O município costa-riquenho celebra seis anos de sua política pioneira com um processo participativo de avaliação e consultas distritais, em articulação com a Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais
Na Costa Rica, o cantão de Alajuelita dá um novo passo na consolidação de sua política cultural de base comunitária. Depois de realizar em junho um mapeamento social com representantes de todos os distritos, o município iniciou em agosto a segunda etapa do processo: consultas distritais para avaliar e atualizar a política aprovada em 2019 pelo Conselho Municipal.

Segundo Tania Álvarez Chavarría, assessora comunitária da Política Cultural de Alajuelita e representante do cantão na Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais, o objetivo principal deste processo é avaliar e atualizar a política cultural do município, que é, essencialmente, de base comunitária. “Isso nos permitirá melhorar os processos que já executamos como comunidade, com este regulamento aprovado pelo conselho municipal, mas colocado em prática pela comunidade, pelas organizações e pelas forças vivas”.
De acordo com Tania, a meta é chegar ao fim do ano com um documento robusto que possa ser novamente apresentado ao Conselho Municipal para análise e aprovação, estendendo a vigência da lei por mais cinco anos. “Para nós, este processo permite chegar a todas as comunidades, a todos os distritos, envolver o setor cultural, o setor social e as lideranças do território, para que possam não apenas participar da análise, mas também executar esta lei, receber orçamentos e fortalecer ou gerar novos processos comunitários”.

Alajuelita é um dos poucos municípios – talvez o primeiro da Costa Rica – que conta com uma política cultural de base comunitária, aprovada em 29 de outubro de 2019. Em outubro de 2025, a comunidade celebrará o sexto aniversário desta lei com um Encontro Intermunicipal Latino-americano, que reunirá convidados e convidadas da Rede de Cidades e de outras organizações da região. A terceira etapa do processo está prevista para outubro e novembro, com a visita de representantes da Rede e uma série de atividades em diferentes territórios do país.
“Para nós é um momento muito bonito e muito importante, porque nos permite reconhecer que este caminho não foi em vão e analisar os frutos em torno desta trajetória que já tem mais de dez anos de desenvolvimento em nosso cantão”, afirma Tania. “Alajuelita tem muitos desafios em termos de segurança social e desenvolvimento, mas, no que diz respeito aos direitos culturais, seguimos nos esforçando como organizações de base. As consultas também serão realizadas com as infâncias do município, utilizando a estimulação da criatividade coletiva por meio da modelagem em argila. Queremos dar visibilidade a este trabalho com as pessoas menores de idade.”

O consultor de Redes e Formação do Programa, Diego Benhabib, destaca que o caso de Alajuelita faz parte de um processo mais amplo que envolve projetos de diferentes países da Rede: “Este é mais um ano em que o programa apoiou quatro projetos: um em Bogotá, na Colômbia; outro em Alajuelita, na Costa Rica; outro em Comodoro Rivadavia, na Argentina; e outro em Concepción, no Chile. O interessante, além da diversidade de países, é que se trata de iniciativas em que o intercâmbio de experiências e os espaços de formação são centrais”, sustenta Diego.
Na avaliação do consultor, essas práticas fortalecem o exercício dos direitos culturais e demonstram que a cultura viva pulsa nos territórios. “É uma alegria e um orgulho acompanhar este caminho, porque ele também é estratégico para o Ibercultura viva e demonstra a potência da articulação comunitária nas políticas culturais locais”.
Sobre a Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais
Fortalecer as políticas culturais de base comunitária é reconhecer a força que nasce dos territórios, das redes locais e dos saberes coletivos. A Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais está aberta a novas adesões, e este pode ser o momento para que o seu município faça parte.
Com 27 integrantes de 6 países ibero-americanos, a Rede conecta aqueles que apostam na cultura como direito e como força de transformação social. Somar-se à Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais é apostar na cultura como direito e no protagonismo comunitário como motor de transformação social.
Desde 2019, a Rede promove o intercâmbio de saberes, a colaboração entre territórios e a construção conjunta de políticas culturais mais justas, vivas e participativas.
Ao integrar a Rede, os governos locais têm acesso a:
☑️ Assessoria técnica e política
☑️ Visibilidade internacional nos canais do programa
☑️ Acesso a formações, editais e intercâmbios
☑️ Participação em experiências colaborativas como o IberEntrelazando Experiencias
☑️ Fortalecimento institucional com reconhecimento ibero-americano
A secretária técnica do Programa, Flor Minici, ressalta que “a rede segue crescendo como um espaço de cooperação entre administrações públicas e territórios culturais, impulsionando o intercâmbio de experiências e a construção conjunta de políticas mais próximas das realidades locais. estamos abertas a novas adesões e em campanha para ampliar este movimento ibero-americano”.




