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27

Jun
2017

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Histórias e identidades no primeiro encontro de Cultura Viva em Nahuizalco, El Salvador

Em27, Jun 2017 | EmNotícias |

Por Marlen Argueta

“Cultura Viva Comunitária, organização a partir da cosmovisão dos povos originários” foi o nome do encontro que a Red Salvadoreña de Cultura Viva Comunitaria realizou no último sábado, 24 de junho, no município de Nahuizalco, em El Salvador.

Itztla-Tlan-Balam (Luis de Paz), líder indígena, participou do encontro com o tema “Políticas públicas dos povos originários”. Em sua apresentação, ele falou das principais apostas e desafios da implementação da Política Nacional de Povos Indígenas. Também deu a conhecer o entramado de redes de povos originários que existem e sua organização comunitária no país.

Depois, a antropóloga e pesquisadora Marielba Herrera veio com a palestra “De homens a macacos”. Uma visão a partir das tradições humanas atuais, religiosas, culturais e populares, até o descobrimento do ancestral. A palestra permitiu que os participantes, representantes de diversas organizações comunitárias, compartilhassem suas histórias e narrativas construídas nas comunidades, ao redor do sincretismo religioso e das dinâmicas simbólicas cotidianas que formam parte do legado dos povos originários.

Ao final, o maestro César Pineda, diretor nacional das Casas de la Cultura y la Convivencia, vinculadas à Secretaria de Cultura da Presidência de El Salvador, ressaltou a contribuição da cosmovisão dos povos originários para os processos culturais comunitários em todo o país. “Na medida em que se criem processos que reconheçam os aportes da população indígena e sua cultura, diminuirá a negação da identidade destes povos em nossas raízes como nação”, destacou Pineda.

Construção do diálogo

Para a Red Salvadoreña de Cultura Viva Comunitaria, o intercâmbio é uma contribuição para a construção do diálogo com os coletivos e comunidades, um diálogo que permita a aproximação ao conhecimento das histórias particulares, as origens, os patrimônios e demais elementos que constituem e formam parte das identidades.

“Estes encontros surgem das necessidades e temáticas próprias das regiões, da própria vida do trabalho, das coordenações que um tema tão raro como a CVC. Estas atividades nos ensinam a fortalecer as lideranças, os dirigentes homens e mulheres que descobrem na cultura viva o rumo de seu trabalho, de seu coletivo e de sua realidade”, comentou Rafael Moreira, membro da Red Salvadoreña e do coletivo Red Sivar.

O objetivo destas rodas de conversa é potenciar as convergências entre os diferentes coletivos que pertencem à Red Salvadoreña de CVC e fortalecer seu tecido comunitário. Este ciclo de encontros se realiza previamente ao Encontro Nacional de Cultura Viva, a ser realizado em setembro de 2017. O evento é um dos projetos ganhadores do Edital Ibercultura Viva de Apoio a Redes aberta em 2016.

O próximo encontro será em 1º de julho em San Salvador e abordará o programa de Puntos de Cultura e o Programa Ibercultura Viva. Neste espaço participarão os denominados Puntos de Cultura em El Salvador e duas referências em cultura viva do governo central: Alexander Córdova e César Pineda.

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