural de Salinas atua como espaço formativo em dança. Esse tipo de política pública é essencial para a difusão e o fortalecimento da dança em um território”, relatou. 

Cris Rosa, que também apresentou em Salinas o espetáculo “Rosa Choque Quase Vermelho”, ao lado de Carolina Willrich e Bianca Weber, disse que foi emocionante voltar à cena depois de dois anos de pandemia, em um intercâmbio cultural no Uruguai. “O trabalho é de 2008 e foi uma experiência incrível de arte coletiva, envolvendo diferentes expressões artísticas. Sou grata pela vivência e pela interação do público, que foi muito sensível. Estou de alma lavada e forças renovadas com tamanha receptividade”, contou.

Para a diretora do Centro Cultural Salinas, Anabel Marichal, a performance  superou suas expectativas. “Me emocionou profundamente. Uma conjunção entre o simbólico, o árido da cena, levado ao mínimo para mover o máximo. Uma finesse absoluta em cada seleção, em cada movimento, sem perder a força e a contundência de corpos super profissionais, permeados de emoção. Uma obra tão linda, tão minimalista e tão comovente, que deixou o público estremecido”, comentou.

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Visitas técnicas

A comitiva de São Leopoldo que esteve no Uruguai neste fim de semana também participou de visitas técnicas, como as que fizeram a diretora do Museu do Trem, Alice Bemvenuti, e o diretor de Patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura de São Leopoldo, Joel Santana, no dia 21 de maio. Guiados por Gabriela Fernandez, responsável pela Rede de Museus de Canelones, eles conheceram primeiro o Museo Ferroviario Don Eduardo Hernandez Peña, na cidade de Empalme Olmos, e depois o Museo del Ferrocarril, em Montevidéu. “Em ambos os museus as peças encontram-se muito bem preservadas, incluindo uma maquete de ferromodelismo com todas miniaturas funcionando”, comentou Alice Bemvenuti.

O Museo Ferroviario Don Eduardo Hernandez Peña, que tem gestão público-privada, conta com uma exposição dentro de um vagão, onde encontram-se objetos da ferrovia, como telégrafo, sistemas de segurança, móveis, uniformes, ferramentas diversas, bilhetes de passagens e carimbadores. O museu situa-se em um pátio ferroviário que ainda está em funcionamento, mas com alguns vagões antigos e locomotivas em desuso. O complexo inclui armazéns – um deles transformado em ginásio municipal, com atividades desportivas -, uma vila com as casas dos ferroviários e um clube ativo, que ocupou uma oficina de locomotiva e que hoje tem um teatro para a comunidade.

Em Montevidéu, o percurso no bairro Peñarol iniciou no Museo del Ferrocarril e depois seguiu para o local de residência dos ingleses, que foram os investidores da ferrovia no Uruguai no período entre 1869 até 1914. Ainda no percurso, os integrantes da comitiva conheceram um centro cultural chamado Centro Artesano. que foi construído pela ferrovia, com um teatro aberto à comunidade. O roteiro foi finalizado em uma rotunda que abriga a garagem de locomotivas, com sistema giratório, algumas máquinas recuperadas e carros restaurados pelos membros do Círculo de Estudos Ferroviários.

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 (*) São Leopoldo é um do municípios integrantes da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. Conheça mais sobre a rede: https://iberculturaviva.org/rede-de-cidades/

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Assista a um trecho de um dos shows:

https://fb.watch/deb0RJMUgv/

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Leia também:

Artistas leopoldenses apresentam performance cultural no Uruguai

Intercâmbio no Uruguai viabiliza apresentações de artistas leopoldenses

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(Fonte: Secretaria de Cultura e Relações Internacionais de São Leopoldo)

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11

mar
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Participantes da Rede de Cidades e Governos Locais reúnem-se para ordenar ações de 2022

Em 11, mar 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

Nesta quinta-feira, 10 de março, a Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais realizou a primeira reunião do ano para começar a ordenar as ações previstas para 2022. Participaram deste encontro virtual 19 pessoas. Estavam presentes representantes de 12 cidades e províncias que fazem parte da rede (incluindo as mexicanas Guadalajara e Nueva Ciudad Guerrero, que agora integram o grupo), bem como representantes dos governos do Chile e do México e a equipe da Unidade Técnica . 

Alexandre Santini, subsecretário de Culturas da cidade de Niterói (Rio de Janeiro, Brasil), iniciou o encontro apresentando a programação do Ciclo de Vídeo Diálogos sobre Direitos Culturais e Cultura Viva, que havia sido proposto em 2021 pela Comissão de Formação e agora está com formato e calendário definidos. A iniciativa é uma colaboração da rede com a Secretaria Municipal de Culturas de Niterói.

Esses webinars ocorrerão semanalmente, às segundas-feiras, de 16 de maio a 20 de junho, com transmissão ao vivo pela internet. Os diálogos terão quatro ou cinco palestrantes e um moderador na sala de videoconferência, cada um com 15 a 20 minutos para suas intervenções, e um espaço para perguntas e respostas. 

Estão previstas cinco sessões em torno de três temas centrais: 1) “Marco geral dos direitos culturais e paradigma da cultura viva”; 2) Instrumentos de garantia dos direitos culturais e de promoção da cultura viva”; 3) “Políticas culturais de base comunitária na Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais”. Uma sexta sessão será dedicada ao Laboratório “Rumo a uma Cátedra UNESCO de Direitos Culturais, Equidade Territorial e Cultura Viva”.

O objetivo desta última sessão, em formato de laboratório, é identificar relevância, possibilidades, alianças, sinergias, parcerias, necessidades e requisitos, bem como elaborar um plano de trabalho ou cronograma para o desenho e apresentação da proposta à UNESCO. Membros da Rede de Cidades e Governos Locais poderão participar dessa atividade, mediante inscrição prévia.

Além desses webinars propostos pela Comissão de Formação, a Rede de Cidades e Governos Locais deve articular alguma forma de participar de dois importantes eventos programados para este ano: Mondiacult, a Conferência Mundial de Políticas Culturais, que será realizada no México em setembro, e o 5º Congresso Latino-Americano de Cultura Comunitária Viva, que acontecerá no Peru em outubro. 

Federico Prieto, que é representante da província de Entre Ríos (Argentina) e porta-voz da Comissão de Articulação e Sistematização, será responsável por articular com a comissão organizadora do congresso no Peru a realização de alguma atividade da rede dentro da programação do encontro. No caso da Mondiacult, ficaram de pensar em possibilidades de ações específicas sobre a contribuição da cultura comunitária nas políticas culturais, talvez por meio de uma publicação ou de um encontro virtual.

Outro evento mencionado no encontro como algo para colocar na agenda é o Primeiro Encontro Patagônico de Cultura Viva,  marcado para os dias 29 e 30 de abril e 1º de maio. Liliana Peralta, secretária de Cultura de Comodoro Rivadavia (Argentina) e membro da Comissão de Comunicação, comentou que o número de fazedores/as culturais da Patagônia que participarão deste encontro é estimado em 150 a 200, e que ela também espera ter a presença de alguns membros da rede, para que contem o que está sendo feito em diferentes países, no âmbito da rede, em termos de políticas culturais de base comunitária.

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27

fev
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Municipalidade de Alajuelita realiza processo de formação comunitária para a implementação de sua política cultural 

Em 27, fev 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

Como parte do Plano Operativo da Política Cultural de Alajuelita, que está se implementando no cantão costa-ricense, o programa Comunidades Artísticas -Organización Social (C.A.O.S) e a Municipalidade de Alajuelita organizaram as “Oficinas do C.A.O.S.”, um curso curto com ferramentas básicas para a identificação, formulação, planejamento, gestão e avaliação de projetos socioculturais.

Este processo de formação comunitária, que se realizará em 13 sessões de 2 horas,  de 3 de março a 10 de junho, está voltado para artistas, gestores/as, líderes e pessoas interessadas em promover e difundir os direitos culturais em Alajuelita. O curso se divide em uma primeira etapa de sensibilização em direitos culturais com ferramentas de gestão/animação sociocultural, e uma segunda etapa de execução de atividades comunitárias e cantonais, com avaliação e sistematização.

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Inscrições:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSewwXPlWxEq8mJ8ANgvyis6vlePQN0DDa6-1VgRFMi9qGWbzQ/viewform

Consultas: cultura@munialajuelita.go.cr y alajuelitacc@gmail.com

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03

nov
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Prefeitura de Niterói lança a Carta de Direitos Culturais da cidade e o portal “Cultura é um Direito”

Em 03, nov 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Neste 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura, será lançada a Carta de Direitos Culturais de Niterói. O documento, que foi elaborado de maneira participativa ao longo deste ano, será apresentado no Encontro “Cultura é um Direito”, promovido pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas. Além da Carta, serão lançados o portal “Cultura é um Direito” e um edital de fomento para o setor cultural. O evento marcará também a abertura da plenária final da 5ª Conferência Municipal de Cultura de Niterói. 

Niterói é a primeira cidade brasileira a produzir uma Carta de Direitos Culturais. Nesta proposta que levou em conta experiências realizadas em outras cidades, como Roma (Itália), Mérida (México) e Barcelona (Espanha), a principal inspiração foi o processo de construção da Carta de Direitos Culturais da cidade de San Luis Potosí, no México, desenvolvida em parceria com a UNESCO e o programa IberCultura Viva, por meio da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais.

Assim como a iniciativa de San Luis Potosí, que teve todo o seu processo de construção e implementação registrado no site “La cultura es un derecho”, Niterói agora também terá seu portal “Cultura é um direito”. Além de ser o principal registro e repositório da Carta de Niterói, o portal será um instrumento público de difusão de conteúdos relacionados aos temas das políticas culturais e abrigará uma base de dados com perfis/portfólios dos/das agentes culturais de Niterói.

Para 2022, com o apoio do programa IberCultura Viva, também como parte das atividades de divulgação das Cartas de Direitos Culturais de Niterói e de San Luis Potosí, está prevista a realização do webinar “Direitos Culturais e Cultura Comunitária”, com a presença de gestores, especialistas e agentes culturais de diversos países. 

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Construção participativa

Para a construção da Carta de Niterói foram realizados 21 encontros com a sociedade civil, instituições e governo. As reuniões envolveram as câmaras setoriais do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), os Pontos e Pontões de Cultura que integram a Rede Cultura Viva de Niterói, o Fórum de Capoeira de Niterói, as expressões culturais religiosas, as lideranças comunitárias, o Fórum Popular Permanente dos Direitos da Criança e do Adolescente de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas (SMC) e a Fundação de Arte de Niterói (FAN).

Durante os seis meses de debates, participaram desse processo mais de 800 pessoas. As mais de 200 propostas recebidas se materializaram em seis capítulos do documento. O primeiro deles discute o que é a Carta e como ela se relaciona com as declarações e pactos internacionais e com as demandas individuais e coletivas dos cidadãos e cidadãs niteroienses.

A Carta de Niterói toma como base a Declaração Universal de Direitos Humanos; o Pacto Internacional Sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; a Declaração Universal Sobre a Diversidade Cultural; a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; o Sistema Nacional de Cultura; o Sistema Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, e o Sistema Municipal de Cultura de Niterói.

As leis municipais de Niterói relativas à arte e à cultura estão reunidas no segundo capítulo da Carta. O terceiro, por sua vez, apresenta políticas públicas de cultura que, embora não se configurem necessariamente como legislação, constituem e/ou abordam direitos culturais demandados/conquistados pela população.

No quarto capítulo são apresentadas a metodologia de debate e as características das reuniões realizadas. No quinto estão as diretrizes construídas a partir de observações comuns feitas nessas 21 reuniões. Por fim, no sexto capítulo, são listadas as metas e as estratégias indicadas em cada reunião, com o objetivo de reconhecer, proteger, promover e garantir o exercício dos direitos culturais por cidadãs e cidadãos em Niterói.

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(*) O encontro “Cultura é um direito” será realizado de maneira presencial, a partir das 10h, na Sala Nelson Pereira dos Santos. Para participar, é preciso preencher este formulário: https://forms.gle/fan5egw4ynDGjAHy7

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Leia também:

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20

out
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Cantão de Alajuelita promove rodas de conversa sobre direitos culturais e participação comunitária

Em 20, out 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Começa nesta quinta-feira, 21 de outubro, o Ciclo de Conversatórios “Direitos Culturais e Participação Comunitária”, organizado pela Municipalidade de Alajuelita (Costa Rica) em colaboração com o programa IberCultura Viva e a Fundação Keme. O evento, que será transmitido por Facebook Live a partir das 16h (horário da América Central), reúne experiências que contribuem para o exercício dos direitos culturais com estratégias propostas por governos locais e organizações de base comunitária. 

Neste primeiro encontro, serão compartilhadas experiências das municipalidades de Alajuelita, Curridabat e Bagaces, tendo como governo local convidado a Província de Entre Ríos (Argentina). Participarão da conversa Silvia Pereira (Curridabat), Ronald Montero (Alajuelita), Nicolas Guevara Mora (Bagaces) e Federico Prieto (Entre Ríos). 

Os próximos encontros estão programados para os dias 26 e 29 de outubro e 3 de novembro. No dia 26, serão apresentadas experiências comunitárias em Boca e Alajuelita, tendo como convidada a organização Sentidotorio (Guatemala). No dia 29, o tema será marco jurídico e legislação em direitos culturais. A última conversa reunirá experiências de base comunitária desenvolvidas por municípios e instituições de Equador, Cuba, México, Espanha e Chile.

Em todos os encontros, artistas e investigadores da plataforma de gestão cultural Lanobienal terão um espaço ao início de cada sessão para abordar a arte como ferramenta de transformação. Andrea Mata Benavides, a convidada de Lanobienal para a primeira sessão, é antropóloga social, atriz e diretora de teatro, professora da Universidade de Costa Rica e doutoranda FLACSO-Argentina, tendo como tema de tese “A ação coletiva do Movimento Latino-americano de Cultura Viva Comunitária nos casos de Costa Rica e Argentina.

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⇒Acompanhe a transmissão ao vivo: www.facebook.com/municipalidadalajuelita

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*O cantão de Alajuelita é integrante da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. Saiba mais sobre a rede em https://bit.ly/2Wsx6j1

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01

out
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Participantes do GT de Sistematização realizam sua primeira reunião para organizar o espaço de trabalho

Em 01, out 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

O Grupo de Trabalho de Sistematização e Difusão de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização) se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira, 30 de setembro. Ao todo, 63 pessoas participaram do encontro por videoconferência, entre participantes do GT, membros da Unidade Técnica do IberCultura Viva, representantes da presidência e da vice-presidência do programa, além de um dos países membros do Conselho Intergovernamental (Equador).

Este primeiro encontro foi pensado para que os/as participantes pudessem se conhecer e discutir uma forma de organizar este espaço de trabalho, que conta com 59 membros de 10 países. Estas pessoas, selecionadas por chamada pública, desenvolvem atividades de pesquisa, docência, extensão ou vinculação cultural em universidades e institutos ou outros tipos de instituições públicas de fomento ou salvaguarda que incluam áreas de investigação ou vinculação comunitária.

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Esther Hernández Torres, diretora geral de Vinculação Cultural da Secretaria de Cultura do Governo do México e presidenta do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, abriu o encontro comentando que a proposta de criação do GT de Sistematização surgiu da iniciativa de construir um sistema de informação cultural sobre políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano.

“Acreditamos que para promover e fortalecer essas políticas é necessário trabalhar na consolidação e na sistematização das práticas e experiências que estão se desenvolvendo nos diversos territórios de nossos países, e sobre as quais uma parte do meio acadêmico tem refletido e trabalhado”, comentou a presidenta. 

O objetivo do programa, nesse sentido, diz respeito à criação de pontes que facilitem a transferência da produção acadêmica para as áreas de desenho e implementação de políticas públicas. Além disso, trata-se de apoiar o desenvolvimento de pesquisas que ajudem a refletir sobre as propostas do programa, e buscar os melhores dispositivos e ferramentas que contribuam para o aprimoramento da capacidade de articulação e gestão das organizações culturais. 

“Somos um grande grupo de pessoas. Queremos discutir qual a melhor forma de configurar este espaço de trabalho, e decidimos convocar a partir de uma perspectiva ampla, que nos permitiria reconhecer a grande diversidade de identidades e abordagens que nos compõem”, disse Esther Hernández, ao falar sobre a opção de incluir na convocatória tanto projetos de pesquisa quanto projetos de extensão ou vinculação, apostando na intersetorialidade das missões de universidades e institutos nos países ibero-americanos.

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Ao comentar a diversidade do grupo, que reúne responsáveis ​​pela gestão de projetos, pesquisadores e estudantes, Esther Hernández destacou a presença de pessoas que são referência no estudo das políticas culturais, como Elena Román, do Observatório de Políticas Culturais da Universidade Autônoma da Cidade do México e. José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural da Universidade Estadual de Minas Gerais, que participa ao lado de uma turma de 9 brasileiros.

O GT conta também com um grande grupo do Mestrado em Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidade Andina Simón Bolívar e do Encontro Universitário pela Cultura Comunitária da Argentina, e com representantes de instituições que desenvolvem linhas de pesquisa, como é o caso de UNESCO Peru, Instituto Distrital de Patrimônio Cultural da Cidade de Bogotá (Colômbia) e Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE).

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A proposta apresentada pela Unidade Técnica foi a de distribuir inicialmente o grupo em três comissões de trabalho. Em uma delas, seria trabalhado todo o relacionado ao “referencial teórico” das políticas culturais de base comunitária. A segunda comissão se dedicaria a tudo o que diz respeito às políticas públicas e à governança cultural, tanto em nível nacional, local ou multilateral, e a terceira, a tudo que se relaciona com o trabalho territorial e as organizações culturais comunitárias. 

A ideia é que os comitês sejam formados e possam se reunir ao longo do mês de outubro, e que a partir das contribuições dos participantes, outras formas de trabalho e comitês mais específicos possam ser estruturados para o desenvolvimento das propostas que surgirem. “Brecha digital”, “economia social”, “participação social” e “intercâmbio de saberes” nas práticas culturais comunitárias são alguns dos temas de interesse do programa, e que serão propostos não apenas como objeto de estudo, mas também como prática para a construção do conhecimento. 

Posteriormente, pretende-se incorporar ao grupo de trabalho representantes de organizações culturais comunitárias e pessoas da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais interessadas ​​em aderir ao trabalho cooperativo. 

Leia também:

59 pessoas participarão do GT de Sistematização de Políticas Culturais de Base Comunitária

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28

set
2021

Em Notícias

Por IberCultura

San Miguel de Allende adere à Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais

Em 28, set 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

O município de San Miguel de Allende (Guanajuato, México) é o novo integrante da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. A carta de solicitação de adesão foi assinada em 20 de setembro pelo prefeito Jesús Gonzalo González Rodríguez, e aceita pela presidenta do Conselho Intergovernamental de IberCultura Viva, Esther Hernández Torres.

O documento comunica que Paulina Cadena Gallardo, da Direção de Culturas e Tradições de San Miguel de Allende, será a pessoa representante do município na rede, responsável por fazer as contribuições necessárias. A Unidade Técnica entrará em contato com a representante nos próximos dias para dar inicio à programação das atividades de articulação para 2021.

Com a adesão de San Miguel de Allende, México passa a ter seis representantes na Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. Os outros são o estado de Tabasco e as municipalidades de Xalapa e Jojutla, que se incorporaram neste ano, além de San Luís Potosí e Zapopan, que integram a iniciativa desde 2019.

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22

set
2021

Em Notícias

Por IberCultura

“Xalapa Viva”: cinco encontros comunitários para compartilhar saberes e experiências 

Em 22, set 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

(Fotos: Cultura Xalapa)

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O governo municipal de Xalapa (estado de Veracruz, México), que desde maio integra formalmente a Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais, deu início ao projeto “Xalapa Viva 2021, Encontros de Participação Comunitária”, no último sábado, dia 18 de setembro, na comunidade de San Antonio Paso del Toro.

A programação inclui oficinas, apresentações, mesas de diálogo para compartilhamento de saberes e atividades comunitárias com foco em direitos culturais, patrimônio, diversidade, planejamento urbano, educação e economia em torno da cultura e da participação democrática e inclusiva dos cidadãos nos processos de mudança.

“São cinco encontros que começam em San Antonio, uma comunidade simbólica e histórica, e até novembro passam por Chiltoyac, El Castillo e Molinos de San Roque. (…) Vamos encerrar as reuniões este ano em uma área simbólica e relevante para o município, o bairro El Moral, que fica dentro de uma Zona de Atenção Prioritária”, informou a vice-diretora de Juventude da cidade de Xalapa, María Fernanda Huerta Cornejo, na apresentação do projeto feita por videoconferência na sexta-feira, 17 de setembro.

Segundo Fernanda Huerta, para esses encontros foram considerados os trabalhos comunitários que vêm sendo desenvolvidos com organizações da sociedade civil e autoridades locais e que têm influenciado esses territórios com propostas de direitos culturais e promoção dos direitos humanos a partir da perspectiva de gênero e coesão social.

Essas ações buscam fortalecer a inclusão e o desenvolvimento de políticas culturais de base comunitária, promover a participação cidadã, ampliar a rede de colaboração entre cidadãos, organizações da sociedade civil e instituições governamentais, bem como disponibilizar os resultados dos encontros para uso e consulta dos governos que integram a Rede IberCultura Viva e das organizações da sociedade civil.

Durante a apresentação do projeto, Alejandra Padilla Pola, diretora de Promoção, Formação e Desenvolvimento da Direção-Geral de Vinculação Cultural da Secretaria de Cultura do México, destacou a importância cultural de Xalapa para o país. “Ficamos felizes que vocês estejam se juntando a este grande projeto de governança, em que a comunidade é partícipe. Vamos acompanhá-los nos encontros e apoiar essa grande plataforma de agentes culturais, espaços e práticas para desenvolver melhores políticas públicas em relação à diversidade cultural”, afirmou.

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Rede de Cidades 

Em seguida, o secretário técnico do IberCultura Viva, Emiliano Fuentes Firmani, disse que isso “coroa um processo iniciado por Xalapa com a sua incorporação na Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais”. Além de explicar do que se trata o programa, essa “intenção de colaboração dos governos do Espaço Ibero-americano, que se propõem a fortalecer e promover a implementação de políticas culturais de base comunitária”, o secretário falou sobre a formação da rede, hoje integrada por 15 governos locais, e comentou a aprovação de seu Estatuto de Constituição durante o 2º Encontro de Cultura Viva Comunitária em Cidades e Governos Locais da América Latina, realizado em julho no município de Zapopan (México).

No âmbito deste encontro em Zapopan, que acabou por inspirar o projeto Xalapa Viva, foram também constituídas as Comissões de Formação, Sistematização e Comunicação, que estão definindo o plano de trabalho da Rede de Cidades e Governos Locais para o período de 2021-2022. “‘Xalapa Viva’ será um capítulo importante neste plano, porque a rede terá duas sessões dentro da programação do evento para definir a proposta que fará ao Conselho Intergovernamental para as ações de 2021-2022”, disse Fuentes Firmani . Os encontros da rede durante o evento estão previstos para novembro.

A apresentação de “Xalapa Viva” contou ainda com a participação do diretor de Desenvolvimento Social do município, Sergio Téllez Galván, e do chefe do Departamento de Difusão e Promoção da Cultura, Sylvio Letort Hernández, que se encarregou de moderar o encontro. Sergio Téllez afirmou estar muito entusiasmado com a ideia de colaborar com a rede e sublinhou que “o que mais alimenta a colaboração é o grande número de ideias e iniciativas para enfrentar problemas comuns, a criatividade para lidar com problemas”. “Quando existe essa vontade de colaborar em rede, é o melhor. Não há experiências melhores do que a colaboração”, reforçou o diretor. 

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Encontros comunitários

No primeiro encontro de participação comunitária, no sábado 18, houve atividades comunitárias de futebol, leitura do livro “Brevedades literarias” com a participação de autores locais, mesas de diálogo, elaboração de mural, apresentação musical e um passeio pela Fazenda Antiga de San Antonio, que reuniu pessoas de todas as idades.

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Para o segundo encontro, no dia 25, na congregação de El Castillo, estão previstas apresentações de dança aérea e do mural comunitário, mesas de diálogo sobre patrimônio natural (defesa da água), economia solidária (produção local) e patrimônio cultural e histórico (usos e costumes de El Castillo), além de exposição de artesanato e produtos locais. Também estão programadas uma leitura de “Brevedades literarias” com autores locais, a apresentação de um monólogo teatral e o bate-papo “Entrxmada: Linguagens artísticos e pedagogias libertadoras” e uma jornada de Telar. Registro Nacional de Espaços, Práticas e Agentes Culturais,  a cargo da Direção Geral de Vinculação Cultural.

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Fonte: Ayuntamiento de Xalapa

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Confira o vídeo de apresentação do projeto:

https://www.facebook.com/CulturaXalapa/videos/633204387673188

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06

set
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Província de Jujuy se incorpora à Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais

Em 06, set 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

O ministro de Cultura e Turismo da Província de Jujuy (Argentina), Federico Posadas, enviou à presidência do programa IberCultura Viva a carta de solicitação de incorporação da província à Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. O documento, assinado no dia 2 de setembro, informa que o secretário de Cultura de Jujuy, Luis Medina Zar, será o representante do governo local na rede.

A província propôs duas atividades em articulação com o programa IberCultura Viva. Uma delas, dirigida a povos originários, inclui a realização de conversatórios de medicina natural ancestral, de um seminário de música, danças e instrumentos e uma conversa sobre cerimônias ancestrais. O evento, que se realizará entre 8 e 11 de outubro, tem o objetivo de conhecer, valorizar e intercambiar saberes culturais ancestrais entre as comunidades do corredor Andino Qhapaq Ñan-Perú/ Argentina.

A segunda atividade proposta foi o desenvolvimento de cursos de formação cultural a tutores comunitários, de maneira virtual e semipresencial, tendo como população destinatária gestores culturais públicos e independentes e representantes das quatro regiões da província de Jujuy (Puna, Quebrada,Yungas e Valles). A carta de adesão  também cita um espaço de participação e diálogo com a sociedade civil em Jujuy: um fórum de participação com 24 organizações culturais comunitárias. 

Jujuy é a terceira província argentina que adere à iniciativa, ao lado das províncias de Entre Ríos e Chaco. A Argentina também está presente na rede com três municípios: Almirante Brown, Comodoro Rivadavia e Marcos Juárez.

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(Fotos: Secretaría de Cultura de Jujuy)

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29

ago
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Comodoro Rivadavia: “Cultura Comunitária” como coluna vertebral de políticas públicas e populares

Em 29, ago 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

(Texto e fotos: Secretaria de Cultura de Comodoro Rivadavia)

Com a premissa de aproximar o Estado dos bairros e descentralizar a atividade cultural, a Secretaria de Cultura do Município de Comodoro Rivadavia (Argentina) leva adiante o Programa Cultura Comunitária, com propostas culturais vinculadas à recreação, formação em ofícios, atividades literárias e de introdução a informática e inglês.

As oficinas são ministradas em mais de 50 sedes, trabalhadas sob a modalidade de “bolhas”, em grupos que não passam de 15 participantes por vez, em espaços amplos e ventilados, com sanitizadores à disposição.

Nesses três primeiros meses da experiência em um contexto sanitário difícil, a secretaria de Cultura do município, Liliana Peralta, valoriza o trabalho do pessoal da área junto às instituições dos bairros, que abrem suas portas para o desenvolvimento das oficinas. “A articulação e os protocolos que devemos implementar levam a uma tarefa muito exaustiva e com muita responsabilidade, que temos podido cumprir sem inconvenientes, sempre priorizando a saúde dos participantes”, assegura.

Pelo impacto do programa — estima-se umas 4 mil pessoas por semana –, Peralta afirma que “as oficinas culturais cumprem uma importante função social que não esteve ativa durante 2020 devido à pandemia, e que foi muito pedida pelas pessoas dos bairros”.

“Hoje voltamos a colocar em cena este programa, cujas oficinas formam parte da coluna vertebral das políticas públicas e populares para a inclusão social, por sua gratuidade e pela ampla oferta, destinada a pessoas de todas as idades, em igualdade de possibilidades”, explica.

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Variada oferta de cursos

Com respeito às atividades, são ministradas oficinas de música, danças, teatro, clown, circo social, zumba, ritmos latinos, manualidades, pintura, desenho, inglês e computação, atividades plásticas de percepção, fotografia criativa, horta, mosaico, tear, porcelana, reciclado, bordado chinês e mexicano, pintura decorativa e tecido.

Entre os chamados cursos de ofícios, os mais importantes são carpintaria, cabeleireiro, corte e confecção, cozinha e doces. Entre as propostas literárias estão os espaços para a narração gráfica, a leitura e a escrita, a narração oral cênica e a oficina de arte narrativa aplicado às bibliotecas.

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Rede Comunitária de Apoio às Trajetórias Escolares

Do Programa Cultura Comunitária também se desdobra a proposta da Rede Comunitária de Apoio às Trajetórias Escolares, destinada a crianças e adolescentes que cursam o ensino fundamental e o ensino médio. Essa rede surge como medida paliativa diante da crítica situação educativa que se vive na região, agora aprofundada pela pandemia.

A rede é uma ferramenta para assistir a crianças e adolescentes que passam por certas dificuldades no momento de estudar, somado à ausência ou ao escasso acompanhamento familiar, este último próprio de grupos monoparentais ou com exigências laborais, o que deixa as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade educativa, com altas probabilidades de repetência e abandono escolar. A iniciativa é realizada em 16 sedes, distribuídas em toda a extensão da cidade, com um alcance de mil pessoas.

Para sua execução, articulam-se esforços desde o Município de Comodoro Rivadavia, através da Secretaria de Cultura; as associações de vizinhos; os Centros de Promoção de Bairro; docentes e auxiliares docentes do Instituto de Formação Docente n° 806 e a Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco. Além do empresariado local, que contribui com o aporte de merendas e cafés da manhã para os participantes, assim como para a compra de material didático.

A secretaria de Cultura, Liliana Peralta, comenta o impacto da rede ressaltando que  “este projeto de Cultura Comunitária faz com o que Estado esteja presente naquelas famílias em que o contexto socioeconômico e pessoal põe em situação de vulnerabilidade, oferecendo possibilidades de acompanhamento a crianças e adolescentes em seu ciclo educativo escolar”.

Para ela, “ser uma ponte entre a tarefa escolar, o tempo familiar e o espaço comunitário se traduz em uma tentativa de garantir os direitos culturais, para a harmonia social, para ensinar e aprender, para traçar um caminho de cidadãos com ferramentas que lhes permitam exercer sua liberdade”.

 

(*) Comodoro Rivadavia é um dos municípios integrantes da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. Saiba mais sobre a rede: https://bit.ly/2Wsx6j1

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