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29

Jan
2019

EmNotícias

PorIberCultura

8º Festival Icozeiro: a cidade como espaço de convivência e aprendizagem

Em29, Jan 2019 | EmNotícias | PorIberCultura

Espetáculo Urrou, da Cia. Monica Alvarenga (Foto: Elisa Monteiro)

 

Icó é uma cidade do sertão do Ceará que teve seu conjunto arquitetônico e urbanístico  tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1998. A cidade foi a primeira a receber este tipo de tombamento (conjuntos urbanos protegidos pelo Iphan) e uma de suas maiores expressões é o centro histórico, que remonta ao período colonial. É ali que anualmente se realiza o Festival da Cultura Icoense – Icozeiro, evento criado em 2011 para a divulgação, articulação, fruição e fortalecimento da produção cultural local.

O festival, que teve sua oitava edição realizada entre os dias 18 e 30 de dezembro, foi um dos eventos ganhadores do Edital IberCultura de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018. As atividades ocorreram em espaços públicos tombados, como o Largo do Théberge, o Centro de Arte e Cultura Prefeito Aldo Marcozzi Monteiro (instalado no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Icó), o Teatro da Ribeira dos Icós e o Sobrado do Canela Preta.

Ao dar vazão a uma demanda do município no tocante à ocupação do espaço público, entendendo a cidade como um espaço de convivência e aprendizagem, os organizadores do festival buscam fortalecer a identidade local, promover o intercâmbio cultural e possibilitar a geração de renda em torno da economia criativa, em espaços que representam a memória, a história e a cidadania.

Além de apresentações de música, teatro, dança, audiovisual, literatura, artes plásticas e artesanato, a programação contou com oficinas, palestras, campanhas, ações educativas e formativas. Também reuniu homenagens a figuras locais, como Gerson do Acordeon, com mais de 60 anos no cenário cultural regional; Bonfim Fogueteiro, conhecido pela montagem das bombas artesanais da Festa do Senhor do Bonfim; e dona Menininha Pipoqueira, que há 40 anos está no imaginário coletivo cotidiano de Icó.

O evento foi apresentado ao Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018 como uma proposta da Associação Filhos e Amigos de Icó (Amicó) promovida em articulação com Universidade Federal do Cariri (UFCA)/ Instituto de Estudos do Semiárido (IESA), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Icó (Sindsepmi), Escola Livre de Artes (ELA) e Faculdade Vale do Salgado (FVS).

 

Assista à reportagem de Tep Rodrigues no programa Partiu, da TV Verdes Mares:

Programa Partiu Icó Icozeiro (05.01.2019) – Parte 02 – TV Verdes Mares

Vídeo do segundo bloco do Programa Partiu, da Tv Verdes Mares, exibido na tarde deste sábado (05/01/2019), sobre o Icó. Nesta parte, é trazido ao público um pouco do 8º Festival Nacional Icozeiro – Festival da Cultura Icoense 2018, que espalhou-se por todo o Município icoense. Reportagem de Tep Rodrigues.

Publicado por Festival da Cultura Icoense – Icozeiro em Sábado, 5 de janeiro de 2019

 

Saiba mais: https://www.facebook.com/Festival.Icozeiro/

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23

Jan
2019

EmNotícias

PorIberCultura

Festival Colores de la Sierra: uma semana de atividades para o povo wixárika em Jalisco

Em23, Jan 2019 | EmNotícias | PorIberCultura

O Festival Intercultural Colores de la Sierra, que será realizado de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, é um evento dirigido às comunidades indígenas da Sierra Huichol, no município de Mezquitic (Jalisco, México). A proposta de criar um festival de uma semana para compartilhar e criar junto com a comunidade de San Andrés Cohamiata, onde vive o povo wixárika, foi um dos 17 projetos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Coletivo 2018.

O enfoque da programação está na promoção dos direitos  dos povos indígenas. As atividades incluem música, dança, canto, cinema, teatro, poesia, contação de histórias, murais, jogos cooperativos, oficinas de artesanato e conversas sobre temas variados, que vão desde plantas medicinais até captação de água da chuva e autocuidados.

 

A rede

A rede Ha Ta Tukari, promotora do projeto, é uma equipe multidisciplinar formada por quatro ONGs que há  nove anos trabalham em comunidades da Sierra Huichol (La Cebolleta e La Laguna), uma área de difícil acesso e com alto grau de vulnerabilidade. O isolamento geográfico dificulta que as localidades contem com serviços básicos, como água potável, drenagem, oferta educativa e atenção médica de qualidade.

Nestas comunidades, a rede impulsiona um programa de educação para a saúde e a sustentabilidade, com oficinas e teatro didático para a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis (captação pluvial, hortas, restauração ambiental) e promoção de hábitos de higiene e nutrição. Também atua com um programa de participação e vinculação comunitária que inclui projetos de arte comunitário, biblioteca, cinema ao ar livre, convivências e exposições, entre outras atividades.

(Foto: Red Ha Ta Tukari)

Nova aliança

Para a realização do Festival Colores de la Sierra, esta rede de organizações aliadas (Proyecto ConcentrArte A.C., Desarrollo Rural Sustentable Lu’um A.C., Isla Urbana A.C.) tem a colaboração do Grupo Teukari Jicareros de San Andres, Fuego Azul Arte, Casa Huichol e Colores de la Tierra.

Criado em 2012, Colores de la Tierra é um projeto multicultural que alcança mais de 1.500 meninos e meninas em oito comunidades da serra, mediante a criação de espaços para compartilhar ferramentas criativas e ecológicas, sempre com o objetivo de promover e preservar a cultura wixárika.

O povo wixárika é formado por cerca de 20 comunidades e, até o momento, a rede Ha Ta Tukari e Colores de la Tierra vinham atuando em comunidades diferentes. A nova aliança é uma forma de ampliar seu espectro de ação, realizando um trabalho mais profundo e de maior alcance, com um mesmo objetivo: um futuro sustentável para o povo wixárika mediante o respeito e a preservação de sua cosmovisão e tradições.

(Foto: Taller LUUM)

 

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27

Nov
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Organizações e coletivos culturais comunitários de El Salvador se reúnem durante o 22º Festival Artístico Chalateco

Em27, Nov 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Fotos: René Figueroa

 

Diversos coletivos e organizações de El Salvador compartilharam experiências e metodologias em “Um encontro de Cultura Viva Comunitária”, realizado durante o 22º Festival Artístico Chalateco e 12º Festival del Maíz, nos dias 23, 24 e 25 de novembro, no município de San Antonio Los Ranchos, departamento de Chalatenango.

O evento, que foi um dos selecionados no Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018, teve como objetivo contribuir para as políticas culturais comunitárias em El Salvador. Participaram das jornadas representantes de organizações e coletivos como TALEGA, FundArte Cojutepeque, ADES Santa Marta, Asociación CusCambia, EDUC-ARTE, Red De Comunicadores Occidente, CCCOT, Colectivo 12-15 y Tamarindo Foundation e Colectivo La-VoR.

Eduardo Balán

O argentino Eduardo Balán, do coletivo El Culebrón Timbal, esteve presente no encontro e falou da preparação do 4º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que se realizará na Argentina em mayo de 2019.  “A Cultura Viva é este caminho amplo compartilhado por centenas de milhares de coletivos populares na América Latina há séculos e que continua crescendo, através das ações artísticas, produtivas e educativas realizadas nos bairros”, comentou Balán, que também elogiou o trabalho desenvolvido em El Salvador a partir da Associação TNT (“grupo lendário na América Latina”).

Os festivais

“13703, El misterio de las utopías”

O 22º Festival Artístico Chalateco, reconhecido como o encontro anual das artes cênicas no departamento de Chalatenango, teve início na quinta-feira (22/11) no Centro Cultural Jon Cortina, com a apresentação dos espetáculos dos grupos Escena X (“Cerdos”) e Los Del Quinto Piso (“13703, El misterio de las utopías”). A abertura contou com a presença de  crianças, jovens, adultos e “adultos maiores” de diferentes comunidades, como Guarjila, Las Minas e San Antonio Los Ranchos.

O segundo dia continuou no anfiteatro do Parque Cultural de San Antonio Los Ranchos e marcou a inauguração da 12ª edição do Festival del Maíz (“Festival do Milho”), a feira gastronômica e artesanal que desde 2007 se realiza simultaneamente ao Festival Artístico Chalateco. Elotes locos, tamalitos de elote, riguas, atol de maíz blanco, enchiladas, tacos, pães recheados, pastéis e chicha à base de milho foram alguns dos pratos elaborados por pessoas empreendedoras do município.

“Cerdos”, do grupo Escena X

No anfiteatro

“Juguemos diferente”

A apresentação de espetáculos no anfiteatro começou com a escola infantil de teatro impulsionada pela Asociación Tiempos Nuevos Teatro com a obra “Juguemos diferente” (“Brinquemos diferente”). Depois vieram “Pobrecitos mis cuentos de barro”, do Teatro Cíclico de El Salvador, e “Los viajes de Wenceslao”, da Compañía Teatral Quimera (Honduras).

No sábado (24/11), foi a vez do Coro Nacional de Personas Adultas Mayores de El Salvador (CAMES) e do Circus Contemporaneum, com “Alicia en el País de las Maravillas”. A programação de domingo contou com os “Cuentos mágicos” de César Ilusionista, a “Sesión Cirkus” do  palhaço Simoon, e o concerto musical da salvadorenha Nadia Maltez.

 

A equipe produtora de Asociación Tiempos Nuevos Teatro (TNT) se apresentou no encerramento, e Walter Romero, diretor da TNT, agradeceu a todas as pessoas e instituições que fazem possível o festival. Aproveitou para falar do trabalho que se faz na instituição, dos diferentes processos de educação artística que se desenvolvem nas comunidades de Azacualpa, Guarjila, Guancora, Las Minas, San Miguel de Mercedes e San Antonio Los Ranchos. Também contou ao público novidades, como a turnê pela Alemanha que o elenco fará em 2019, representando El Salvador na Europa.

Saúl Marín, prefeito de San Antonio Los Ranchos, também agradeceu e reconheceu o trabalho que TNT ali realiza para a prevenção da violência a partir da arte e da cultura. A Asociación TNT nasceu em 1993, um ano depois da assinatura dos Acordos de Paz, que terminou com mais de uma década de guerra civil em El Salvador. Surgiu nas montanhas de um departamento historicamente excluído, Chalatenango, e ali permanece depois de 25 anos, como uma referência de arte comunitária para toda a América Latina.

Leia também:

Apertura del 22º Festival Artístico Chalateco y 12º Festival Del Maíz en San Antonio Los Ranchos

Segundo día del 22º Festival Artístico Chalateco y 12º Festival del Maíz

Tercer día en el 22º Festival Artístico Chalateco y 12º Festival Del Maíz

Cuarto día en el 22º Festival Artístico Chalateco y 12º Festival Del Maíz

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08

Nov
2018

EmNotícias

PorIberCultura

Um festival comunitário e um ciclo de intercâmbios: o projeto de Costa Rica selecionado no Edital de Apoio a Redes 2018

Em08, Nov 2018 | EmNotícias | PorIberCultura

Nome do evento: Festival de Juventudes de La Carpio

Nome da red/articulação: Aprendizajes colaborativos La Espiral

Instituição responsável: Cooperativa Viresco

 

“Aprendizagens colaborativas La Espiral” é o nome da rede/articulação formada pela Cooperativa Viresco (San José, Costa Rica), o grupo Aprende a jugar (San José, Costa Rica), a iniciativa em educação popular “CulturAula: Comunidades Aprendiendo” (Guadalajara, México) e a Asociación Civil Caja Lúdica (Cidade de Guatemala).

(Fotos: Fejuca)

O projeto proposto por eles no Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes 2018 se refere a um festival comunitário na comunidade de La Carpio, em Costa Rica, e um ciclo de intercâmbios metodológicos para nutrir de ferramentas e experiências os estudantes atuais e já graduados do curso de Técnico em Animação Sociocultural Comunitária (TASC), e também alimentar os processos comunitários que lideram atualmente. Além de La Carpio, o projeto beneficiará a comunidade de León XIII.

A quarta edição do Festival de Juventudes de La Carpio (FEJUCA), a realizar-se em dezembro de 2018, contará com oficinas, apresentações artísticas, atividades recreativas e feira de artesanato e comida. A ideia é que ao menos 60% dos artistas da agenda do FEJUCA sejam da comunidade e que ao menos 70% da produção seja assumida por membros da comunidade. Também figuram como metas do projeto ter a participação de cerca 200 pessoas de La Carpio e propiciar o intercâmbio de no mínimo oito gestores culturais de Costa Rica, México e Guatemala.

A iniciativa busca promover e difundir a cultura existente em La Carpio – esta comunidade binacional (estima que 50% são costarriquenhos e 49% nicaraguenses) surgiu em 1997 – e fortalecer os processos de educação alternativa desenvolvidas pelas organizações e coletivos das redes de arte e cultura MARACA e Culturas Vivas Comunitárias Mesoamérica.

 

Saiba mais sobre o Festival de Juventudes de la Carpio

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