20 abril 2026

Segundo ciclo do 7º Congresso Latino-americano e Caribenho de Culturas Vivas Comunitárias em Cali reúne diálogos, formação e participação ativa do IberCultura Viva desde a abertura

Depois de três dias intensos na Morada do Sul, entre montanhas, lagoas e círculos de palavra em Pasto e seus arredores – marcados também por belíssimas atrações culturais e pela aposta na convivência comunitária como prática política -, o 7º Congresso Latino-americano e Caribenho de Culturas Vivas Comunitárias inicia nesta segunda-feira (20), em Cali, o Seminário CaminAndar. Com o tema “Tecendo a conversa”, a proposta reconhece o encontro como prática política e a palavra como território comum.

A programação começa com um ritual de harmonização coletiva conduzido por Ríos del Pacífico – Las Mayoras del Chonta, na Plazoleta El Samán, no Centro Cultural de Cali. Um gesto de abertura que convoca corpo, memória e espiritualidade para sustentar os dias seguintes de trabalho.

Na sequência, a abertura oficial, no Teatrino do Teatro Municipal Enrique Buenaventura, reúne Saia Vergara, viceministra do Minculturas; Vicenta Moreno, diretora de Fomento Regional; Oswaldo Hernández, decano da Universidad Bellas Artes; Julián Arteaga, da Secretaria de Cultura de Cali; Consuelo Bravo, da Secretaria de Cultura do Valle del Cauca; e Lucenith Castillo, do Grupo Impulsor Valle y Cauca. Um encontro entre institucionalidades e territórios que reafirma a cultura como direito e ação coletiva.

Diálogos que apontam horizontes
A primeira conversa da manhã, “Vozes vivas: cultura comunitária e conjuntura política na América Latina”, conta com a participação de Flor Minici, da Secretaria Técnica do IberCultura Viva, ao lado de Orlando Cajamarca (Teatro Esquina Latina, Colômbia) e Alexandre Santini (Fundação Casa de Rui Barbosa, Brasil). A mesa é moderada por Eduardo Balán.

Em seguida, o Seminário se desdobra em atividades pedagógicas simultâneas, com presença ativa do IberCultura Viva por meio de sua Rede Educativa e Unidade Técnica. O módulo formativo “Raízes e estruturas: modelos organizativos e participação social” reúne representantes do Movimento de CVC do Equador, do Instituto Argentino de Promoção da Cultura Viva Comunitária e da Comissão Nacional de Pontos de Cultura do Brasil, com mediação da comunicadora Nanda Barreto.

Paralelamente, outro espaço formativo, com o tema “Alcançando horizontes: gestão cultural comunitária e desenvolvimento territorial”, reúne Juan Ruiz (Universidad Sergio Arboleda, Colômbia), Luana Vilutis (UFBA, Brasil) e Daniel Zas (Argentina), com mediação de Diego Benhabib, consultor de Redes e Formação do IberCultura Viva.

Além da equipe do Programa e da Rede Educativa, caminham juntas mais de 50 pessoas selecionadas pela Convocatória de Mobilidade 2026, representando os 14 países integrantes e fortalecendo a diversidade de vozes, experiências e territórios.

Tarde de incidência e cultura viva
Após a pausa para o almoço, a tarde se inicia com a promulgação do documento de Política Pública de Cultura Viva Comunitária, seguida por novos diálogos entrelaçados em torno de temas estratégicos: políticas públicas de cultura viva comunitária e incidências construídas desde as bases comunitárias; arte e cultura para a transformação social, com experiências que tecem paz; governança cultural a partir da perspectiva de meninas, meninos e jovens; e governança cultural desde os povos afrodescendentes, indígenas e camponeses.

O dia encerra com programação cultural às 19h, no Teatrino Teatro Esquina Latina, com apresentações de Crew Feminal Power / MC Saya, de Cali, e do grupo musical juvenil afrocandelareño Kimbundu, de Candelaria.

O CaminAndar propõe mais do que um seminário: um exercício contínuo de escuta, articulação e construção coletiva. Em Cali, a palavra segue sendo tecida – e é nela que se desenham os caminhos comuns das culturas vivas no continente.

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