Proposta para o banco de saberes:
Na cultura do candomblé, o princípio da partilha de conhecimento está no convívio, e a oralidade é seu maior e mais importante veículo. Tradicionalmente, os ensinamentos são passados do mais velho ao mais novo, na maioria das vezes por meio de orins (cantigas), acompanhadas de um ilu (ritmo dos tambores e demais instrumentos da tradição candomblecista) e um conjunto de gestos significativos do corpo em movimento, ijo (dança). Para facilitar a aproximação aos signos da cultura de terreiro — buscando perpetuar o legado cultural iniciado pelos ancestrais africanos e afro-brasileiros e fomentar o desenvolvimento da cultura negra local –, este projeto sugere encontros com a comunidade anfitriã, com duração de 20 horas. Além da gravação de um documentário nessas vivências, a proposta inclui diálogos com agentes locais sobre os desafios da permanência e difusão das culturas afrodescendentes na Ibero-América.
Necessidades para o desenvolvimento da proposta:
* Técnicas: De acordo com as necessidades e possibilidades da comunidade anfitriã, não existem demandas técnicas a priori.
* Espacial: Espaço que comporte os participantes com segurança.
Destinatários: Agentes culturais, ativistas, formadores e interessados no tema e as comunidades anfitriãs, expandindo o debate e a criação de ferramentas para mobilização em defesa dos direitos dos povos afrodescendentes e das mulheres negras.
Número mínimo e máximo de participantes: de 5 a 100.


