Ciudad de México

Cidade do México (México)

23 fevereiro 2026

Em uma das maiores metrópoles do continente, a Cidade do México impulsiona uma política cultural comunitária de ampla escala territorial. Desde 2026, integra a Rede de Cidades e Governos Locais IberCultura Viva, por meio da Secretaria de Cultura da Cidade do México e de sua Direção-Geral de Vinculação Cultural Comunitária.

Um de seus principais instrumentos é o Programa Social Promotoras e Promotores Culturais Comunitários, criado em 2019. O programa busca garantir o pleno exercício dos direitos culturais nas 16 alcaldias, com especial atenção a povos e bairros originários, áreas com índices de desenvolvimento social médio, baixo e muito baixo, bem como a grupos de atenção prioritária. Por meio de pessoas facilitadoras de serviços culturais, o programa desenvolve diagnósticos socioculturais, elabora projetos artístico-culturais e promove espaços de diálogo e participação cidadã.

A política fundamenta-se em um sólido marco normativo que reconhece a cultura como direito, promove a universalidade, a progressividade, a não discriminação, a interseccionalidade e a participação social. Além disso, articula-se com a Lei de Fomento Cultural e outras disposições locais que consolidam um enfoque de direitos humanos e diversidade cultural.

Entre 2019 e 2024, mais de 5.400 pessoas facilitadoras participaram do programa, realizando mais de 187 mil atividades que beneficiaram mais de 4,3 milhões de pessoas, incluindo crianças e adolescentes. O trabalho interinstitucional permitiu ampliar a presença cultural em espaços públicos, centros educacionais, mercados, unidades prisionais e territórios com alta vulnerabilidade social.

Em 2024, foi realizado o Primeiro Encontro de Promotoras e Promotores Culturais Comunitários, com mais de 500 participantes, gerando um documento resolutivo que fortalece a profissionalização do setor e consolida o diálogo permanente entre comunidades e governo.

Ao integrar-se à Rede IberCultura Viva, a Cidade do México busca fortalecer o intercâmbio internacional, incidir em marcos normativos que consolidem a Cultura Viva Comunitária e promover espaços de articulação cultural comunitária em diálogo com outras experiências ibero-americanas.