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Para o Topo

PERU

O Ministério da Cultura do Peru foi criado em 2010, com o desafio de fomentar e articular o trabalho das políticas voltadas ao cuidado, à valorização e à apropriação do patrimônio cultural (material e imaterial) e o fomento da criação contemporânea, das artes vivas e indústrias culturais, assim como garantir o direito à diversidade cultural e à construção de uma cidadania intercultural.

Para isso, reconheceu-se que a articulação com as experiências cidadãs que promoviam processos de desenvolvimento a partir da arte e da cultura devia ser a base sobre a qual seriam construídas as políticas culturais no país. É assim que, desde 2012, inspirados na experiência brasileira e no trabalho de diversas redes culturais latino-americanas, se começa a criar, por meio da Direção de Artes, as bases do que seria o programa Pontos de Cultura no Peru. Este processo consistiu em desenhar, junto com um grupo de organizações culturais comunitárias, os objetivos estratégicos do programa e as prioridades do trabalho para os anos seguintes: o reconhecimento e protagonismo dos Pontos de Cultura; a cogestão de projetos a partir de ajudas de financiamento; o fortalecimento de capacidades e gestão do conhecimento; e a comunicação e visibilidade. Tudo isso respeitando a autonomia das organizações membros do programa e fomentando sua articulação em rede.

Em setembro de 2015, o programa Pontos de Cultura tinha identificado e reconhecido 218 experiências em 22 das 25 regiões do país. O panorama que configura a ação do programa é muito diverso, marcado pela riqueza cultural das comunidades camponesas e nativas, pelos processos culturais gerados a partir das migrações e intercâmbios entre diversas regiões, assim como pelos processos mais urbanos de criação cultural. Ainda que na maioria das experiências o território seja um fator intrínseco aos processos de desenvolvimento comunitários, também há aquelas que ressignificam o que entendemos por comunidade, demostrando que os valores compartilhados podem definir o autorreconhecimento de uma comunidade, como no caso das comunidades LGTB, as comunidades de migrantes ou as comunidades virtuais que se apropriam das novas tecnologias para gerar vínculos e trabalho a favor da cultura.

Com base nisso, o Peru reconhece que impulsar uma política de fomento de cultura viva comunitária implica um trabalho integrado dos eixos retores do Ministério da Cultura. A grande diversidade do país se converte, então, no motor para impulsar e fortalecer processos de diálogo que permitam gerar propostas sobre como abordar e trabalhar as diferentes maneiras de ver o mundo e viver em comunidade.

Site: www.cultura.gob.pe

Unidos somos semilla – Memoria Institucional de Puntos de Cultura 2011-2015