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Arquivos Convocatoria - Página 10 de 11 - IberCultura Viva

19

nov
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Termina em Rapa Nui a “Oficina comunitária de criação cinematográfica para crianças”

Em 19, nov 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

Com a apresentação do curta-metragem “A história do rei Hotu Matu’a” no Dia da Língua Rapa Nui, chegou ao fim na Ilha de Páscoa (Chile) a segunda etapa da “Oficina comunitária de criação cinematográfica intercultural com e para crianças”. O projeto, um dos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015, teve sua primeira etapa em Valparaíso de 17 a 25 de outubro.

“A história do rei Hotu Matu’a” foi realizado por meninas e meninos da ilha, com diálogos em sua língua originária e legendas em espanhol. O curta narra a chegada dos primeiros moradores a Te Pito ou Te Henua (“O umbigo do mundo”, nome antigo de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa) desde a terra de Hiva, assim como o nascimento da primera pessoa na ilha e o conflito entre o rei Hotu Matu’a e seu irmão Oroi, que termina com a morte deste último.

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A apresentação foi no Colégio Lorenzo Baeza Vega, num estande preparado especificamente para isso, sob a coordenação da professora Vianca Díaz Tucki. “O curta teve uma recepção muito boa. Foi apresentado várias vezes durante o dia e em cada uma delas a equipe recebeu muitos elogios do público, de todas as idades”, afirma o cineasta Eduardo Bravo Macías, do coletivo mexicano Cinematequio, que divide o projeto com os chilenos Museo Fonck e Grupo Tacitas.

A ideia era apresentá-lo no dia 4 de novembro, junto aos festejos do Dia da Língua, mas o clima acabou adiando a comemoração. “Durante quatro dias choveu sem parar, o que nos obrigou a reprogramar a gravação de algumas cenas. Da mesma maneira, a chuva fez com que a celebração do Dia da Língua passasse do dia 4 para o dia 8, o que nos permitiu completar as cenas”, conta Eduardo.

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As crianças

Participaram do curta-metragem 28 crianças, entre 5 e 14 anos, principalmente alunos do Colégio Lorenzo Baeza Vega, ainda que também tenham participado crianças de outras escolas. Além disso, o grupo contou com a presença do coro do colégio para a gravação do hino “I’he a Hotu Matu’a”.

A equipe técnica mirim foi comandada por Tomás Ignacio Lorca Navarrete na direção,  enquanto a fotografia ficou a cargo de Walter Darío Durán; e o som direto, por Isabella Vaikaranga Reyes Pakarati e Ro-Iti Francisca Pate Paoa.

O elenco contou, entre outros, com Renga Kio Pate Teao como narradora, Mautu’u Henua Icka Otero como o rei Hotu Matu’a, Maho Rangi Ko Rangi Atan Hotu como Oroi, e Nohorangüi Tuki Rioroko Petero como um dos sete exploradores.

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“Para a escrita do roteiro, consultamos diferentes especialistas locais buscando contrastar a versão mais conhecida do relato, documentada por Sebastián Englert, com a versão viva na tradição oral da própria comunidade, e acabamos dando prioridade a esta última. Nossos assessores foram Moiko Teao Hotu, Mike Pate Haoa e Niso Tucki Tepano”, ressalta o cineasta mexicano.

Ao terminar a etapa en Rapa Nui, Eduardo Bravo regressou a Valparaíso e à Escola Carabinero Pedro Cariaga, onde foi realizada a primeira oficina do projeto no Chile. Ali, junto a Marcos Moncada, do Grupo Tacitas, cogestor do projeto, a equipe apresentou o curta gravado em Rapa Nui, assim como o gravado pelas crianças da comunidade mapuche de Valparaíso (“Nguillatún”). “Em ambas as escolas nos falaram da intenção e do interesse em dar continuidade ao projeto”, comenta Eduardo.

A carta de Valparaíso

Em 14 de novembro eles assinaram a “Carta de Valparaíso”, em que definem as características e os fins que devem ter os curtas-metragens realizados eminentemente por crianças, com a metodología de Cinematequio, em criação coletiva e comunitária com base nos relatos da tradição oral.  Assinaram a carta Eduardo Bravo Macías (Cinematequio), Marcos Alonso Moncada Astudillo (Comunidad Lircay), Vicente Tureo Arratia (professor intercultural mapuche), Alexis Antinao Valenzuela (encarregado do Departamento de Povos Originários do Conselho Regional de Valparaíso). Ficaram pendentes as assinaturas de Tania Basterrica, do Grupo Tacitas, e Cecilia Hormozabal Araki, de Maohi ou Rapa Nui.

“Esta carta define as bases para continuar e fortalecer a rede de cooperação e criação conjunta de conteúdos culturais entre Chile e México a partir de nossos coletivos”, afirma o cineasta mexicano, que desde 2013 encabeça o coletivo Cinematequio ao lado da escritora e professora Alejandra Domínguez Sánchez. Suas oficinas, baseadas no trabalho comunitário, a solidariedade e o compromisso, iniciados no México e agora também no Chile, buscam a (re)valorização do patrimônio cultural imaterial que constituem os contos, mitos, lendas, relatos da tradição oral e as línguas originárias.

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31

out
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Fazer cinema é, sim, coisa de criança

Em 31, out 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

Como seriam as lendas e os mitos das comunidades indígenas contadas a partir da visão infantil? E se estas crianças narrassem as histórias de seus povos em curtas-metragens em que eles mesmos atuam, produzem, dirigem e se encarregam da parte técnica? No México a experiência resultou em filmes falados em mazateco, chinanteco, chatino, zapoteco, cuicateco, ikoot, chontal, ayuuk, mixteco… Agora a proposta chega ao Chile com o “Taller comunitario de cine con y para niños” (“Oficina comunitária de cinema com e para crianças”), um dos projetos premiados no Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015. Os trabalhos começaram em Valparaíso em 17 de outubro e seguem na Ilha de Páscoa até 4 de novembro. Dois curtas vão resultar das atividades: um em mapuche e o outro em rapa nui.

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Crianças da comunidade mapuche em cena do curta “Nguillatún”

Cinematequio, a organização que divide o projeto com os chilenos Museo Fonck e Grupo Tacitas, é um coletivo mexicano encabeçado desde 2013 pelo cineasta Eduardo Bravo Macías e a escritora e professora Alejandra Domínguez Sánchez. O nome vem de um jogo de palavras que junta a arte e a técnica da criação e apreciação cinematográfica com o “tequio”, o trabalho comunitário para o bem comum.

Com oficinas baseadas no trabalho comunitário, na solidariedade e no compromisso, “sem fins políticos nem religiosos”, como ressaltam Alejandra e Eduardo, o coletivo busca contribuir para o desenvolvimento do país por meio da arte e da cultura, com ênfase na (re)valorização do patrimônio cultural imaterial que constituem os contos, mitos, lendas, relatos da tradição oral e das línguas originárias.

Fazer cinema, para eles, é um trabalho comunitário. São pelo menos sete dias de convívio com uma comunidade ou grupo em cada oficina, para dar a conhecer elementos teóricos e práticos, escrever um roteiro original baseado em um relato tradicional, permitir que os participantes escolham os papéis que desejam exercer dentro da produção, sejam eles técnicos ou artísticos, produzir o curta-metragem e apresentá-lo à comunidade ao final do processo.

Atividades

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A escola Pedro Cariaga, em Valparaíso

De segunda-feira, 17, a terça, 25 de outubro, foi realizada uma oficina na Escola Intercultural “Carabinero Pedro Cariaga”, de Valparaíso. Um curta-metragem intitulado “Nguillatún” foi feito por crianças da escola, com apoio de seus professores e de uma autoridade tradicional mapuche, o “lonko” Iván Coñuecar Millán. Além do colégio e redondezas, foram gravadas cenas no Museo Fonck de Viña del Mar. A apresentação de “Nguillatún” à comunidade se deu no Parque Cultural Valparaíso.

Em 27 de outubro foi feito o traslado a Rapa Nui. O começo dos trabalhos no Colegio Básico Lorenzo Baeza Vega estava previsto para o dia 28. A apresentação do curta-metragem feito com e para os meninos e meninas rapa nui está agendada para 4 de novembro, durante os festejos do Dia da Língua Rapa Nui.

Antes do começo das atividades no Chile, em apresentação do projeto no Museo Fonck, o cineasta Eduardo Bravo comentou a ideia de fazer uma  adaptação de um relato da tradição oral de cada comunidade, para que as crianças mapuche e rapa nui pudessem atuar e fazer parte de todo o processo de produção. “Além de transferir o conhecimento técnico,  (buscamos) a possibilidade artística, e que ajude a revalorizar a parte lingüística, de identidade. Ao colocá-los em contato com outros grupos, outras comunidades que tenham trabalhado com as oficinas no México, buscamos estender laços que podem ir crescendo, para que possam trocar mensagens e histórias desta maneira”.

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Impressões

taller-mapuche5Terminadas as gravações em Valparaíso, Eduardo Bravo considerou a experiência muito enriquecedora. “Nos demos conta de que mesmo estando tão longe temos muitos pontos em comum. E é muito gratificante trabalhar com crianças nativas, propositivas e criativas. Elas precisaram de muito poucas tomadas para fazer suas cenas”, observou.

Para Alejandra Domínguez, a oficina também pareceu muito boa. “Nos receberam com muita amabilidade, tanto os professores como os alunos. Eles estavam emocionados (por saber) que éramos de outro país, nos perguntavam mil coisas. E realmente tomaram a responsabilidade pela gravação. Foi muito rápido. Uma excelente participação de toda a escola.”

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A diretora Ana Maria: “experiência única”

Para a diretora da escola de Valparaíso, Ana Maria Salazar Zepeda, foi importante para os alunos conhecer de perto o que é trabalhar em cinema.“Uma experiência única, feita aqui pela primeira vez. As crianças estão interessadas em ter este aprendizado e compartilhar com seus companheiros os diversos papéis de trabalho em cinema. Me sinto honrada de poder participar. (…) Que possamos semear a arte de fazer cinema com crianças. Que seja o começo de outros momentos de cinema na escola. Estamos muito agradecidos”, afirmou.

Contrapartida 

A primeira atividade oficial da equipe Cinematequio no Chile foi visitar o Instituto de História da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, que – por meio do braço universitário do Grupo Tacitas- criou um projeto para adquirir o equipamento de chromakey, iluminação e acessórios utilizados durante a produção dos curta-metragens no Chile.

O Grupo Tacitas é um “clube de excursionismo” formado em 2006, quando voluntários convocados pela arqueóloga Gabriela Carmona, do Museo Fonck, participaram de uma excursão à “piedra tacita” de El Morro, na parte mais alta do setor de “Quebrada Escobares”, comuna de Villa Alemana, Quinta Região. Desta excursão e do intercâmbio de experiências surgiu a iniciativa de visitar outros pontos da região com lugares de interesse arqueológico, com o objetivo de conhecê-los, difundir seu valor e assim ajudar sua preservação.

cinematequio-museofonckJá o Museo Fonck de Viña del Mar, criado em 1937, conta com salas dedicadas à cultura rapa nui e às culturas do Chile continental, além de uma mostra de história natural e duas bibliotecas. Uma, com cerca de 10 mil volumes, está voltada a diversas especialidades; a outra é a Biblioteca Rapa Nui, dedicada apenas a essa cultura. O museu tem como missão “preservar, investigar, difundir e ensinar o patrimônio natural, arqueológico e etnográfico do Chile, entretendo e estimulando o interesse pelo conhecimento, com espírito de serviço e estando atentos às necessidades da comunidade”.

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Saiba mais:

www.cinematequio.blogspot.cl

https://www.museofonck.cl/

https://tacitas.blogspot.cl

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26

set
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Intercâmbio entre organizações socioculturais de Costa Rica e Chile: reconhecimento e irmandade

Em 26, set 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

Durante o 2° Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, realizado em outubro de 2015 em El Salvador, organizações de vários países puderam se encontrar, se reconhecer e compartilhar experiências, identificando as semelhanças e diversidades de suas realidades. Desses encontros nasceu o projeto “Intercâmbio entre organizações socioculturais de Costa Rica e Chile”, um dos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, edição 2015.

O projeto, que propõe a integração entre agentes culturais do movimento costa-riquenho de Cultura Viva Comunitária e as organizações chilenas Centro Cultural Trafon e Nodo Valpo, teve sua primeira etapa realizada em Costa Rica entre os dias 5 e 19 de setembro de 2016. A segunda será no Chile, de 17 a 31 de outubro.

Ainda que tenham mantido o intercâmbio no âmbito sociocultural, organizações dos dois países têm desenvolvido práticas, dinâmicas e percursos diferentes. A iniciativa tem como finalidade, portanto, o fortalecimento do trabalho colaborativo em seus distintos contextos mediante a troca de experiências, saberes, sentires e práticas locais de desenvolvimento cultural executadas em ambos os países.

A equipe de Costa Rica vem podendo compartilhar, por exemplo, sua experiência em diálogo intersetorial e horizontal com comunidades e o Estado, suas metodologias e estruturas descentralizadas. A equipe chilena, por sua parte, contribui com suas experiências em iniciativas de autogestão, recuperação de imóveis com fins artísticos/culturais, meios de comunicação comunitários, trabalho colaborativo e redes de articulação em nível local, nacional e internacional.

 

A visita

Em sua primeira etapa o projeto contemplou a visita de Rodrigo Benítez Marengo e José Tapia Pizarro (Nodo Valpo) e Rodrigo Letelier Balaguer (Trafon) a Costa Rica. Os três vivem em Valparaíso (Chile). Benítez é pedagogo em dança e músico; José Tapia, engenheiro civil, mestre em inovação e economia criativa; Letelier, comunicador, diretor de Trafon TV e do Centro Cultural Trafon.

Os três chegaram a San José em 5 de setembro e no dia seguinte visitaram o Centro de Comunicação Educativa Voces Nuestras e o adido cultural da Embaixada do Chile em Costa Rica. Ao longo de duas semanas puderam conhecer diversas iniciativas e projetos socioculturais, artísticos, educativos e festividades em localidades como San José, La Carpio, Puerto Viejo, Caribe, Cartago, Talamanca, San Ramón e San Carlos. Tiveram encontros com animadores socioculturais, com representantes de círculos de ressonância, com habitantes de zonas indígenas, com a Red Sancarleña de Mujeres Rurales e com a diretora de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude, Fresia Camacho.

Rodrigo Letelier, Rodrigo Benítez, Ronald Corrales, Fresia Camacho, José Tapia e Josy Ávila

Impressões

“Estamos muito agradecidos de poder participar deste projeto, que nos permite confirmar que a criação de propostas a partir das bases, em um diálogo permanente entre a sociedade civil e a institucionalidade, cimentam um andar mutuamente benéfico, alcançando mudanças profundas tão necessárias no contexto mundial atual”, afirma José Tapia Pizarro. “Se esse trabalho além disso se projeta amorosa, carinhosa e coletivamente, fortalecendo os laços emocionais que permitem se sustentar apesar das dificuldades, possibilita um fazer sociocultural transformador”.

Aos chilenos lhes chamaram a atenção muitas coisas em Costa Rica, como a ativa participação dos jovens na política, a beleza e o carinho de sua gente, “sempre atenta e disposta a ajudar”, e à natureza, “a sorte de poder desfrutar de tantas paisagens sempre verdes, tanta diversidade de climas, costumes, influências que se integram e convivem nesta ‘multi e pluriculturalidade’”, como eles ouviram dizer em um dos encontros.

Anfitriões

Para Ronald Corrales Leon, vozeiro da região de Cartago do movimento de Cultura Viva Comunitária Costa Rica, intercâmbios como este são importantes para a solidariedade entre grupos, o reconhecimento, a irmandade. “Tem sido gratificante poder expor para os amigos chilenos as fortalezas e fraquezas que temos como movimento em Costa Rica a partir do vivencial, do afetivo e do prático”, afirma. “É muito satisfatório saber que isso lhes dá  insumos que podem levar para as organizações com que trabalham em Valparaíso.”

Encontrar semelhanças nas dificuldades que enfrentam aqui e ali é um dos pontos altos da experiência. “Embora, como movimiento, sentirmos que há muito que avançar na articulação e dinamização da rede e na coordenação das diferentes organizações”, ressalta Ronald, “os companheiros chilenos nos dizem que é um exemplo para eles, já que talvez o avanço deste tema no Chile não tenha alcançado os mesmos níveis. Isso nos surpreende em dois sentidos: por saber que nossa experiência pode potenciar o processo chileno, e no sentido de que nos dá um alento para seguir com o trabalho de articulação aqui”.

No Chile

Em 17 de outubro começam as atividades no Chile, com uma visita ao entorno de Nodo Valpo e um encontro com organizações vizinhas. Os dias seguintes serão de visitas a iniciativas culturais comunitárias, intercâmbio de experiências com a equipe Nodo e colaboradores, encontro com conselheiros e encarregados municipais de cultura, encontros com círculos de ressonâncias e sessões de capacitação comunicacional, entre outras atividades.

Saiba mais:

https://nodovalpo.cl/

https://www.facebook.com/CcTrafon/videos/648366121980359/

https://www.facebook.com/NodoValpo/videos/1133807260041647/

https://www.facebook.com/170601253004452/videos/1235538526510714/

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15

set
2016

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Edital para seleção de textos sobre políticas culturais de base comunitária

Em 15, set 2016 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

MinC_SCDC_IberCultura-Viva_Edital_ARTIGOS_portuguesSe a cultura é o vínculo fundamental para transformar realidades, por que não fazer com que o Estado reconheça as iniciativas da sociedade civil no lugar onde elas ocorrem? A este conceito de política pública, pensado de baixo para cima e adotado em vários países ibero-americanos desde 2004, se deu o nome de “cultura viva comunitária”. Viva porque é pulsante, mutante, diversa. E comunitária porque é de onde surge, onde se organiza.

E é para contar um pouco desta história que o programa IberCultura Viva propõe um edital para a seleção de textos, com vistas à elaboração de uma publicação de âmbito regional que permita reflexões sobre o conceito e as políticas de cultura de base comunitária, com a participação dos diferentes protagonistas deste processo. As inscrições estarão abertas entre 19 de setembro e 1º de dezembro.

Os textos devem tratar de experiências de organizações da sociedade civil que são ou tenham sido colaboradoras de políticas governamentais de base comunitária, seja em âmbito federal, estadual, municipal ou regional.

Podem participar do edital pessoas físicas, como representantes de organizações que tenham sido beneficiadas com alguma convocatória pública no contexto das políticas culturais de base comunitária. Ou que – neste mesmo contexto – tenham participado de encontros, fóruns, seminários, grupo de trabalho ou redes, ou tenham firmado uma prática de trabalho intersetorial, baseada em algum tipo de convênio ou colaboração com instâncias governamentais. Ou pesquisadores relacionados com estes temas.

Os textos devem ter em média 2.500 palavras. A extensão máxima é de 5 mil, e a mínima, de 1.500 palavras. Devem estar escritos em espanhol ou português e ser de autoria da pessoa ou grupo que o assina.

Para download:

O edital

Anexo 1 – Formulário de inscrição

Anexo 2 – Termo de autoria e cessão de direitos

 

Leia também:

Concurso de videominuto “Mulheres: Culturas e Comunidades”

Edital de apoio a redes de cultura de base comunitária

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15

set
2016

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

IberCultura Viva lança seus três editais de 2016

Em 15, set 2016 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

O programa IberCultura Viva abre nesta segunda-feira (19/09) as inscrições para três editais voltados a experiências culturais de base comunitária: um para apoio a redes, outro para a seleção de textos a serem publicados em um livro, e um concurso de videominuto chamado “Mulheres: Culturas e Comunidades”.  Serão distribuídos US$ 100 mil para o Edital de Apoio a Redes e US$ 5 mil para o concurso de vídeos. O edital de artigos não terá prêmios em dinheiro.

As inscrições estarão abertas até 1º de dezembro.  Para obter mais informações e baixar regulamentos e formulários:

Edital para a seleção de textos sobre políticas culturais de base comunitária  

Edital de apoio a redes de cultura de base comunitária 

Concurso de videominuto “Mulheres: culturas e comunidades” 

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12

ago
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Ganhadores do concurso do projeto Oralidade Escrita recebem prêmios em Formosa

Em 12, ago 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

No Dia Internacional das Populações Indígenas, 9 de agosto, foi realizada em Bartolomé de las Casas (Formosa, Argentina) a entrega de prêmios do concurso literário de lendas dos povos originários promovido pelo projeto Oralidade Escrita, um dos sete ganhadores da categoria 3 do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio.

Executado pela Fundación Abriendo Surcos (Argentina) e o Coletivo Aty Saso (Brasil), o projeto contou com a participação de 46 escolas provinciais secundárias de modalidade intercultural bilíngue. Foram recebidos mais de 70 relatos de três etnias: Qom, Wichi e Pilagá.

Foram premiados três alunos de língua Qom, do 4º ao 6º ano (Víctor Danilo Claudio, Eduardo Maza e Susy Gemalis Nuñez); três de língua Wichi, também do 4º ao 6º ano (Rodrigo Hilario, Adriana Zigarán e Maximiliano Maidana), e dois de língua Pilagá (Karen Maidana e Raúl Matías), ambos estudantes do 5º ano. Os ganhadores de cada etnia receberam US$ 500 (1° prêmio), um tablet (2° prêmio) e uma mochila (3° prêmio).

Organizado pela Coordenação de Educação Intercultural Bilíngue junto ao Instituto de Comunidades Aborígenes da província de Formosa, o evento contou com a atuação dos MEMAs (Maestros Especiales Modalidad Aborigen) na elaboração dos textos e da logística. Também houve manifestações artísticas realizadas por parte dos moradores locais. O concurso foi declarado de interesse cultural pela Legislatura da província de Formosa.

Participaram da premiação em Formosa a subsecretária de Educação da província, Analia Heinzenreder; o coordenador do programa Puntos de Cultura do Ministério de Cultura da Argentina, Diego Benhabib; os representantes de ambas as fundações, caciques das comunidades e autoridades locais.

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Entre aplausos e risos

Para Diego Benhabib, o momento mais emotivo foi quando um dos ganhadores leu seu conto no idioma original. “Os risos contagiavam, por mais que alguns não entendessem nada do que dizia. Pareceu uma dessas passagens mágicas, nas quais se interconectam sensações entre cosmovisões distintas em mundos compartilhados… Tanto o texto como as ilustrações que acompanharam o texto em espanhol foram maravilhosos”, afirmou.

O coordenador do programa Pontos de Cultura também destacou que a premiação foi um evento de grande importância para toda a comunidade de Bartolomé de las Casas, que esteve mobilizada ao redor da escola secundária. (Também assistiram à cerimônia famílias de distintas comunidades dos alunos participantes do concurso, não necessariamente próximas à localidade.) “Os jovens estavam muito entusiasmados com o ato de premiação e tiveram uma participação ativa. Além do ato, deram cor à premiação os MEMAs, cuja função é central no desenvolvimento do processo pedagógico da educação intercultural bilíngue”, ressaltou Benhabib.

Daniela Landin, representante do Coletivo Aty Sâso, contou que o grupo foi muito bem recebido na escola Cacique Kanetori e que um dos pontos altos da premiação, além da leitura dos contos dos ganhadores, foi o das atuações musicais, “com a participação de uma professora e de estudantes de diferentes etnias, o que indica diálogo e integração”.

Daniela trabalha como narradora de historias, locutora, pesquisadora de teatro, crítica de teatro de rua e atriz. Em Formosa ela pôde falar um pouco do trabalho do Aty Saso em São Paulo e do Coletivo Cafuzas, que pesquisa culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras com foco nas narrativas orais e escritas. Também pôde conhecer um pouco da vida dos estudantes, que, segundo ela, se mostraram muito afetuosos, com abraços e fotos. “Muito significativo que o evento tenha sido no Dia Internacional das Populações Indígenas (ou Dia Mundial das Populações Aborígenes, como estava escrito no palco da cerimônia). Foi realmente uma celebração das culturas originárias com destaque para a força da palavra, oral e escrita”.

O projeto

Além do concurso literário, o projeto Oralidade Escrita previa a realização de uma oficina de redação e contação de histórias para a sistematização da oralidade. O objetivo era registrar por escrito as lendas das etnias mataco-guaycuru que habitam a região, com vistas à aproximação e à difusão das línguas originárias e a troca de experiências e saberes de agentes culturais do Brasil, da Argentina e povos originários.

Os relatos mais amplos nas questões da cultura matriz identitária recebidos no concurso serão selecionados para edição e publicação em formato de antologia de relatos/contos. A publicação dos textos se dará no idioma original dos povos com tradução para o espanhol e o português. O livro será lançado em versão digital.

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Antecedentes

A província de Formosa foi eleita por sua numerosa população de povos originários e seu grau de desenvolvimento jurídico na legislação aborígine/indígena. Em Formosa, com o apoio do governo provincial, foi editado o livro Lecturas en Lenguas Originarias de Formosa, produzido pela Coordenação da Modalidade Educação Intercultural Bilíngue (EIB), área do Ministério de Educação encarregada do desenvolvimento e fortalecimento das línguas e culturas da província. O livro é composto de textos recopilados e produzidos por autores indígenas dos povos Qom, Pilagá e Wichí, com histórias, relatos de vida e costumes em suas línguas originais.

As organizações

A Fundación Abriendo Surcos, uma das duas entidades que apresentaram o projeto Oralidade Escrita ao programa IberCultura Viva, tem domicílio legal em Formosa. Criada em 2012, trata-se de uma organização social sem fins lucrativos, voltada para assistência cultural e capacitação. Seu nome faz alusão aos sulcos deixados pelo arado ao preparar a terra para a semeadura. Uma imagem que deriva de seu objetivo: “Preparar e capacitar as pessoas para que, por seus próprios meios, semeiem e colham o produto de seu trabalho”.

O Coletivo Aty Sâso, a outra organização executora do projeto, desenvolve ações no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre) e na Argentina (Buenos Aires, Rosário, Córdoba e Formosa). Suas atividades estão relacionadas às artes como instrumento de empoderamento da população que está ou esteve em processo de reclusão por quadro clínico de saúde mental.

 

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05

ago
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Fórum Educativo Centro-americano: uma proposta de currículo para a região

Em 05, ago 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

O Fórum Educativo Centro-americano, um dos sete projetos ganhadores da categoría 1 do Edital IberCultura Viva de Intercambio, foi realizado em duas fases. A primeira reuniu em Honduras, em setembro de 2015, representantes de organizações da Rede Maraca, com vistas ao que chamaram de “desenho curricular”. A ideia era consolidar o imaginário das propostas do fazer cultural que tinham em seus países a partir de metodologias alternativas baseadas na arte e na cultura. A segunda reunião, realizada em Costa Rica de 5 a 7 de junho de 2016, teve como objetivo formular o que denominaram “desenvolvimento curricular”.

Foi essa proposta de desenvolvimento curricular regionalizado, com a intenção de ser uma forma de intervenção social e artística dirigida à juventude, a que contou com recursos do prêmio IberCultura Viva (US$ 5 mil). O projeto foi apresentado ao edital pelas organizações Guanared (Costa Rica) e Walabis (Honduras), mas envolve também outras entidades da Rede Maraca, como Colectivo Altepee Son (México), Caracol-YCD (Belice), Caja Lúdica (Guatemala) e Mente Pública (Panamá).

O II Fórum Educativo Centro-americano “Currículo e Arte Social” foi inaugurado no domingo, 5 de junho, no Centro de Amigos para a Paz, em San José, como um laboratório com dois objetivos gerais: a) fortalecer e ampliar a Rede Maraca, para contribuir com o processo de integração regional a partir do ativismo cultural; e b) oferecer um espaço de reflexão que permitisse aprofundar no conhecimento e análise de diferentes experiências curriculares artísticas da região como estratégia de intervenção social dirigida à população vulnerável.

Participaram do encontro Sael Blanco (Colectivo Altepee, México), Claudia Orantes (Caracol-YCD), André De Paz (Caja Lúdica), Julio Matteo (Mente Pública), Caridad Cardona (Walabis), Oriana Ortiz Vindas (Cooperativa Viresco e Guanared), Cristina Venegas (Cenderos, Red Permanezca y proyecto B’atz Tejiendo Vida, Costa Rica), María José Bermúdez (Yara Kanic, Costa Rica) e Carlos Rodezno (consultor educativo, Honduras). Também estiveram presentes três convidados locais: Karol Montero, da Direção de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude, Rafael Murillo e Italo Fera, formados em gestão local pela Universidade Estatal a Distancia (UNED).

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Os participantes do II Fórum no Centro de Amigos para a Paz

Três etapas

A jornada em Costa Rica teve início com uma exposição da memória do I Foro Educativo, realizado em Honduras. Carlos Rodezno, facilitador do evento, apresentou material contendo a informação geral e descritiva da la jornada, como antecedentes, propósitos, objetivos, metodologia a desenvolver e os produtos esperados. Depois vieram as três etapas: a) pesquisa curricular: desafios para a construção do currículo centro-americano da Rede Maraca (dia 5); b) redação de objetivos curriculares e declaração de princípios (dia 6); c) proposição do plano de formação (dia 7).

Registrados por meio de fichas, os três dias de trabalho geraram espaços de reflexão e análise de experiências particulares que permitiram propor um desenho e um desenvolvimento curricular baseado no trabalho de campo até então realizado em cada país. O resultado deste laboratório curricular é considerado a segunda parte de três, e abrange o desenho curricular e o desenvolvimento do currículo como tal; ficando por desenvolver a revisão e verificação do currículo, revisão de resumos de conteúdo como etapa preliminar na construção desta oferta educativa.

Em informe elaborado por Carlos Rodezno, o grupo conta que a participação no II Foro foi concentrada, responsável, interessada e eficiente, e que os resultados têm sido positivos. Segundo eles, a visão dos integrantes da Rede Maraca é variada e diversa, o que enriquece a proposição da oferta curricular, e a metodologia sociocrítica empregada durante o laboratório, assim como suas técnicas de diálogo problematizador, estudo de caso etc, foram adequadas para as características dos participantes.

Visita às comunidades

Além dos três dias de trabalho na casa que ganhou o nome de Centro de Amigos para a Paz, os participantes do encontro estiveram em visitas a experiências de gestão cultural e educação em comunidades (em Guadalupe, Heredia e La Carpio), em 8 de junho, e em um encontro no Ministério de Cultura e Juventude, onde houve uma apresentação de jovens do programa de formação Técnico em Animação Sociocultural Comunitária (Cooperativa Viresco).

O intercâmbio de experiências, além de aportar para a ideia de criar una certificação do fazer cultural na região centro-americana, também busca responder a uma necessidade de elevar e reconhecer os profissionais da cultura. “Uma experiência a partir da gente, para a gente e pela gente”, como ressaltou o guatemalteco André De Paz, no evento “Políticas públicas e participação cidadã: experiências de gestão sociocultural”, realizado em 8 de junho, em San José, no encerramento da 4a Reunião do Comitê Intergovernamental do programa IberCultura Viva.

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O grupo que visitou a comunidade La Carpio, em 8 de junho

Antecedentes

O Movimento de Arte Comunitária na Centro-américa (Maraca) nasceu num encontro de experiências de ativistas culturais realizado em Guatemala em 2006. A articulação de grupos artísticos do triângulo norte se deu para reivindicar os direitos humanos ante as múltiplas violações sofridas pela população jovem na região.  Pouco a pouco outros somaram-se a esta proposta de integração regional, ampliando a articulação e a perspectiva da incidência juvenil. Tendo a arte comunitária como elemento em comum do acionar de cada organização, a rede oferece metodologias alternativas de inclusão, participação juvenil, memória histórica, recuperação dos espaços públicos, culturas vivas, defesa dos direitos humanos e bem viver.

Por solicitação de grupos integrantes da Rede Maraca, artistas, comunicadores, animadores, gestores  e ativistas culturais realizam visitas para facilitar espaços de formação, rodas de conversas, fóruns e oficinas que têm como propósito o fortalecimento de processos formativos, organizativos e de incidência. As temáticas dos estágios são: a) formação: política e liderança; b) incidência: participação em pré-produção de encontros nacionais e festivais de Cultura Viva, artísticos, oficinas e criações coletivas.

O primeiro fórum

O I Fórum Educativo Centro-americano, realizado em Honduras, se deu em dois dias, 2 e 3 de setembro de 2015, na cidade de Comayagüela. A jornada se iniciou com um mapeamento das ofertas curriculares em matéria de arte na modalidade alternativa e de intervenção social desenvolvidas nos países centro-americanos. O segundo momento (“diálogo problematizador”) foi para análise e reflexão de situações e problemáticas enfrentadas no desenvolvimento curricular de cada uma das organizações em seu país de origem. O terceiro momento (“narrativa”) teve como propósito a redação acerca dos processos curriculares e seus resultados.  

O quarto momento (“trabalho colaborativo”) serviu para analisar casos e situações dos processos educativos e especificamente sobre os diferentes currículos, contrastando a teoria do desenho frente à realidade de sua execução ou desenvolvimento, a fim de identificar os achados que a implementação curricular proporciona (acertos, vazios, promoção e outros)  e sua valorização educativa e social.

No quinto e último momento, denominado desenho curricular, os participantes foram divididos em equipes por aspectos temáticos, como fundamentos, metodologia, enfoque educativo, perfil de ingresso, entre outros, com o propósito de realizar a construção de um documento que sirva de base à proposta de um currículo regional de arte social que possa ser implementado por cada organização da Rede Maraca. Depois deste trabalho em equipes, teve início uma plenária para conhecer e discutir o proposto, obtendo-se então um desenho curricular em termos da definição adotada durante o evento.

Ao final, los participantes concluíram que as experiências curriculares atuais da região são muito similares em termos de objetivos, população atendida, processos de certificação, e que os resultados das propostas curriculares em cada país demonstram êxito, apesar das dificuldades de implementação, certificação, desenvolvimento e financiamento.

À exceção da Nicarágua, os países têm consolidadas suas ofertas curriculares. A maioria está voltada para a juventude e o desenvolvimento comunitário, e algumas estão desenhadas para o empreendimento cultural, artístico, assim como a inserção no mercado de trabalho. Além disso, reconhece-se que a certificação curricular legitima os processos de formação por meido do desenvolvimento curricular tanto em nível social e educativo como de caráter individual ou institucional. E valoriza-se a intervenção social por meio de serviços educativos curriculares como uma forma acertada por considerar las características socioculturais da região.

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27

abr
2016

Em Notícias

Por IberCultura

Emergentes: convocatória para projetos socioculturais do Uruguai

Em 27, abr 2016 | Em Notícias | Por IberCultura

mides-arteO Ministério do Desenvolvimento Social do Uruguai (Mides) destinará um total de até $4.800.000 (4,8 milhões de pesos uruguaios, o equivalente a 150 mil dólares ou 530 mil reais) para financiar projetos socioculturais desenvolvidos por coletivos comunitários em diversos departamentos (“estados”) do país. Os postulantes poderão apresentar projetos que tenham orçamento máximo de $80.000 (80 mil pesos uruguaios ou 8,8 mil reais). O programa oferecerá aos selecionados apoio financeiro, acompanhamento técnico e suporte no relacionamento com instituições da região. O prazo de inscrições vai de 29 de abril a 13 de maio de 2016.

Com o nome de “Emergentes”, a convocatória está dirigida a coletivos comunitários dos departamentos de Salto, Paysandú, Río Negro, Soriano, Colonia, Flores, Florida, Maldonado, San José, Canelones e Montevideo. Entende-se por coletivos comunitários aqueles grupos integrados por quatro ou mais pessoas que se encontrem vinculados às redes territoriais de participação cidadã, a programas coexecutados pelo Mides ou outros organismos no território.

Os projetos ganhadores deverão se destacar pelo caráter participativo, por estar enfocados no fortalecimento das redes comunitárias, por incorporar elementos de formação sociocultural e por promover câmbios em prol da integração social.

Mais informações: www.mides.gub.uy ou (598) 2400 0302 int. 1371

Saiba mais:

https://www.mides.gub.uy/innovaportal/v/61419/3/innova.front/cambio-cultural

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01

mar
2016

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Confira a relação definitiva de projetos vencedores do Edital de Intercâmbio

Em 01, mar 2016 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

edital-iberA Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI Brasil) publicou hoje a relação definitiva de contemplados do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, criado para incentivar a integração e o desenvolvimento de redes entre organizações culturais de países ibero-americanos. Cada um dos 14 premiados receberá US$ 5 mil. Um termo de convênio será enviado a todos os projetos vencedores esta semana.

O edital foi lançado em 4 de agosto de 2015 com três categorias: 1) intercâmbio (mobilidade e criação de redes) entre agentes culturais; 2) apoio à participação no 2º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, em outubro, em El Salvador; e 3) criação de conteúdos culturais (produtos) feita em conjunto por organizações de dois ou mais países. As inscrições para a categoria 2 terminaram em 30 de agosto, e para as demais, em 1 de dezembro.

O resultado das categorias 1 e 3 foi divulgado em 16 de fevereiro e o prazo para apresentação de recursos se encerrou três dias depois. Representantes de dois projetos que haviam sido habilitados, mas não se classificaram entre os sete primeiros lugares, apresentaram recursos. Após analisar os dois casos, o Comitê de Avaliação decidiu manter a pontuação inicial, não alterando, portanto, a ordem de colocação dos projetos vencedores.

Inscreveram-se no edital 76 projetos – 42 na categoria 1 e 34 na categoria 3. Para a primeira, do total de inscritos, foram habilitados 27; para a segunda, 16. Todos esses receberam pontuações dos avaliadores. Os paises com maior participação entre os habilitados da categoria 1 foram Argentina (15 projetos), Brasil (12), Costa Rica (5), Espanha (5) e Peru (5). Na categoria 3, Brasil (8), Argentina (6) e México (7) foram os três países mais presentes. Os sete mais bem colocados de cada categoria foram escolhidos os vencedores do edital.

Participaram da avaliação por parte do Comitê Intergovernamental: Diego Benhabib, Silvana Fabbricatore, Rosario Lucesole e Florencia Pinto (Ministério de Cultura da Argentina); Alexandre Santini (Ministério da Cultura do Brasil); Marianela Riquelme Aguilar (Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile); Fresia Camacho e Eduardo Reyes Paniagua (Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica); Alejandro Lozano Conde (Direção Geral de Culturas Populares, México); Pilar Torre Villaverde (Ministério de Educação, Cultura e Esportes de Espanha); César Pineda (Secretaria de Cultura da Presidência de El Salvador); Fabiola Figueroa, Lilybeth Echeandía, Alonso Santa Cruz y Estefanía Jesus Lay Guerra (Ministério de Cultura do Peru); Zulma Masi (Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai); Gustavo Piegas Marsiglia (Ministério de Educación e Cultura do Uruguai).

Por parte do Comitê Técnico, os avaliadores foram Diego Benhabib, coordenador do programa Puntos de Cultura do Ministério de Cultura da Argentina; Fresia Camacho, diretora nacional de Cultura, e Eduardo Reyes, gestor cultural do Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica; Moira Eugenia Delano Urrutia, chefa do Departamento de Cidadania Cultural do Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile.

Eis a lista definitiva de ganhadores do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio:

CATEGORIA 1

Nome do projeto – Entidades/ Coletivos
  1. Trenzando caminos. Una construcción político cultural, desde la sociedad civil en el Mercosur –  Asociación Ecuménica de Cuyo ( FEC)/ Centro Tierra Nueva Argentina /Centrac – Centro de Acción Cultural Centrac Brasil / CPP – Centro de Participación Popular Montevideo / ECO – Educación y Comunicaciones Chile /SEDEJ – Servicio para el desarrollo de los jóvenes Chile / Decidamos – Campaña por la Expresión Ciudadana Paraguay
  2. Red de Festivales Internacionales de Teatro de Titeres Colombiatiteres – Red Colombia Títeres; Fundación La Tortuga Triste; Manicomio de Muñecos de Medellín; Trotasueños de Cartagena – e Agárrate Catalina de Argentina- grupo para la movilidad
  3. Mundo Puckllay y Pé No Chão. Un enlace artístico y cultural entre Perú y Brasil (1ra Etapa) – Puckllay (Peru) / Pé no Chão (Brasil)
  4. Museu da Pessoa. Rede Internacional de Histórias de Vida – Instituto Museu da Pessoa (Brasil) / Emiliano Polcaro – Museo de la Persona Argentina (Argentina)
  5. II Foro Educativo Centroamericano. Desarrollo curricular y Arte Social, Etapa I – Sociedad Civil para el Arte y la Cultura Guanared / Red Centroamericana Maraca
  6. Integración entre agentes culturales de Costa Rica (Red Cultura Viva Comunitaria) y Chile (Nodo Valpo) – Costa Rica (Red Cultura Viva Comunitaria) y Chile (Nodo Valpo)
  7. Mapeamento de coletivos de artivismo, comunicação alternativa e cultura livre na Espanha – Baixa Cultura (Brasil) / Zemos98 – Cultura Libre e Innovación Social (Espanha)

CATEGORIA 3

Nome do projeto – Entidades/ Coletivos
  1. Lxs jóvenes cantamos nuestros derechos – Fundación SES (Argentina) / Fundación Salvadoreña Para la Promoción Social y el Desarrollo Económico (FunsalProdese) (El Salvador)
  2. Proyecto Ja’ab de edición colectiva y fomento de la escritura y la lectura en el área maya – Museo de la Palabra y de la Imagen (El Salvador) y SOM Editorial Colectiva A.C. (México)
  3. Kwatiara Abya Yala (Escrita Indígena da América) – Thydêwá (Brasil) / Comunidad Indígena Territorial Comechingón Sanavirón Tulián (Argentina) / Comunidad Linkan Antai Corralitos (Argentina)
  4. Ventana a la biodiversidad – Cultura Savia A.C. (México) / Unesco Etxea – Centro Unesco del País Vasco (Espanha)/ .txt Texto de Cinema (Brasil)
  5. Porto Alegre – Tijuana: mulheres olhando para seu cotidiano e além dele – Cidadania e Arte (Brasil) / Imagen y Creación (México)
  6. Taller Comunitario de Creación Cinematográfica Intercultural con y para Niños – CinemaTequio (México) / Sociedad de Arqueología e Historia Museo Fonck (Chile) / Club de excursionismo Grupo Tacitas (Chile)
  7. Oralidade escrita – Fundación Abriendo Surcos (Argentina) / Coletivo Aty Sâso (Brasil)

Saiba mais sobre o edital:

Edital IberCultura Viva de Intercâmbio

Primeiro Termo Aditivo ao Edital de Intercâmbio

Informação aos Interessados V – Projetos Habilitados nas Categorias I e III

Informação aos Interessados VI – Resultado da Fase de Recursos (Projetos Habilitados nas Categorias I e III)

Informação aos Interessados VII – Aviso Prazo de Resolução

Informação aos Interessados VIII – Complementação da Fase de Recursos

Informação aos Interessados IX – Aviso do Prazo de Resolução

Informação aos Interessados X – Publicação dos Resultados das Categorias I e III

Informação aos Interessados XI – Publicação dos Resultados Definitivos das Categorias I e III

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16

fev
2016

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Conheça os 14 projetos contemplados nas categorias 1 e 3 do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio

Em 16, fev 2016 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Uma rede de festivais internacionais de teatro de bonecos; um museu virtual com histórias de vida de brasileiros e argentinos; uma coleção ibero-americana de livros digitais de autores indígenas; o mapeamento de coletivos espanhóis de comunicação alternativa e cultura livre; encontros de organizações juvenis durante a Cúpula Social do Mercosul; um videoblog que trata de imaginário cultural e biodiversidade; oficinas de vídeo dirigidas a mulheres das periferias de Porto Alegre e Tijuana (México); oficinas de produção cinematográfica digital para meninas e meninos pertencentes a povos originários do Chile.

photo51887242661181630Esses são alguns dos projetos vencedores do Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, criado para incentivar a integração e o desenvolvimento de redes entre organizações culturais de países ibero-americanos. Cada um dos 14 premiados receberá US$ 5 mil.

Lançado em 4 de agosto de 2015, este primeiro edital de intercâmbio do programa de cooperação IberCultura Viva foi dividido em três categorias: 1) intercâmbio (mobilidade e criação de redes) entre agentes culturais; 2) participação no 2º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, de 27 a 31 de outubro de 2015, em El Salvador; e 3) criação de conteúdos culturais (produtos) feita em conjunto por organizações da sociedade civil de dois ou mais países.

Ao todo, serão destinados US$ 90 mil. Desse montante, US$ 35 mil vão para categoria 1 (US$ 5 mil para os sete primeiros colocados) e US$ 35 mil para a categoria 3 (US$ 5 mil para os sete primeiros lugares). Os outros US$ 20 mil, referentes à categoria 2, foram distribuídos entre 10 agentes culturais dos seguintes países: Chile (2), Brasil (3), Argentina (3) e Peru (2). Eles receberam US$ 2 mil como apoio à viagem a El Salvador.

As inscrições estiveram abertas de 4 de agosto a 1 de dezembro. Podiam participar entidades legalmente constituídas ou coletivos reconhecidos nacionalmente pelo desenvolvimento de atividades ou processos culturais nos países ibero-americanos. Os projetos deveriam contemplar alguns objetivos, como a valorização da diversidade cultural e da educação, a promoção da participação social como um direito cidadão, a defesa dos direitos humanos e a integração entre países.

A Unidade Técnica do IberCultura Viva e o escritório da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) em Brasília ficaram responsáveis pela etapa de habilitação dos projetos. A etapa seguinte, de julgamento, ficou a cargo do Comitê Intergovernamental (formado por representantes dos 10 países-membros) e do Comitê Técnico (Costa Rica, Chile e Argentina) do programa.

Participaram da avaliação por parte do Comitê Intergovernamental: Diego Benhabib, Silvana Fabbricatore, Rosario Lucesole e Florencia Pinto (Ministério de Cultura da Argentina); Alexandre Santini (Ministério da Cultura do Brasil); Marianela Riquelme Aguilar (Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile); Fresia Camacho e Eduardo Reyes Paniagua (Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica); Alejandro Lozano Conde (Direção Geral de Culturas Populares, México); Pilar Torre Villaverde (Ministério de Educação, Cultura e Esportes de Espanha); César Pineda (Secretaria de Cultura da Presidência de El Salvador); Fabiola Figueroa, Lilybeth Echeandía, Alonso Santa Cruz y Estefanía Jesus Lay Guerra (Ministério de Cultura do Peru); Zulma Masi (Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai); Gustavo Piegas Marsiglia (Ministério de Educación e Cultura do Uruguai).

Por parte do Comitê Técnico, os avaliadores foram Diego Benhabib, coordenador do programa Puntos de Cultura do Ministério de Cultura da Argentina; Fresia Camacho, diretora nacional de Cultura, e Eduardo Reyes, gestor cultural do Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica; Moira Eugenia Delano Urrutia, chefa do Departamento de Cidadania Cultural do Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile.

Mais informações: https://www.oei.org.br/index.php?secao=noticia&id=123

Informação aos interessados X

 

Confira a relação definitiva de projetos contemplados:

CATEGORIA 1

Nome do projeto – Entidades/ Coletivos
  1. Trenzando caminos. Una construcción político cultural, desde la sociedad civil en el Mercosur –  Asociación Ecuménica de Cuyo ( FEC) Argentina / Centro Tierra Nueva Argentina /Centrac – Centro de Acción Cultural Centrac Brasil / CPP – Centro de Participación Popular Montevideo- Uruguay / ECO – Educación y Comunicaciones Chile /SEDEJ – Servicio para el desarrollo de los jóvenes Chile / Decidamos – Campaña por la Expresión Ciudadana Paraguay
  2. Red de Festivales Internacionales de Teatro de Titeres Colombiatiteres – Red Colombia Títeres; Fundación La Tortuga Triste; Manicomio de Muñecos de Medellín; Trotasueños de Cartagena –y Agárrate Catalina de Argentina- grupo para la movilidad
  3. Mundo Puckllay y Pé No Chão. Un enlace artístico y cultural entre Perú y Brasil (1ra Etapa) Puckllay (Peru) / Pé no Chão (Brasil)
  4. Museu da Pessoa. Rede Internacional de Histórias de VidaInstituto Museu da Pessoa (Brasil) / Emiliano Polcaro – Museo de la Persona Argentina (Argentina)
  5. II Foro educativo centroamericano. Desarrollo curricular y Arte Social, Etapa I Sociedad Civil para el Arte y la Cultura Guanared / Red Centroamericana Maraca
  6. Integración entre agentes culturales de Costa Rica (Red Cultura Viva Comunitaria) y Chile (Nodo Valpo) – Costa Rica (Red Cultura Viva Comunitaria) y Chile (Nodo Valpo)
  7. Mapeamento de coletivos de artivismo, comunicação alternativa e cultura livre na Espanha Baixa Cultura (Brasil) / Zemos98 – Cultura Libre e Innovación Social (Espanha)

CATEGORIA 3

Nome do projeto – Entidades/ Coletivos
  1. Lxs jóvenes cantamos nuestros derechos – Fundación SES (Argentina) / Fundación Salvadoreña Para la Promoción Social y el Desarrollo Económico (FunsalProdese) (El Salvador)
  2. Proyecto Ja’ab de edición colectiva y fomento de la escritura y la lectura en el área maya – Museo de la Palabra y de la Imagen (El Salvador) y SOM Editorial Colectiva A.C. (México)
  3. Kwatiara Abya Yala (Escrita Indígena da América) Thydêwá (Brasil) / Comunidad Indígena Territorial Comechingón Sanavirón Tulián (Argentina) / Comunidad Linkan Antai Corralitos (Argentina)
  4. Ventana a la biodiversidad – Cultura Savia A.C. (México) / Unesco Etxea – Centro Unesco del País Vasco (Espanha)/ .txt Texto de Cinema (Brasil)
  5. Porto Alegre – Tijuana: mulheres olhando para seu cotidiano e além dele – Cidadania e Arte (Brasil) / Imagen y Creación (México)
  6. Taller Comunitario de Creación Cinematográfica Intercultural con y para Niños – CinemaTequio (México) / Sociedad de Arqueología e Historia Museo Fonck (Chile) / Club de excursionismo Grupo Tacitas (Chile)
  7. Oralidade escrita – Fundación Abriendo Surcos (Argentina) / Coletivo Aty Sâso (Brasil)

***

Saiba mais sobre os projetos:

CATEGORIA 1

1. “Trançando caminhos. Uma construção politico-cultural, a partir da sociedade civil no Mercosul”

O projeto busca, a partir de uma proposta de cogestão, realizar um encontro entre grupos e organizações juvenis de Chile, Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil que trabalham a partir da arte e da cultura, em um processo de integração regional e cultural. As atividades serão desenvolvidas durante a Cúpula Social do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai), durante o mês de junho de 2016.

Países envolvidos: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai

Proponentes: Asociación Ecuménica de Cuyo (FEC), Argentina / Centro Tierra Nueva, Argentina/ Centro de Ação Cultural (Centrac), Brasil / Centro de Participación Popular (CPP), Montevideo – Uruguay / ECO – Educación y Comunicaciones, Chile / Servicio para el desarrollo de los jóvenes (Sedej), Chile / Decidamos – Campaña por la Expresión Ciudadana, Paraguay

2. Rede de Festivais Internacionais de Teatro de Bonecos – Colômbia Títeres

A rede é um coletivo formado por fundações e corporações que têm um objetivo em comum: a realização de festivais internacionais de teatro de bonecos com companhias procedentes da Ibero-América. Uma vez selecionados os grupos, eles fazem um recorrido por três cidades colombianas, com quatro sessões em cada uma, para um total de 12 sessões. O projeto beneficiará 2.000 crianças com a apresentação de 12 sessões do espetáculo Poquito a poco, da companhia argentina Agarrate Catalina, em festivais de Cartagena, Medellín e Popayán.

Países envolvidos: Colômbia e Argentina

Proponentes: Red Colombia Títeres, Fundación La Tortuga Triste, Manicomio de Muñecos de Medellín, Trotasueños de Cartagena (Colômbia) e Agárrate Catalina (Argentina)

puckllay3. Mundo Puckllay e Pé No Chão. Um enlace artístico e cultural entre Peru e Brasil (1ª etapa)

O projeto se inspira no jogo infantil de rua que ainda resiste em alguns bairros de muitos países. Também faz alusão ao fato de ir avançando, rompendo fronteiras, ganhando espaços a partir do jogo – e neste caso, da arte e da cultura. A proposta é de intercâmbio artístico e pedagógico entre as duas organizações, Puckllay (Peru) e Grupo de Apoio Mútuo Pé no Chão (Brasil). O projeto será executado na cidade de Recife. Vão viajar do Peru para a capital pernambucana seis jovens integrantes do elenco da escola de arte e desenvolvimento de Puckllay, três artistas pedagogos e um diretor. Entre os produtos esperados estão um espetáculo com crianças e adolescentes em Recife, intervenções artísticas nas ruas e oficinas de projeção para a comunidade dirigidos pelas duas organizações.

Países envolvidos: Peru e Brasil

Proponentes: Puckllay (Peru) / Pé no Chão (Brasil)

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O grupo Pé no Chão divide o projeto “Mundo” com o Ponto de Cultura Puckllay, do Peru

 

4. II Foro Educativo Centro-americano – Desenvolvimento curricular e arte social, etapa I

O foro educativo reunirá em Costa Rica representantes das organizações que integram a Rede Maraca para desenvolver o desenho curricular de arte social centro-americano como estratégia de intervenção social com jovens. Propõe-se uma intervenção de formação dirigida a facilitadores, docentes, líderes comunitarios e outros que trabalham com população juvenil e cultura de paz. O projeto terá a participação de pessoas de Belice, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua e Panamá.

Proponentes: Sociedade Civil para a Arte e a Cultura Guanared e Rede Centro-americana Maraca

Países envolvidos: México, Guatemala, Belice, El Salvador, Honduras, Nicaragua, Costa Rica e Panamá.

5. Museu da Pessoa – Rede Internacional de Histórias de Vida

Cerca de 16 mil histórias de vida fazem parte do acervo do Museu da Pessoa, museu virtual colaborativo criado em São Paulo em 1991. O projeto “Rede Internacional de Histórias de Vida” visa a disseminação da tecnologia social criada pelo museu para um grupo de argentinos interessados em desenvolver projetos de memória. O foco principal é o compartilhamento da metodologia e a integração das histórias de vida. A ideia é promover no portal www.museudapessoa.net o encontro dessas pessoas em uma rede internacional que contribuirá para o fortalecimento da identidade e das relações entre os povos.

Países envolvidos: Brasil e Argentina

Proponentes: Instituto Museu da Pessoa (Brasil) / Emiliano Polcaro – Museo de la Persona Argentina (Argentina)

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A coleção “Professores” faz parte do acervo do Museu da Pessoa

6. Integração entre agentes culturais de Costa Rica (Rede Cultura Viva Comunitária) e Chile (Nodo Valpo)

O projeto tem como finalidade o fortalecimento do trabalho colaborativo e em rede mediante a realização de intercâmbios de experiências, circuitos culturais e práticas locais de desenvolvimento cultural que estão se executando em Chile e Costa Rica. Entre os resultados esperados estão a realização de 12 (4 no Chile e 8 na Costa Rica) circuitos de experiências locais e o registro da experiência por meio de diários de viagem, entrevistas e minidocumentários. O projeto será desenvolvido em cidades costarricenses (San José, San Carlos, San Ramón, Cartago, Talamanca e Puerto Viejo) e chilenas (Valparaíso, Viña del Mar, Quillota, Quilpué, Marga Marga e Quillota).

Países envolvidosCosta Rica e Chile

ProponentesRed Cultura Viva Comunitaria (Costa Rica) e Nodo Valpo (Chile)

7. Mapeamento de coletivos de artivismo, comunicação alternativa e cultura livre na Espanha

O projeto busca fazer um mapeamento de coletivos que atuam na intersecção entre comunicação, arte (ativismo) e cultura livre na Espanha. O objetivo é identificar estas iniciativas, compreender seu funcionamento e suas singularidades, e a partir daí produzir material que sirva de protótipo para a identificação e a potencialização de iniciativas semelhantes na América Latina. O produto inicial é um site (em software livre) para documentar o processo de realização do projeto. Ao longo da pesquisa serão definidos os outros produtos: podem ser desde vídeos curtos com os coletivos mapeados até um documentário de até 30 minutos com todos os participantes e/ou um e-book, com entrevistas, textos de apresentação e análise dos resultados.

Países envolvidos: Brasil e Espanha

Proponentes: Baixa Cultura (Brasil)/ ZEMOS98 – Cultura Libre e Innovación Social (Espanha)

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Festival Zemos98: a organização espanhola é uma das proponentes do projeto de mapeamento de coletivos de “artivismo” (Foto: Julio Albarrán)

CATEGORIA 3

1. Kwatiara Abya Yala (Escrita Indígena da América)

Cena-Final-2-kwatiaraKwatiara é uma coleção de livros digitais de autoria de indígenas de diferentes etnias do território brasileiro. Nasceu de oito Pontos de Cultura Indígena do Brasil e agora, com este projeto, se transforma numa coleção maior, ibero-americana, começando por dois Pontos de Cultura Indígena da Argentina. A produção de dois livros digitais, de dois autores de etnias diferentes, em português e em espanhol, pretende ser suporte para salvaguarda e projeção dos valores das culturas indígenas, colaborando com a preservação e valorização do patrimônio imaterial das populações indígenas.

Países envolvidos: Brasil e Argentina

Proponentes: Thydêwá (Brasil) / Comunidad Indígena Territorial Comechingón Sanavirón Tulián (Argentina) / Comunidad Linkan Antai Corralitos (Argentina)

kwatiara

“O canto da lua” é um dos livros digitais da série Kwatiara

2. Projeto Ja’ab de edição coletiva e fomento da escrita e da leitura na área maia (“Proyecto Ja’ab de edición colectiva y fomento de la escritura y la lectura en el área maya”)

O Projeto Ja’ab é uma plataforma que pretende, de manera inclusiva e participativa, construir a primeira coleção coletiva ibero-americana vinculando mais de 500 mil jovens de cinco países (El Salvador, Honduras, Guatemala, Belice e México) em sua confecção. No total, participam do Proyecto Ja’aab 12 grupos de 12 cidades. Com o prêmio deste edital, pretende-se terminar de elaborar a publicação Memorándum, o primeiro título da coleção criada pelo Projeto Ja’ab. O volume é relativo à cidade de San Salvador e trata da recuperação da memória histórica. Mais além dos produtos, espera-se que a coleção fomente realmente a leitura e gere novas práticas locais de escrita coletiva.

Países envolvidos: El Salvador, Honduras, Guatemala, Belice e México

Proponentes: Museo de la Palabra y de la Imagen (El Salvador) e SOM Editorial Colectiva A.C. (México)

jaab

Projeto Ja’ab

3. Janela para a biodiversidade (“Ventana a la biodiversidad”)

É uma iniciativa de criação artística colaborativa e intercultural que manifesta o vínculo existente entre imaginário cultural e biodiversidade. A plataforma de criatividade colaborativa Ventana a la Diversidad (www.abrituventana.org), na qual se insere esta iniciativa, propõe uma primeira colaboração artística entre três grupos de jovens: Yucatecos (México), Guaraníes Mbya (Brasil) e Vascos (Espanha). A proposta é de uma tripla obra “audiovisual-­multimídia” que inclui 15 micrometragens (cinco por comunidade participante) e uma plataforma web, um videoblog e seis curtas-metragens documentais (dois por comunidade) e um curta-metragem experimental.

Países envolvidos: México, Brasil e Espanha

Proponentes: Cultura Savia A.C. (México) / Unesco Etxea – Centro Unesco del País Vasco (Espanha)/ .txt Texto de Cinema (Brasil)

4. Porto Alegre – Tijuana: mulheres olhando para seu cotidiano e além dele

O projeto enfoca a realização de oficinas de vídeo direcionadas a mulheres em vulnerabilidade social residentes em Porto Alegre e Tijuana (México), fortalecendo as relações entre processos criativos e sociais. Além de oficinas de capacitação, a proposta inclui uma exposição coletiva do material produzido pelos grupos, projeções nas duas cidades e divulgação do material em um site, com conteúdo em português e espanhol.

Países envolvidos: Brasil e México

Proponentes: Cidadania e Arte (Brasil) / Imagen y Creación (México)

5. Oficina comunitária de criação cinematográfica intercultural com e para crianças (Taller comunitario de creación cinematográfica intercultural con y para niños)

cameraO projeto propõe a realização de uma oficina de produção audiovisual para meninas e meninos de povos originários, em que será produzido, de maneira prática e lúdica, um curta-metragem baseado em uma relato da tradição oral da comunidade ou região, de preferência com diálogos na língua nativa. O projeto terminará com a apresentação do curta na comunidade. A ideia é ter duas oficinas de produção cinematográfica digital e dois curtas realizados por e para crianças pertencentes a povos originários do Chile.

Países envolvidos: México e Chile

Proponentes: CinemaTequio (México) / Sociedad de Arqueología e Historia Museo Fonck (Chile) / Club de excursionismo Grupo Tacitas (Chile)

cortometraje-el-alma-de-los-sabinos-0axaca

Gravação de “El alma de los sabinos”, curta realizado por crianças zapotecas, em Oaxaca, México: o projeto da Cinematequio agora vai para o Chile

 

6. Os jovens cantamos nossos direitos (“Lxs jóvenes cantamos nuestros derechos”)

O projeto consiste na produção de uma peça musical criada e interpretada por jovens da Argentina e de El Salvador. Um dos resultados esperados é o fortalecimento da identidade coletiva da Liga Ibero-americana de Organizações da Sociedade Civil (www.ligaiberoamericana.org) por meio do compartilhamento de olhares e experiências sobre educação e trabalho na região. Espera-se reproduzir a canção em pelo menos oito encontros regionais, entre eles a XXV Cúpula Ibero-americana de Chefas e Chefes de Estado. Estão previstas seis oficinas de produção criativa com a participação de no mínimo 50 jovens (três oficinas em Argentina e três em El Salvador).

Países envolvidos: Argentina e El Salvador

Proponentes: Fundación SES (Argentina) / Fundación Salvadoreña para la Promoción Social y el Desarrollo Económico – FunsalProdese (El Salvador)

7. Oralidade escrita  

O projeto propõe a realização de um concurso literário de lendas de povos originários na província de Formosa (Argentina). Os textos mais abrangentes nas questões da cultura matriz identitária serão publicados em uma antologia de relatos/contos, na língua original da tribo, com tradução para espanhol e português. Estão previstos uma oficina de redação e contação de histórias para a sistematização da oralidade e o intercâmbio entre agentes culturais de Brasil, Argentina e dos povos originários. Um dos objetivos é o registro por escrito das lendas tradicionais das etnias mataco-guaycurú que habitam na região e também presentes no Brasil.

Países envolvidos: Argentina e Brasil

Proponentes: Fundación Abriendo Surcos (Argentina) / Coletivo Aty Sâso (Brasil)

6 – Contação de histórias

A contação de histórias faz parte do projeto Oralidade Escrita, uma parceria entre Brasil e Argentina

 

Foto em destaque: Puckllay Arte y Comunidad – Peru

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