29 setembro 2026

Fazer da cultura um direito de fato para todas as mulheres e meninas é tarefa que se constrói em rede, com alianças capazes de ampliar vozes e abrir caminhos. Foi com esse horizonte que a presidenta do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg, se reuniu nesta segunda-feira (28), na representação da ONU em Brasília, com integrantes da ONU Mulheres no Brasil para dar os primeiros passos de uma parceria voltada a fortalecer a pauta da igualdade de gênero no Programa. Participaram do encontro Ludmila Balanin, especialista em Engajamento Institucional, e Flávia Muniz, gerente de Projetos da ONU Mulheres, além de Giselle Dupin, enlace técnica do IberCultura Viva no Brasil.

A cooperação deve ser formalizada por meio de um memorando de entendimento entre as duas instituições. Entre as atividades propostas está a realização de um curso para integrantes da rede IberCultura Viva. “Viemos com um convite para trabalharmos juntas a formação em torno da promoção dos direitos das mulheres e da equidade de gênero, fortalecendo o ODS da igualdade de gênero, mas também o conjunto dos ODS e, principalmente, a pauta dos direitos culturais”, afirmou Márcia.

A proposta encontrou acolhida calorosa por parte da agência. “A gente acredita que a cultura é um direito de todos e todas, de todas as mulheres, de todas as meninas. Então recebemos com muito entusiasmo. Vamos para os próximos passos”, sustentou Flávia.

A secretária técnica do Programa, Flor Minici, destaca que a parceria com a ONU Mulheres integra os processos que o IberCultura Viva vem desenvolvendo junto ao grupo de trabalho do Conselho Intergovernamental para a construção de um novo espaço de formação e gênero.




Igualdade como princípio
A aproximação com a ONU Mulheres dialoga diretamente com um dos valores que orientam o IberCultura Viva: defender a igualdade. O Programa trabalha para alcançar maior igualdade entre mulheres, homens e pessoas de gêneros diversos, e para eliminar qualquer forma de discriminação contra juventudes, povos originários, afrodescendentes e outros coletivos em situação de vulnerabilidade social.

Uma das formas como esse compromisso se expressa na prática é a reserva de pelo menos 50% das bolsas de estudo e dos editais de mobilidade para mulheres. Ao lado da igualdade, o Programa se guia pela promoção do respeito aos direitos humanos e à democracia, pela criação de comunidade, pela proteção da diversidade cultural e linguística e pelo estímulo à participação social. Um conjunto de valores que se resume numa ideia cara ao IberCultura Viva: “somos iguais, somos diferentes e somos comunitários”