Image Image Image Image Image
/ /
Scroll to Top

Para o Topo

Destaque

26

Jan
2017

EmDestaque
Notícias

“Educar en la Armonía”: um livro sobre cultura, educação e convivência para o bem comum

Em26, Jan 2017 | EmDestaque, Notícias |

Entre 11 e 17 de setembro de 2016, Medellin foi palco do Encontro da Harmonia: Cultura + Educação + Comunidade, um espaço para o diálogo de saberes, práticas e processos desenvolvidos por organizações da Colômbia e de outros 11 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Peru). Ao longo de seis dias foram realizados percursos, visitas às comunidades, jornada pedagógica, seminário e mesas de trabalho sobre cultura comunitária e os diversos contextos educativos para o bem comum. Deste encontro resultou um livro digital com 176 páginas: Educar en la Armonía: Cultura + Educación + Comunidad.

“São memórias de diversos processos, é um documento de memórias vivas, de mulheres e homens que tecem organizações ao longo e ao largo da América Latina, que se juntaram na cidade de Medellín para realizar o encontro”, escreve na apresentação Amalia Londoño, secretária de Cultura Cidadã da Prefeitura de Medellín, que apoiou a organização do evento, a cargo da Plataforma Puente Cultura Viva Comunitaria Medellín-Valle de Aburrá.

“O entramado de Cultura Viva Comunitária reconhece a necessidade de um novo paradigma que recrie o exercício do poder, estabelecendo relações mais dinâmicas, horizontais, e democráticas entre todos os atores”, acrescenta Londoño. “Como força regional, se propõe incidir em políticas públicas sem fronteiras de desenvolvimento cultural na América Latina, como as impulsadas nos últimos anos no Brasil como país, e em Medellín como cidade, experiências em que um governo sensível às demandas sociais pavimenta o caminho aberto pelas organizações sociais, e as organizações sociais, no exercício de sua cidadania, criam as condições para que a sociedade mude.”

No Encontro da Harmonia, como mostra o texto, se propôs a aproximação, a articulação e o diálogo de experiências de cultura comunitária e outras formas de educação que incluem em seus processos formativos a beleza, a ética e a convivência. O livro resulta desta intenção. É também uma tentativa de responder e seguir refletindo sobre as muitas perguntas feitas durante o encontro: Educamos? O que educamos? Por quê? Para quê? Como? Quem e para quem? Onde? Quando?

Os capítulos

Educar en la Armonía se divide em três capítulos. O primeiro aborda a reflexão que se fez com 50 crianças e jovens em uma oficina (prévia ao encontro) sobre os conceitos cultura, educação e comunidade para a compreensão e construção contemporânea da convivência. As recomendações surgidas das crianças e dos jovens durante esta oficina foram consolidadas em um documento aqui apresentado.

O segundo capítulo é composto dos textos sobre as experiências convidadas. Os artigos contam com uma primeira parte que descreve o fazer das organizações (uma síntese de seu contexto de trabalho, estrutura programática e operativa) e uma segunda parte sobre a experiência do programa ou projeto que a organização apresentou no encontro (os conceitos e as metodologias que colocam em prática nessa relação cultura + educação + comunidade).

Três textos com reflexões do Encontro da Harmonia formam o terceiro capítulo. Um deles é uma relatoria geral do evento assinada por Juan Fernando Sierra. Os outros dois são os artigos “…y la vida es también un hecho cultural, do colombiano Gabriel Jaime Arango, e  “Cultura a unir os povos”, do historiador brasileiro Célio Turino.

Em seu texto, Arango aborda questões como a natureza e os fins dos sistemas educativos, a educação e a formação integral da personalidade e os aprendizados que se deve procurar (aprender a ser, a conhecer, a fazer, a aprender, a viver juntos). “Configurar em cada estudante de um país a consciência sobre o valor supremo da dignidade humana e o respeito aos direitos humanos é e será o principal desafio que a educação humanista deve assumir”, destaca.

Turino, por sua vez, percorre alguns dos marcos do movimento latino-americano de Cultura Viva Comunitária, como os Congressos de La Paz (2013) e El Salvador (2015), o Congresso Ibero-americano de Cultura de 2014 (realizado em Costa Rica, com o tema das culturas comunitárias), e a aprovação da primeira lei municipal de Cultura Viva, em Medellin, em 2011. Além disso, recorda os mais de 10 anos da política pública no Brasil, entre teoria, conceitos, construção e gestão. Uma política que começou com uma ideia simples — potenciar o que já existe — e logo ganhou a atenção de vários países ibero-americanos, como se pôde ver neste Encontro da Harmonia.

Os convidados

As experiências internacionais participantes do encontro foram: Ação Griô (Brasil), Caja Lúdica (Guatemala), Conarte (México), Crear Vale la Pena (Argentina), El Arte Nos Une (Equador), Escuela Espiritual de la Naturaleza (Costa Rica), TNT – Tiempos Nuevos Teatro (El Salvador), Vichama Teatro (Peru), Walabis (Honduras) e Wayna Tambo (Bolívia). O livro também conta  com a apresentação de Pablo Rojas Durán, chefe do Departamento de Educação e Formação em Artes e Cultura do Conselho das Artes e da Cultura do Chile.

Da Colômbia se apresentaron experiências desenvolvidas em diferentes pontos do país, como Guajira (Centro Etnoeducativo Aujero), Cauca (Red Colombia para la Actoría Social Juvenil), Nariño (Casa de la Ciencia y el Juego), Medellín (Corporación Cultural Canchimalos e Universidad de los Niños de Universidad Eafit) e Bogotá (Centro de Desarrollo Taller de Vida e Programa Clan Idartes).

Fazendo de Medellín um cruzamento de caminhos, o Encontro da Harmonia buscou apresentar experiências diversas, “em suas concepções e metodologias, em suas singularidades e pluralidades, a partir das realidades de cada país e os momentos históricos”, estabelecendo campos de diálogo comum. Também buscou contrastar experiências de grande liderança no território com iniciativas de universidades e órgãos governamentais que empreendem ações formativas nos territórios, deixando clara a necessidade de entender a educação em um sentido mais amplo, como sinônimo de relação e de conversação, e de pensar a cultura como uma ferramenta permite saltos para novos horizontes.  

Leia o livro Educar en la Armonía aqui:  http://bit.ly/2k3LQ2u

 

Leia também:

Encontro da Harmonia reunirá em Medellín representantes de organizações de 11 países

Tags | , ,