24 setembro 2026

De 12 a 18 de outubro, o Laboratório Casa de Gestão Cultural, na Cidade Colonial de Santo Domingo, será sede do Mecenato Vivo 2026, uma semana de encontros entre o setor cultural e as comunidades educativas. A Direção-Geral de Mecenato, instituição vinculada ao Ministério da Cultura da República Dominicana, recebe até domingo, 27 de setembro, propostas de gestores e gestoras culturais, artistas, coletivos, organizações e criadores para integrar uma programação que busca aproximar a gestão cultural dos espaços onde a vida cotidiana acontece.

A proposta parte de uma convicção que Henry Mercedes, diretor-geral de Mecenato e representante da República Dominicana no IberCultura Viva, resume sem rodeios: a cultura precisa ser vivida. Por isso, a convocatória aposta nos centros educativos como porta de entrada para que crianças e jovens conheçam de perto quem faz cultura em suas comunidades. “Quando um estudante tem a oportunidade de conhecer um artista, participar de uma oficina ou se aproximar de uma manifestação cultural a partir da experiência direta, a relação com a cultura muda”, explica.

A ideia é que os estudantes deixem o lugar de espectadores e passem a protagonizar as experiências, enquanto gestores e gestoras encontram no diálogo com as comunidades educativas um espaço para compartilhar saberes e ampliar sua visibilidade. “Muitas vezes, esses atores desenvolvem processos de grande valor em suas comunidades, mas suas contribuições nem sempre são suficientemente conhecidas”, afirma Mercedes. Por isso, o impacto esperado vai além do número de oficinas: trata-se de “semear uma relação mais próxima e permanente entre cultura, educação e comunidade”.

Aprender com a região

A convocatória também dialoga com o caminho percorrido pelo país no IberCultura Viva, onde participou durante um ano como convidado antes de formalizar sua adesão, no final de 2025. Segundo Mercedes, essa experiência permitiu “ampliar nosso olhar sobre as políticas culturais de base comunitária” e reconhecer as comunidades como protagonistas dos processos culturais. “Um dos principais aprendizados foi a importância de construir as políticas culturais a partir da proximidade com os territórios e com as pessoas que deles participam”, afirma.

Para o diretor, o intercâmbio entre gestores e gestoras de diferentes países é um dos aspectos mais enriquecedores da cooperação, porque revela desafios comuns e permite compartilhar metodologias, ferramentas e formas de compreender a gestão cultural. “Mais do que transferir modelos de outros países, trata-se de aprender com essas experiências e adaptar aqueles elementos que possam enriquecer nossa própria realidade”, afirma. E completa: “A cooperação cultural, nesse sentido, não consiste apenas em levar uma experiência de um país para outro. Consiste em criar espaços onde possamos aprender mutuamente e construir respostas a partir de nossas próprias realidades”.

Como participar
Para participar, é necessário ter um perfil ativo no Registro Nacional de Beneficiários (RENABE). Quem ainda não tiver cadastro pode se registrar no site da Direção-Geral de Mecenato. Em seguida, é preciso acessar a seção Convocatórias da plataforma, selecionar Mecenato Vivo 2026 e preencher o formulário de inscrição, único meio habilitado para receber as propostas, com informações sobre os objetivos, o alcance e as necessidades de cada projeto.

Clique aqui para saber mais.