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Perú

18

Oct
2017

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7ª Reunião do Conselho Intergovernamental: Guatemala e Equador somam-se ao programa

Em18, Oct 2017 | EmDestaque, Notícias | PorIberCultura

Foi uma reunião de boas-vindas a 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental do Programa IberCultura Viva realizada nesta segunda-feira (16/10) em Lima, durante o II Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru. Depois de três dias de atividades prévias, representantes de sete países juntaram-se na Sala Mochica do Ministério de Cultura do Peru para dar as boas-vindas a Nicolás Roibás, subsecretário de Cultura Cidadã do Ministério de Cultura de Argentina, que assume a presidência do Conselho Intergovernamental, e a delegação do Ministério de Cultura e Esportes da Guatemala, encabeçada pela diretora geral de Desenvolvimento Cultural e Fortalecimento das Culturas, Rosa María Tacán Vázquez.

Além da Guatemala, IberCultura Viva agora conta com a presença do Equador como país membro. A carta oficial de adesão do Equador ao programa foi assinada em 12 de outubro de 2017 pelo ministro de Cultura e Patrimônio, Raúl Alfredo Pérez Torres. Com as novas adesões, o Conselho Intergovernamental passa a ser integrado por 11 países: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai.

Nicolás Roibás, Rosa Tacán e Enrique Vargas (Foto: Andrea Huarancca/Puntos de Cultura)

 

As conversas com os dois países tiveram início com o anúncio do Equador como país sede do 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que será realizado em Quito de 20 a 25 de novembro de 2017, e da Guatemala como país que leva a Secretaria Pro Tempore da Conferência Ibero-americana, responsável por coordenar, junto com a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), todas as reuniões, fóruns e encontros prévios à 26ª Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo. Marcada para 15 e 16 de novembro de 2018, a 26ª Cúpula terá como lema “Uma Ibero-América próspera, inclusiva e sustentável”.

O equatoriano Isaac Peñaherrera, membro da comisión organizadora do 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, esteve em parte desta reunião em Lima informando sobre o processo de organização. os avanços do trabalho, as expectativas e metas propostas. São esperadas 800 pessoas para os seis dias de atividades em Quito, entre eles os 52 ganhadores do Edital de Mobilidade IberCultura Viva 2017.

 

Boas-vindas

A mesa inaugural da 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva contou com a presença de Enrique Vargas, coordenador do Espaço Cultural Ibero-americano (Segib); Santiago Alfaro, diretor geral de Indústrias Culturais e Artes do Ministério de Cultura do Peru; e Nicolás Roibás, subsecretário de Cultura Cidadã do Ministério de Cultura da Argentina. Esta foi a primeira reunião do Conselho desde que se elegeu a Argentina para assumir a presidência do IberCultura Viva. (O Brasil teve a presidência nos três primeiros anos do programa, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura; o mandato terminou em junho de 2017.)

Diego Benhabib, Nicolás Roibás, Enrique Vargas e Santiago Alfaro

 

A jornada começou com as saudações do anfitrião Santiago Alfaro, que comentou o período de realinhamentos internos (objetivos, ações estratégicas, etc) no Ministério da Cultura do Peru, com vistas ao fortalecimento da institucionalidade e da articulação da sede central com as regiões. Também mencionou o interesse de pensar programaticamente os Pontos de Cultura (em espanhol, “Puntos de Cultura”), com um enfoque de “buscar promover capacidades nas pessoas para alcançar objetivos mais além da expressão simbólica e assim poder transformar a sociedade”.

Em seguida, Nicolás Roibás falou do “orgulho de ocupar a presidência do Conselho neste momento” e lembrou do que foi feito desde a última reunião: a mudança da Unidade Técnica de Brasília para Buenos Aires; a assinatura do convênio com o Escritório Sub-regional para o Cone Sul da Segib, com sede no Uruguai; o lançamento do Edital de Mobilidade; os avanços no acordo com FLACSO para um curso de pós-graduação sobre políticas culturais de base comunitária; as atividades de intercâmbio institucional; as ações para a incorporação da Guatemala e do Equador. “Para nós, é fundamental democratizar o acesso à cultura. É uma das nossas prioridades poder aproximar as pessoas da cultura, no lugar onde ela se encontra, e todos em igualdade de condições”, reforçou.

Adesões

Enrique Vargas, por sua vez, agradeceu aos anfitriões pela acolhida e pelo formato escolhido para a reunião, com três dias prévios que permitiram aos representantes governamentais, além de interagir e ser partícipes do encontro de Pontos de Cultura peruanos, iniciar um processo de reflexão do trabalho de cooperação. “Foram  dias francamente interessantes”, opinou o coordenador do Espaço Cultural Ibero-americano, que também elogiou o trabalho prévio de muitos agentes” para a incorporação do Equador e da Guatemala ao programa. “Em um momento de recortes orçamentários e uma realidade econômica importante em toda a região, valorizamos significativamente o fato de haver essas novas adesões”, destacou.

Antes de entregar a carta de adesão a Enrique Vargas e Nicolás Roibás, a guatemalteca Rosa Tacán Vásquez lembrou que no calendário maia o dia era “da representação do sol, do amanhecer, da aurora, da grandeza da própria vida, da força geradora do ciclo da vida”. Contou que foram muitos os esforços somados para que estivessem ali, em uma “integração em tempo recorde” a dois programas Iber vinculados à Secretaria Geral Ibero-americana (Guatemala também aderiu a Iberartesanías).

Segundo a diretora, estas adesões fortalecerão suas políticas culturais e “o intercâmbio de experiências exitosas, através da articulação, da integração e da participação social, motivados a partir do trabalho que realizam os promotores e gestores culturais em cada comunidade lingüística do país”. Guatemala conta com a presença de 13 comunidades lingüísticas. “A maioria de nossos promotores e gestores culturales é jovem, tem entre 18 e 25 anos. E é a juventude que está contribuindo com este processo no país”, ressaltou.

Rosa: “Estas adesões fortalecerão nossas políticas culturais e o intercâmbio de experiências”

Acordos

Além de aprovar o informe de desempenho técnico do Plano Operativo Anual 2017 e o informe financeiro apresentado pela SEGIB, os representantes governamentais trataram de temas como a articulação realizada com a Unesco para o Concurso de Vídeos “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, que será lançado em novembro e permanecerá com inscrições abertas até fevereiro. Também acordaram que o mês de fevereiro de 2018 será a data limite para o recebimento de materiais para a publicação sobre experiências de organizações da sociedade civil que são ou tenham sido colaboradoras das políticas governamentais de cultura de base comunitária.

Quanto ao Plano Estratégico Trianual (PET 2018-2020), tema central desta 7ª Reunião, o Conselho Intergovernamental discutiu a atualização do documento de formulação e dos documentos do programa de acordo com a reformulação da missão e dos objetivos geral e específicos. Os participantes aprovaram a matriz de planejamento com base nestes objetivos e encomendaram à Unidade Técnica do programa a construção de uma proposta definitiva para ser apresentada na próxima reunião presencial, em Quito, durante o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária.

Encontro de Redes

Também durante o 3º Congresso Latino-americano, o programa realizará o 2º Encontro de Redes IberCultura Viva, que terá como atividade central uma mesa de trabalho de cidades, dirigida a governos locais que desenvolvam o queiram desenvolver políticas culturais de base comunitária. O tema foi apresentado nesta reunião de Lima por Diego Benhabib, coordenador de Puntos de Cultura da Argentina, e Fresia Camacho, diretora de Cultura do Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica.

Diego Benhabib falou do marco normativo que regula a incorporação de cidades e recordou algumas resoluções do Conselho Intergovernamental registradas em atas para mostrar como o programa vem tratando o tema. O interesse de trabalhar com governos locais vem desde a reunião inaugural do programa, realizada em 2014 em Natal (Brasil), como mostram as atas das reuniões promovidas desde então.

“Temos dado umas pistas, mas nunca terminamos de conformar este espaço de participação. Por isso agora tomamos o desafio de criar esta primeira Mesa de Ciudades em Quito com o respaldo dado pelas distintas resoluções do programa. Neste encontro estaremos propondo mecanismos de adesão ao programa por parte de municípios, com ou sem recursos de aportes ao fundo IberCultura Viva diretamente, tendo em conta qual é a pertinência de que a cidade esteja associada ao programa”, afirmou Benhabib.

Fresia Camacho informou sobre as reuniões que teve com agentes governamentais durante sua visita ao Equador, entre 8 e 10 de setembro, a fim de fortalecer a sinergia entre os países, e destacou o interesse demonstrado para que políticas culturais de base comunitária — especialmente os Pontos de Cultura — sejam implementadas no país. A mesa “Rede de Cidades IberCultura Viva” será realizada em Quito nos dias 22 e 23 de novembro.

Leia também:

Ata da 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva

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16

Oct
2017

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Fortalecendo a Rede de Pontos de Cultura do Peru: um dia de debates e reflexões

Em16, Oct 2017 | EmDestaque, Notícias | PorIberCultura

[II ENCONTRO NACIONAL DE PONTOS DE CULTURA DO PERU]

Para que montamos uma rede? Que tipo de rede queremos fazer? Que país queremos construir? Estas foram algumas das reflexões que deram o tom do II Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru desde o começo, na manhã de sexta-feira (13/10), na sede central do Ministério de Cultura.

Cerca de 200 representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões do país participaram do primeiro dia del evento, que também contou com a presença do ministro da Cultura do Peru, Salvador del Solar, e do vice-ministro de Patrimônio Cultural e Indústrias Culturais, Jorge Ernesto Arrunátegui Gadea.

Uma construção coletiva

Ricardo Gálvez, gestor cultural facilitador dos três dias de atividades, começou a jornada com dinâmicas explicando aos presentes que toda a programação havia sido construída coletivamente com a intenção de responder a uma grande pergunta: como fortalecer a Rede Nacional de Pontos de Cultura?

Ricardo Gálvez foi o apresentador dos 3 dias de atividades (Fotos: Andrea Huarancca- Puntos de Cultura)

O vice-ministro Jorge Arrunátegui, presente na dinâmica inicial, falou dos desafios do trabalho dos Pontos de Cultura e deixou algumas perguntas mais para reflexão: “Se estamos realmente em rede, e uma rede tem uma série de elementos que perseguem um fim, qual é o fim que perseguimos? Se as redes apanham sonhos, o que é que queremos apanhar?”.

Segundo Arrunátegui, é necessário pensar em “como podemos servir para apanhar os sonhos de ter um país com identidade mais forte”, em como fortalecer a coesão social. “Vocês estão fazendo esta mudança com o trabalho que desenvolvem a partir da arte e da cultura”, afirmou.

Um espaço aberto

Vários espaços de diálogo e participação, como mesas de trabalho, fóruns e rodas de conversa, foram pensados por um grupo formado por mais de 30 organizações que ajudaram a construir a programação deste encontro sob a premissa de “Yanapanakuy”, vocábulo quechua que significa “ajudar-se mutuamente”.

A agenda pensada por elas contou inclusive com um “espaço aberto” para que os participantes propusessem durante a primeira manhã os temas que queriam debater naquele dia (e a que hora), já que a intenção era que tudo partisse de uma construção coletiva, tal como o modelo de gestão que se impulsiona desde o início (inspirado na experiência brasileira, um projeto piloto de Pontos de Cultura foi realizado no Peru em 2011, em duas comunidades, pouco depois da criação do Ministério de Cultura; hoje são 291 os Pontos reconhecidos no país).

“A ideia é que sejamos propositivos, cuidadosos e respeitosos”, recomendou Gálvez antes de abrir o espaço para que os participantes falassem de seus temas de interesse e pudessem reconhecer suas diferentes perspectivas nos círculos de diálogo ali armados. Entre os temas que surgiram no auditório estavam desde questões mais estruturais até reflexões conceituais, do orçamento ao uso de ferramentas digitais, das “relações dos Pontos com as Direções Desconcentradas de Cultura” às “relações entre as emoções e as  artes”.  

Relevância política da cultura

Antes de se juntar nos círculos de diálogos que eles mesmos armaram para o período da tarde, os participantes escutaram o ministro da Cultura, Salvador del Solar. “Queremos que a cultura seja politicamente relevante”, afirmou del Solar ao lembrar que o Poder Executivo solicitou ao Congresso, através de um projeto de lei, um apoio maior para o cinema, o audiovisual e outras artes que previa um aumento de 4% no orçamento do Ministério da Cultura e de 0,01% no Orçamento Geral da República.

“Celebramos este passo, mas vimos até editoriais dizendo que não se deve dar tanto apoio ao setor quando não estão resolvidos os problemas de segurança e educação. Ou seja, (para eles) a cultura não importa nada, não está no centro das preocupações para uma sociedade que quer viver e conviver melhor. Queremos mudar esta mentalidade, lutar contra esse sentido comum instalado. Não somente dizer que a cultura é importante, e sim politicamente relevante, indispensável. Que a cultura, tanto ou mais que outros âmbitos, tem um extraordinário potencial transformador das pessoas, das comunidades, dos bairros, das coletividades, das nações.”

O ministro também mencionou o Plano Nacional de Cultura, que se pretende implementar de 2018 a 2021 (o marco conceitual e o diagnóstico da Política Nacional de Cultura se encontram em fase final), e o Plano Ayacucho Waytarin, que busca o desenvolvimento econômico e a transformação social desta região a partir da recuperação de suas tradições, festas, arte e desenho popular; assim como a criação de espaços públicos e do desenvolvimento de suas indústrias culturais. Lembrou, ainda, o projeto “Puerto Cultura”, que recupera e valoriza espaços públicos adjacentes ao patrimônio cultural arqueológico e histórico.

O ministro Salvador del Solar: “Queremos que a cultura seja politicamente relevante” (Foto: Andrea Huarancca)

Primeiros conversatorios

Terminado o discurso do ministro da Cultura, os presentes se reuniram em grupos armados conforme os temas propostos no espaço aberto. Ao final dos debates, passaram para as salas dedicadas à realização dos painéis. Foram realizados quatro “conversatorios” nesta sexta-feira 13: “Incidência e participação cidadã”, “Redes e articulações vinculadas ao trabalho comunitário”, “Os Pontos de Cultura e sua contribuição para a educação e o desenvolvimento” e “Um olhar para as políticas culturais governamentais”.

O primeiro, “Incidência e participação cidadã”, (“como podemos contribuir desde a  sociedade civil para o desenvolvimento de políticas culturais?”) contou com a participação do argentino Alberto Ingold (Punto de Cultura Centro Cultural La Fragua, foto) e dos peruanos Cipriano Huamancayo (Punto de Cultura Grupo Cultural Puckllay) e Diego de la Cruz (Alianza Peruana de Organizaciones Culturales). Ingold falou do trabalho em rede em seu país, da experiência da Mesa Nacional de Puntos de Cultura e da formação do Conselho Cultural Comunitário, espaço de ajustes das organizações de cultura comunitária e os representantes do Ministério da Cultura, criado em dezembro de 2016, durante o 3º Encontro Nacional de Pontos de Cultura de Argentina.

A mesa “Redes e articulações vinculadas ao trabalho comunitário” (“que significa trabalhar em rede?”), por sua vez, reuniu representantes de quatro redes culturais que trabalham com enfoque comunitário: três peruanas e uma equatoriana. Roxana Tello falou em nome da Rede de Microcines Chaski-Ayacucho; César Huamán, pela Plataforma de Cultura Viva Comunitaria de Lima; Jaddy Gamero, pela Plataforma de Cultura Viva Comunitaria La Libertad. Isaac Peñaherrera representou a Rede de Cultura Viva Comunitária do Equador, que organiza o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, de 20 a 25 de novembro em Quito.

 

Distintos níveis de políticas

O painel “Os Pontos de Cultura e sua contribuição à educação e ao desenvolvimento” teve como expositoras Ingrid Caferatta (Dirección Desconcentrada de Cultura Tacna), Liliana Galván (especialista em educação artística) e Yovana Góngora  (Punto de Cultura Puckllasunchis).

O último painel do dia, “Um olhar para as políticas culturais governamentais” (“como se promovem as políticas culturais a partir dos distintos níveis governamentais?”), apresentou quatro processos em diferentes níveis: municipal, nacional, internacional e intergovernamental. O prefeito Harrinson Talledo compartilhou sua experiência de gestão cultural na Municipalidade La Arena, “um distrito de 38 mil habitantes com um orçamento mínimo”. Gabriela Perona, do Ministerio de Cultura do Peru, detalhou como se dá o processo de construção da Política Nacional de Cultura (a ser aprovada em dezembro de 2017).

 

A experiência do Chile

Moira Délano, chefa do Departamento de Cidadania Cultural do Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile, comentou como seu país vem avançando na incorporação da cultura comunitária como parte essencial das políticas públicas, ressaltando que justo nesta sexta-feira a presidenta Michele Bachellet havia assinado a promulgação da Lei 21.045, que cria o Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.

Nos últimos 14 anos, o Conselho Nacional da Cultura e das Artes foi o órgão do Estado encarregado de implementar políticas públicas para o desenvolvimento cultural no Chile. Com uma estrutura orgânica que funciona de maneira desconcentrada e descentralizada, a instituição tem promovido (e consolidado) uma série de programas para cumprir com sua missão e funções nas 15 regiões do país.

Na área de Cidadania Cultural, por exemplo, um dos programas que chegou para ficar foi o Red Cultura, que busca promover o acesso e a participação das comunidades em iniciativas artístico-culturais, além de contribuir para o fortalecimento da gestão cultural municipal e a valorização e o resguardo do patrimônio cultural imaterial.

Neste processo de valorização da participação cidadã e da diversidade cultural (daí o Ministério “das Culturas”), foi-se construindo no Chile uma nova política nacional para o período 2017-2022, além de 15 políticas regionais, três políticas setoriais (música, livro, audiovisual) e sete políticas setoriais para âmbitos não industriais (artes cênicas, artes visuais, fotografia, artesanato, arquitetura, design, gastronomia).

“Basicamente, o que buscávamos era o fortalecimento da democracia, e como contribuir para o desenvolvimento humano a partir do Estado, avançando o enfoque nos direitos culturais e nos territórios”, afirmou Délano.

Moira Délano: nova política cultural do Chile tem enfoque nos direitos e no território

Cooperação entre governos

Diego Benhabib, coordenador dos Pontos de Cultura da Argentina, falou em nome do IberCultura Viva (a Argentina tem a presidência do programa nos próximos três anos; o mandato do Brasil foi exercido de 2014 a 2017, terminando em junho). Ele fez um repasse da trajetória do programa de cooperação intergovernamental, sua estrutura e eixos estratégicos. Falou da aposta inicial por ações de intercâmbio entre organizações, depois voltadas para o fortalecimento das redes de cultura comunitária (com apoio para encontros, congressos e festivais), e mais recentemente para a troca de experiências e metodologias de trabalho entre gestores dos países membros, como ferramentas para melhorar a gestão das políticas culturais de base comunitária em nível nacional.

Ao comentar a busca por uma melhor gestão, Benhabib também mencionou que esta questão terá o impulso de uma pós-graduação de formação em gestão cultural com enfoque comunitário, em articulação com a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO).

También falou da iniciativa de promover o 2º Encontro de Redes IberCultura Viva  durante o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, em novembro, em Quito (Equador). Na ocasião, será realizada a mesa “Rede de Cidades”, com o objetivo de articular uma rede de governos locais que desenvolvam ou queiram desenvolver políticas culturais de base comunitária. Nesta mesa de trabalho será debatido como construir um mecanismo de cooperação entre o programa e as instâncias municipais, e uma agenda de trabalho conjunto para 2018.

Além disso, Benhabib comentou o apoio do programa à produção deste 3º Congresso com o Edital de Mobilidade e o financiamento de parte da organização dos congressos nacionais que darão conteúdo e levarão suas propostas de trabalho. Por fim, destacou a importância da ampliação do programa IberCultura Viva, com a incorporação de Guatemala e Equador, e celebrou a realização da 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental, cujo tema central é o Plano Estratégico Trianual para o período 2018-2020.

 

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12

Oct
2017

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Começa nesta sexta-feira o 2º Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru

Em12, Oct 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

Será realizado este fim de semana em Lima o II Encontro Nacional de Pontos de Cultura de Peru. Mais de 200 organizações devem participar das atividades na sede central do Ministério da Cultura nesta edição que tem como lema “Yanapanakuy”. O vocábulo quechua, cujo significado é “ajudar-se mutuamente”, dá ideia do que se busca com este espaço de diálogo e reflexão: que contribua para o fortalecimento da Rede Nacional de Pontos de Cultura, tendo como princípios básicos o respeito, o diálogo e a ajuda mútua.   

Cerca de 30 representantes de Pontos de Cultura participaram da construção da programação, que será aberta nesta sexta-feira 13 e ocupará distintos espaços do Ministério da Cultura (Av. Javier Prado Este 2465, San Borja-Lima) até domingo. As atividades propostas têm a intenção de oferecer espaços para o reconhecimento entre os membros da Rede Nacional de Pontos de Cultura, a reflexão e o balanço da gestão, assim como a construção de ações estratégicas que permitam a implementação da Lei n° 30487, “Ley de Promoción de los Puntos de Cultura”.

A programação inclui fóruns macrorregionais (Norte, Lima/Callao, Sur, Oriente e Centro), mesas de trabalho, oficinas e encontros de criação coletiva. Também estão previstas seis rodas de conversa (entre elas, “Enfoques e possibilidades de financiamento e autogestão”, “Incidência e participação cidadã”, “Redes e articulações vinculadas ao trabalho cultural comunitário” e “Experiências latino-americanas de Cultura Viva Comunitária”). A plenária de encerramento está marcada para começar às 16h de domingo.

Na segunda-feira (16/10), terminado o II Encontro Nacional de Pontos de Cultura, será realizada a 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva. Esta reunião, a segunda promovida pelo programa este ano (a anterior se deu em Montevidéu, em maio), terá como objetivo discutir a elaboração do plano estratégico trianual 2018-2020.

Primeiro encontro

O I Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru se deu na cidade de Cusco, de 28 de novembro a 1º de dezembro de 2013, com a presença de representantes de 102 Pontos de Cultura, especialistas e gestores culturais do Brasil, de Costa Rica, Colômbia, Argentina, Bolívia e responsáveis pelas Direções Desconcentradas de Cultura de todas as regiões peruanas.

O encontro teve como objetivo geral contribuir para o fortalecimento da Rede de Pontos de Cultura e a consolidação do programa, demonstrando a efetividade de políticas públicas baseadas no diálogo Estado-sociedade civil e no reconhecimento da cultura como eixo e motor do desenvolvimento comunitário.

Lei de Pontos

Além de propiciar o reconhecimento, por parte dos Pontos de Cultura, do trabalho realizado por seus pares, contribuindo para a coesão da rede e a criação de alianças para o trabalho conjunto, o I Encontro Nacional buscava validar a proposta de anteprojeto da Lei de Promoção dos Puntos de Cultura a partir do intercâmbio com referências de outros países da região.

Depois de longas jornadas de trabalho, chegou-se à redação final do documento, assinada pelas 58 organizações que permaneceram até o final do debate. A proposta de anteprojeto de lei foi apresentada pelo Centro Cultural Sagitario à congressista Natalie Condori, primeira vice-presidenta do Congresso da República do Peru. Após um longo processo participativo entre organizações culturais e o Ministério de Cultura, se promulgou em 15 de julho de 2016 a Lei n° 30487, Ley de Promoción de los Puntos de Cultura.

Primeiros passos

O programa Pontos de Cultura teve início no Peru um pouco depois da criação do Ministério de Cultura, em 2011, quando se decidiu impulsionar um projeto piloto em dois distritos de Lima: Carabayllo e Villa El Salvador. Oficinas artísticas foram levadas a dezenas de crianças e jovens por organizações culturais emblemáticas dos dois distritos (Arenas y Esteras, Vichama Teatro, e Casa Infantil y Juvenil de Arte y Cultura-CIJAC, em Villa El Salvador, e Puckllay Arte y Comunidad, em Carabayllo).

O ano de 2012 foi marcado pelo desenho participativo das bases de Pontos de Cultura e o lançamento do Registro Nacional de Pontos de Cultura. Os primeiros 50 Pontos de Cultura foram reconhecidos pelo Ministério de Cultura do Peru em dezembro de 2012. Atualmente, são 291 os Pontos de Cultura reconhecidos no país.

O reconhecimento

Podem ser reconhecidas como Pontos de Cultura organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que utilizem a arte e a cultura como instrumento essencial de formação; grupos de arte comunitária; movimentos ou redes que valorizem o papel da cultura no desenvolvimento; bibliotecas, rádios comunitárias e meios virtuais que busquem ampliar o acesso à produção cultural; coletivos de artistas que enfatizem a relação com os cidadãos; e todas aquelas iniciativas sustentáveis que reconheçam e fomentem a cultura como eixo e motor de desenvolvimento.

As organizações culturais que queiram fazer parte do programa fazem seu registro e apresentam ao Ministério de Cultura informações sobre sua trajetória. Uma vez avaliadas, e constatado o trabalho continuado e de positivo impacto na comunidade, são reconhecidas oficialmente, o que lhes permite ter acesso a uma série de oportunidades de formação, financiamento parcial de projetos, visibilização de seu trabalho, intercâmbios, assessoria legal, entre outras. Por sua parte, as organizações se comprometem a participar ativamente dos espaços de consulta, intercâmbio, prestação de contas e informes que a gestão de Pontos de Cultura demanda.

Saiba mais: www.puntosdecultura.pe

“Unidos somos semilla” – Inclusión y ciudadanía desde el arte y la cultura (Memoria institucional de Puntos de Cultura 2011-2015)

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27

Sep
2017

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II Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru: três dias de diálogo e ajuda mútua

Em27, Sep 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

De 13 a 15 de outubro, mais de 200 organizações reconhecidas como Ponto de Cultura no Peru terão um espaço de encontro e trabalho conjunto na cidade de Lima. Em sua segunda edição, o Encontro Nacional de Pontos de Cultura é um espaço de diálogo e participação, voltado para o estabelecimento de prioridades de ação conjunta dentro da Rede Nacional de Pontos de Cultura, com o objetivo de contribuir ao fortalecimento de políticas públicas de promoção das artes e das culturas em comunidade no Peru.

O I Encontro Nacional de Pontos de Cultura do Peru foi realizado em 2013, na cidade de Cusco, e contou com a participação de mais de 100 organizações reconhecidas como Ponto de Cultura. Neste espaço, as organizações puderam conhecer-se, reconhecer-se, identificar necessidades e potencialidades, assim como compartilhar diversas metodologias e aprendizados. Também durante este encontro se discutiu e aprovou a proposta de Anteprojeto de Lei de Promoção dos Pontos de Cultura, apresentada ao Congresso da República do Peru no primeiro trimestre do ano passado.

 

Este II Encontro vem sendo construído participativamente com mais de 30 representantes de Pontos de Cultura em nível nacional. Dentro da programação há espaços para o reconhecimento entre as/os membros da Rede Nacional de Pontos de Cultura, a reflexão e o balanço da gestão de Pontos de Cultura, oficinas e mesas de diálogo, assim como momentos de proposta e construção de ações estratégicas que permitam a implementação da Lei n° 30487, Lei de Promoção dos Pontos de Cultura.

Nos dias 13, 14 e 15 de outubro, as/os representantes das organizações vão se reunir na sede central do Ministério de Cultura. A partir do vocábulo quechua Yanapanakuy, que significa ajudar-se mutuamente, busca-se que este espaço contribua para o fortalecimento da Rede Nacional de Pontos de Cultura, tendo como princípios básicos o respeito, o diálogo e a ajuda mútua.

Durante o II Encontro Nacional de Pontos de Cultura será realizada também a 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental do Programa Ibercultura Viva.  Esta reunião terá como objetivo discutir a elaboração do plano estratégico trianual 2018-2020.

Fonte: Puntos de Cultura – Ministerio de Cultura de Perú

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