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04

May
2020

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Programa Pontos de Cultura de Costa Rica se adapta às mudanças diante da Covid-19

Em04, May 2020 | EmNotícias |

No contexto de emergência que se está vivendo em torno à pandemia do COVID-19, o programa Pontos de Cultura de Costa Rica, desenvolvido pelo Departamento de Fomento Cultural da Direção de Cultura (Ministério de Cultura e Juventude), tem recorrido a algumas estratégias para que os projetos possam continuar a ser realizados nas comunidades.

Para o período 2019-2020 foram selecionados 20 projetos de Pontos de Cultura. Cada um tinha dentro de sua agenda de acompanhamento ao menos três visitas por parte de funcionárias/os da Direção de Cultura. No entanto, isso não é possível na atual situação. Ante a crise da COVID-19, os cronogramas, orçamentos e metodologias dos Pontos de Cultura se modificaram na totalidade dos projetos. 

“Esta limitação acabou se convertendo numa oportunidade, já que temos tido uma constante comunicação e intercâmbio de informação com os respectivos coordenadores de projetos, temos realizado um maior número de reuniões de acompanhamento”, comenta Eduardo Reyes, gestor de Fomento Cultural da Direção de Cultura. “Além disso, o papel do gestor muda, não só como uma figura que acompanha tecnicamente, mas que cria espaços de confiança onde a aproximação com os coordenadores e encarregados dos projetos transcende o acompanhamento dos cronogramas e informes.”

Reestruturação de projetos 

Algumas organizações precisaram reestruturar seus projetos em vários âmbitos. A FUNLEER, por exemplo, havia proposto uma aproximação com a comunidade a partir dos espaços públicos, e agora está buscando a virtualização destes. Já o Coletivo Quilombo Capoeira, cujo encontro aprovado ficou impossibilitado no contexto atual, busca oportunidades para criar um espaço de formação virtual da capoeira, proposta que, pela variedade de atores e elementos a considerar, se encontra ainda em desenvolvimento.

Como consequência da mudança nas atividades e em sua dinâmica, incluindo o número de pessoas envolvidas, foram feitas alterações em alguns itens do orçamento dos 20 projetos. De modo geral, os que parecem mais afetados são os referentes a alimentação e traslado, destinados à compra de insumos que permitam a virtualização dos espaços, e ao pagamento para a elaboração de materiais digitais (inclusive designers, caso da Asociación Cultural de Guácimo Respirarte), entre outros.

Os projetos também mudaram seus cronogramas de trabalho, transferindo atividades para o segundo semestre, porque as medidas tomadas pelo Ministério de Saúde impossibilitam a realização de oficinas, rodas de conversas e percursos históricos. A Asociación Foro Ecuménico de Guanacaste e a Junta de Educación San Martín, por exemplo, propuseram algumas de suas atividades de encerramento para novembro, o que ficará sujeito a avaliação conforme o avanço da situação nacional.

 

A modificação em dinâmicas e/ou metodologias, no sentido de “virtualizar” as atividades e produtos finais, traz vários desafios aos projetos. Para o Coletivo Barro Tejareño, pelas características da população que o desenvolve (pessoas da terceira idade, em sua maioria), a mudança para uma modalidade virtual requer um importante processo de assimilação, para o qual estão recebendo acompanhamento por telefone e videoconferência de uma gestora da Direção de Cultura.

Outra organização que se viu fortemente afetada foi a Asociación La Voz de Guanacaste, que originalmente propôs realizar três percursos históricos em três cantões diferentes. Esses passeios foram cancelados, impactando o comércio e uma série de produtos encadeados à proposta. A organização, no entanto, deu início a um processo de mudança do projeto, voltado para a criação de uma proposta virtual dos percursos.

Ainda que seja provável que algumas das atividades e produtos tenham um maior alcance por meio das plataformas digitais, isso impacta diretamente os modelos de gestão das organizações e coletivos, e também da equipe da Direção de Cultura, em seus modelos e estratégias de acompanhamento, propiciando mudanças que permitam seguir desenvolvendo estas iniciativas, apoiando pessoas e organizações que trabalham pelos direitos culturais de suas comunidades.

 

 

 

Fonte: Comunicación Dirección de Cultura MCJ-CR