Segunda reunião do Comitê Executivo reforça agenda regional, redes e participação em encontros estratégicos
Em um contexto regional que exige respostas articuladas e sustentadas para fortalecer a cultura como direito, o Comitê Executivo do IberCultura Viva avançou na consolidação de uma agenda comum para 2026. Na segunda reunião virtual do ano, realizada em 20 de março de 2026, o Comitê aprofundou o planejamento do primeiro semestre, alinhando agendas estratégicas e fortalecendo conexões entre países, redes e territórios em toda a Ibero-América.
Em continuidade ao encontro de 13 de fevereiro, a reunião reafirmou o compromisso com uma atuação coordenada e regional, ao mesmo tempo em que detalhou caminhos para a presença do Programa na Teia Nacional dos Pontos de Cultura do Brasil e no 7º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Culturas Vivas Comunitárias, na Colômbia.
Passos firmes para ações concretas
Se o primeiro encontro do ano esteve voltado à definição de princípios e diretrizes, este segundo momento se concentrou na concretização dessas orientações, agora expressas em agendas organizadas, redes em movimento e estratégias de inserção nos territórios.
A reprogramação da Teia, prevista para maio em Aracruz, se apresenta como oportunidade para ampliar a atuação do IberCultura Viva em um território de forte presença indígena, articulando cultura, justiça climática e intercâmbio regional. Estão previstos encontros da Rede Educativa e da Rede Cultura Infância, além da reunião do Conselho Intergovernamental e da participação ativa nas atividades dos Pontos de Cultura.
A programação inclui também a cerimônia de premiação dos curtas selecionados no concurso “Tesouros Vivos, memória e territórios”, com exibição das obras no festival de curtas do evento.
Nesse cenário de maior consistência e direção, a presidenta do Programa, Márcia Rollemberg, destacou o sentido coletivo que impulsiona esse processo: “a construção dessa agenda comum mostra que estamos operando como uma rede viva, capaz de articular territórios, políticas públicas e saberes diversos em torno de um projeto coletivo de cultura”.
Horizonte continental
No plano continental, avançaram os preparativos para o Congresso na Colômbia, consolidado como espaço estratégico de diálogo entre governos e sociedade civil. Sua construção compartilhada, com a participação de redes, governos locais e organizações culturais, aponta para um momento significativo de articulação e fortalecimento das políticas culturais de base comunitária.
A Convocatória de Mobilidade também ganhou relevância, com a apresentação dos resultados das pessoas selecionadas, ampliando a circulação de agentes culturais e favorecendo maior diversidade de vozes nos espaços internacionais.
Outro avanço importante foi o fortalecimento da pauta Cultura Infância, com a confirmação de organizações de diversos países e a proposta de criação de um grupo de trabalho permanente, voltado à articulação entre infâncias, territórios e natureza.
Como observa a secretária técnica Flor Minici, o que se consolida vai além de presenças pontuais: “mais do que organizar participações em eventos, estamos consolidando processos: redes que se ativam, encontros que geram continuidade e ações que fortalecem o Programa no longo prazo”.
Participaram da reunião: Márcia Rollemberg (Brasil, presidenta do Programa), João Paulo Pontes e Silva (Brasil), Giselle Dupin (Brasil), Daniela Campos Berkhoff (Chile, vice-presidenta), Antonio Zúñiga Chaparro (México, em sua primeira participação como REPPI), Norma Cruz Hernández (México), Vicenta Moreno Hurtado e Elizabeth Giraudo (Colômbia); pela Unidade Técnica, Florencia Minici, Diego Benhabib, María Florencia Neri e Nanda Barreto; e, pela Secretaria Geral Ibero-Americana, Inés Rodríguez.