06 novembro 2026

A Rede de Mediação Artística para as Infâncias e Adolescências (Rede MAIA) realiza Arte com Infâncias e Adolescências para a Transformação Social, um espaço de formação livre e virtual que inaugura uma nova etapa da rede, voltada a fortalecer sua articulação e retomar os espaços de encontro entre seus integrantes. Cada sessão reúne duas iniciativas que trabalham com crianças e adolescentes em seus territórios, do teatro e das narrativas pessoais à arte urbana, passando pelos mercados populares, pelos centros culturais comunitários e pelos feminismos.

A proposta nasce de um processo anterior. A primeira chamada da rede recebeu inscrições de cerca de 50 organizações e mais de 100 pessoas interessadas em participar. “Esse processo nos permitiu reconhecer a existência de inúmeras experiências de mediação artística na região e, ao mesmo tempo, evidenciou a necessidade de contar com espaços permanentes para compartilhar metodologias, dar visibilidade ao trabalho das organizações e construir estratégias coletivas para fortalecer sua atuação”, explica Solange Velarde Arellano, da Rede MAIA.

Programação
9 de novembro – Arte para ressignificar. Narrativas pessoais e A máquina dos finais perdidos, com Haga.pe (Peru) e Borderline Teatro (México).
16 de novembro – Arte comunitária nos mercados, com Sprunkos, arte y juego (Peru) e Centro Cultural Karem Ta Merced (México).
23 de novembro – Cultura viva e transformação social, com Oca Escola Cultural (Brasil) e Centro Cultural Comunitario La Roca (México).
30 de novembro – Arte e feminismos: criar, resistir e acompanhar, com Kuna Luna (Colômbia) e Pajarx entre Puas (Chile).
8 de dezembro – Arte urbana, identidade e território, com Katarsis Escuela (Colômbia) e TNT Tepito Nueva Tenochtitlan crew colectivo (México).



As infâncias no centro
A Rede MAIA integra o Grupo de Trabalho Cultura Infância do IberCultura Viva, que reúne organizações, coletivos e iniciativas dos países membros dedicados às infâncias e adolescências, e que vem ampliando sua presença nas políticas culturais comunitárias da região.

Para a presidenta do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg, trata-se de superar os olhares que enxergam as crianças apenas como destinatárias de ações culturais. “As crianças não são apenas beneficiárias de políticas públicas, mas agentes culturais. Incentivar sua participação plena significa fortalecer cidadanias mais plurais, democráticas e enraizadas na diversidade das nossas comunidades”, afirma.

Segundo Diego Benhabib, consultor de Redes e Formação do Programa, neste ano o GT se dedicou a construir propostas para incorporar ao próximo Plano Estratégico Trienal do Programa. “Queremos que meninas, meninos e adolescentes sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e ganhem cada vez mais protagonismo na Cultura Viva. Essas propostas serão apresentadas ao Conselho Intergovernamental em novembro e vão orientar as ações dos próximos anos”, destaca.


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