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Equador

24

Nov
2017

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Participantes do 2º Encontro de Redes formam grupo de trabalho para articular uma rede de governos locais

Em24, Nov 2017 | EmDestaque, Notícias | PorIberCultura

O 2º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizado na sede do Ministério de Cultura e Patrimônio, em Quito (Equador), nos dias 22 e 23 de novembro, terminou com a formação de um grupo de trabalho (GT) de governos locais para a articulação de uma rede que possa aportar ao desenvolvimento das experiências e processos culturais de base comunitária e de povos originários de forma participativa, colaborativa e com trabalho intersetorial.

Como ressaltou Diego Benhabib, representante da presidência do programa IberCultura Viva, se trata de um “primeiro acordo” de constituição desta rede. O documento que os participantes do encontro assinaram nesta quinta-feira (23/11) cita algumas linhas de ação para 2018, tendo em conta o Plano Estratégico Trienal (PET 2018-2020) aprovado na 8ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, realizada também esta semana em Quito, durante o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária.

Além de aderir aos valores defendidos pelo programa (“Fomentar o respeito”, “criar comunidade”, “resguardar a diversidade cultural”, “impulsionar a participação” e “defender a igualdade”), os representantes de governos locais presentes (uma província/estado e 11 municípios) manifestaram o compromisso de integrar o grupo de trabalho e contribuir para o desenvolvimento de ações para a construção de uma agenda comum que permita avançar no diagnóstico e na definição dos marcos para a constituição e o funcionamento de uma rede de governos locais que articule com o programa IberCultura Viva

 

 

Participantes

Participaram do 2º Encontro de Redes IberCultura Viva representantes dos governos da província de Entre Ríos e das municipalidades de Córdoba e Devoto, na Argentina; das prefeituras (alcadías, ayuntamientos e intendencias) de Niterói (Brasi), Medellín (Colômbia), Zapopan e Cherán (México), Ibarra (Equador), Canelones e Montevidéu (Uruguai), La Molina e Metropolitana de Lima (Peru).

A reunião também contou com a presença de representantes de oito países membros do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva (Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Peru e Uruguai) e de quatro organizações culturais comunitárias do México (Consejo de Jóvenes Cherán Keri), Peru (Grupo Pukllay), Guatemala (Caja Lúdica) e Costa Rica (Asociación Administradora del Acueducto Rural de Poás y Barrio Corazón de Jesús de Aserrí) que tiveram incidência no desenvolvimento de políticas públicas locais.

Apresentações

Estes quatro casos da sociedade civil organizada foram apresentados na tarde do primeiro dia de trabalho. A manhã esteve dedicada às apresentações de cinco experiências governamentais de políticas culturais de base comunitária em Niterói (Brasil), Montevidéu e Canelones (Uruguai), Medellín (Colombia) e Córdoba (Argentina).

Herman Montoya, de Medellín: seis anos de política de Cultura Viva

Herman Montoya, da Secretaria de Cultura Cidadã de Medellín, contou o que tem passado nos últimos seis anos, desde que foi institucionalizada em Medellín a política de Cultura Viva Comunitária. Falou dos desafios da política, como o desenvolvimento de uma ferramenta que permita mapear e caracterizar as organizações comunitárias da cidade, e da articulação de propostas de trabalho que vinculem outras secretarias do município em programas e projetos de organizações comunitárias. Também comentou algumas conquistas, como a manutenção dos estímulos e prêmios para expressões da cultura viva comunitária, a publicação das memórias dos eventos de Cultura Viva, e o apoio à participação de organizações locais nos Congressos Latino-americanos realizados em 2013 na Bolívia e agora no Equador.

As experiências uruguaias ficaram a cargo de Alba Antunez, diretora de Descentralização Cultural do Programa Esquinas da Cultura, da Intendência de Montevidéu, e de Manuel Meléndez, diretor de Cultura Comunitária da Intendência de Canelones. Os dois dividiram a mesa para contar como, a partir das municipalidades, vem se desenvolvendo uma política territorial de base cultural comunitária que tem como premissa a cogestão de espaços e experiências com os vizinhos nos bairros.

Renata Machado (Brasil), Alba Antunez, Manuel Meléndez e Begoña Ojeda (Uruguai)

Direitos culturais

Marchiaro falou sobre o caso de Córdoba (Argentina)

Da Argentina, Francisco Marchiaro, secretário de Cultura da Municipalidade de Córdoba, dividiu sua apresentação com Lucrecia González e Diego Pigini, da Direção de Cultura Comunitária. Marchiaro contou um pouco da fisionomia da cidade (uma cidade universitária, com 1,4 milhão de habitantes), da criação da Secretaria de Cultura em 2011, de como conseguiu multiplicar por seis o orçamento destinado aos temas culturais comunitários (passando de 0,19% a 1,2%), e dos três eixos de trabajo a que a Secretaria vem se dedicando: Cultura como direito humano; Cultura como motor de desenvolvimento social; Culturas e territórios.

Pigini e González comentaram como ações como “Carnavales Comunitarios”, “Tu Barrio en Escena”, “Cultura de Barrio”, “Promotores Culturales Comunitarios” e “Aprendo con Cultura” vêm gerando instâncias de desfrute, expressão, participação e exercício pleno dos direitos culturais nas comunidades de Córdoba. Também ressaltaram que este ano foi criado o Conselho Municipal de Cultura Comunitária, um espaço permanente de articulação entre a sociedade civil e a municipalidade para a definição e a defesa de políticas culturais de base comunitária.

Conselho Municipal

Renato Almada comentou a experiência de Niterói

Em seguida, o brasileiro Renato Almada, presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Niterói, lembrou a criação do programa Cultura Viva no Brasil, em 2004, e sua transformação em política de Estado dez anos depois, com a sanção da Ley 13.018/2014, a Lei Cultura Viva. “É necessário implementar uma política de Estado, não de governo, para ter uma política funcionando efetivamente em um país, estado ou município”, afirmou Almada, destacando também alguns avanços conquistados em Niterói, como a Lei do Sistema Municipal de Cultura, que criou o Conselho, o Plano e o Fundo Municipal de Cultura.

“Fizemos em Niterói a maior conferência municipal de cultura de Brasil, com mais de 800 participantes, e lá elegemos o Conselho Municipal de Políticas Culturais, com 15 câmaras temáticas (dança, música, teatro, etc). O Conselho administra o Fundo Municipal de Cultura. Não administra o orçamento, e sim aprova os projetos que vão captar recursos. É um conselho deliberativo, que decide junto com o poder público as políticas culturais a ser implementadas. E nosso Plano Municipal de Cultura prevê o estabelecimento da Rede Cultura Viva”, explicou. A Rede Cultura Viva Niterói, criada através de convênio entre a Prefeitura de Niterói e o Ministério da Cultura (via Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural), é formada por 17 Pontos de Cultura e dois Pontões  de Cultura (*).

(*) Pontão de Cultura é uma entidade cultural ou instituição pública de ensino que articula um conjunto de outros pontos ou iniciativas culturais, desenvolvendo ações de mobilização, formação, mediação e articulação de uma determinada rede de Pontos de Cultura e demais iniciativas culturais, seja em âmbito territorial ou em um recorte temático e identitário.

Leia a ata de formação do grupo de trabalho de governos locais.

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16

Nov
2017

EmNotícias

PorIberCultura

Quito será sede da 8ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva

Em16, Nov 2017 | EmNotícias | PorIberCultura

 

 

A 8ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva será realizada em Quito (Equador) no próximo dia 21 de novembro, durante o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. Este é o terceiro encontro de representantes dos países membros do programa em 2017 e o primeiro que contará com a presença do Equador, um dos países que se somaram ao IberCultura Viva este ano, junto com a Guatemala. O anúncio da adesão dos dois novos integrantes foi feito em 15 de outubro, na 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental, realizada em Lima junto com o 2º Encontro Nacional de Puntos de Cultura do Peru.

Além das boas-vindas oficiais ao Equador, a agenda de trabalho para a 8ª Reunião estará centrada na análise do Plano Estratégico Trianual (2018-2020) do programa e do Plano Operativo Anual 2018. Os dois temas começaram a ser debatidos no encontro anterior, em Lima, assim como o lançamento da Pós-graduação em Políticas Culturais de Base Comunitária FLACSO-IberCultura Viva 2018.

A 7ª Reunião do Conselho Intergovernamental foi realizada em Lima, em outubro

Construído ao longo de 2017, este curso se realizará de maneira virtual junto à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO), com sede na Argentina. Trata-se de uma proposta específica de formação em políticas culturais de base comunitária, dirigida tanto a agentes públicos da Cultura, sejam gestores, funcionários/as ou trabalhadores/as do Estado, como a gestores/as comunitários e membros de organizações da sociedade civil. A duração proposta será de nove meses, de março a dezembro de 2018, e o edital ​estará destinado aos países membros do programa IberCultura Viva.​

A 8ª Reunião também será a ante-sala da ampliação do programa na articulação com instâncias municipais e estaduais. Nos dias 22 e 23 de novembro, o programa realizará em Quito o 2º Encuentro de Redes IberCultura Viva, que estará dedicado com exclusividade à articulação de uma rede de governos locais (municipais e/ou estaduais). Nas jornadas de trabalho para constituir a Rede de Cidades IberCultura Viva participarão funcionários públicos de uma dezena de cidades da América Latina e representantes de organizações culturais comunitárias com experiências de processos de incidência na construção de políticas culturais locais.

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14

Nov
2017

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PorIberCultura

Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária reunirá 800 pessoas em seis dias de atividades em Quito

Em14, Nov 2017 | EmDestaque, Notícias | PorIberCultura

Na próxima segunda-feira (20/11) começará em Quito a terceira edição do Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. O evento, organizado pela Rede Equatoriana de Cultura Viva Comunitária, deverá reunir 800 congressistas provenientes de redes, coletivos e organizações culturais de 18 países da América Latina. Serão seis dias de espetáculos, palestras, debates, exposições, feiras, círculos da palavra e percursos culturais, de 20 a 25 de novembro.

Entre os objetivos deste encontro, que tem como tema “Ser comunitário”, estão a criação de um espaço de intercâmbio e articulação de experiências e redes de cultura viva comunitária em todo o continente” e o impulso de “âmbitos de recuperação e fortalecimento de iniciativas legislativas e de política pública estatal em relação à manutenção de experiências culturais comunitárias”.

A programação completa ocupará diferentes bairros de Quito. De 20 a 25 de novembro o ponto de encontro será a Casa de la Cultura Ecuatoriana (CCE, Av. 6 de Diciembre), mas haverá atividades em vários pontos da cidade, como as Universidades Central, Católica, Andina e Salesiana, o Museu de Medicina, o Teatro Nacional, o Teatro Politécnico Nacional, o Parque Cumandá, as Casas Pukará e Machankara, além de ruas e praças do Centro Histórico de Quito.

Antes, de 17 a 19 de novembro, serão realizados os seis circuitos regionais programados como atividades prévias ao congresso. Artistas locais e representantes de delegações internacionais devem acompanhar neste fim de semana estes espaços de convivência com as comunidades, promovidos em torno de temas como “Turismo e arte nas comunas das praias de Santa Elena”, “Arte, ativismo e articulação entre coletivos do Sul” e “Tradição oral, sementes e interculturalidade de comunidades à margem do rio”.

“Tem sido uma experiência de organização colaborativa, 34 comunidades estão trabalhando  em torno do congresso”, conta Isaac Peñaherrera, que é integrante da Associação Nina Shunku e da Rede Equatoriana de Cultura Viva Comunitária e há dois anos participa da comissão organizadora do evento. “Acreditamos que este investimento na localidade ajuda a potenciar muito o trabalho que as organizações culturais comunitárias vêm desenvolvendo.”

Ao  longo dos seis dias do evento serão abordadas as seguintes temáticas: Autonomia, soberania e território; Economia social e sustentabilidade; Legislação e políticas públicas; Comunicação comunitária; Educação comunitária; Arte e comunidade; Gênero e diversidades; Saúde intercultural; Espiritualidades e ancestralidades; Memória, identidade e patrimônio.

 

Rede de cidades

Nos dias 22 e 23, em  programação conjunta com o 3º Congresso Latino-americano de CVC, será realizado no Centro de Convenções Eugenio Espejo o 2º Encontro de Redes IberCultura Viva. A atividade central deste encontro será a mesa “Rede de Cidades”, em que será debatida a criação de uma rede de governos municipais e/ou estaduais associados a IberCultura Viva, com o fim de avançar no estabelecimento de políticas culturais de base comunitária em nível local e/ou estadual, além de mecanismos de adesão ao programa.

Além de organizar esta mesa de trabalho com representantes governamentais e aportar ao 3º Congresso Latino-americano com o pagamento de passagens aéreas e inscrições para os 52 ganhadores do Edital de Mobilidade, o programa promoverá em Quito a 8ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva. A agenda de trabalho incluirá a análise do Plano Estratégico Trianual (2018-2020) do programa e o Plano Operativo Anual 2018.

Em outubro de 2015, quando se realizou o 2º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária em San Salvador (El Salvador), o programa IberCultura Viva também apoiou a viagem de representantes de organizações culturais comunitárias ibero-americanas, por meio do Edital de Intercâmbio. E ainda realizou em San Salvador a 3ª Reunião do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva.

A terceira reunião do IberCultura Viva, durante o congresso de El Salvador

 

As edições anteriores

Ainda que contem com aportes governamentais, os Congressos Latino-americanos de Cultura Viva Comunitária são iniciativas da sociedade civil, organizadas por redes latino-americanas de CVC. A primeira edição, na Bolívia, se deu em maio de 2013, quando a cidade de La Paz foi “tomada poeticamente por assalto” por cerca de 1.200 ativistas artístico culturais provenientes de 17 países de América Latina.

Participaram do Congresso de La Paz 35 representantes de governos, formando uma aliança em torno de políticas públicas que possam garantir 0,1% dos orçamentos públicos para a Cultura Viva Comunitária e uma rede de cidades criativas pela Cultura Viva Comunitária. Finalizado o congresso, foi elaborado de maneira coletiva um manifesto denominado “Declaração de La Paz”, no qual os participantes ressaltaram o que havia significado este evento e algumas de suas perspectivas.

O Congresso de La Paz, em 2013 (Foto: Cultura de Red/Cobertura colaborativa)

 

Já o 2º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária foi realizado em El Salvador, um país marcado por lutas, conflitos, massacres, e que vivia um momento histórico com um governo que buscava promover a mudança social por meio da cultura. O evento foi organizado pela Rede Salvadorenha de Cultura Viva Comunitária com o apoio da Secretaria de Cultura da Presidência, de 27 a 31 de outubro de 2015, sob o lema “Convivência para o bem comum”.

Durante cinco dias, cerca de 500 congressistas da América Latina e do Caribe participaram de conferências, fóruns, debates, reuniões, oficinas, apresentações e visitas a comunidades. A cordialidade, o respeito e o espírito de irmandade marcaram o encontro antes, durante e depois. Na plenária final, na Concha Acústica da Universidade de El Salvador, os participantes se juntaram para celebrar o encontro e anunciar que o próximo “congresso da cultura da alegria e do afeto” seria no Equador, em 2017.

A plenária final do 2º Congresso de El Salvador, em 2015

 

Saiba mais:

 

Página web do 3º Congresso Latino-americano de CVC

Declaração de La Paz – 1º Congresso Latino-americano (Bolívia, 2013)

Manifesto de San Salvador – 2º Congresso Latino-americano (El Salvador, 2015)

Congresso de El Salvador chega ao fim com celebração afetuosa e um novo ponto de encontro: Equador

 

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