Peru

Bem viver na cidade: recuperação de saberes ancestrais, práticas bioculturais e artes comunitárias

05 novembro 2024

Proposta para o banco de saberes:

A Escola do Bem Viver Urbano é um programa de formação vivencial que busca resgatar o conhecimento ancestral da população migrante da cidade e aproximá-lo das gerações mais jovens, a fim de restabelecer os vínculos de harmonia entre o ser humano, a natureza e as divindades no âmbito urbano, e assim alcançar a afirmação cultural a partir do diálogo de saberes.

A Escola baseia-se no intercultural e intergeracional, procura reconhecer a diversidade urbana e promover formas de relacionamento baseadas no respeito por todas as formas de vida, através de práticas concretas que nos reconectam com a terra, as artes, os ofícios, as festas e as experiências de reciprocidade que recuperam o sentido de comunidade perdido na cidade.

A iniciativa nasce de uma prática de várias décadas de organização popular de filhos e filhas de migrantes que vivem na periferia de Lima. É uma proposta que integra práticas bioculturais (hortas, compostagem, vínculos com rios, morros) com a ritualidade urbana (cerimônias, huacas*, mitos), além da recuperação de saberes e artesanatos: tecelagem, cura com ervas, comida tradicional, sementes.

Essas aprendizagens são articuladas por meio de processos criativos que incluem o teatro comunitário e o circo social como alavancas que permitem processar afetivamente o conhecimento e compartilhá-lo no espaço urbano de forma lúdica, ampla e dinâmica. 

Duração prevista: 4 sessões de 6 horas 

Necessidades da proposta:

* Técnicas: Projetor, mesas, cadeiras, eletricidade para conectar e projetar

* Espacial: Sala ampla e, se possível, com acesso a espaços abertos: jardim, pomar, praça, parque, etc.

Destinatários: Pode-se trabalhar com dois grupos diferenciados, com uma metodologia específica para cada perfil, de acordo com suas necessidades: 1. Educadores comunitários, facilitadores, animadores sociais, arte-educadores, membros de organizações sociais e afins (todas as idades) 2. Crianças, adolescentes e jovens membros de organizações, grupos sociais, bairros e comunidades (entre 12 e 19 anos). Em ambos os casos, pessoas provenientes de ambientes urbanos ou periurbanos. De preferência grupos mistos (homens, mulheres e diversidades)

Número de participantes: Mínimo 8, máximo 25

(*) Huaca, na cultura andina do Peru, pode ser tanto uma divindade como o lugar onde uma divindade é cultuada.Significa algo como “sagrado“