Conheça alguns destaques do Programa nos últimos meses e os horizontes que estamos abrindo em cooperação e rede!
O IberCultura Viva inicia 2026 consolidado como uma das experiências mais relevantes de cooperação cultural no espaço ibero-americano. Após alcançar marcos históricos no ano anterior, o Programa amplia seu alcance, fortalece os territórios e reafirma a cultura viva comunitária como caminho para a democracia, os direitos culturais e o bem viver.
Este é um ano de continuidade e de impulso. Um tempo de colocar as redes em movimento, aprofundar alianças e seguir construindo políticas culturais a partir dos territórios, com participação, diversidade e compromisso coletivo.
Mobilidade e 7.º Congresso
Entre os dias 17 e 26 de abril de 2026, a Colômbia sediará o 7.º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Culturas Vivas Comunitárias. Já está em andamento a convocatória de mobilidade que permitirá a participação de representantes dos territórios neste grande encontro continental, celebrando a pluralidade de vozes, experiências e trajetórias que fazem pulsar a cultura viva.
Este chamado se apoia em um caminho já percorrido, com destaque para o que ocorreu no ano passado, quando o Programa registrou participação recorde na convocatória de mobilidade para o VI Congresso, realizado em Cherán K’eri e Morelia, no estado mexicano de Michoacán. Foram 286 candidaturas para 68 vagas, a maior concorrência da história do IberCultura Viva.
As trocas, rodas de diálogo e espaços de escuta coletiva evidenciaram desafios contemporâneos, como o enfrentamento à desinformação e a necessidade permanente de reorganizar e fortalecer as redes culturais comunitárias.

Um novo ciclo, com vitalidade renovada
Em 2026, o IberCultura Viva avança com 14 países membros: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. Trata-se do maior número de participantes desde a criação do Programa. Mais do que uma expansão numérica, esse marco expressa um compromisso compartilhado: fortalecer os territórios por meio da cooperação, da cultura e da vida comunitária.
O que começou como um apoio institucional a iniciativas de base transformou-se em uma rede diversa e viva, tecida por coletivos culturais, gestoras e gestores públicos, instituições educativas e governos locais. Em contextos atravessados por crises sociais, ambientais e democráticas, essas experiências seguem abrindo caminhos possíveis onde a vida pulsa com mais força: nos territórios.

Presença internacional estratégica
Iniciamos 2026 com a decisão de ampliar horizontes e fortalecer a incidência do Programa. Em 2025, o IberCultura Viva integrou agendas internacionais de alto nível, como a Mondiacult, em Barcelona, e espaços estratégicos de diálogo e reflexão, entre eles o XI Encontro Cultura e Cidadania (CCCB) e o Culturópolis, além da 10ª Cúpula Mundial sobre Artes e Cultura da IFACCA, realizada em Seul.
No âmbito regional, o Programa participou do XIV Seminário Internacional de Políticas Culturais, no Rio de Janeiro, e do Seminário Internacional “Cultura Viva Comunitária: uma escola latino-americana de políticas culturais”, que reuniu mais de 300 participantes presenciais e superou 10.000 visualizações on-line.
Em novembro, a Comissão de Diversidade Cultural do Mercosul, reunida em Porto Alegre (Brasil), manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o IberCultura Viva, reconhecendo o Programa como um eixo estratégico para a integração cultural regional.
Ao final de 2025, também foi realizado o primeiro encontro com a Unidade Temática de Cultura da Mercocidades, junto à Rede de Cidades e Governos Locais IberCultura Viva, em Niterói (Brasil), abrindo caminhos concretos para ações conjuntas.
Formação qualificada, conhecimento em rede
A nona edição do edital de bolsas de estudos para a Pós-Graduação Internacional em Políticas Culturais de Base Comunitária, realizada em parceria com a FLACSO Argentina, recebeu 630 candidaturas provenientes dos 14 países membros. O volume de inscrições reafirma a consolidação do curso e a crescente demanda por políticas culturais públicas sensíveis às realidades locais e enraizadas nos territórios. Os resultados serão publicados em fevereiro.
Cultura viva e tecnologias para o presente
Mais de 250 pessoas, de 19 países, participaram do curso internacional “Cultura viva, alfabetização midiática e inteligência artificial”, promovido pela Secretaria de Cultura do Município de Comodoro Rivadavia (Argentina) e pelo Programa IberCultura Viva, com apoio da Rede de Cidades e Governos Locais. A formação articulou cultura comunitária, educação popular e tecnologias digitais. Diante do alto interesse, todas as aulas foram abertas e transmitidas ao vivo pelo canal do IberCultura Viva no YouTube, ampliando o acesso e o intercâmbio entre territórios. (Assista aqui)

Governos locais em rede
Após uma exitosa campanha de adesão, a Rede de Cidades e Governos Locais IberCultura Viva chega a 2026 com 33 governos locais de 7 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha e México. O espaço se consolida como uma referência em cooperação cultural territorial e permanece aberto a novas adesões, ampliando este movimento ibero-americano construído a partir das cidades.
Ao longo do ano, a Rede apoiou e acompanhou iniciativas relevantes, como o Encontro Intermunicipal Latino-Americano “Tejiendo Territorios”, realizado em Alajuelita (Costa Rica); o seminário virtual “DeclarAcción: Direitos Culturais desde o Cone Sul”; e o curso internacional “Cultura viva, alfabetização midiática e inteligência artificial”.
Ao final de 2025, foi realizado o terceiro encontro presencial da Rede, na cidade de Niterói, um espaço fundamental para fortalecer vínculos, aprofundar o intercâmbio entre governos locais e territórios culturais e projetar ações conjuntas para o ciclo de 2026.
Rede educativa, saberes em diálogo
Lançada em abril, no México, a Rede Educativa IberCultura Viva articula saberes ancestrais, populares e acadêmicos. Em apenas oito meses, passou a contar com 18 instituições, entre universidades, espaços educativos comunitários e equipes técnicas do Brasil, Argentina, México, Equador e Paraguai. Aqui, a educação é concebida como território vivo e projeto comum.

Cultura e infância
A Rede Internacional Cultura Infância, criada em 2025, ganhou impulso ao longo do ano e reafirma as infâncias como sujeitos culturais. A iniciativa busca ampliar sua presença nas políticas públicas e nos espaços de criação, escuta e participação, reconhecendo a centralidade das infâncias na construção de futuros mais justos.
Mestras e mestres da cultura viva
Em coerência com seu compromisso de valorizar quem resguarda e transmite os saberes da cultura popular, o Programa realizou o Concurso “Tesouros Vivos, Memória e Territórios”, que premiou cinco obras da Colômbia, Peru, Brasil, México e Equador, selecionadas entre 75 produções inscritas. Uma celebração de trajetórias, memórias e saberes que sustentam a cultura viva comunitária ibero-americana. A qualidade das obras recebidas levou o júri a conceder menções honrosas a outros seis curtas-metragens. (Conheça as obras aqui)

Cultura viva e justiça climática
A participação do IberCultura Viva na COP30 reafirmou o compromisso do Programa com a articulação entre cultura, clima e direitos coletivos. No painel “Vozes Ibero-Americanas”, realizado no espaço Iberoamérica Viva, a presidenta Márcia Rollemberg destacou que as respostas à crise climática precisam reconhecer os saberes ancestrais, as formas de vida, a espiritualidade e as práticas territoriais dos povos indígenas e comunidades tradicionais como pilares da justiça climática.
Um mapa de oportunidades
O Mapa IberCultura Viva é a porta de entrada para participar das convocatórias do Programa. A plataforma se consolida como um território digital de encontro entre artistas, coletivos e gestoras e gestores culturais, fortalecendo redes e conexões entre os territórios.
https://mapa.iberculturaviva.org/
Seguimos juntas e juntos
Vivemos um tempo decisivo para a democracia, a justiça climática e a diversidade cultural. Em 2026, o IberCultura Viva caminha com os pés na terra, as redes abertas e o horizonte compartilhado. A cultura, quando nasce do território, segue sendo uma das forças mais potentes de transformação do nosso tempo.
Faça parte desta construção coletiva!