29 outubro 2026

Um objeto guardado na gaveta, uma fotografia desbotada, um tecido que passou de geração em geração: muitas vezes é por aí que uma comunidade começa a reconhecer e contar sua história. Nos dias 3 e 4 de novembro de 2026, o Encontro Ibero-Americano de Museus Vivos Comunitários abre espaço para essas narrativas, reunindo oito experiências da Costa Rica, Brasil, Chile e Colômbia em duas sessões virtuais transmitidas pelo canal do IberCultura Viva no YouTube.

A iniciativa nasce do Governo de Curridabat, na Costa Rica, por meio de sua Gestão Sociocultural, no marco da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais, e conta com a participação do Programa Ibermuseus. Com foco na Cultura Viva Comunitária e nos processos museológicos territoriais, o encontro quer compartilhar experiências e aprendizados que contribuam para a construção de museus regionais a partir dessa perspectiva.

As duas jornadas são espaços de intercâmbio e reflexão crítica sobre as metodologias dos museus vivos comunitários. Depois da abertura do IberCultura Viva e de uma apresentação do Ibermuseus, cada experiência terá 10 minutos para se apresentar. Começa por um objeto ou imagem que diga algo sobre sua identidade e segue contando como surgiu, quem participa, como se organiza e quais desafios enfrenta.

Na terça-feira (3), a partir das 17h, hora de Brasília, apresentam-se o Museu de Cultura Popular (Costa Rica), o Museu da Maré e o Ecomuseu de Maranguape (Brasil) e o Museu Mapuche de Cañete (Chile), com moderação do Município de Curridabat e do IberCultura Viva. Na quarta-feira (4), a atividade inicia às 18h e é a vez do Museu Comunitário Indígena Boruca e do Museu Vivo Comunitário de Curridabat (Costa Rica), do Museu Comunitário Étnico dos Andes (Colômbia) e da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri (Brasil). O IberCultura Viva modera a sessão e conduz o encerramento.

Para quem guarda memórias
O encontro é aberto a toda a comunidade ibero-americana. “Acreditamos que pode ser de especial interesse para gestoras e gestores culturais, organizações e museus envolvidos, ou interessados em desenvolver, espaços de resguardo do patrimônio cultural material e imaterial a partir de uma perspectiva comunitária e em atenta conexão com o território onde se inscrevem”, afirma Florencia Neri, consultora de Gestão do IberCultura Viva, que participa das atividades.

As vozes reunidas nessas duas tardes não se dispersam quando a transmissão termina. “As informações compartilhadas durante o encontro serão a base de uma sistematização ilustrada pela designer costarriquenha Verónica Solano Araya, que vai ganhar forma em uma publicação breve com as experiências, os aprendizados e as recomendações dos museus participantes”, adianta Florencia. As sínteses enviadas previamente por cada museu também alimentam esse trabalho.

Entre as perguntas que vão guiar a conversa, uma resume o espírito do encontro: como manter o museu como um processo vivo, capaz de se transformar junto com sua comunidade, sem congelar memórias e identidades numa versão única?



Para participar, basta acessar youtube.com/@iberculturaviva =) ou assistir abaixo: