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Segundo livro da Coleção IberCultura Viva reúne textos sobre experiências de organizações culturais comunitárias

Em10, Oct 2019 | EmNotícias | PorIberCultura

 

Em setembro de 2016, o programa IberCultura Viva lançou um edital de seleção de textos com o objetivo de organizar uma publicação de referência sobre políticas culturais de base comunitária na região ibero-americana. Esta chamada pública buscava recolher relatos de organizações culturais comunitárias que tivessem sido colaboradoras de políticas governamentais e que pudessem retratar diferentes experiências de participação e trabalho conjunto entre Estado e sociedade civil. Dos 15 artigos apresentados, 10 estão no livro Ideas de Cultura Comunitaria. Trabajos seleccionados en la convocatoria de textos IberCultura Viva 2016, já disponível na página web do programa.

A publicação, uma parceria da Alcaldía de Medellín (Colômbia) com o programa, é o segundo volume da Coleção IberCultura Viva. O primeiro livro apresentado foi Puntos de cultura viva comunitaria iberoamericana. Experiencias compartidas, uma compilação das experiências compartilhadas pelos participantes do 2º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizado em Quito (Equador) em novembro de 2017. A edição conta com relatos de iniciativas de governos locais e de organizações culturais comunitárias que tiveram incidência no desenvolvimento políticas públicas locais.

Neste segundo livro, os textos selecionados (a maioria em português) abordam temas como a inovação social por parte dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro e o caráter e as práticas internacionalistas dos Pontos de Cultura do Brasil, e como o sentido de rede fez com que o ideário de Cultura Viva Comunitária e seus Pontos de Cultura se propagasse pelo mundo. Também apresentam iniciativas como o programa Favela Criativa, implementado pelo governo do estado do Rio de Janeiro, que se mostrou inovador ao fortalecer o protagonismo juvenil a partir da economia criativa, do fomento, da formação e circulação artística. 

Os exemplos seguem pelas diferentes regiões do Brasil, com experiências como o processo de elaboração de uma cartografia do patrimônio cultural local de um bairro de Belém, no Norte do país; o empreendedorismo cultural que se viu na cidade de Serra Talhada, em Pernambuco, com o Museu do Cangaço; e a proposta de uma escola pública de São Paulo que buscou construir uma comunidade escolar democrática e participativa com práticas educativas pensadas a partir das matrizes culturais africanas e indígenas, formadoras do povo brasileiro.

Ademais, são apresentadas histórias como a de um grupo teatral que surgiu numa favela de Belo Horizonte, em Minas Gerais, com personagens e histórias inspiradas no dia a dia, e que deu origem a um Ponto de Cultura com teatro, biblioteca e salas destinadas a ensaios e cursos. Outro projeto relatado, resultado de uma colaboração entre uma associação de moradores de uma vila e um grupo de “poéticas universitárias” no Sul do Brasil, buscou adotar a noção de ecologia de saberes (proposta pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos) e contar com práticas colaborativas para intensificar os laços entre a comunidade, a universidade e a cidade. 

Do Equador se toma como base um encontro de marimbeiros organizado por uma rede cultural para tratar temas como os processos de investigação da marimba e suas expressões. Por fim, da Galícia (Espanha) vem a história de uma associação que se dedica a trabalhar com jovens da região desenvolvendo projetos nascidos de iniciativas trazidas por eles. A ideia surgiu como forma de pensar o que fazer com o tempo livre e o tempo de ócio, e as ações se sustentam por três metas ordenadoras que dão identidade ao trabalho do coletivo: entreter, motivar e educar. 

A difusão de experiências por meio de registros de boas práticas e sistematizações é um dos eixos do Grupo de Trabalho de Governos Locais, formado em Quito em 2017 para a articulação da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. Estas compilações de experiências, que deram início a uma coleção “iber”, pretendem ser um espaço de encontro para incentivar mais cidades e governos locais a seguir se encontrando e se (re)conhecendo no caminho da cultura viva comunitária. 

 

(Fotos: o Museu do Cangaço de Serra Talhada, em Pernambuco, é tema do artigo de Karl Marx Santos Souza, que abre o livro “Ideas de Cultura Comunitaria”)

 

Para baixar a versão digital de “Ideas de Cultura Comunitaria”

http://iberculturaviva.org/wp-content/uploads/2019/10/LibroDigital_Interactivo.pdf

**Encontre outros livros sobre cultura comunitária no site www.iberculturaviva.org. Acesse “Documentos” no menu e depois, “Livros”. A página web também reúne artigos, dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre o tema (clique em “Documentos” e depois “Artigos”). 

 

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May
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Experiências ibero-americanas de cultura comunitária estão reunidas em livro que será lançado em Mendoza

Em10, May 2019 | EmNotícias | PorIberCultura

Nesta sexta-feira (10/05), na cidade de Mendoza (Argentina), será lançado o livro Puntos de cultura viva comunitaria iberoamericana. Experiencias compartidas“. A publicação é uma parceria da Alcaldía de Medellín (Colômbia) com o programa IberCultura Viva e reúne textos escritos por representantes de governos locais e de organizações culturais comunitárias que tiveram incidência no desenvolvimento de políticas públicas locais. O lançamento será no Espaço Le Parc, das 17h30 às 19h30, dentro da programação do 4º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária.

A edição, que dá início a uma “Coleção IberCultura Viva”, é uma compilação das experiências compartilhadas pelos participantes do 2º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizado en Quito (Equador) em novembro de 2017, durante o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária.  

O 2º Encontro de Redes reuniu representantes de uma província (Entre Ríos, Argentina) e 11 municípios: Córdoba e Devoto (Argentina); Niterói (Brasil); Medellín (Colômbia); Ibarra (Equador); Zapopan e Cherán (México); La Molina e Lima (Peru); Canelones e Montevideo (Uruguai). Também participaram representantes de organizações culturais comunitárias de México, Peru, Guatemala e Costa Rica e representantes do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.

Um grupo de trabalho (GT) foi formado nesta reunião para a articulação da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais, que tem como objetivo fortalecer e fomentar o desenvolvimento de políticas culturais de base comunitária em nível local. Esta rede será formalizada (e ampliada) na próxima semana em Buenos Aires, no 3º Encontro de Redes IberCultura Viva.

A difusão das experiências, por meio de registros de boas práticas e sistematizações, é um dos eixos de trabalho deste grupo formado em Quito. Esta compilação de experiências pretende ser um espaço de encontro para incentivar mais cidades e governos locais a seguir se encontrando e se (re)conhecendo no caminho da cultura viva comunitária.

 

Experiências compartilhadas

Os trabalhos reunidos neste livro dão conta de experiências diversas, desenvolvidas em conjunto por Estado e sociedade civil na Ibero-América. Do Uruguai, por exemplo, fala-se de “Esquinas de la Cultura”, programa da Intendência de Montevidéu que parte do reconhecimento das expressões artísticas e culturais que já existem no território. Também está presente uma iniciativa do governo de Canelones, “Para que las ideas broten”, criada para desenvolver estratégias que favoreçam a democracia cultural, gerando âmbitos e espaços de participação popular onde a própria cidadania organizada participe da tomada de decisões.

Outros dois textos são dedicados a experiências do Peru. Uma delas, “Aprende Más – Allinta Yachay”, é um programa de alfabetização com enfoque intercultural que se desenvolve em comunidade sob a direção da Municipalidade de La Molina. A outra aborda os Pactos de Gobernabilidade construídos pelo Grupo Cultural Pukllay no distrito de Ate, em Lima.

O capítulo de Medellín, por sua vez, narra a experiência do governo com a cultura comunitária a partir das vozes de seus protagonistas, entrevistando líderes que marcaram a história local, “muito além da história de suas próprias organizações, comunidades e territorios”.

Da Argentina, a Direção de Cultura Comunitária de Córdoba lembra a importância de amplificar as vozes dos territórios que estão além do centro urbano e narra os achados de uma política que há anos busca abordar certas propostas e problemáticas dos bairros, e que tem encontrado no território muitas respostas e potencialidades para construir uma vitalidade, uma memória coletiva.

Do México, o capítulo do município de Cherán, em Michoacán, narra a história de um povoado, organizado principalmente por mulheres, que muda seu rumo e põe um freio nos abusos e maus-tratos sofridos como comunidade, iniciando assim uma nova etapa que se organiza com uma lógica comunitária de administrações comunais, em que a tomada de decisões se dá mediante o consenso da assembleia.

A compilação traz também o caso do Programa Sócio-Educativo Recuperando Consciências, da Asociación Yarä Kanic, que conseguiu, em articulação com o Estado, consolidar uma política local integral em torno do aqueduto das comunidades de Poás e do bairro Corazón de Jesús, no município de Aserrí, em San José, Costa Rica.

Para guardar

Na próxima semana, o livro Puntos de cultura viva comunitaria iberoamericana. Experiencias compartidas” estará disponível para download na aba “Documentos” do site www.iberculturaviva.org.

O segundo volume desta “coleção Iber” será dedicado aos trabalhos selecionados na Convocatória de Textos IberCultura Viva 2016. Esta chamada pública teve como objetivo recolher experiências de organizações da sociedade civil que tenham sido colaboradoras das políticas governamentais de culturas de base comunitária e que pudessem formar uma publicação de referência na região ibero-americana.

 

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